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Artigo de Opinião

Política

Família Bolsonaro só sabe criar crises e prejudicar governabilidade

Nas rusgas entre o filho vereador e o vice-presidente, Mourão, o Bolsonaro declarou que "era uma questão de sangue" ficar a favor do filho

Publicado em 27 de Maio de 2019 às 19:58

Publicado em 

27 mai 2019 às 19:58
Família Bolsonaro
Gutman Uchôa de Mendonça*
Algo complicado e grave acontece na história política nacional, que precisa ser melhor definido, pelo menos para que o eleitor, que em outubro de 2018 escolheu um novo presidente da República, fique sabendo que votou em um candidato e não em quatro, como está parecendo, onde três filhos do presidente dão palpites abertos nas decisões do governo. Eles - um senador, um deputado e outro vereador - criam atritos entre o pai, o vice e o Congresso.
Nas rusgas entre o filho vereador de Bolsonaro e o vice-presidente da República, Mourão, o presidente declarou, através do seu porta-voz, que “era uma questão de sangue” ficar a favor do filho, que o ajudara durante a campanha eleitoral.
Foi quando a sociedade brasileira imaginava não ter um líder que pudesse surgir na história política nacional para pôr fim ao chamado lulopetismo, que quase destruiu a nação ao longo de mais de 13 anos, que apareceu o deputado federal Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, como candidato à Presidência e prometendo varrer o que estava ruim na política.
Na época, o Brasil vivia o ápice de sua impressionante roubalheira, conhecida por meio da Operação Lava Jato, e que levou à prisão dois ex-presidentes, além da destituição de um, no caso Dilma Rousseff.
Quem elegeu o novo presidente, ao que me parece, foi a força renovadora do eleitorado brasileiro, que mudou o chefe da nação e também praticamente metade do Congresso Nacional. Agora, no entanto, o eleito não se entende nem com seus filhos e, “soprado” por um tal de “guru” que mora nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho, bota e tira ministro sem uma avaliação séria de seus currículos.
Nenhum presidente da República, governador de Estado ou prefeito precisa ser sábio, basta ter equilíbrio para administrar, escolhendo auxiliares que, pressupõe-se, sejam mais inteligentes do que os administradores eleitos.
Quem elegeu o sr. Jair Messias Bolsonaro não foi seus filhos, mas a sociedade brasileira, a maioria que estava enojada das bandalheiras que tanto envergonhavam a nação. Parece que está faltando alguém de bom senso, bom equilíbrio emocional, pés no chão, e que tenha coragem de dizer para elas: “Gente, estamos dirigindo a nação e não uma rinha de galos, ou coisa pior!”.
*O autor é jornalista
 
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