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Artigo de Opinião

Orlando Bolsanelo Caliman

Escolhas institucionais trouxeram avanços ao Espírito Santo

É importante olharmos para trás, daqui uns 15 anos, e constatar que desafios foram enfrentados e solucionados

Publicado em 05 de Janeiro de 2019 às 01:04

Publicado em 

05 jan 2019 às 01:04

Orlando Bolsanelo Caliman*

Quando olhamos para o Espírito Santo de 15, 20 anos atrás, vemos que o Estado passava por um dos momentos mais conturbados da sua história recente, caracterizado principalmente pela fragilidade de suas instituições, incapazes ou ineficientes no exercício de papéis e funções que lhes eram atribuídos e confiados. Claramente, existia um “estado” de desconfiança, com fricções sistemáticas nas relações entre o Estado, nas suas diversas formas de expressão, e as representações de atores sociais e privados. Esse ambiente instável e de desconfiança, além dos custos sociais da ineficiência, do ponto de vista dos negócios, imputava-lhes custos adicionais nas transações econômicas.

Tomando-se como referência os ensinamentos do Prêmio Nobel de Economia, Douglass North, é seguro dizer que o Espírito Santo estava destinado ao fracasso na sua luta pelo desenvolvimento e prosperidade. Segundo North, uma sociedade é reflexo das instituições que a compõem. Assim, é possível explicar a realidade de determinada sociedade num dado período a partir das escolhas institucionais que foram feitas ao longo do tempo. É o que ele denomina de Path Dependence. O que nos leva a concluir que caso as instituições capixabas tivessem continuado naquela situação estaríamos em situação semelhante ou até pior do que alguns Estados que hoje passam por problemas idênticos.

Problemas e obstáculos ainda existem, porém, estes podem ser enfrentamos com mais objetividade e resultados. Recorrendo a North, a explicação para o sucesso está nas escolhas e construções sociais e institucionais ocorridas desde o início do século XXI. A reconstrução, a qualificação e o fortalecimento das instituições possibilitaram o retorno da confiança entre os atores sociais, políticos e empresariais. Hoje, colhemos o fruto disso.

Eis o que nos fez: Segurança jurídica, respeito à propriedade privada, estabilidade política, parcerias público-privadas de qualidade, estabilidade fiscal, melhoria da educação básica, diminuição da criminalidade, dentre outros. Esses avanços estão assentados em instituições formais e informais que refletem escolhas dos capixabas ao longo dos anos e que contribuíram para aumentar o “estado” de confiança.

No entanto, cabe-nos dar continuidade a esse processo para que daqui a 15 anos possamos olhar para trás e constatar que os desafios hoje existentes, assim como outros que surgirão, foram devidamente enfrentados e solucionados, e que o Espírito Santo se tornou um Estado ainda mais desenvolvido e próspero.

*O autor é diretor de Educação e Gestão Pública do Espírito Santo em Ação

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