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Artigo de Opinião

George Costta

Consumo colaborativo é o futuro do terceiro setor

Consumo colaborativo tem longo caminho a percorrer, e a tecnologia possui importante papel nesse processo

Públicado em 

09 jan 2019 às 00:32
George Costta*
Uma pesquisa inédita no país e promovida pelo SPC Brasil e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), em 2017, mostra que os brasileiros estão mais ligados e adeptos ao consumo colaborativo. Ainda de acordo com o levantamento, 79% dos consumidores relataram que a economia compartilhada torna a vida mais fácil. Outro dado curioso é que 68% dos entrevistados disseram que podem passar a adotá-la em, no máximo, dois anos.
Mas o que é consumo colaborativo? De maneira simples, é uma nova prática comercial que permite o acesso a bens e serviços sem que haja, necessariamente, a aquisição de um produto ou trocas monetárias. Termos como compartilhar, alugar, emprestar e trocar, substituem o verbo comprar. No mundo já existem várias práticas neste sentido, como o aluguel de bicicletas e ambientes de trabalho compartilhado (co-working).
Voltado para instituições do terceiro setor, a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (ACACCI), em parceria inédita com a startup Bem Comum, está em fase de testes de uma plataforma on-line que permitirá aos usuários a praticar o consumo colaborativo, somando o apoio a uma causa social: o enfrentamento do câncer infantojuvenil. Um dos pontos altos é o relacionamento com instituições de outras causas, sendo possível a troca de alimentos, serviços, móveis e outras oportunidades.
Essa é uma estratégia inovadora de mobilização da entidade, que vai ao encontro da necessidade das ONGs: buscar outras alternativas de movimentar recursos, que fuja das formas tradicionais. O método está em consonância com uma sociedade cada vez mais preocupada com os aspectos socioambientais. Está além da ação “dar e receber”, é uma interação entre as partes em ter fácil acesso ao que o outro oferece.
Dando luz à pesquisa mencionada no início deste artigo, o consumo colaborativo tem um longo caminho para percorrer, e a tecnologia possui um importante papel nesse processo. O mundo está cada vez mais conectando pessoas e trazendo as suas reais necessidades, mostrando que estas estão dispostas a propor soluções, para sanar as necessidades, para o bem comum.
“O momento em que vivemos, de transição de modelos, é como uma onda, podemos surfar nela ou nos afogarmos”. A frase foi dita pela futurista Lala Deheinzelin, durante uma conferência em 2016. E você, surfará ou afogará? Entre nessa!
*O autor é assessor de Comunicação da Acacci
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