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Artigo de Opinião

Antônio Carlos de Medeiros

Coalização liberada por Musso busca novo protagonismo para a Assembleia

Com o discurso de refundar a "Casa do Povo", ações concretas já aumentaram de 1.100 para 3.500 o fluxo diário de pessoas na Assembleia

Publicado em 20 de Junho de 2019 às 01:24

Publicado em 

20 jun 2019 às 01:24
Presidente da Assembleia, Erick Musso
Antônio Carlos de Medeiros*
Tem algo no ar além dos aviões de carreira na política regional. Liderada pelo presidente Erick Musso (PRB), a coalizão interna de poder na Assembleia Legislativa (Ales) mostra sinais de busca de protagonismo institucional para a própria Assembleia. Nestes tempos em que o Poder Legislativo tornou-se uma Geni na política nacional e regional, os deputados da atual legislatura querem mudar a imagem da instituição.
Isto é perceptível no plano simbólico e no plano real. Nos discursos e nos gestuais. As ações e a narrativa estão colocadas. Com o discurso de refundar a “Casa do Povo”, ações concretas já aumentaram de 1.100 para 3.500 o fluxo diário de pessoas transitando pela Assembleia. Restaurante; biblioteca; wi-fi; pautas das mulheres; tramitação dos processos; e novas bandeiras, apontam nesta direção. Se vai dar certo, só o tempo dirá. Mas não são iniciativas “cosméticas”. É bom os atores políticos prestarem atenção.
“É a Era Erick Musso”, vislumbra um experiente observador da história da Ales. O Erick 2.0 é diferente do Erick 1.0. Sob sua liderança, a Casa passa a se ver como peça fundamental na engrenagem dos Três Poderes. Demonstrações de força já se deram no governo de Paulo Hartung. Por exemplo, com o debate do fundo de desigualdades, que colocou na época 72 prefeitos na Casa. Agora, no governo Casagrande, o debate do Fundo Soberano foi outra demonstração da liderança de Musso.
Outra fonte chama a atenção para o fato de que Erick exerce sua liderança interna compartilhando poder. Ele nunca recebeu um projeto de outro Poder sem ter os deputados ao lado. Atua fortalecendo os colegas e a instituição. É o espírito de corporação. Com este viés, e com a colaboração de deputados experientes como Marcelo Santos, Enivaldo dos Anjos e Euclério Sampaio, ele sabe dialogar com a alma do Plenário. Lida bem com os decanos e com os novatos.
Na atual legislatura, é um Plenário de renovação numérica, mas de pessoas experientes. Novatos, mesmo, só tem seis: Alexandre Quintino, Carlos Von, Emilio Mameri, Marcos Garcia, Renzo Vasconcelos e Torino Marques. Todos, decanos e novatos, são quase unânimes em asseverar que “Erick cumpre palavra” e que “Erick tem futuro”. A liderança dele já mexeu com as expectativas de poder.
Sabendo que a sua idade (32 anos) joga a seu favor, o presidente da Ales mostra inteligência política ao declarar que não será candidato a reeleição para deputado estadual. Portanto, não será concorrente dos seus colegas. Aponta para uma provável candidatura a federal.
“Ele é o futuro, e não o presente, se ele se colocasse como presente criaria arestas e conflitos”, lembra um arguto observador. Que vaticina: “se continuar se colocando como futuro, Erick só perde para ele mesmo; igual a Casagrande, que no presente só perde para ele mesmo”...
*O autor é pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science
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