A Gazeta chegou ao mundo digital em 1996, numa época em que poucas redações sonhavam com presença online. Nasceu como Gazeta Online num gesto de aposta no futuro e acabou abrindo caminho para o jornalismo em tempo real no Espírito Santo. Três décadas depois, essa decisão inicial da Rede Gazeta se provou acertada e inovadora: o portal evoluiu, incorporou novas linguagens e tornou-se canal principal de informação para milhões de usuários capixabas.
O marco de hoje não celebra apenas a longevidade de um site, mas a capacidade de uma redação de se adaptar a sucessivas transformações tecnológicas sem perder sua identidade. De uma equipe jovem e alegre no cantinho da redação, experimentando coisas novas, pavimentando o terreno, ao centro do jornalismo digital do Estado.
Quando o projeto nasceu, em 1996, a internet ainda era limitada, cara e pouco acessível para a maior parte do público. A conexão com o provedor ainda fazia um barulho esquisito e peculiar do modem e as pessoas “entravam na internet”. Mesmo assim, a aposta foi clara de levar o jornalismo da marca para o ambiente digital antes que isso se tornasse uma exigência do mercado. A decisão colocou A Gazeta entre os nomes pioneiros dessa transição no Estado e também no país. Para se ter uma ideia, o site nacional UOL nasceu um mês antes do então Gazeta Online, em abril de 1996. O que parecia uma experiência de futuro acabou se tornando parte do cotidiano de quem vive no Espírito Santo.
Uma aposta pioneira
No início, o desafio não era apenas técnico. Era também cultural. Explicar para a redação, para a empresa e para o público que a notícia deixaria de estar restrita ao papel e passaria a circular em outro ritmo, com atualização contínua e acesso no instante em que era produzida. Essa mudança exigiu aprendizado, investimento e disposição para testar caminhos que ainda não estavam prontos e muitos nem desenhados.
O valor desse movimento aparece com nitidez olhando para trás. A Gazeta não entrou no digital apenas para “estar na internet”; entrou para descobrir como o jornalismo poderia funcionar ali, com maior velocidade, mais interatividade e novas possibilidades de linguagem. Isso ajuda a explicar por que o site ganhou relevância muito além de uma simples vitrine do jornal impresso.
Do experimento ao hábito
Com o passar dos anos, o que era novidade virou rotina. O site deixou de ser uma extensão do impresso e passou a ocupar o centro da operação jornalística, com atualizações ao longo do dia e cobertura pensada para quem acompanha as notícias pelo computador e, depois, pelo celular.
A reformulação de 2019 foi um marco com a transição definitiva para formatos digitais e a aposentadoria da edição diária em papel que consolidaram o site, com a TV Gazeta e a CBN Vitória, como o núcleo da operação informativa da Rede Gazeta. Além de reposicionar a marca para uma lógica mais conectada aos hábitos do público, o que vem fazendo até hoje.
A Gazeta conseguiu unir o repertório de um veículo histórico com a agilidade exigida pelo consumo de informação em tempo real. O resultado foi uma plataforma mais dinâmica, capaz de acompanhar o ritmo da vida cotidiana sem abrir mão da credibilidade construída há quase 100 anos.
Relação com o capixaba
Um dos traços mais fortes dessa trajetória é a proximidade com o leitor do Espírito Santo. A Gazeta não se limitou a informar. Buscou participar da conversa pública do Estado, cobrindo temas que impactam diretamente a vida das pessoas. Essa presença constante ajudou a consolidar a percepção de que o site não é apenas “sobre” o Espírito Santo, mas participa da rotina capixaba.
Esse vínculo se fortaleceu com a ampliação dos canais de acesso e distribuição, da versão transpositiva dos primeiros anos à adoção de formatos multimídia e redes sociais, newsletters além de plataformas de áudio e vídeo. Isso tornou a informação mais direta, mais rápida e mais acessível. Em vez de depender de uma única forma de consumo, o conteúdo passou a chegar por múltiplas portas, acompanhando a mudança de comportamento do público.
Alcance em todo o Estado
A força de A Gazeta no digital também está na abrangência geográfica. Nesses 30 anos, o site deixou de ser um endereço centrado na Grande Vitória para se afirmar como referência estadual, alcançando leitores de diferentes regiões do Espírito Santo, de Norte a Sul. Isso é importante porque amplia o papel do veículo e ajuda a conectar a população do Estado em torno de assuntos comuns.
Com essa presença mais ampla, o site passou a ser uma espécie de ponto de encontro informativo, reunindo notícias, análises e serviços em uma plataforma de acesso permanente, 24 horas, 7 dias por semana, desde 23 de maio de 1996.
Os 30 anos de A Gazeta no digital mostram que o pioneirismo verdadeiro não é um evento isolado, fruto de sorte, mas uma postura contínua de adaptação e coragem. O site sobreviveu a mudanças profundas no consumo de notícias, atravessou reformulações e segue relevante porque entendeu cedo que tecnologia e jornalismo precisam caminhar juntos.
Hoje, o aniversário simboliza mais do que um número redondo. Representa parte da história de um veículo que mostra ao Espírito Santo como a notícia pode circular de maneira mais rápida, mais próxima, com credibilidade e profissionalismo. Mudou a nossa forma de entregar o conteúdo, mas não a nossa essência, o nosso compromisso com a informação. E talvez esse seja um dos maiores legados desses 30 anos que projeta também o futuro: mostrar que inovação faz muito sentido quando continua servindo às pessoas e, no nosso caso, trabalhando para melhorar a vida do capixaba.