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Emanueli de Almeida

Ano de oportunidades para pequenas empresas

Pequenos e médios negócios sofrem com a complexidade de obrigações fiscais, tributárias e financeiras

Publicado em 09 de Março de 2018 às 16:41

Públicado em 

09 mar 2018 às 16:41

Colunista

Após períodos sombrios para o empresariado brasileiro, o ano começa com um fôlego de esperança à medida que os números apresentam uma economia em retomada no país. Para as micro, pequenas e médias empresas, grupo entre os mais atingidos pela recessão, o período é de se organizar internamente para aproveitar o cenário positivo e o melhor momento financeiro dos consumidores.
Já conhecido como um país que acumula desafios para aqueles que decidem investir no seu próprio negócio, a extensa e constantemente atualizada lista de exigências no que se refere à legislação acaba por definir as empresas que irão ou não prosperar. Um exemplo dessas mudanças processuais é o programa SPED, que veio para modernizar a prestação de contas ao Fisco e fará parte da realidade de todas as empresas a partir deste ano.
Por vezes, as complexas regras são sequer compreendidas por grande parte dos gestores e empresários. Pequenos e médios negócios sofrem com a complexidade de obrigações fiscais, tributárias e financeiras – que, quando não realizadas corretamente, podem até mesmo ser entendidas como tentativas de burlar entidades fiscalizadoras.
De acordo com a última pesquisa “Demografia das Empresas”, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada dez empresas, seis não sobrevivem após cinco anos de atividade. O estudo do IBGE revelou ainda que a sobrevivência das empresas tem relação direta com o tamanho delas. Empresas com mais empregados tendem a permanecer mais tempo no mercado, enquanto as de menor porte - mais vulneráveis à instabilidades - têm taxas de sobrevivência mais baixas.
Sendo assim, é preciso entender que, muito além da quantidade de clientes fechando negócio, a necessidade no momento é de se organizar e preparar os processos da empresas para que a instituição aproveite o melhor do cenário que está por vir. Parar e observar cada contrato, a fim de analisar a margem de lucro e rentabilidade que cada cliente tem trazido para a empresa.
As micro e pequenas empresas no Brasil representam 98% do universo das organizações no país e, ao contrário do que muitos podem imaginar, são as que mais necessitam de investimentos em melhorias de gestão e processos para avaliar caixa, margem de lucro, necessidade de capital de giro, para, assim, promover uma saúde financeira estável e duradoura para a empresa.
Afinal, não há tempo de errar. Deixar para resolver as coisas na calculadora de casa e no caderninho de anotações está longe de se obter um resultado satisfatório a curto prazo em uma empresa, ainda que micro. O período é positivo, principalmente para os que buscam uma atualização constante e uma gestão eficiente. O resultado final são processos bem definidos, empresa organizada e cliente satisfeito.
*A autora é contadora e especialista em pequenas e médias empresas
 

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