Gustavo Guimarães*
Por definição acadêmica, turismo é uma atividade econômica que, por essa característica, precisa ser entendida e valorizada em sua cadeia produtiva. No Espírito Santo, algumas localidades são destinos turísticos por excelência, com a população vivendo direta ou indiretamente desta atividade, como Itaúnas, ao Norte do Estado, e Guarapari, na Região Sul, passando pelas belas montanhas capixabas.
Porém, mesmo com muito sendo feito para o seu fomento, continuamos acreditando que essa economia é apenas complementar, e basta aguardar “atrás do balcão” para que os turistas cheguem.
É necessário que os governos, população e iniciativa privada tenham a conscientização do tamanho e resultado deste mercado e o que pode dele ser extraído. O tratamento profissional e o planejamento precisam ser encarados como mola propulsora para conquistas públicas, entre elas a geração de emprego e renda para a população, além de receita para o governo reverter em benefícios à Saúde, Educação e Segurança.
Por antagonismos, a cidade de Anchieta passou considerável tempo voltada para a receita da Samarco, ficando sem a reação natural de voltar-se ao turismo quando a fonte secou. Já a nossa Capital se reinventou quando, por conta da crise econômica que afetou a realização de grandes eventos e a queda do turismo corporativo, passou a buscar uma nova vertente desse mercado, o de lazer. O que difere uma cidade de outra é a forma profissional e dedicada de encarar seus potenciais.
Quando se busca incentivar este mercado, há uma reação ágil, pois estamos falando de um dos maiores geradores de emprego e renda, fator importante quando ainda temos mais de 12 milhões de desempregados.
A promoção profissional das diversidades turísticas capixabas fomenta não só o lazer, mas também a captação de eventos e viagens corporativas, revertendo em melhorias cada vez maiores a toda sociedade.
*O autor é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES)