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Perigo a bordo

40 mil veículos no Espírito Santo estão com kit gás irregular

Isso corresponde a 65% da frota de carros a gás, apontam dados da Associação Nacional dos Organismos de Inspeção (Angis)
Kaique Dias

Publicado em 

11 jul 2018 às 20:21

Publicado em 11 de Julho de 2018 às 20:21

Carro que usava gás de cozinha em vez de GNV explodiu em posto Crédito: Caíque Verli
No Espírito Santo, 40 mil veículos convertidos para gás natural veicular (GNV) estão com o kit gás irregular. Isso corresponde a 65% da frota de carros a gás, apontam dados da Associação Nacional dos Organismos de Inspeção (Angis).
Segundo o diretor regional da Angis, Luiz Dantas Dalla Bernardina, a pesquisa foi feita em janeiro deste ano após levantamento em oito postos de combustível da Grande Vitória. Foi constatado que esse percentual de veículos não tinha o Certificado de Segurança Veicular (CSV) ou estava com o documento vencido.
A situação preocupa e pode causar acidentes. Na noite de terça-feira (10), um carro movido a gás explodiu em um posto de combustíveis localizado em Cobilândia, na Avenida Carlos Lindenberg, Vila Velha. Ele estava irregular: no lugar do cilindro de GNV, carregava dois botijões de gás de cozinha. Após a explosão, o motorista fugiu e está sendo tratado como foragido da polícia.
O diretor regional da Angis relata que os números são alarmantes em função do perigo que oferecem a toda a população. “O equipamento de conversão é seguro. Nos EUA, os veículos escolares utilizam este tipo de combustível. Contudo, o veículo que utiliza o GNV precisa fazer inspeção veicular de segurança anualmente.”
O coronel do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, Wagner Borges, reforça que carros a gás são seguros, desde que sejam instalados por uma oficina homologada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e estejam regularizado junto ao Detran.
Ele afirma que um botijão de gás de cozinha não suporta a pressão do gás colocado num veículo. “É ilegal, negligente e imprudente colocar um botijão de gás de cozinha. Ele consegue suportar apenas 20 quilos de pressão de gás, enquanto um cilindro de gás de GNV suporta 400 quilos de pressão. A pessoa está colocando em risco a vida dela e de outras pessoas”, diz.
TROCA 
O proprietário de uma empresa especializada em instalação de gás GNV, José Luiz Nascimento, diz que muitas pessoas passam a usar GNV em vez de gasolina por questões financeiras. O gás gera economia de aproximadamente 55% em relação à gasolina.
No entanto, alguns fazem de forma irregular devido ao custo do kit. A instalação fica em aproximadamente R$ 4 mil reais e a regularização junto ao Detran custa por volta de R$ 500. “O gás mais seguro que o álcool e a gasolina desde que seja colocado de forma correta”, diz.
MUDANÇA DE COMBUSTÍVEL PRECISA SER AUTORIZADA PELO DETRAN
O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) informou que a modificação do veículo para o uso do GNV como combustível deve ser autorizada previamente pelo órgão, conforme Resolução 292 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Para estar licenciado, é preciso primeiro instalar o kit de gás em uma empresa homologada pelo Inmetro. Em seguida, é preciso passar por uma firma de inspeção de segurança veicular, que também precisa estar regularizada pelo Inmetro.
A modificação deve ser registrada no Certificado de Registro de Veículos (CRV) e no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Anualmente, carros que utilizam o GNV como combustível devem realizar inspeção de segurança.
Segundo o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir o veículo sem ter sido submetido à inspeção de segurança veicular é infração grave, com penalidade de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira. Além disso, conduzir veículo que não esteja devidamente licenciado é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, sete pontos na carteira e apreensão do veículo.

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