Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • É hora do acerto de contas para o Brasil voltar para a se desenvolver
Fernando Caio Galdi

É hora do acerto de contas para o Brasil voltar para a se desenvolver

Reformas importantes precisarão ser aprovadas dentro de um ambiente de polarização política

Publicado em 07 de Outubro de 2018 às 19:30

Públicado em 

07 out 2018 às 19:30

Colunista

Um dos deveres fundamentais que cada cidadão brasileiro possui é de ir às urnas
Fernando Caio Galdi*
Escrevo este texto antes de saber o desfecho do primeiro turno das eleições de 2018. Contudo, não tenho dúvidas de que, além do resultado da corrida presidencial, a configuração resultante da Câmara dos Deputados e do Senado Federal vai influenciar sobremaneira o necessário ajuste econômico para colocar o Brasil de volta na rota do crescimento. Sejam eles quem forem, os novos governantes terão imensos desafios. Se quiserem cumprir minimamente suas promessas de diminuir o desemprego, melhorar a saúde, a segurança e a educação, precisarão, antes de tudo, ajustar as contas do governo.
Não será um ajuste fácil. O próximo governo herdará um elevado endividamento (em agosto deste ano, a dívida bruta do governo geral estava em torno de 77% do PIB) e assumirá com déficit estimado em 139 bilhões para 2019, com trajetória crescente e explosiva se nada for feito. Esse desequilíbrio fiscal, somado à baixa produtividade e à falta de investimentos, tornam o cenário ainda mais desafiador. Reformas importantes precisarão ser aprovadas dentro de um ambiente de polarização política resultante da recente eleição e, portanto, o comportamento do novo Congresso Nacional será essencial.
É essencial que nos posicionemos e comecemos a cobrar o ajuste das contas de nossos representantes na Câmara e no Senado, para que seus posicionamentos sejam em prol do Brasil, e não o antigo e conhecido revanchismo político
Entre as reformas necessárias na área econômica, temos a previdenciária, a tributária, a do funcionalismo público e as privatizações, além de mudanças que levem para uma maior abertura comercial, melhoria do ambiente de negócios, maior competitividade no crédito e redução de benefícios fiscais.
De maneira a suplantar esses desafios, nossos eleitos precisam pensar coletivamente no Brasil e não no próprio umbigo. Sei que isso soa como utopia, mas essa é a realidade nua e crua. Caso o coletivo não se sobressaia, apontaremos para um caminho muito difícil que provavelmente nos levará a segurar a lanterna do desenvolvimento mundial pelas próximas décadas.
Assim, após este primeiro turno, é essencial que nos posicionemos e comecemos a cobrar o ajuste das contas de nossos representantes na Câmara e no Senado, para que seus posicionamentos sejam em prol do Brasil, e não o antigo e conhecido revanchismo político.
O ano de 2019 deverá ser o ano das reformas. Temos que nos conscientizar disso. Somente a união da sociedade brasileira, com a respectiva cobrança de nossos eleitos, poderá nos levar ao caminho correto. Devemos cobrar que nossos representantes estudem e entendam quais as mudanças que direcionam para o ajuste efetivo das contas públicas, e que barrem eventuais atos que sejam populistas e comprometam ainda mais as finanças do governo. Não será uma tarefa fácil ou popular, contudo é o único caminho que pode nos levar à salvação.
*O autor é doutor em Ciências Contábeis pela USP, professor da Fucape, sócio da AlphaMar Investimentos e comentarista da CBN Vitória

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Treino da Seleção Brasileira
Seleção Brasileira encerra preparação para estreia com último treino em Nova Jersey
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
Saiba quanto investir por mês para conseguir juntar R$ 100 mil
Lotes CBL lança 383 lotes em Vila Velha com unidades a partir de R$ 395 mil

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados