Comparada a uma “cidade” na Ilha de Vitória, o território da Grande São Pedro com quase 10 mil domicílios, segundo o IBGE, é de elevado potencial econômico. Os pontos comerciais em funcionamento pelos 10 quilômetros da Rodovia Serafim Derenzi, e também dentro dos dez bairros, incluindo o polo gastronômico da Ilha das Caieiras, geram emprego e renda para diversas famílias.
Hoje, a região possui 2.607 empresas ativas dos setores do comércio, serviço e indústria, segundo informações da Prefeitura de Vitória e, a cada ano, surgem novos empresários. Em 2015, foram abertas 362 empresas; no ano seguinte, 406; em 2017, mais 402; e este ano, já são mais 438.
Hudson Araújo Cerqueira, 34 anos, é um dos empresários mais novos da região. Ele é morador do bairro São Pedro e começou vendendo bombons caseiros para custear o curso técnico de meio ambiente, lucrando R$ 1.500 por mês. Em 2014, tornou-se Microempreendedor Individual (MEI).
“Consegui tirar meu CNPJ, fui ao banco, peguei uma máquina de cartão de crédito e minhas vendas triplicaram. Aí eu consegui um empréstimo para comprar a máquina para embalar e fazer mais bombons”, disse Hudson, que fabrica os bombons de banana Caieiras.
No começo, os bombons de Hudson eram dos sabores de brigadeiro, coco e morango, mas, com olhar empreendedor, soube entender a demanda dos clientes que buscavam um produto com menor teor de açúcar. Foi aí que surgiu a ideia de fabricar bombons de banana. Um sucesso. Hoje, a fabricação envolve apenas a família, porém, no próximo ano ele espera produzir mais de duas mil caixas mensais e ter um espaço próprio para a fabricação do produto.
“O mercado em si aprova o produto e vou passar a produzir de dois a quatro mil caixas por mês. Vamos tentar fazer de tudo para melhorar a tecnologia e a nossa comunicação com o cliente”, diz.
Hoje, Hudson fabrica 500 caixas mensais, com faturamento bruto de R$ 15 mil. E, para divulgar seu trabalho para os turistas que visitam a Ilha das Caieiras, ele colocou na embalagem a bandeira do Espírito Santo e fotos e ilustrações de paisagens turísticas do Estado.
Outro empreendedor é Geovânio Silva Siqueira, de 42 anos, que mora no mesmo bairro há 39 anos. Aos 7 anos de idade, vendia quibe, pastel e picolé. Vendeu até chup-chup no antigo lixão. Há 11 anos, é empresário e possui três lojas de carne com mercearia na região de São Pedro, e contratou 26 funcionários.
“Sempre existiu muito comércio nesta região. Abri a primeira loja em fevereiro de 2008. Antes, pessoa que queria algo diferente e melhor saía do bairro para comprar fora, esse foi um dos motivos para que eu abrisse mais duas lojas”, lembra Geovânio, que por seis anos foi gerente de açougue e peixaria em uma rede de supermercados.
O economista e presidente do Conselho de Economia do Espírito Santo, Eduardo Araújo, reconhece que a região pode crescer. Entretanto, para explorar ainda mais esse potencial, alguns indicadores precisam melhorar.
“Há, sim, potencial de crescimento e de atração de investimentos nas áreas de turismo, comércio e setor imobiliário da região. Porém, o progresso econômico do local está condicionado a avanços na infraestrutura, saneamento e indicadores de segurança, que ainda deixam muito a desejar”, analisa Eduardo.
NÚMEROS
HABITAÇÃO E RENDA
BAIRROS DA GRANDE SÃO PEDRO
Comdusa
Conquista
Ilha das Caieiras
Nova Palestina
Redenção
Resistência
Santo André
Santos Reis
São José
São Pedro
População
33.746
DOMICÍLIOS
9.954
RENDA MÉDIA
R$ 508,84
EMPRESAS
EM ATIVIDADE
2.607 empresas
CRESCIMENTO
ABERTAS EM 2015
362 novas empresas
ABERTAS EM 2016
406 novas empresas
ABERTAS EM 2017
402 novas empresas
ABERTAS EM 2018
438 novas empresas