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Terceiro navio ligado à Venezuela é alvo de ação dos EUA em meio à escalada de tensões

As autoridades americanas já apreenderam dois navios-petroleiros neste mês — um deles no sábado. Maduro afirmou que Venezuela enfrenta "uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e de corsários que assaltam petroleiros"
BBC News Brasil

Publicado em 

21 dez 2025 às 19:43

Publicado em 21 de Dezembro de 2025 às 19:43

Imagem BBC Brasil
No sábado, segundo navio foi interceptado Crédito: Reuters
A Guarda Costeira dos EUA está em "perseguição ativa" neste domingo (21/12) a um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, disse uma autoridade americana à parceira da BBC nos Estados Unidos, a CBS News, enquanto as tensões na região continuam a aumentar.
As autoridades americanas já apreenderam dois navios-petroleiros neste mês — um deles no sábado (20/12).
A perseguição deste domingo estaria relacionada a "uma embarcação da frota fantasma sancionada, que faz parte da evasão ilegal de sanções pela Venezuela", afirmou uma autoridade dos EUA.
"Ela navega sob bandeira falsa e está sob ordem judicial de apreensão."
Os EUA têm acusado navios que deixam a Venezuela de fazerem parte de uma "frota fantasma" que supostamente usa diversas estratégias para ocultar suas atividades.
Segundo Washington, essas embarcações integram redes usadas pelo governo de Nicolás Maduro para escoar petróleo no mercado internacional, apesar das restrições, muitas vezes com mudanças de bandeira, desligamento de sistemas de rastreamento e transferências de carga em alto-mar.
Neste domingo, sem mencionar ainda a terceira ação americana, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o país enfrenta "uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e de corsários que assaltaram petroleiros".
"Estamos preparados para acelerar a marcha da Revolução profunda", disse Maduro.

'Bloqueio total'

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou na terça-feira um "bloqueio total" a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.
O país — que abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — acusou o governo Trump de tentar roubar seus recursos.
As autoridades dos EUA ainda não confirmaram oficialmente a perseguição deste domingo, e o local exato e o nome do navio-tanque envolvido ainda não são conhecidos.
Até a semana passada, mais de 30 dos 80 navios em águas venezuelanas ou a caminho do país estavam sob sanções dos EUA, segundo dados compilados pelo TankerTrackers.com.
A apreensão de sábado envolveu um navio-tanque com bandeira do Panamá, abordado por uma equipe tática especializada em águas internacionais.
Essa embarcação não consta na lista de navios sancionados do Tesouro dos EUA, mas Washington afirmou que ela transportava "petróleo sancionado da PDVSA", a estatal de petróleo venezuelana.
Nos últimos cinco anos, o navio também navegou sob as bandeiras da Grécia e da Libéria, de acordo com registros analisados pela BBC Verify.
"Esses atos não ficarão impunes", afirmou o governo venezuelano em resposta ao incidente de sábado. Acrescentou que pretende apresentar uma queixa ao Conselho de Segurança da ONU e a "outros organismos multilaterais e aos governos do mundo".
A Venezuela é altamente dependente das receitas de suas exportações de petróleo para financiar os gastos do governo.
Nas últimas semanas, os EUA reforçaram sua presença militar no Mar do Caribe e realizaram ataques letais contra supostos barcos venezuelanos de tráfico de drogas, matando cerca de 100 pessoas.
O governo americano não apresentou provas públicas de que essas embarcações transportavam drogas, e os militares vêm sofrendo crescente escrutínio do Congresso por causa dos ataques.
A administração Trump acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de liderar uma organização designada como terrorista, chamada Cartel de los Soles, o que ele nega.

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