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O que se sabe sobre prisão de Capitão Hunter, youtuber detido em São Paulo por suspeita de estupro de vulnerável

João Paulo Manoel, 45 anos, é investigado por acusação de solicitar imagens íntimas de uma menina de 13 anos em trocas de produtos Pokémon; segundo a polícia, ele negou as acusações
BBC News Brasil

Publicado em 

22 out 2025 às 20:32

Publicado em 22 de Outubro de 2025 às 20:32

Imagem BBC Brasil
João Paulo Manoel acumula mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, onde publica conteúdos sobre Pokémon voltados para o público infantil Crédito: Reprodução/Instagram @capitaohunter
Policiais civis do Rio de Janeiro e São Paulo prenderam na manhã desta quarta-feira (22/10), em Santo André, o youtuber João Paulo Manoel, de 45 anos, conhecido como Capitão Hunter.
Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável e produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescente.
Pelo menos uma vítima foi identificada, uma menina de 13 anos, com quem o youtuber mantinha contato pela internet.
João Paulo produz vídeos para o público infantil sobre Pokémon e conta com mais de 1 milhão de seguidores em suas redes sociais. Ele também tem uma loja virtual, onde vende produtos como cartas Pokémon e bichos de pelúcia da franquia japonesa.
Segundo a polícia, ele oferecia esses brinquedos em troca de imagens das partes íntimas da vítima.
A prisão temporária do youtuber foi decretada pelo juiz da Vara especializada em crimes contra a criança e adolescente do Rio de Janeiro.
A reportagem não conseguiu falar com a defesa do youtuber.
Segundo a polícia, no momento da prisão, João Paulo negou os crimes.
Imagem BBC Brasil
Capitão Hunter participava de diversos eventos e encontros de fãs de Pokémon Crédito: Reprodução/Instagram @capitaohunter
Em entrevista à BBC News Brasil, a delegada responsável pelo caso, Maria Luiza Machado, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav) do Rio de Janeiro, contou que a vítima começou a conversar com o youtuber pela internet quando ela tinha 11 anos.
Ela assistia aos vídeos de João Paulo pelas redes sociais e, em 2023, o conheceu pessoalmente em um evento no Rio de Janeiro.
Nesse evento, a mãe da vítima também conheceu o youtuber, que prometeu ajudar na carreira da menina em jogos online.
O youtuber e a vítima passaram a fazer chamadas de vídeo, que inicialmente não eram vistas com maldade. Até que a mãe percebeu que a menina passou a ficar retraída ao falar de João Paulo.
"Ela disse que achou estranho e começou a fazer algumas perguntas. Foi quando a vítima acabou contando o conteúdo sexual das mensagens", disse Machado.

'Era como um ídolo para ela'

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que fez chamadas de vídeo com o youtuber em que ele pediu para que ela mostrasse as partes íntimas e que chegou a mostrar o pênis para ela.
Em troca de conteúdos sexuais da adolescente, ainda segundo a polícia, ele oferecia cartas raras de Pokémon e bichos de pelúcia.
Nos vídeos a que a polícia teve acesso, João Paulo mostra as partes íntimas para a menina e chega a dizer que ela era a pessoa que ele mais confiava.
"Ele fala coisas como você é minha melhor amiga, confio em você como nunca confiei em ninguém, na tentativa de ganhar a confiança dela e conseguir que ela faça o que ele pede", afirma Machado.
"Ela fazia parte desse público dele, desse universo de Pokémon. Então, ele era como se fosse um ídolo para ela. E nessa condição de vítima, de idolatrá-lo, ela acabou ficando muito vulnerável", destacou a delegada.
Imagem BBC Brasil
Canal do YouTube de Capitão Hunter somava mais de 700 mil inscritos Crédito: Reprodução/YouTube
Além do mandado de prisão, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de João Paulo, em Santo André. Diversos aparelhos eletrônicos foram recolhidos para serem periciados.
"A gente tem uma materialidade muito robusta. O que precisamos analisar agora é o que ele fazia com esse conteúdo e se há mais vítimas. Dificilmente uma pessoa com o alcance dele praticou isso contra uma pessoa só", destacou.
Em depoimento, a menina contou que sabia de um outro menino, de 11 anos, que também teria sido vítima do youtuber. A polícia ainda não identificou a criança.

Quem é Capitão Hunter

João Paulo Manoel, mais conhecido como Capitão Hunter, tem cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, onde fala principalmente sobre Pokémon.
Seu público é majoritariamente composto por crianças e adolescentes. Ele também tem uma loja virtual, onde comercializa diversos produtos da franquia japonesa.
Em seu canal no YouTube, em que conta com mais de 700 mil inscritos, Capitão Hunter costumava publicar vídeos abrindo pacotes de cartas colecionáveis de Pokémon. Alguns deles têm mais de 3 milhões de acessos.
O youtuber participava de diversos encontros nacionais e internacionais de fãs de Pokémon. O último aconteceu em São Paulo nos dia 04 e 05 de outubro.

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