Desde a inauguração do estádio, após a reconstrução, em 2014, o Kleber Andrade recebe jogos oficiais (profissionais, feminino e de base), amadores e até de várzea. Entre estes, destaque para jogos do Sindicomerciários, Copa Ademar Cunha de Vila Velha, Copa Cariaciquense e jogos do time da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Na maioria dessas partidas, o aluguel sequer foi cobrado pelo governo do Estado.
Para controlar o uso do estádio e preservar o gramado, hoje a Sesport tem um grupo que analisa os pedido de jogos.
“Criei um grupo de trabalho para poder reformar toda essa estrutura que trata sobre a utilização do estádio. Hoje, os interessados fazem o requerimento na secretaria, esse grupo faz a análise da possibilidade da realização do evento e a partir disso é decidido se será cobrado ou não o valor do aluguel. Dependendo da requerente, por exemplo, se for uma organização sem fins lucrativos, não cobramos. Para empresas privadas ou para jogos de fora do Estado, cobramos R$ 18 mil. Porém, isso não acontece com muita rotina, porque não é qualquer um que pode pagar esse valor", afirmou o secretário estadual de Esportes, Júnior Abreu.
Entenda nosso trabalho
Por que fizemos esta matéria?
Na cobertura diária do futebol local, percebemos que na maioria dos jogos no Kleber Andrade o público é muito baixo. Assim, decidimos levantar os gastos e as receitas do governo com o estádio e constatamos que os números são decepcionantes. A praça esportiva não consegue se manter e ainda consome muito do dinheiro público.
Como apuramos as informações?
Verificamos os boletins financeiros de todos os jogos realizados no estádio desde 2014 e contamos com dados fornecidos via Lei de Acesso à Informação. Esses números embasaram todas as nossas análises.
O que fizemos para garantir o equilíbrio?
Analisamos os dados e ouvimos todos os responsáveis pelo Kleber Andrade. Para não ficar apenas no problema, conversamos com especialistas que apontaram possíveis soluções para o estádio.
