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futebol

Dez técnicos em três anos: os comandantes do Botafogo na Era Nelson Mufarrej

Tempo médio de permanência no cargo é de pouco menos que quatro meses; Eduardo Barroca e Alberto Valentim tiveram duas passagens pelo Alvinegro durante o período...

Publicado em 30 de Dezembro de 2020 às 08:00

LanceNet

Publicado em 

30 dez 2020 às 08:00
Crédito: Arte Lance!
O Botafogo teve idas e vindas no que diz respeito a treinadores durante a era Nelson Mufarrej, que se encerrará no dia 31 de dezembro. Durante a passagem do empresário como presidente, no triênio 2018-2020, o Alvinegro teve dez treinadores - divididos em oito nomes, com dois técnicos tendo passagens repetidas.
A média de tempo de um treinador no cargo durante a “Era Mufarrej” é de menos de quatro meses. Em 2018 foram quatro nomes; no ano seguinte o Botafogo teve três nomes e fechou 2020 com cinco pessoas comandando a equipe - excluindo, claro, treinadores interinos.
Com a saída de Jair Ventura, a primeira aposta de Nelson Mufarrej foi tentar repetir novamente em um prata da casa para assumir o comando do time profissional. Felipe Conceição, o Tigrão, era o auxiliar-técnico permanente e teria a primeira experiência como comandante de uma equipe de nível principal.
O segundo nome foi Alberto Valentim, um treinador mais experiente que Felipe Conceição, mas igualmente jovem. Com passagem pelo Palmeiras no ano anterior, foi o nome escolhido por Anderson Barros, então gerente de futebol. Pegou uma equipe desacreditada, com resultados ruins, e, mesmo sem apresentar um futebol vistoso, foi campeão carioca naquele ano.
Praticamente um tiro no escuro. Treinador da seleção da Arábia Saudita na Copa do Mundo de 2006, o treinador foi o escolhido após a saída de Alberto Valentim. Era o primeiro trabalho do comandante em solos brasileiros desde 2004, quando treinou o Avaí.
Em campo, não houve conexão entre Botafogo e Paquetá. O trabalho durou pouco mais de um mês, ficou marcado por derrotas e o treinador foi demitido após um resultado negativo diante do Nacional-PAR, pela Copa Sul-Americana. Uma passagem relâmpago.Vitor Silva/SSPress/BotafogoZÉ RICARDO04/08/2018 a 12/04/2019 - 6 meses17 vitórias11 empates13 derrotas52 gols feitos44 gols tomados50% de aproveitamento
Com o Botafogo mal das pernas na Sul-Americana e no Brasileirão, Zé Ricardo, conhecido no futebol carioca, era a bola da vez. Com a ajuda de Erik, reforço vindo por empréstimo junto ao Palmeiras, o Alvinegro deixou para trás qualquer tipo de ameaça de rebaixamento, mas foi eliminado na competição internacional pelo Bahia, nos pênaltis, no Estádio Nilton Santos. Mesmo assim, o trabalho tinha a confiança da diretoria.
O ano seguinte, contudo, começou difícil. O Botafogo teve primeiras rodadas com atuações ruins no Campeonato Carioca e a “cereja do bolo” foi a eliminação para o Juventude na segunda fase da Copa do Brasil. Zé Ricardo foi demitido na mesma noite e foi recebido com muitos protestos no desembarque no Rio de Janeiro.Vitor Silva/SSPress/Botafogo.EDUARDO BARROCA16/04/2019 a 06/10/2019 - 5 meses e meio10 vitórias3 empates14 derrotas24 gols feitos28 gols tomados41% de aproveitamento
Após experiências ruins, apostar em um prata da casa voltou a ser a opção viável para o Botafogo. Campeão brasileiro sub-20 em 2017 pelo clube, a hora de Eduardo Barroca no profissional finalmente tinha chegado. E ele teve um bom começo, garantindo 27 pontos na primeira metade do Brasileirão e colocando o Alvinegro na parte superior da tabela.
Com passagem vitoriosa em 2018, Alberto Valentim teve uma segunda chance à frente do Botafogo. A equipe não impressionava, tinha dificuldade para estabelecer um padrão de jogo e temeu com o rebaixamento no Brasileirão de 2019. A torcida, que abraçou a equipe na reta final da competição, colocando públicos com mais de 20 mil pessoas, foi fundamental para o Glorioso ficar fora do Z4 e Valentim cumprir a missão que havia sido designado.
Um dos rostos mais conhecidos da história do clube voltava para tentar “arrumar a casinha”. Paulo Autuori, campeão brasileiro em 1995, aceitou o convite da diretoria e, afirmando que voltava “pelo carinho e gratidão que tinha pelo Botafogo”, era o treinador do Alvinegro novamente.
Auxiliar-permanente da comissão técnica do Alvinegro, Bruno Lazaroni foi efetivado como treinador após a saída de Autuori. O filho de Sebastião Lazaroni já havia comandado o Botafogo de forma interina em outras ocasiões, mas recebia a primeira chance fixa.
O Alvinegro conquistou duas vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro pela primeira vez sob o comando de Lazaroni, mas o treinador foi demitido após uma derrota para o Cuiabá no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, no Estádio Nilton Santos. Sem paciência, os cartolas do Alvinegro buscaram uma solução rápida.Gabriel Baron/BotafogoRAMÓN DÍAZ09/11/2020 a 27/11/2020 - 18 dias0 vitórias0 empates3 derrotas3 gols feitos6 gols tomados0% de aproveitamento
Ramón Díaz, na prática, nunca comandou o Botafogo. O argentino fez uma cirurgia na semana que foi apresentado como treinador do Alvinegro e, por prescrição médica, precisava ficar em repouso. Emiliano Díaz, filho e auxiliar-técnico, que ficava à beira do gramado: apesar de um estilo com mais intensidade, foram três derrotas em três jogos.
O escolhido para tentar salvar o Botafogo da segunda divisão em 2021 foi Eduardo Barroca. O treinador, que estava comandando o Vitória, pediu liberação da equipe baiana para acertar com o Alvinegro. Ele foi o responsável por trazer a primeira vitória da equipe em mais de dois meses, mas a equipe ainda mostra mais defeitos do que qualidades e há um longo caminho a ser percorrido.
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