Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Abordado por ativistas

Ministro da Educação, Abraham Weintraub discute com manifestantes no Pará

Grupo entregou kafta em referência ao episódio em que errou o sobrenome do escritor Franz Kafka

Publicado em 23 de Julho de 2019 às 12:39

Publicado em 

23 jul 2019 às 12:39
Ministro da Educação, Abraham Weintraub Crédito: ADRIANO MACHADO
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se envolveu em uma discussão com ativistas em Alter do Chão (PA), onde passa alguns dias com a família.
O ministro foi abordado por ativistas do Engajamundo, uma rede de jovens organizados pelo Brasil. O grupo entregou a ele uma kafta, referência irônica ao episódio no qual ele errou a pronúncia do sobrenome do celebrado escritor Franz Kafka, chamando-o pelo nome da iguaria árabe.
Weintraub reagiu. Pegou o microfone de músicos que faziam uma apresentação no local e disse que estava de férias com a família. Depois, disparou críticas contra o PT.
O ministro chegou a pegar a filha no colo para devolver a hostilidade dos ativistas. "Aqui ó, corajoso", gritava, apontando para a menina em seus braços.
O ativista, um indígena, respondeu: "Eu também tenho filhos". O ministro retrucou dizendo que não ia "à sua casa, enquanto você está comendo", mas foi interrompido. "Você está na minha casa."
Weintraub, então, afirmou que "não é porque você está com um cocar que você é mais brasileiro do que eu, seu babaca". 
O ministro foi convencido pela família a sair e deixa o local aos gritos de "fazendo balbúrdia" e "fascista".
BALBÚRDIA
Em abril, o ministro causou polêmica ao afirmar que o MEC cortaria verbas de três universidades federais com base em princípios ideológicos. 
O bloqueio de 30% seria praticado para a UnB, Ufba e UFF. O ministro indicou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que se tratava de uma retaliação a atividades políticas ocorridas dentro dessas unidades, o que ele havia chamado de "balbúrdia", e ao que considerou como fraco rendimento acadêmico. 
"A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo", disse ele, dando como exemplo de bagunça a presença de sem-terra e gente pelada dentro do campus.  "A lição de casa precisa estar feita: publicação científica, avaliações em dia, estar bem no ranking", completou.
Apesar de alegar que essas federais teriam fracos resultados acadêmicos, essa afirmação não é confirmada pelos indicadores. 
As três federais ficaram entre as 20 melhores universidades do país na última edição do RUF (Ranking Universitário Folha). Segundo a plataforma de produção acadêmica Web of Science, as três estão entre as 11 instituições brasileiras que mais ampliaram o número de artigos de 2008 a 2017.
Após uma onda de críticas, o governo Jair Bolsonaro (PSL) resolveu estender o bloqueio de 30% dos recursos a todas as universidades federais.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Baralho cigano: previsão para os 12 signos de 20 a 26 de abril de 2026
Mulher lendo rótulo de alimentos
Aprenda a ler rótulos de alimentos e fazer escolhas mais saudáveis
Imagem de destaque
Dor nas costas, partos difíceis, dentes apinhados e sinusites: os 'defeitos' evolutivos que questionam ideia do 'design inteligente' do corpo humano

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados