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Auxílio-mudança

Joice celebra fim de verba de 'malandro' que beneficiou Jair e filho

Os dois receberam, no dia 28 de dezembro, R$ 33,7 mil para despesas com mudança

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 20:10

Publicado em 

24 jan 2019 às 20:10
Joice celebra fim de auxílio de 'malandro' que beneficiou Jair e Eduardo Bolsonaro Crédito: José Cruz/Agência Brasi
A deputada eleita Joice Hasselmann celebrou nesta quinta-feira (24) a decisão judicial que pôs fim ao auxílio-mudança de congressistas reeleitos -benefício que contemplou dois Bolsonaro, o pai Jair, que migrou de deputado federal para presidente, e o filho Eduardo, reeleito para um novo mandato na Câmara.
Os dois receberam, no dia 28 de dezembro, R$ 33,7 mil para despesas com mudança.
O penduricalho foi suspenso nesta quarta (23), em caráter liminar, pela Vara Federal Cível e Criminal de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
Joice foi ao Twitter comemorar: "Uhuuu!! A Justiça Federal proibiu o pagamento do auxílio-mudança pra deputados e senadores reeleitos. GRANDE DECISÃO! Tem mto malandro reeleito q meteu a mão em R$ 33,7mil. Uma manobra imoral e cara!! Quero ver TODOS devolvendo a bufunfa. MUDA BRASIL!!".
Ela, que fará sua estreia parlamentar no dia 1º de fevereiro, já teve rusgas que vieram a público com o futuro colega Eduardo Bolsonaro: chamou-o de infantil, e o filho do presidente respondeu que ela era uma "sonsa" com "fama de louca", num bate-boca no grupo de WhatsApp que reúne a bancada do PSL.
Os dois acabaram fazendo as pazes com mediação de Onyx Lorenzoni, que dali a semanas viraria ministro da Casa Civil.
A decisão judicial sobre o auxílio-mudança foi resposta a uma ação popular. O juiz Alexandre Henry Alves determinou que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, "se abstenham de promover e/ou autorizar qualquer pagamento" a parlamentares que emendaram mandato.
Diz o magistrado: "Medidas que destoem do real sentido da lei e dos princípios democráticos republicanos, lesando por demasiada os cofres públicos, devem ser coibidos, numa verdadeira forma se trazer o equilíbrio necessário entre a necessidade estatal, a demanda da sociedade e os meios necessários a sua efetiva concretização".

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