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Confusão no cercadinho

Vídeo: apoiadores aplaudem Bolsonaro achando que gasolina iria a R$ 3

Presidente fazia crítica a falsas promessas, mas apoiadores que estavam no cercadinho do Alvorada se confundiram

Publicado em 25 de Maio de 2022 às 07:35

Agência FolhaPress

Publicado em 

25 mai 2022 às 07:35
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o discurso de integrantes da oposição de que a volta do ex-presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto levaria à redução do preço dos combustíveis. Em conversa com apoiadores divulgada nesta terça-feira (24), o chefe do Executivo não citou o petista, mas ironizou quem afirma que a gasolina voltará a custar R$ 3 caso o atual governo não continue no poder.
O presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Nordeste
O presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Nordeste. Crédito: Alan Santos/PR
Os simpatizantes, porém, não entenderam a ironia e o aplaudiram após ele mencionar a possibilidade de o valor dos combustíveis retornar a patamares de anos atrás. "Sempre aquele discurso fácil, salvar, ajudar, a gasolina vai voltar a R$ 3. No mundo todo está R$ 12, só aqui vai voltar a R$ 3", disse.
Depois dos aplausos, ele explicou: "Pera aí, pera aí. É o que o cara diz, pô", afirmou.
Bolsonaro tem repetido o discurso de que a inflação é um problema global e que não é responsável pela alta de preços.
Além disso, também costuma culpar medidas restritivas impostas durante a pandemia de Covid-19 por governadores e prefeitos pela crise econômica. Lula, por sua vez, costuma criticar a política do governo atual em relação à Petrobras e fazer críticas, por exemplo, à privatização da BR Distribuidora.
O atual presidente teme o impacto eleitoral nas recorrentes altas nos preços dos combustíveis e tem tomado diversas medidas para tentar resolver o problema.
Neste mês, ele trocou o ministro de Minas e Energia e o presidente da Petrobras na tentativa de achar uma fórmula para reduzir os preços. A troca no comando da estatal petrolífera, por exemplo, ocorreu após o anúncio de reajuste de 8,87% no preço do diesel. Em outra tentativa de dividir o ônus pelos altos valores, o presidente também já fez uma cruzada contra os impostos cobrados por governadores em cima dos combustíveis.
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