Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Estatais são 'filhos que fugiram e hoje são drogados', diz Guedes
Privatizar

Estatais são 'filhos que fugiram e hoje são drogados', diz Guedes

Em sua visão, disse, todas deveriam ser privatizadas, mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e os militares pediram que algumas permaneçam estatais

Publicado em 08 de Fevereiro de 2019 às 16:06

Publicado em 

08 fev 2019 às 16:06
Estatais são como 'filhos que fugiram e hoje são drogados', diz Guedes Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou nesta sexta-feira (08) as estatais brasileiras a "filhos que fugiram de casa e hoje são drogados". Em sua visão, disse, todas deveriam ser privatizadas, mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e os militares pediram que algumas permaneçam estatais.
"Eu falava que tinha que vender todas [as estatais], mas naturalmente o nosso presidente, os nossos militares olham para algumas delas com carinho, como filhos, porque foram eles que as criaram. Mas eu digo, olha que seus filhos fugiram e hoje estão drogados", disse, em evento sobre privatizações no BNDES.
Guedes não citou nomes das empresas, mas o governo já decidiu, por exemplo, que não privatizará a Petrobras. Em discurso em outro painel, o secretário de Desestatizações e Desinvestimentos, Salim Mattar, citou ainda BNDES e Caixa Econômica Federal entre as estatais que Bolsonaro e os militares querem manter.
O ministro da Economia defendeu que o governo brasileiro não pode mais carregar "ninhos de corrupção", que dão prejuízo, apenas para garantir apoio político em troca de cargos públicos.
"A velha política morreu. Não sabemos qual é a nova, mas sabemos que a velha política morreu. As estatais não vão alimentar mais aquela forma de fazer política", afirmou. Ele defendeu que privatizações podem ajudar a cortar gastos públicos e permitir foco em investimentos sociais, como saúde, educação e segurança.
No evento, o BNDES apresentou exemplos das privatizações das seis distribuidoras que eram operadas pela Eletrobras, concluído em 2018. Segundo o presidente do banco, Joaquim Levy, foram transferidos R$ 9,3 bilhões em dívidas a empresas privadas, que terão que aportar R$ 2,4 bilhões em capital e R$ 6,7 bilhões em investimentos.
"Com esse processo, a gente conseguiu tirar um peso do Estado", reforçou a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, argumentando que a situação das empresas tomavam tempo do governo e da Aneel (Agência Nacional de energia Elétrica).
As seis empresas, que operam nas regiões Norte e Nordeste, foram vendidas em três leilões realizados em 2018, em um processo que enfrentou grande resistência de trabalhadores e políticos locais.
Guedes diz que a estratégia futura é descentralizar o processo de privatizações, com foco em empresas controladas por estados e municípios. Para isso, o BNDES está alterando sua estrutura, criando diretorias para se aproximar dos governos estaduais e prefeituras.
A modelagem de privatizações e concessões será um dos focos do BNDES, reforçou o presidente do banco durante o evento. Ele disse que o banco continuará emprestando dinheiro, mas a juros de mercado e em parceria com o setor privado.
"O BNDES vai continuar proporcionando crédito de longo prazo para investimento, mas agora já sem subsídio e com disciplina, focando realmente onde pode haver falhas de mercado e com parceiros do setor privado", disse Levy.
Para Mattar, o banco não deve mais ter participação relevante em financiamentos a privatizações ou concessões. "Não podemos permitir que o investidor ganhe uma obra, uma concessão, coloque 10% de capital e pegue 90% no BNDES. Isso é estatismo", comentou.
O ministro da Economia deixou o evento no banco sem conceder entrevista.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
PF realiza operação contra suspeita de lavagem de dinheiro no ES
Imagem de destaque
Governo Lula abre caminho para expulsão de suposto espião russo: como funcionava o 'berçário' de agentes a partir do Brasil
Imagem de destaque
Agência espacial australiana encontra a 'fonte provável' das misteriosas bolas espaciais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados