O tenente-coronel Carlos Alberto Foresti decidiu se desfiliar do PSL. A informação é confirmada pelo próprio. Ele já comunicou a decisão ao comando estadual do partido e ao deputado federal Carlos Manato.
O oficial da PM anunciou que vai se filiar ao PHS, partido que faz parte da coligação de Renato Casagrande (PSB). Ele será candidato a deputado federal na chapa que reúne PHS, PPS, PP, PROS e PCdoB.
A decisão foi tomada por Foresti após ter sido substituído por Manato, sem nem sequer ser avisado, na cabeça da chapa do PSL ao governo.
Até a tarde do último sábado (4), Foresti era tratado, inclusive por Manato, como o pré-candidato do PSL a governador e já estava em atividades de pré-campanha pelo Estado.
No entanto, em uma reviravolta, Manato anunciou à imprensa que ele mesmo será o candidato da sigla ao Palácio Anchieta. E ofereceu a Foresti alguma outra candidatura.
Na manhã do último domingo (5), Foresti compareceu à convenção do PR, sigla do senador Magno Malta - ao lado do PRB. O PR se coligou com o PSL. No evento, disse que seria candidato a deputado estadual. Os planos mudaram.
NOS ACRÉSCIMOS
Por ser militar, Foresti ainda tem prazo para trocar de partido. Pode fazê-lo até esta segunda-feira (6), prazo final para que todos os partidos enviem à Justiça Eleitoral a ata das respectivas convenções, com os candidatos que pretendem registrar.
A candidatura de Foresti a deputado federal será incluída a posteriori na ata da convenção do PHS. “Farei tudo dentro do que permite a legislação eleitoral”, afirma Foresti. “Saio bem do PSL. Foi uma saída tranquila.”
BASTIDORES
Apesar de procurar pôr panos quentes, Foresti ficou muito insatisfeito após ser rifado da eleição ao governo por Manato. No domingo, recebeu convites de dirigentes de algumas siglas. O mais forte, inicialmente, partiu do PPS, partido do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e principal aliado de Casagrande nesta eleição.
Quem fez o primeiro contato com o tenente-coronel foi o deputado estadual Josias da Vitória, que disputará uma vaga na Câmara Federal pelo PPS. Da Vitória é cabo da reserva da PM e tem bom relacionamento com Foresti. Na conversa, Foresti expressou sua frustração com o tratamento recebido no PSL.
À noite, o presidente estadual do PPS, Fabrício Gandini, entrou na conversa com Foresti e Da Vitória, para transmitir a Foresti algumas garantias.
POR QUE O PHS?
Apesar de a articulação ter sido travada com emissários do PPS, eles e Foresti concordaram que a melhor solução para a chapa seria filiá-lo ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS), a fim de não “desequilibrar” a chapa a deputados federais.
O PPS já tem pré-candidatos considerados competitivos, como o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas e o próprio Da Vitória. Já o PHS é um partido pequeno e vai precisar lutar para superar a cláusula de barreira, que já vale para as eleições de outubro.
No Espírito Santo, PHS e PPS têm proximidade política. O presidente estadual do PHS é o ex-vereador de Vitória Rogerinho Pinheiro. Ele chegou a ser líder de Luciano Rezende na Câmara de Vitória, entre 2015 e 2016.