O presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, deu nesta
quarta-feira (14) uma orientação enérgica para mobilizar dirigentes municipais do
partido a procurar os dirigentes do PT e pedir votos para Lula e Ricardo
Ferraço (voto Lulaço) no 2º turno. O PSB é o Partido Socialista Brasileiro, sigla
que tem por maior líder no Estado o ex-governador Renato Casagrande, um dos
dois senadores eleitos pelo Espírito Santo no último dia 4.
> Clique aqui e receba em primeira mão a Coluna Vitor
Vogas pelo Whatsapp
No plano nacional, o PSB é um dos principais partidos
aliados ao PT. Tem o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin,
candidato ao mesmo cargo na coligação de Lula.
Ainda no 1º turno, seguindo a posição do partido, Casagrande
declarou apoio e voto em Lula, mas não se envolveu pessoalmente na campanha do
presidente. No 2º turno, após ser eleito senador, mantém postura discreta em relação
à campanha presidencial, enquanto se dedica intensamente à campanha de Ricardo
para governador. Ricardo é apoiado pelo PSB e tem em Casagrande seu maior
aliado e cabo eleitoral.
Em mensagem disparada para os diretórios municipais do PSB,
à qual a Coluna Vitor Vogas teve acesso, Gavini conclama a militância a se
juntar ao PT e se mobilizar na campanha pela reeleição de Lula e, simultaneamente,
na campanha de Ricardo a governador.
“Como vocês sabem, o
candidato e atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, é filiado ao
nosso partido, uma pessoa digna, com muitas entregas e extremamente preparado,
por isto a orientação do PSB é que vocês procurem os membros da direção
municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) e se organizem para pedir votos
para Lula (13) e Alckmin (40), presidente e vice-presidente, e para Ricardo
Ferraço, governador (15)”, escreveu Gavini, na mensagem.
“O Brasil precisa de
Lula e o ES precisa de Ricardo, vamos nos juntar e virar este jogo, depende
somente do nosso trabalho. Para o Brasil continuar no caminho certo é Lula e
para o ES continuar crescendo é Ricardo”, exortou Gavini, na mensagem. Ele
ainda pediu aos colegas que peçam votos “a todas as pessoas que encontrarem” e “façam
uso das redes sociais para buscar os votos”.
Em conversa com esta coluna, Gavini confirmou a orientação
de voto casado em Ricardo e Lula.
“Vimos o resultado das eleições parlamentares no 1º turno.
Não contestamos o resultado. Foi legítimo e foi democrático. Mas é extremamente
perigosa a ascensão da extrema direita ao poder, com o controle da Câmara e do
Senado. O contraponto nacional a isso é a reeleição do presidente Lula. A única
força de resistência para equilibrar um pouco o jogo é a sua reeleição”, opinou
o presidente estadual do PSB.
“Quanto a Ricardo, o PSB está com ele para manter o
desenvolvimento do Espírito Santo e dar continuidade a tudo o que Casagrande fez.
Não queremos que isso pare. E Ricardo não poderá se reeleger em 2030. Tem espaço
para outros grupos depois. Agora, a gente entende que Ricardo é o melhor para
acabar o que começamos. Ele sabe de todos os projetos, está extremamente
preparado, é um cara trabalhador como Renato. O PSB está completamente fechado
com ele.”
O voto Pazula
Ao mesmo tempo, o voto Pazula, ou Lulapazola, também é uma
realidade. Alguns moradores da periferia de Vitória, por exemplo, votam em Lula
para presidente e em Pazolini para governador pelos mesmos motivos: os programas
sociais/assistenciais e a utilização dos serviços públicos, tanto os do Governo
Federal como os municipais.
Em paralelo, aliados de Ricardo mais à direita têm investido na estratégia do voto Ricanaro: ele para governador, Flávio Bolsonaro (PL) para presidente. Exemplos são o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e o deputado federal reeleito Gilson Daniel (Podemos).
Quanto aos votos Pazonaro (ou Bolsolini), são autoevidentes, até porque, diferentemente do 1º turno, Pazolini no 2º turno tem colado sua imagem na de Flávio (inclusive em materiais de campanha, como wind banners). O PL está em sua coligação, e os dois se apoiam mutuamente.
Flávio virá a Vitória no próximo sábado (17) para um ato de campanha na Praia de Camburi, ao lado de Pazolini.
Leia mais colunas de Vitor Vogas