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Rede social

Facebook derruba rede de páginas e perfis a favor de Bolsonaro

Segundo plataforma, páginas violaram regras internas

Publicado em 22 de Outubro de 2018 às 21:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 out 2018 às 21:14
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Facebook derrubou nesta segunda-feira (22) uma rede de 68 páginas e 43 perfis por comportamento não autêntico e violação das políticas de spam (termo em inglês que designa o envio em massa de mensagens). As contas pertenciam ao grupo Raposo Fernandes Associados (RFA). Entre elas estavam Folha Política, Movimento Contra Corrupção, TV Revolta e Correio do Poder. As páginas divulgavam conteúdos conservadores, antipetistas e pró-Jair Bolsonaro (PSL).
Segundo o Facebook, os responsáveis pelo grupo RFA criaram diversas páginas usando contas falsas ou contas diferentes com os mesmos nomes. A prática é proibida segundo as regras internas da plataforma. Além disso, as páginas veiculavam artigos com conteúdos considerados “caça-cliques”, direcionando os usuários a sites fora do Facebook com grande quantidade de anúncios e pouco conteúdo informativo.
O comunicado da empresa destaca que a remoção das páginas e perfis se deveu a essas violações das normas internas (chamada “Padrões da Comunidade”), e não ao conteúdo veiculado. “Nós baseamos nossa decisão de remover essas Páginas pelo comportamento delas – como o fato de que estavam usando contas falsas e repetidamente publicando spam -, e não pelo conteúdo que estavam postando. Esse comportamento foi detectado no Facebook, e não há sinais de abuso em nossos outros aplicativos”, diz o texto.
A nota acrescenta que embora a prática de spam seja normalmente vinculada à oferta de serviços e bens de maneira fraudulenta, a empresa tem registrado páginas e perfis disseminando “conteúdo sensacionalista político”, em todos os espectros ideológicos, para direcionar tráfego dos usuários a sites fora da rede social e ganhar dinheiro com a venda de anúncio neles. De acordo com a empresa, o grupo RFA agia desta maneira.
O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a organização não governamental americana Avaaz. De acordo com a reportagem, a RFA montou um "império" de páginas e sites e o Facebook investigava a rede em sigilo.
Até a publicação da reportagem, não conseguimos contato com a RFA. Até o momento, o candidato Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o caso em suas redes sociais.

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