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Personagem virtual

App SimSimi preocupa pais por conteúdo 'impróprio' para crianças

Programa coreano, disponível para celular e computador, simula bate-papo com um personagem virtual; banco de dados de conversas é alimentado por usuários, trazendo palavras de baixo calão
Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 abr 2018 às 19:23

Publicado em 19 de Abril de 2018 às 19:23

Em perfil criado pelo Estado, SimSimi utilizou termos grosseiros, mesmo quando o filtro para palavrões estava ativado Crédito: Reprodução | SimSimi
O aplicativo coreano SimSimi tem preocupado mães e pais brasileiros por expor crianças a conteúdo supostamente inadequado. Também disponível para acesso pelo computador (se o usuário ceder acesso pelo Gmail ou pelo Facebook), o programa simula um bate-papo entre o usuário e um personagem virtual.
Somente no Google Play, plataforma para celulares que utilizam o sistema Android, o SimSimi teve mais de 50 mil downloads nos últimos anos. Ele também pode ser baixado pelo iTunes.
O motivo para as críticas é que o conteúdo das conversas é "ensinado" por outros usuários ao próprio aplicativo, criando um banco de dados que é utilizado aleatoriamente. Em uma das funcionalidades, é possível escrever uma pergunta e, ao mesmo tempo, inserir a resposta que seria correta. O conteúdo inserido nessa função é adicionado à memória do app, que passa a utilizá-lo nos chats - que são automatizados.
Embora seja recomendado para maiores de 16 anos, o SimSimi permitiu a criação de um perfil falso para uma criança nascida em 2008. Ao utilizar o chatbot (espécie de bate-papo simulado com um sistema artificial), o app deu respostas sem sentido para algumas perguntas e eventualmente utilizou linguagem grosseira.
Mesmo quando a reportagem utilizou o filtro para palavrões, no menor nível possível (chamado de "quase nunca"), o aplicativo utilizou palavras de baixo calão em algumas situações e também fez referências a atos sexuais. Quando o Estado escreveu a pergunta "Você vai matar a minha mãe?", por exemplo, o app respondeu que "sim", e que o crime ocorreria naquele dia com o uso de uma tesoura. Na mesma conversa, questionado se utiliza drogas, o boneco do SimSimi respondeu que sim, principalmente quando mantinha relações sexuais.
Aplicativo SimSimi requer acesso a arquivos do celular do usuário Foto: Reprodução/SimSimi Crédito: Reprodução | SimSimi
PREOCUPAÇÕES
Em outros países, como Tailândia e Irlanda, o SimSimi chegou a ser alvo de críticas há alguns anos. No Brasil, contudo, os comentários negativos aumentaram no fim de 2017.
Somente na última semana, centenas de pais e mães têm publicado avaliações negativas sobre o aplicativo na internet. Na página do SimSimi no Google Play, por exemplo, há dezenas de relatos recentes de pessoas que baixaram o app após receber um alerta por um grupo de WhatsApp. Ao avaliá-lo, utilizam termos como "bobo" e "imoral", dentre outros.
"Bom para passar o tempo, não tem nada de diabólico, é você que conduz a conversa, seja amável e ele será, seja tosco e ele será, o programa reage ao que você diz para ele", escreveu a usuária Cláudia F. Santos. Já Cintia Medeiros questionou a validade de permitir o uso do app por crianças: "É legal seu filho aprender palavrão? (...) Quem tem que monitorar os apps também precisa conhecer mais".

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