ASSINE

Capixaba no Everest: feito inédito para o Espírito Santo completa um ano

No dia 22 de maio de 2019, o empresário Juarez Gustavo Soares tornou-se o primeiro capixaba a alcançar o ponto mais alto do mundo. Os desafios da expedição renderam aprendizados para a vida, até mesmo para lidar com a pandemia do coronavírus

Publicado em 22/05/2020 às 09h21
Atualizado em 22/05/2020 às 15h47
Juarez Gustavo foi o primeiro capixaba a chegar ao cume do Everest na história
Juarez Gustavo foi o primeiro capixaba a chegar ao cume do Everest na história. Crédito: Arquivo pessoal

Há exatamente um ano, o empresário Juarez Gustavo Soares, tornava-se o 24º brasileiro e o primeiro capixaba a chegar ao local mais alto do mundo, o cume do Everest, que fica a 8.848 metros de altitude, localizado na Cordilheira do Himalaia, no Nepal.

As semanas de frio extremo, com temperaturas na casa dos 40 graus negativos, congelamento de dedos e outras extremidades, ferimentos pelo corpo, ar rarefeito, confinamento em acampamentos isolados, entre outras adversidades, serviram para fortalecer o elo entre o montanhista e a montanha. Uma experiência inesquecível. 

Quando chegou ao ponto mais alto do planeta, Juarez e praticamente a maioria das pessoas ao redor do mundo nunca haviam ouvido falar de coronavírus, mas um ano após o feito realizado, o empresário se vê novamente em uma condição difícil e isolado. O desafio contudo não é escalar ou passar pelo gelo, desta vez ele é invisível. Os momentos vivenciados por lá, o ajudam a encarar a pandemia de Covid-19.

LIÇÕES

Ao chegar ao cume por volta das 05h30 da manhã do dia 22 de maio de 2019, Juarez exibiu a bandeira do ES
Ao chegar ao cume por volta das 5h30 da manhã do dia 22 de maio de 2019, Juarez exibiu a bandeira do ES . Crédito: Arquivo pessoal

"O que passei por lá vale como uma experiencia in vitro. Essas analogias fazem muito sentido com a vida que vivemos neste momento. Na montanha, temos que cuidar da gente fisicamente e emocionalmente. É um período longo, exposto à adversidade e que coloca nossa saúde em risco. É a regra de ouro para uma expedição. Nesse sentido, a higiene é fundamental para se chegar ao êxito da expedição, assim como para superarmos essa pandemia", analisa Juarez.

A ansiedade e expectativa para voltar à normalidade pairam sobre todos, mas são situações que independem da vontade das pessoas. Lidar com essas sensações no Everest também auxiliam o empresário e quem está ao redor dele a superar o coronavírus.

Juarez Gustavo Soares

Empresário e montanhista

"O controle da ansiedade é um segundo paralelo que traço. A montanha nos ensina explicitamente que não temos o controle de todas as coisas, é uma ilusão. Não importa o quanto nos preparamos, embora essencial, há sempre um fator que foge do nosso controle, o imponderável. Penso que com uma experiência como essa, posso contribuir com a sociedade, então repasso isso à frente. Uso as lições aprendidas na montanha no trabalho de desenvolvimento de pessoas e lideranças no intuito de ajudá-las a se organizarem, enfrentar mudanças, e entender como oportunidade de crescimento. A experiência do Everest, somadas à profissional e aos estudo que tenho, formam uma mistura boa. É como se colocasse tudo no liquidificador e o resultado é uma fórmula diferente para lidar com mudanças que ocorrem em nossa vida. É exatamente o que atravessamos agora. Assim como na montanha, a maior lição apreendida é aprender a viver um dia de cada vez, que no fim das contas é o que passamos por lá, e vivemos agora. Não adianta sofrer com o amanhã"

NOVAS EXPERIÊNCIAS

Completamente recuperado das lesões causadas na histórica viagem, Juarez conseguiu se manter ativo no montanhismo. Depois do Everest, o empresário subiu o Morro do Forno Grande, em Castelo, no interior do Estado, foi ao Pico da Bandeira, ponto mais alto do Brasil e que fica na divisa entre o Espirito Santo e Minas Gerais, na Região do Caparaó, além de muitas investidas no Mestre Álvaro, definido por ele próprio como "quintal de casa".

Na ida ao Everest, Juarez contou com a participação dos amigos Giuliano Martins e Cesar Saade, formando a primeira expedição genuinamente capixaba na montanha. A dupla, contudo, tinha como objetivo realizar apenas uma subida parcial, enquanto Juarez, mais experiente, atacaria o cume.

Juarez usa as lições aprendidas na montanha em palestras a pessoas interessadas no autodesenvolvimento
Juarez usa as lições aprendidas na montanha em palestras a pessoas interessadas no autodesenvolvimento. Crédito: Arquivo pessoal

Quando a pandemia passar, o empresário pretende retomar o projeto pessoal de completar os sete cumes mais altos do planeta. A ele falta chegar ao topo do Monte Denali, no Alasca.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Vitória (ES) esportes Mundo

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.