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Marun diz que não há crise entre governo e PTB

Marun não negou a influência do ex-presidente José Sarney, cacique do PMDB, mas disse que ele não vetou o nome de Pedro Fernandes

Publicado em 03/01/2018 às 12h38
O ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun . Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun . Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente quer resolver a situação do nas próximas horas e garantiu ao que a vaga é do partido. O ministro da Secretaria de Governo, , disse que o novo ministro será escolhido ainda nesta semana e que não há crise com o PTB. Ao GLOBO, Marun disse que o deputado (PTB-MA) -- que foi indicado para o cargo-- não poderia ser escolhido para a vaga de ministro por fazer oposição ao governo de Michel Temer. Segundo Marun e outros ministros do Palácio do Planalto, pesou o fato de o filho do deputado ser secretário na gestão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Marun não negou a influência do ex-presidente José Sarney, cacique do PMDB, mas disse que ele não vetou o nome de Pedro Fernandes. O discurso dentro do Palácio do Planalto é de que não se poderia ter como ministro alguém ligado a um governador que faz oposição ferrenha a Temer, e, claro, ao clã Sarney no Maranhão.

-- O governador Flávio Dino é quem faz a oposição mais vigorosa ao governo Temer. O governo quer resolver isso nesta semana, até nas próximas horas. A pasta é do PTB -- disse Marun, em entrevista ao GLOBO nesta manhã.

Marun disse que esse pequeno desconforto com a legenda será resolvido. O mais irritado é o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), que criticou o veto do PMDB a um nome do PTB. Já o presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, colocou panos quentes no caso e vai indicar outro nome.

-- Concordo com o Jovair: não cabe ao PMDB vetar, mas não foi essa a questão. O Jovair é companheiro, e o PTB será valorizado -- garantiu o ministro da articulação política, negando que o governo sonde quadros de outras legendas para o ministério, antes ocupado pelo deputado petebista Ronaldo Nogueira (PR).

O ministro afirmou ainda que Sarney não falou sobre o caso, mas admitiu que sua influência ocorre por ser um dos maiores expoentes do partido.

-- Tenho absoluta certeza de que o ex-presidente Sarney não falou com o presidente Temer, mas gostei da declaração dele de que faz amigos e não inimigos -- disse Marun.

Sarney disse ao GLOBO não ter "desavenças" com Pedro Fernandes, mas que ele está hoje ligado à oposição depois de ter sido secretário de governos de Roseana Sarney.

Interlocutores de Temer disseram que não poderia haver um opositor como ministro do Trabalho às vésperas da votação da Previdência.

-- Não é problema do Sarney, do João ou do José. É um problema político -- disse um interlocutor direto de Temer, ressaltando que o governador Dino, a quem o filho de Pedro Fernandes, Pedro Lucas Fernandes, é subordinado, faz oposição "visceral" e "ferrenha" a Temer.

O ministro disse que vai manter uma rotina de contatos com os líderes aliados para deflagrar o processo para a votação da reforma da Previdência. Ele montou um esquema de rolo compressor, querendo se reunir todas as quartas-feiras com os líderes dos partidos aliados. Marun também cogita viajar a outros estados para tentar buscar votos.

-- Há 100 indecisos e destes precisamos trazer 50. É justo o receio dos parlamentares sobre o impacto (da votação da Previdência) nas eleições. Mas a pressão da sociedade agora pela aprovação da Previdência é real -- disse Marun.

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