Líder do governo no Senado diz que colocou cargo à disposição

A Polícia Federal realizou buscas no gabinete e no apartamento de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e de seu filho, o deputado Fernando Filho (DEM-PE)

Publicado em 19/09/2019 às 08h57
Atualizado em 19/09/2019 às 12h25
Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) na tribuna. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado - 10/09/2019
Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) na tribuna. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado - 10/09/2019

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), admitiu entregar o cargo de liderança após ser alvo da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (19). A Polícia Federal realizou buscas no gabinete de Bezerra. O apartamento do senador e o gabinete do deputado Fernando Filho (DEM-PE), filho do senador, também foram alvos de buscas, além de endereços em Pernambuco ligados aos dois.

As ações fazem parte da Operação Desintegração, desdobramento da Operação Turbulência, e foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura um suposto esquema de propinas pagas por empreiteiras que executavam obras custeadas com recursos públicos em favor de autoridades.

Há indícios de que Bezerra teria recebido até R$ 5,5 milhões  quando este era ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff.

"Tomei a iniciativa de colocar à disposição o cargo de líder do governo para que o governo possa ao longo dos próximos dias fazer uma avaliação se não seria o momento de proceder uma nova escolha ou não", disse Bezerra em entrevista na entrada do prédio onde mora, em Brasília.

Ele reforçou que a decisão será tomada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). "Todos estão querendo aprofundar a análise do que foi baseado todas essas ações que nós fomos vítimas no dia de hoje para que o governo possa se manifestar."

REFORMAS

Bezerra se comprometeu em, mesmo deixando o cargo, ajudar o governo na agenda de reformas no Senado. O parlamentar ainda apontou que seus advogados avaliaram a busca da PF como "muito extensa e desnecessária".

Em nota, a defesa do senador pontuou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou contra a busca porque "a medida terá pouca utilidade prática". Na entrevista, Bezerra diz que a investigação corre há muito tempo, que está à disposição da Justiça e manifestou expectativa no arquivamento do inquérito.

"Esses são fatos que já vão completar oito, seis anos, e que estão sob investigação há muito tempo e que, portanto, vamos, no devido curso do processo legal, prestar todas as informações. E temos certeza, como outros inquéritos, eles vão ter o mesmo destino, que será o arquivamento", finalizou o parlamentar.

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