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Equipe de Casagrande diz que cortes não afetam serviços

Secretários de Casagrande terão de realizar ajustes em custeio 

Secretários do governo Casagrande durante posse na Assembleia Legislativa. Crédito: Carlos Alberto Silva
Secretários do governo Casagrande durante posse na Assembleia Legislativa. Crédito: Carlos Alberto Silva

Secretários do novo governo de Renato Casagrande (PSB) consideram possível alcançar os 10% de corte no custeio a ser determinado pelo chefe do Poder Executivo. Em geral, eles não acreditam que os enxugamentos vão afetar serviços importantes prestados à população. 

Governador e equipe fazem a primeira reunião nesta quarta (02), às 10 horas, no Palácio Anchieta. Antes, às 9 horas, o secretariado fará a foto oficial, na escadaria da sede do governo.

O corte em custeio não deve afetar o combustível das viaturas da Polícia Militar, como policiais relataram que teria ocorrido na gestão passada, quando os gastos também foram reduzidos, uma vez que a área da Segurança será poupada. Educação, Saúde e Justiça também ficam de fora.

“O governador vai ouvir a necessidade de cada pasta”, afirmou o novo titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá.

O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, diz que o corte em custeio não vai alterar as ações da pasta, que tem como prioridades a conclusão das obras da Avenida Leitão da Silva e o Terminal de Itaparica, atualmente interditado.

“É custeio, não afeta obras. É aluguel de carro, celular”, elencou.

PERCENTUAL

Secretário de Agricultura, Paulo Foletto (PSB), por exemplo, diz que enxugar custeio não será problema e que reduzirá o gasto no percentual que o governador desejar. 

 

“Eu descobri que a secretaria não tem tanta gente assim. A maioria é cedida por Idaf e Incaper. E alguns são cargos comissionados, de fora. São sete engenheiros comissionados. Temos que sentar e nos debruçar sobre como resolver essas coisas. Em termos de custeio, não tenho dúvida nenhuma que consigo fazer. Em termos de pessoal, não sei se vai ser possível. Não estou dizendo que não é. Em termos de custeio, se o governador quiser 10% ou 20%, a gente dá”, afirmou.

Já o secretário de Desenvolvimento, Heber Resende, que estreia à frente de uma pasta de governo, diz que o corte pode não ser aplicado igualmente em todas as secretarias. Ou seja, a redução de 10% é global, mas pode ser menor em uma pasta e maior em outra. Ele ainda precisa avaliar o que poderá ser cortado na área sob titularidade dele.

“Isso não pode ser linearizado. Vamos ter que estudar caso a caso e ver como vamos fazer isso. Não pode ser 10% no governo todo. O que ele quer é geral, no custeio do Estado. Vamos ter que ver cada caso. Antes de me debruçar sobre a realidade da secretaria, não posso dizer se é possível ou não (cortar os 10%). Primeiro, vamos ter que estudar”, pontuou.

O secretário de Governo, Tyago Hoffmann (PSB), afirmou que entre as medidas de redução de despesas estão vedações a diárias e passagens aéreas. Também haverá mudanças no fornecimento de carros oficiais para autoridades. Apenas secretários, diretores e presidentes de órgãos terão acesso aos veículos.

Hoffmann não deu percentual de corte de servidores comissionados. Cada secretário vai analisar se cortes de pessoal e junções de departamentos serão necessários.

Casagrande durante discurso na Assembleia Legislativa: equilíbrio das contas Fotos: Carlos Alberto Silva Fábio Damasceno, Edmar Camata e Vitor de Angelo em cerimônia de posse Secretários do governo Casagrande durante posse na Assembleia Legislativa

PREFEITOS PRESTIGIAM SOLENIDADE

Entre os prefeitos presentes à solenidade de transmissão de cargo ao governador Renato Casagrande (PSB) no Palácio Anchieta estava, em uma das primeiras fileiras, Luciano Rezende (PPS), da Capital. Também marcaram presença Gilson Daniel (Podemos), de Viana, e Victor Coelho (PSB), de Cachoeiro de Itapemirim. O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), e o de Vila Velha, Max Filho (PSDB), estiveram na posse, na Assembleia.

Luciano, desafeto do ex-governador Paulo Hartung, contou já ter elencado mais de 40 ações e programas a serem tocados em parceria com a nova gestão estadual. Gilson Daniel, que esteve ao lado da correligionária Rose de Freitas na eleição, diz que Casagrande é seu amigo pessoal e tem boas expectativas. Já Victor Coelho afirmou que o governador tratará todos os prefeitos igualmente, independentemente da filiação partidária.

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