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Bolsonaro precisa aprovar rapidamente reformas impopulares, diz S&P

Agência de classificação de risco alerta que é preciso reverter a tendência negativa do quadro fiscal no País

Publicado em 03/12/2018 às 17h30
A agência vê os bancos brasileiros "bem posicionados" para fornecer recursos a empresas que queiram voltar a investir. Crédito: Pexels
A agência vê os bancos brasileiros "bem posicionados" para fornecer recursos a empresas que queiram voltar a investir. Crédito: Pexels

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), precisa "aprovar rapidamente" reformas cruciais e impopulares para reverter a tendência negativa nas contas fiscais brasileiras, alerta nesta segunda-feira a agência de classificação de risco S&P Global Ratings. "O novo governo terá desafios importantes em transformar a retórica de campanha em reformas reais", afirma relatório que prevê crescimento de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 e alta de 2,5% no ano seguinte.

Mais cedo, a Fitch Rating afirmou que poderá rever a nota brasileira caso o novo governo consiga aprovar reformas no Congresso, principalmente.

"Vamos monitorar se haverá mudanças significativas na política econômica", ressalta o documento, destacando que a eleição reduziu apenas "parcialmente" as incertezas na economia brasileira.

A agência vê os bancos brasileiros "bem posicionados" para fornecer recursos a empresas que queiram voltar a investir. Com isso, a previsão é que o crédito cresça 10% em 2019, pondo fim a vários anos de expansão muito fraca no mercado de empréstimos. "As métricas da qualidade dos ativos dos bancos provavelmente vão continuar melhorando em 2019, apoiando um desempenho operacional saudável."

A previsão é que o crédito nos bancos privados siga crescendo mais do que nos públicos, ressalta o documento. Apesar da expectativa de melhora do crédito, a S&P alerta que as instituições financeiras podem ter que enfrentar um ano de volatilidade em 2019, principalmente por conta das incertezas sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos, zona do euro e Japão e do relacionamento comercial entre China e Washington.

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