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"Surfafa desde criança", diz padrasto de capixaba morto por tubarão

Arthur Medici aprendeu a surfar quando criança, sempre praticou o esporte e tinha costume de pegar onda em Cape Cod

Publicado em 16/09/2018 às 17h13
Arthur Medici chegou a ser socorrido para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Crédito: Reprodução/Facebook
Arthur Medici chegou a ser socorrido para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Crédito: Reprodução/Facebook

O capixaba Arthur Medici, de 26 anos, estava acostumado a frequentar a praia de Cape Cod, em Massachusetts, nos Estados Unidos, onde foi atacado por um tubarão nesse sábado (15). Surfista desde criança, Arthur morava nos EUA há quatro anos e costumava pegar onda na região. Para a família, a morte do capixaba foi uma terrível fatalidade.

De acordo com Márcio Araújo Passos, padrasto de Arthur, o esporte era parte da vida do rapaz e ele sempre surfou em Cape Cod.     

"O Arthur começou a surfar com 8, 10 anos de idade. Surfava em Vila Velha, sempre viajou para surfar e sempre surfava naquela praia. Desde 1936 não existia um ataque de tubarão naquela praia, aí agora um tubarão veio e pegou o menino. Uma fatalidade. Tinha seis salva vidas na área, ele foi prontamente socorrido e levado imediatamente para o hospital, mas não resistiu. Um menino que eu criei, um filho que perdi", lamentou.

Translado do corpo levará dias

Estudante de engenharia, Arthur estava noivo e tinha planos para casar em 2019. Para ajudar nas despesas do translado do corpo, a família da noiva chegou a fazer uma vaquinha, em um site dos EUA, para arrecadar 15 mil dólares. Na tarde deste domingo (16), o valor pedido já havia sido arrecadado e as doações já passavam de 17 mil dólares.

"Era um menino de ouro. Fazia faculdade de engenharia, curso de inglês, trabalhava e tinha planos para casar o ano que vem. Partiu da família da noiva dele e dos amigos de lá fazer essa vaquinha para arrecadar o dinheiro. A gente não sabe ao certo quanto vamos precisar, mas a estimativa é que o gasto fique em torno de 15 mil dólares", revelou o padrasto.

O corpo de Arthur segue no Hospital Cape Cod, para onde o rapaz foi levado ao ser socorrido. Nesta segunda-feira (17), o corpo deve passar por uma autópsia e só depois ser encaminhado para a funerária. A liberação do translado do corpo para o Brasil pode demorar cerca de quatro dias. A família, tenta com apoio do consulado, agilizar o processo.

Época com mais tubarões

 A baía de Cape Cod, onde Arthur foi atacado pelo tubarão, é um um dos pontos turísticos mais visitados dos EUA durante os meses de verão. O ataque aconteceu por volta do meio-dia na área do Parque Nacional de Newcomb Hollow Beaching.Segundo o site Sunday Express, testemunhas afirmaram ter visto Arthur na praia, acompanhado de outro homem, que seria o cunhado dele, quando o ataque aconteceu.

De acordo com o site Sunday Express, houve um aumento nos avistamentos de tubarões na área, já que é um local onde as focas cinzentas também circulam nesta época do ano. Um especialista em tubarões ouvido pela publicação afirmou que os ataques de tubarão no verão são uma conseqüência direta de mais pessoas e mais animais na água.

No entanto, o último ataque de tubarão na região foi em 1936, quando um jovem de 16 anos foi mordido. Por causa do risco de ataques, o Serviço Nacional de Parques dos EUA fechou as praias por pelo menos uma hora cerca de 25 vezes este ano, o dobro da média anual.

No local do ataque há uma placa recomentando os banhistas a nadarem próximo da costa costa e com água na altura da cintura. 

Placa alertando para o risco de ataque de tubarões no local. Crédito: WBZ-TV)
Placa alertando para o risco de ataque de tubarões no local. Crédito: WBZ-TV)

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