ASSINE

Manifestantes fecham entradas para carros em protesto na Ufes

Estudantes e funcionários têm acesso à universidade apenas pelo portão lateral. Manifestação acontece em decorrência dos cortes de verbas para as universidades e institutos federais

Publicado em 02/10/2019 às 15h36

Manifestação na UFES no campus de Goiabeiras

Protesto na UFES
Protesto na UFES. José Carlos Schaeffer
Protesto na UFES
Protesto na UFES. José Carlos Schaeffer
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória. José Carlos Schaeffer
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória. José Carlos Schaeffer
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória
Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória

Sindicatos e Associações de técnicos, docentes e estudantes da UFES fazem uma manifestação no campus de Goiabeiras, em Vitória. Eles fecharam as entradas para carros na universidade e afirmam participar do movimento nacional de paralisação das atividades por 48h, nesta quarta (2) e quinta-feira (3), em mais um ato contra os cortes nas universidades e institutos federais.

Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufes (Adufes), José Antonio da Rocha, o ato nacional acontece em todos os campi do Estado e tem como objetivo mostrar à população a importância das universidades públicas, e falar sobre o programa Future-se, do governo federal, rejeitado pelo conselho universitário na última semana.

“A gente vem numa crise desde 2014 que se agravou esse ano com os cortes que o governo anunciou: Corte de bolsas, além disso estamos sem ar-condicionado e outras coisas mais que a gente vai ter que deixar de ter nessa universidade. Além disso, o governo está anunciando um projeto chamado Future-se. A universidade vai perder esse caráter social, laico, de qualidade que ela tem porque, segundo o projeto, nós professores teremos que buscar recursos no mercado, e não esses recursos virem do governo, como está previsto na constituição”, disse.

PARALISAÇÃO

O acesso está sendo feito apenas pelo portão lateral, próximo à maternidade Santa Úrsula, a pé ou de bicicleta. Carros, motos e outros veículos estão impedidos de passar nesta e nas demais entradas. Por isso, muitos serviços do campus de Goiabeiras não foram oferecidos nesta quarta.

Estudantes que estiveram no local pela manhã afirmaram que muitos professores e outros alunos não conseguiram chegar, e por isso, não houve aulas em muitos cursos. O Núcleo de Línguas anunciou a suspensão das atividades nesta quarta e quinta-feira. Além disso, os restaurantes universitários de Goiabeiras e Maruípe não vão funcionar nesta quarta-feira, pois caminhões de fornecedores não conseguiram entrar no campus. A Biblioteca Central também não abriu.

Mesmo prejudicados pela falta de aulas, alunos apoiavam a manifestação realizada nesta quarta-feira. É o caso da estudante de arquivologia, Paula Batista, 21, que mesmo perdendo a apresentação de um seminário, afirma que a causa é válida.

A estudante Paula Batista, 21, concorda com as manifestações. Crédito: José Carlos Schaeffer
A estudante Paula Batista, 21, concorda com as manifestações. Crédito: José Carlos Schaeffer

“Atrapalha de certo modo o cronograma, tinha um seminário hoje que vou apresentar na semana que vem. Mas é por uma causa maior. A Ufes está passando por necessidades há algum tempo e está chegando no limite. Está bem difícil mesmo”, disse.

Durante todo o dia, os participantes do ato realizam reuniões e aulas públicas, que tem como tema central de discussão os cortes de verbas para as universidades e institutos federais. Para esta quinta-feira, está marcado um ato em defesa da educação, em que sindicatos e associações ligadas à educação pública devem sair em passeata pelas ruas de Vitória

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.