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Grand Parc: após três anos, moradores vivem a expectativa de voltar

A previsão de reinauguração do condomínio é no próximo sábado, mas moradores ainda precisam esperar a liberação de alvarás para ocupar os imóveis

Publicado em 23/08/2019 às 11h13
Atualizado em 27/08/2019 às 04h53
Grand Parc: três anos após desabamento moradores vão voltar aos imóveis. Crédito: Carlos Alberto Silva
Grand Parc: três anos após desabamento moradores vão voltar aos imóveis. Crédito: Carlos Alberto Silva

A partir do próximo sábado, os 166 apartamentos do Grand Parc Residencial, na Enseada do Suá, em Vitória, serão liberados aos moradores. A previsão é que as obras de reconstrução da área de lazer - que desabou na madrugada do dia 19 de julho de 2016, deixando um morto e quatro feridos, seja concluída ao longo da semana. O local já está de cara nova e sem tapumes que bloqueavam sua entrada. 

Segundo os moradoresa volta para casa não é imediata, isso porque, ainda falta a liberação de alvarás para a liberação para moradia, e a realização de reparos pontuais em alguns imóveis que serão sugeridos pelos próprios residentes.

“Fomos avisados que a partir do dia 31 de agosto poderemos voltar, mas não podemos morar. Ainda faltam liberações de alvarás da obra. Acho que dia 26 de setembro voltaremos de forma definitiva. Vou aproveitar para trocar os pisos do apartamento porque é uma oportunidade”, disse o morador Gustavo Miranda.

Desde o desabamento, os condôminos estão espalhados pela Grande Vitória morando de aluguel custeado por um aporte dado pelas empresas responsáveis pela incorporação e construção. Os prédios passaram por reforma e toda a área desabada foi reconstruída.

A moradora Patrícia Mosé afirma que todo o acordo feito com a construtora Cyrela, responsável pelo empreendimento, foi cumprido. “As expectativas sombrias que poderiam acontecer com a gente depois do desabamento não se concretizaram. O acordo com a construtora foi cumprido”, disse.

Em entrevista ao Gazeta Online em abril deste ano, o coordenador do comitê criado para acompanhar os andamentos da obra, José Gama de Christo, afirmou que todos os moradores estarão autorizados a voltar, mas a mudanças devem acontecer conforme um cronograma que ainda será elaborado.

"Vamos fazer esse cronograma de retorno para que não seja um processo tumultuado. Todos os moradores têm a possibilidade de voltar, mas quanto efetivamente vão voltar a gente só vai saber quando tivermos esse cronograma pronto e as pessoas o validarem", explicou Christo na ocasião.

Procurada, a Prefeitura de Vitória informou que realizou uma vistoria nesta segunda-feira (26) e concluiu que ainda falta a execução de parte da calçada e outras pequenas intervenções, e que assim que a obra for concluída, a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade dará o Certificado de Conclusão (antigo "Habite-se"). A Defesa Civil de Vitória realizou vistoria do local na última sexta-feira (23) e emitiu um auto de desinterdição em relação a risco estrutural.

MELHORIAS

Além da reconstrução da área de lazer, estavam previstas outras melhorias no empreendimento, tais como a ampliação do salão de festas, espaços fitness, gourmet e adega; adequação estrutural das torres - que receberam uma capa de concreto ao longo da fachada para garantir total estabilidade; sistema de segurança redesenhado, com a criação de uma sala de segurança e monitoramento; inclusão de vagas com infraestrutura para carros elétricos; separação das piscinas coberta e descoberta e inclusão de aquecimento solar na piscina coberta.

A área de lazer do  condomínio Grand Parc Residencial caiu sobre a garagem e deixou uma pessoa morta, além de carros destruídos  . Crédito: Secundo resende
A área de lazer do condomínio Grand Parc Residencial caiu sobre a garagem e deixou uma pessoa morta, além de carros destruídos . Crédito: Secundo resende

RELEMBRE

O desabamento da área de lazer do condomínio Grand Parc Residencial aconteceu às 3 horas do dia 19 de julho de 2016 e matou o porteiro Dejair das Neves, 47, que trabalhava no residencial. Outras quatro pessoas ficaram feridas, incluindo o síndico, José Fernando Leite Marques. Os 166 apartamentos das três torres foram interditados.

A obra de reforma começou em 2017 e a previsão, na época, era de que cerca de R$ 130 milhões seriam desembolsados nos anos seguintes para pagar as indenizações e a reconstrução do condomínio. Além de reerguer a área que desabou, a reforma inclui reforço na estrutura nas três torres do condomínio.

 

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