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Governo vai oferecer 2,5 mil vagas para cursos de qualificação no ES

As próximas inscrições começaram em 24 de setembro. Os cursos são destinados aos moradores dos 140 bairros contemplados pelo programa Estado Presente

Publicado em 02/09/2019 às 21h41
Curso de maquiagem . Crédito: Divulgação / Secti
Curso de maquiagem . Crédito: Divulgação / Secti

Jovens e adultos poderão se candidatar a cerca de 2,5 mil vagas do projeto Qualificar ES, que visa levar qualificação profissional por meio de cursos disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) ainda este ano. Até 2022, a estimativa é de 72 mil vagas. 

Os cursos são destinados aos moradores dos 140 bairros contemplados pelo programa Estado Presente em Defesa da Vida.  

As próximas inscrições começaram em 24 de setembro pelo site qualificar.es.gov. br. Podem participar pessoas com mais de 16 anos, que residam no município onde será ofertado o curso presencial (lista online) ou demais para os cursos onlines. Também são oferecidas as apostilas e os produtos usados nas aulas, como maquiagem na aula de beleza e ingredientes na aula de confeitaria.

O projeto foi uma das ações que integram o eixo social do programa Estado Presente, apresentado nesta segunda-feira (02), junto com outras 35 propostas da área social que vão atender a 140 bairros contemplados pelo programa. Os projetos devem estão divididos em etapas a serem executadas até 2022 com o propósito de manter a redução do número de homicídios e, consequentemente, a violência.

“Todos os órgãos do governo estão envolvidos no atendimento a esses territórios mais vulneráveis, na área da violência e na área social, para que possamos colocar de fato o Estado junto à sociedade”, pontuou o governador Renato Casagrande.

ESTADO PROJETO

O programa Estado Presente em Defesa da Vida, que já foi plano de segurança pública no mandato anterior de Casagrande, foi retomado em março deste ano. Os primeiros passos foram no eixo de proteção policial, com metas na atuação das corporações policiais em 20 áreas, que seriam responsáveis por uma redução de 16,8% dos números de assassinatos, desde o início do ano, segundo o Governo.

O eixo proteção policial tem como pilares prender criminosos, desestruturar o comércio de drogas e armas - 80% dos homicídios são causados por arma de fogo no Estado - e fazer uma aproximação policial com a comunidade.

Agora, paralelamente, as demais secretarias do governo estadual vão atuar no âmbito social. “Queremos deixar uma infraestrutura urbana melhor, formar mais empreendedores, gente qualificada, visamos ofertar oportunidades”, descreveu o governador.

Os projetos possuem temas de educação, saúde, cultura, esporte, Direitos Humanos, Trabalho, renda e empreendedorismo, somando R$ 314 milhões de investimentos.

“No eixo proteção social, buscamos estratégias para enfrentar os fatores causais da vulnerabilidade. As ações de polícia resolvem a violência temporariamente, pois não é responsabilidade apenas da segurança pública. É necessário olhar as pessoas e os territórios nelas existentes, levar o Estado para esses locais que foram analisadas indicadores dos últimos quatro anos. Queremos dar sustentação a longo e médio prazo da redução de violência”, acrescentou o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

Apresentação Estado Presente eixo social. Crédito: Glacieri Carraretto
Apresentação Estado Presente eixo social. Crédito: Glacieri Carraretto

FOCO NOS JOVENS

Grande parte das ações visa o público de adolescentes e jovens. “Queremos a redução da vulnerabilidade juvenil pois há um número grande de homicídios dessa faixa etária”, pontuou a secretária de Direitos Humanos, Nara Borgo.

Ao ser questionado sobre possível migração do crime e problemas para locais que não estão no mapeamento, Casagrande disse que, caso seja necessário, haverá mudanças dos bairros iniciais.

“O planejamento é feito diariamente, podendo mudar no decorrer dos anos, vamos estar acompanhando com os indicadores fornecidos pelo Instituto Jones do Santos Neves para que possamos migrar também, se isso acontecer, com as ações mais fortes do Estado”, pontuou.

 

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