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Bebê morre no mesmo horário em que mãe era sepultada no ES

A pequena Laura morreu na tarde desta quarta-feira (15). A mãe, Pâmela Soares, vítima de bala perdida, foi sepultada no Cemitério de Maruípe, em Vitória

Publicado em 15/08/2018 às 21h01
Momento em que Laura era transferida de hospital após parto de emergência. Crédito: Fernando Madeira | GZ
Momento em que Laura era transferida de hospital após parto de emergência. Crédito: Fernando Madeira | GZ

Uma tragédia seguida de outra. A pequena Laura, que nasceu com sete meses, tentou lutar contra as estatísticas, mas foi mais uma vítima da violência.  A notícia da morte da bebê chegou durante o enterro da mãe, Pâmela Soares, de 23 anos, às 16 horas desta quarta-feira (15),  realizado no cemitério de Maruípe, em Vitória.

Pâmela, que chegou com vida ao hospital após ser atingida por bala perdida enquanto estava dentro de casa, em Gurigica, Vitória, passou por um parto de emergência.

A filha dela, Laura, estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva Infantil (Utin), do Hospital das Clínicas (Hucam). Ainda nos primeiros momentos de vida, a menina sofreu duas paradas cardíacas. Apesar do quadro de risco de Laura, familiares de Pâmela disseram, em entrevista na noite de terça-feira, que ela se recuperava bem e eles estavam esperançosos.

Pâmela Soares pretendia se mudar devido aos constantes tiroteios. Crédito: Facebook
Pâmela Soares pretendia se mudar devido aos constantes tiroteios. Crédito: Facebook

EXPECTATIVA

Enquanto liberava o corpo da jovem no Departamento Médico Legal (DML) na noite de terça-feira, a irmã de Pâmela comentou a expectativa da família com a chegada da bebê. “Ela já tinha escolhido o nome, disse que seria Laura. Já estava tudo pronto, quartinho arrumado, tudo no lugar”, lembrou.

A irmã contou ainda que a sobrinha de Pâmela, de 4 anos, era muito apegada à tia, e chamava Laura de “irmãzinha”.
“A minha filha era muito apegada à minha irmã. Pâmela cuidava dela desde pequena, tanto que minha filha dizia que a bebê seria irmãzinha dela. Agora, minha filha está com febre, chorando e chamando pela Pâmela a todo momento, perguntando pela tia e querendo saber se a irmãzinha vai voltar para casa”, contou.

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