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Reinaugurado neste sábado (31), três anos após o desabamento da área de lazer, o Grand Parc Residencial deve demorar de seis meses a um ano para ser totalmente ocupado

Publicado em 31/08/2019 às 05h55
Atualizado em 26/09/2019 às 15h01

Reinaugurado neste sábado (31), três anos após o desabamento da área de lazer, o Grand Parc Residencial deve demorar de seis meses a um ano para ser totalmente ocupado. Essa é a expectativa da construtora Cyrela, incorporadora do empreendimento. 

A partir de segunda-feira (2), todos os moradores podem começar a reformar seus apartamentos, mas só terão autorização para voltar a morar no imóvel depois do dia 26 de setembro.A empresa estima que apenas dez famílias retornarão para seus imóveis neste início. O condomínio tem 166 apartamentos.

Neste sábado (31), a construtora apresentou o que foi feito na área de lazer, que desabou em 2016, causando uma morte e deixando quatro feridos. A Cyrela gastou R$ 180 milhões com a reconstrução e com as indenizações pagas aos moradores do condomínio. Segundo a construtora, apenas 3% dos condôminos não fecharam acordo para receber a indenização.

Cinco famílias brigam na Justiça para terem direito a uma indenização do valor atualizado do imóvel. Elas afirmam não terem condições emocionais para voltar a morar no local após o desabamento.

A família do porteiro Dejair das Neves, morto na tragédia, também foi indenizada - os valores pagos para os familiares do funcionário e para os moradores, no entanto, não foram divulgados. O valor de R$ 180 milhões inclui também reformas nos 70 apartamentos que sofreram danos.

Das 166 unidades, proprietários de apenas 60 pediram autorização para iniciar as obras nos apartamentos. O  morador José Gama de Christo, da Comissão de Gestão de Crise criada para acompanhar a reconstrução, acredita que a maior parte deve retornar nos próximos meses. "Internamente, os moradores já fizeram uma pesquisa em grupos de WhatsApp e chegou a um percentual de 70%. Então, a gente tem expectativa de que a grande maioria vá retornar sim", conta.

Além da reconstrução da área de lazer, a construtora reforçou a estrutura das três torres. Segundo Juliano Bello, diretor administrativo da Cyrela, o empreendimento passa a ser um dos mais seguros do Brasil.

"Colocaria meus filhos para morar aqui sem a menor dúvida. Totalmente seguro, acho que é o empreendimento mais seguro do Brasil hoje. Diversos profissionais envolvidos nessa reconstrução e os melhores profissionais do Brasil e até de foram do Brasil que a gente trouxe para fazer parte desse projeto", pontua.

Também foram feitas outras melhorias no local, como a ampliação do salão de festas, espaços fitness e gourmet e adega; adequação estrutural das três torres - que receberam uma capa de concreto ao longo da fachada para garantir total estabilidade; sistema de segurança redesenhado, com a criação de uma sala de segurança e monitoramento; inclusão de vagas com infraestrutura para carros elétricos; separação das piscinas coberta e descoberta e inclusão de aquecimento solar na piscina coberta.

O desabamento da área de lazer do condomínio Grand Parc Residencial aconteceu às 3 horas do dia 19 de julho de 2016 e matou o porteiro Dejair das Neves, 47, que trabalhava no residencial. Outras quatro pessoas ficaram feridas, incluindo o síndico, José Fernando Leite Marques. Os 166 apartamentos das três torres foram interditados.

A obra de reforma começou em 2017. Além de reerguer a área que desabou, a reforma inclui reforço na estrutura nas três torres do condomínio. Quatro engenheiros viraram réus em uma ação que tramita na 6ª Vara Criminal de Vitória, sob a acusação de causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de alguém. Os engenheiros também respondem por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

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