ASSINE

Samarco obtém licença ambiental e vai voltar a operar em 2020

Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais concedeu a Licença de Operação Corretiva à Samarco, nesta sexta-feira (25). As atividades, paralisadas desde 2015 por conta do desastre de Mariana (MG), deverão ser retomadas no final do ano que vem.

Publicado em 25/10/2019 às 18h45
Área da Samarco em Ubu, Anchieta. Crédito: Arquivo
Área da Samarco em Ubu, Anchieta. Crédito: Arquivo

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), do governo de Minas Gerais, concedeu Licença de Operação Corretiva (LCO) à Samarco, nesta sexta-feira (25). Com isso, a empresa, paralisada desde 2015 por conta do desastre de Mariana (MG), agora tem todas as licenças ambientais para voltar a operar.

A LCO foi aprovada pela Câmara de Atividades Minerárias do Copam. O retorno das atividades está previsto para o final do ano de 2020. "Este passo importante demonstra o compromisso da empresa em reiniciar suas operações de forma segura e sustentável. A Samarco espera reiniciar as suas operações utilizando novas tecnologias para o empilhamento de rejeitos a seco", informou a empresa, em um comunicado.

As atividades relacionadas à extração de minério de ferro, ao beneficiamento na planta de Germano, Mariana (MG), e à planta de pelotização, no Complexo de Ubu, em Anchieta (ES) só serão retomadas após a implementação de um sistema de filtragem. A construção do projeto tem prazo estimado de 12 meses a partir da obtenção da licença. A expectativa é de que a retomada movimente empresas do setor, principalmente a cadeia de fornecedores. 

“Com a aprovação da LOC, a Samarco está autorizada a reiniciar as operações. Entretanto, inicialmente precisamos adotar novas tecnologias de filtragem que aumentarão a segurança, o princípio fundamental que guia o nosso trabalho”, afirmou o diretor-presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, em uma comunicado.

A empresa informou que até agosto de 2019 usou cerca de R$ 6,68 bilhões para medidas de reparação e compensação. 

"A retomada das operações deverá contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, criando empregos e trazendo benefícios econômicos para estas comunidades", destaca a nota da Samarco.

HISTÓRICO

Em novembro de 2015, a operação da Samarco foi paralisada após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. No ano anterior a empresa era responsável por 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo. Em Anchieta, o golpe foi grande: a suspensão das atividades da Samarco provocou uma queda de R$ 2 milhões mensais na coleta de impostos sobre serviços (ISS). Em 2014, a cidade havia arrecadado R$ 48,8 milhões com a taxa. A empresa representava mais de 70% do PIB do município.

A paralisação das atividades prejudicou muito os vários fornecedores da companhia instalados no Estado. Em 2016, cerca de 260 empresas pequenas e médias do Sul do Estado, de municípios como Anchieta, Guarapari e Cachoeiro, já haviam fechado as portas, provocando demissões.

Um estudo contratado pela BHP Billiton, uma das acionistas da Samarco, em 2017 afirmou que o Espírito Santo deixou de contar com 4.111 vagas de emprego, diretos e indiretos, por conta da interrupção das atividades da empresa. Já o quadro de funcionários diretos da empresa caiu de 3 mil para 1,3 mil (somados Minas Gerais e Espírito Santo).

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais
anchieta economia espírito santo samarco espírito santo

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.