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O momento é de olhar para o próximo

Mais do que estar em primeiro lugar, marcas precisam exercer a “empatia” em meio a pandemia da Covid 19

Publicado em 17/08/2020 às 14h53
Atualizado em 27/08/2020 às 10h59
Michel Vasconcelos
Michel Vasconcelos

Em um mercado cada vez mais competitivo estar em primeiro lugar na lembrança do consumidor é, sem dúvidas, o desejo de qualquer marca. Muitas investem pesado em diferentes estratégias para a conquista do recall. Mas em meio a pandemia do novo coronavírus o consumidor se revelou ainda mais exigente e quer uma postura mais humana das marcas.

Foi o que apontou Michel Vasconcelos, mestre em antropologia do consumo pela UFF, professor e especialista em Marketing e comportamento do consumidor. Com mais de 20 anos de experiência em análise de mercado e comportamento, para Michel Vasconcelos é fundamental entender o momento pelo qual passamos para que as marcas consigam se posicionar de forma positiva diante do consumidor.

“ Você pode e deve promover a marca, mas precisa ter, neste momento, o cuidado de informar as pessoas sobre os esforços que vem promovendo para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Pode parecer óbvio e eventualmente banal, por exemplo, que você disponibilize álcool gel em pontos estratégicos do negócio e que todos os funcionários estejam protegidos com os equipamentos de segurança, mas há uma preocupação das pessoas com a saúde neste momento e a marca precisa estar atenta a isso”, explica Vasconcelos.

A afirmação vai ao encontro de recente pesquisa feita pela Kantar Ibope no início da pandemia. Mais de 80% dos entrevistados concordam que, nesse período, as marcas devem informar as ações que realizam para lidar com esse cenário e manter a segurança de seus colaboradores e clientes. Outros estudos revelam também que no início da pandemia pelo menos 80 por cento dos capixabas estavam com muito medo da doença. E a incerteza diante do desconhecido é preciso ser tratada com sensibilidade pelos gestores para que a marca se conecte cada vez mais com seu consumidor.

“É crucial que a marca mantenha uma proximidade com o seu consumidor para aumentar a conexão entre eles e manter-se relevante para as pessoas. Na medida em que uma marca trabalha incansavelmente para se manter relevante a chance do negócio manter-se saudável aumenta muito. Óbvio que quando a gente está falando de negócios, nunca é uma coisa só! Trata-se de uma junção de ações. Mas qual o ponto de partida? O ponto é entender a perspectiva das pessoas. Entender como elas percebem valor nas soluções que estão sendo entregues, entender quais são suas expectativas e quais são seus sentimentos. Mas essa comunicação precisa ser dirigida aos públicos de interesse da marca e não apenas tratar o mercado alvo como se fosse uma massa homogênea. Em outras palavras é preciso pensar em estratégias mais segmentadas, mais dirigida a públicos específicos. Isso aumenta a possibilidade de conexão”, explica Vasconcelos.

Cuidado, conexão, empatia...o momento exige um comportamento mais humano também das marcas! Certamente, atitudes tomadas agora serão reconhecidas pelos consumidores. Mais do que estar em primeiro lugar na mente dos clientes, é preciso cuidar para que eles lembrem da sua marca de forma positiva. É hora de trocar aquele velho ditado “falem bem ou mal mas falem de mim” por uma nova frase: falem bem ou bem mas falem de mim.

“As pessoas não se relacionam com as estratégias das marcas, elas se relacionam com as expressões das marcas e essas expressões estão nos inúmeros pontos de contato que elas têm com seus consumidores. Desde um simples contato pelo telefone até as mais elaboradas campanhas de marketing vão deixando marcas no imaginário do consumidor. Por isso é tão importante cuidar de todas as formas de comunicação para se fazer presente de forma positiva na mente do seu público alvo”, finaliza Michel Vasconcelos.

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