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Black Friday: preços no varejo disparam em novembro

Estudo apontou que produtos como eletrônicos e eletrodomésticos chegaram a ficar até quase 70% mais caros na primeira quinzena do mês; especialistas alertam para necessidade de monitorar valores para não pagar pela "metade do dobro"

Publicado em 26/11/2020 às 09h22
Atualizado em 26/11/2020 às 09h22
Black Fraude: preços no varejo disparam em novembro
Black Fraude: preços no varejo disparam em novembro. Crédito: Pexels

Às vésperas da Black Friday, o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) chama a atenção para o outro lado da megapromoção: a Black Fraude. Uma pesquisa do instituto indicou que houve reajuste de preços para a maioria dos produtos pesquisados na primeira quinzena de novembro. A alta foi registrada tanto em lojas físicas quanto virtuais, e, em alguns casos, a variação no preço dos bens duráveis chega a quase 70%.

Home theaters (69,6%), freezers (+63,5%), micro-ondas (+46%), ventiladores (+46,3%) e câmeras e filmadoras (+43,7%), foram as categorias de produtos que tiveram a maior alta de preços na primeira quinzena de novembro.

Tablets, smartphones e televisores, por exemplo, também foram remarcados para cima. O Ibevar colheu preços de 6.500 produtos, em 30 categorias de bens duráveis para chegar aos resultados.

Para não ser enganado, é importante acompanhar as oscilações nos preços, observando suas variações nos dias ou semanas que antecedem a Black Friday, para ter certeza de que não vai “pagar pela metade do dobro”, isto é, de que a empresa não vai aumentar o preço do produto simplesmente para voltá-lo ao patamar original na data, como se estivesse oferecendo um desconto.

“Buscapé e Zoom são dois sites bastante úteis para acompanhar histórico de preços dos produtos, e permitem ver se o preço cobrado naquele momento é algo que foi aumentado para dar desconto, ou realmente é um preço natural. Vale fazer essa comparação para não ser enganado por falsas vantagens”, destacou o professor da Faesa e consultor de Marketing, Henrique Hamerski.

Vale lembrar que, se constatada a prática, o consumidor pode denunciar a empresa por fraude.

“Entre outras, são questões passíveis de reclamação o descumprimento à oferta, a publicidade enganosa (promoção com preços iguais aos praticados dias antes da Black Friday), a mudança de preço no momento da finalização da compra e a falta de informações sobre a empresa e o produto”, ressaltou o diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde.

As denúncias podem ser feitas por canais diversos, e até sem sair de casa. Além do Procon Estadual e do consumidor.gov.br, é possível registrar a reclamação por meio de plataformas como o Reclame Aqui, e pelos Procons municipais. O Procon da Serra, aliás, vai receber reclamações até meia-noite, pelo WhatsApp, na sexta-feira (27).

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