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"Meu ex me jogou água fervendo", diz leitora de A Gazeta após reportagem

Mulheres vítimas de violência doméstica desabafaram nas redes sociais de A Gazeta dramas vividos por elas após a publicação da reportagem sobre a diarista Marciane, que teve o corpo incendiado pelo ex em 2018, na Serra

Publicado em 26/05/2020 às 11h57
Atualizado em 26/05/2020 às 12h46
Violência contra a mulher
Violência contra a mulher. Crédito: Pixabay

Leitora

Mensagem escrita no Facebook de A Gazeta

"Tô chorando ao ver isso. Passei pela mesma situação. Meu ex me jogou água fervendo. Graças a Deus não fiquei com sequela. Meu Deus, onde vamos parar?"

Este depoimento foi escrito por uma mulher após a publicação do vídeo que conta a história da Marciane Pereira dos Santos, uma diarista que teve o corpo queimado pelo ex-marido na Serra, no Espírito Santo, em setembro de 2018. Após a publicação da entrevista "Perdoei e continuei. Olha o resultado", alerta diarista queimada pelo ex - que já tem mais de 19 mil compartilhamentos em apenas uma postagem no Facebook -, muitas mulheres usaram o espaço para contar testemunhos de violência doméstica.

A repercussão da reportagem, veiculada na última quarta-feira (20), no site de A Gazeta, mostra como o tema é presente na sociedade e reflete a necessidade de mais espaços para que as mulheres possam denunciar as agressões. 

Nesta terça-feira (26), Marciane comentou como se sentiu ao ler tantas mensagens.

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Marciane Perereira dos Santos

Vítima de violência doméstica 

"É muito comovente. Uma realidade que, infelizmente, nós, mulheres, estamos vivendo. O ser humano acha que pode fazer o que quiser com a outra pessoa. Eu me sinto forte, porque consigo fortalecer outras mulheres. Cada comentário de força, de superação, de incentivo pra mim, me torna mais forte do que já estou"

"Nesses comentários, é onde as pessoas conseguem se expressar, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim, relatando algum fato da vida delas. Muitas vezes, não temos coragem de dizer algum fato das nossas vidas. Nos calamos, ficamos mudas, com medo. Eu fiquei com medo, calada, achei que não fosse acontecer nada", lembra.

E ela continua: "Mas por mais que ele tenha me machucado, estou viva e consigo sobreviver e não vou parar por aí. Precisa ter uma lei que defenda nós, mulheres. Essa lei de manter distância, eles pegam a gente escondido. Essas mensagens me fortaleceram. É muito gratificante", reforça.

OS DEPOIMENTOS 

A Gazeta separou alguns desses depoimentos. Veja abaixo.

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