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"Ficamos esperando eles chegarem", diz cunhada de Cabo Porto seis meses após tragédia

Irmã de Tathianni Gonçalves Porto, esposa do vereador da Serra que também faleceu no acidente, conta como está a família seis meses após o acidente, em Jaguaré

Publicado em 22/08/2020 às 21h23
Atualizado em 22/08/2020 às 21h48
Cabo Porto com a esposa e o filho. A família morreu em um acidente neste sábado
Cabo Porto com a esposa e o filho. A família morreu em um acidente em fevereiro. Crédito: Reprodução/Facebook

No dia 22 de fevereiro deste ano, Valéria Gonçalves recebeu a triste notícia de que sua irmã Tathianni, seu cunhado Cabo Porto, e seu sobrinho de quatro anos, haviam morrido em um acidente de carro na BR 101, em Jaguaré, a caminho da Bahia. Seis meses depois, ela afirma que é como se o tempo não tivesse passado. "Pra nós, é como se tivesse sido ontem. Como se eles fossem chegar de viagem a qualquer momento. Não conseguimos aceitar essa tragédia", lamenta.

O acidente que tirou a vida de Cabo Porto, que na época era vereador da Serra, gerou grande comoção em toda a população capixaba. O velório foi marcado pela presença de políticos, autoridades, policiais e apoiadores. Na data, muito abalada, a família não havia dado entrevistas.

Valéria afirma que a família sempre foi muito unida e, por isso, ainda sofre muito ao pensar no que aconteceu. "O João, meu sobrinho, vivia na casa da minha mãe. Cabo Porto também frequentava sempre a casa dela, somos uma família muito unida e ainda não conseguimos entender como ou por que essa tragédia aconteceu", relata.

A família ainda não se recuperou, de acordo com Valéria. O susto de perder três integrantes de uma só vez faz com que a situação seja ainda mais difícil de se compreender. "Perguntamos pra Deus o que aconteceu, às vezes até com perguntas ignorantes, qual o motivo de uma fatalidade tão grande. Dói muito e não conseguimos nos recuperar ainda", conta.

O ACIDENTE

Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré

Adenilton Belmonte dos passos, motorista da carreta, disse que não conseguiu evitar.
Adenilton Belmonte dos passos, motorista da carreta, disse que não conseguiu evitar. "Eu estava vindo a menos de 80 quilômetros por hora, ele tentou ultrapassar e entrou na minha frente. Eu freei o caminhão, mas não teve jeito". Eduardo Dias
Nacip de Andrade, motorista de um guincho e testemunha do acidente. Segundo ele, o cabo porto teria tentado uma ultrapassagem irregular e bateu de frente com a carreta
Nacip de Andrade, motorista de um guincho e testemunha do acidente. Segundo ele, o cabo porto teria tentado uma ultrapassagem irregular e bateu de frente com a carreta. Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré . Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré . Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré . Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré . Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré . Eduardo Dias
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré
Cabo Porto morre com família em acidente em Jaguaré

A família morreu em um acidente de carro, em Jaguaré, quando ia para Porto Seguro, na Bahia, aproveitar o carnaval. Cabo Porto, que tinha 44 anos, sua esposa Thathianni, de 24 e o filho João, de 4 anos, morreram na hora. O carro colidiu de frente com uma carreta de sucata ao tentar fazer uma ultrapassagem.

O vereador exercia um mandato em cargo público pela primeira vez. Eleito em 2016 com 3.080 votos, foi o quarto mais votado para ocupar uma cadeira na Câmara da Serra. Ele havia entrado na Polícia Militar em 1996 e teve, na corporação, pelo menos 400 menções honrosas e 50 prêmios pela atuação operacional, segundo informações da Câmara.

Como vereador, atuava principalmente na pauta da segurança pública e era um aliado do prefeito Audifax Barcelos (Rede). Ele havia dito para A Gazeta que pensava em reeleição, mas que também não descartava a possibilidade de concorrer à Prefeitura e já havia sido sondado por pelo menos três partidos.

Thatianni era servidora da Assembleia Legislativa e atuava como assessora de controle interno na Casa.

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