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Sessões gratuitas de cinema pelo litoral capixaba

24º Festival de Cinema de Vitória Itinerante começa nesta sexta-feira (5), emPontal do Ipiranga, Linhares

Publicado em 03/01/2018 às 11h38
Festival de Cinema de Vitória Itinerante vai exibir filmes no litoral capixaba durante o verão. Crédito: Tati Hauer
Festival de Cinema de Vitória Itinerante vai exibir filmes no litoral capixaba durante o verão. Crédito: Tati Hauer

Entre praças, avenidas e até na praia, o 24º Festival de Cinema de Vitória Itinerante vai levar sete produções audiovisuais e outras seis animações, especialmente para divertir as crianças, a cinco cidades do Espírito Santo a partir desta sexta-feira (5). Além de incentivar o acesso à cultura, a organização quer ainda aquecer a economia de Pontal do Ipiranga, em Linhares; Santa Cruz, em Aracruz; Praia da Costa Azul, em Iriri; Guriri, em São Mateus; e Vitória - cidades pelas quais o evento passará. 

"Às vezes vai gente que nunca entrou em um cinema. Isso democratiza o acesso às produções audiovisuais e, para mim, é indescritível como ser humano participar disso", comemora a diretora do festival, Lúcia Caus. Ela conta que a expectativa de público é grande.

A organização também pretende aquecer a economia das regiões em que se instalar. Isso porque, segundo Lúcia, visitantes acabam indo às sessões e os próprios moradores do local se animam para sair mais. "Dessa forma, o comércio local também ganha com a chegada do festival", completa.

A exibição de todos os filmes, em todos os locais, é aberta ao público e começa sempre às 19h. 

PARA AS CRIANÇAS

Para garantir a diversão dos pequenos, o festival trará seis curtas-metragens voltados para o público infanto-juvenil que fizeram parte das últimas edições do Festivalzinho de Cinema. Para eles, as atrações serão “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; e “Victor”, de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; e as ficções “Braços Abertos”, de Monique Lima; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; e “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos.

FILME PREMIADO NO FESTIVAL

Sucesso de crítica, “Como Nossos Pais” é escrito e dirigido por Laís Bodanzky (“Bicho de Sete Cabeças”) e estrelado por Maria Ribeiro e Paulo Vilhena. O longa teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Berlim e foi premiado nas categorias Melhor Interpretação (Clarisse Abujamra) e Melhor Direção e Melhor Filme (Júri Popular) no 24º Festival de Cinema de Vitória.

"Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky, é das atrações mais esperadas deste festival. Crédito: Divulgação/RF Assessoria
"Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky, é das atrações mais esperadas deste festival. Crédito: Divulgação/RF Assessoria

Na trama, é explorado o embate de gerações que serve de pano de fundo para a abordagem de temas complexos, como a mortalidade, o feminismo e o papel da tecnologia nos relacionamentos atuais.

SERVIÇO

24° Festival de Cinema de Vitória Itinerante

Local: Pontal do Ipiranga, na Praça Central de Linhares

5 de janeiro de 2018

Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky

6 de janeiro de 2018

Filmes: “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos.

DATAS EM CADA CIDADE

Pontal do Ipiranga, em Linhares

5 e 6 de janeiro

Santa Cruz, em Aracruz

12 e 13 de janeiro

Praia da Costa Azul, em Iriri

19 e 20 de janeiro

Guriri, em São Mateus

26 e 27 de janeiro

Cine Metropolis, na Ufes

2 de fevereiro

FILMES E SINOPSES DA PROGRAMAÇÃO

“Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky (Ficção, 102 minutos, SP, 2017/Classificação: 14 anos)

Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas as suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que, em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

“O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria (Animação, 6 minutos, ES, 2016/Classificação: livre)

Eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.

“Luiz”, de Alexandre Estevanato (Animação, 16 minutos, SP, 2017/Classificação: livre)

Luiz é uma daquelas doces crianças que têm olhos de ver. Vê pureza, vê bondade, vê o mundo com inocência, vê até um amigo imaginário! Junte-se a eles nesta delicada aventura e descubra o que há de bom na vida. E você, tem olhos de criança?

"Braços Abertos”, de Monique Lima (Ficção, 9 minutos, RJ, 2017/Classificação: livre)

Marquinhos um menino com Síndrome de Down, sempre sufocado pela sua mãe, nunca teve vontade de sorrir, sua vida é chata. Ele gosta de ficar sempre sozinho. Num dia indo ao novo terapeuta, Marquinhos vê um dançarino de rua e se encanta. Sua mãe o reprime, por zelo e o afasta do dançarino, impaciente, Marquinhos foge de casa enquanto sua mãe está dormindo. Nessa fuga, Marquinhos é levado a um mundo de liberdade e magia após reencontrar o dançarino, que o ajudará a viver uma vida normal e feliz.

“Victor”, de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara (Animação, 1 minuto, ES, 2016/Classificação: livre)

Os pingos da chuva parecem não incomodar um estranho homem e seu surrão quando atravessam na madrugada a fachada de um cemitério na alameda mal iluminada. Enquanto o carro policial ronda a esquina, o misterioso sujeito, cuja face permanece oculta na névoa densa, aperta o passo até chegar num pequeno cômodo onde dedica o restante da madrugada ao seu enigmático projeto.

“A Piscina de Caíque”, de Raphael Gustavo da Silva (Ficção, 15 minutos, GO, 2017 / Classificação: livre).

Sinopse: sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo inseparável se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, Caíque acaba criando problemas com sua mãe.

“Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos (Ficção, 15 minutos, RJ, 2015/Classificação: livre)

Se não fosse pelo almoço gratuito na escola pública, os irmãos Joalisson, Joedson e Jowilson iriam ficar de barriga vazia o dia inteiro. A mãe dos meninos, que é solteira e está desempregada, tem dificuldade até mesmo para colocar comida em casa, mas não quer que os vizinhos saibam de seus problemas financeiros. Por isso, toda tarde, ela obriga as crianças a ir para a janela da frente e fingir que estão mastigando. A vizinhança toda acredita. Até quando essa farsa vai se sustentar?

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