ASSINE

Heloísa Périssé encena espetáculo de graça pela internet direto do ES

Atriz apresenta "E Foram Quase Felizes Para Sempre", neste domingo (25), no Teatro da Ufes, que será transmitido pelo YouTube e Facebook

Publicado em 21/10/2020 às 14h20
Atualizado em 21/10/2020 às 20h12
Heloísa Périssé no monólogo
Heloísa Périssé no monólogo "E foram quase felizes para sempre”. Crédito: Allan Fernando/Divulgação

Sucesso nos palcos há sete anos, o espetáculo "E Foram Felizes Para Sempre" volta a ser apresentado por Heloísa Périssé neste domingo (25), no Espírito Santo. Desta vez, sem a plateia presencial, ela leva a comédia para um público ainda maior: o da internet.

A peça, que faz parte da 11ª edição do Circuito Banestes de Teatro, será encenada e transmitida de graça, diretamente do Teatro Universitário, em Vitória, a partir das 18h, pelos perfis da WB Produções no YouTube e Facebook. Esta é a segunda vez que a atriz apresenta o monólogo de maneira virtual e aberta ao público.

"Na primeira vez que fiz, que foi em julho, foi bem estranho sem o público presente. Teatro é com público. E quando se faz comédia, a gente sente a falta das risadas que é o retorno o tempo. No fim, muda em aspectos... mas é bom para sabermos que teatro vive, mesmo que seja virtual e as pessoas acompanham", conta Périssé.

Heloísa Périssé no espetáculo
Heloísa Périssé no espetáculo "E Foram Quase Felizes Para Sempre". Crédito: Vitor Zorzal

Aclamado pela crítica, o espetáculo tem como pano de fundo a noite de autógrafos do livro "Cantinhos Pra Dois", da escritora Letícia Amado, vivida pela atriz. A obra mostra locais perfeitos para curtir a dois, buscados minuciosamente e visitados pela autora, que viu seu casamento desmoronar durante suas diversas viagens para fazer o livro perfeito .

E, para completar a vida desta mulher, no dia do lançamento da tão esperada obra, seu ex aparece com uma nova namorada e aos beijos. E como ela lida com tudo a situação de lançar um livro com dicas para casais e ver o seu casamento em ruínas?

"Com rivotril! (risos) Ela tenta ser menos 'Fiona', como o próprio personagem Paulo Vitor a identifica", brinca Heloísa, ao tentar resumir o sentimento da personagem por trás do desabafo que norteia o monólogo.

Segundo a atriz, mesmo sendo escrita em 2013, a peça ainda é atual e de fácil identificação por conta das histórias vividas e contadas por Letícia. "A identificação é imediata, é muito bom ver na plateia casais se cutucando, dizendo: 'Viu!'... e por aí vai".

Vale lembrar que, após a transmissão do próximo domingo (25), a live de "E Foram Quase Felizes Para Sempre" ficará disponível pelo período de um mês no Youtube da WB Produções. Além disso, o espetáculo terá o QR Code para doações e que serão em prol do projeto SOS Graxa ES, movimento em prol de profissionais dos bastidores de eventos.

ENTREVISTA

Oito meses após vencer um câncer raro - a atriz foi diagnosticada com câncer raro nas glândulas salivares em 2019 -, Heloísa se mostra madura e preparada para os novos trabalhos, paralisados pela pandemia do novo coronavírus. Confira a entrevista completa com a atriz.

Fale sobre a experiência de apresentar o espetáculo on-line? Quais são as diferenças? Muda a perspectiva do artista e do público em qual grau?

Na primeira vez que fiz, que foi em julho, foi bem estranho sem o público presente. Teatro é com público. E quando se faz comédia, a gente sente a falta das risadas que é o retorno o tempo. No fim, muda em aspectos... mas é bom para sabermos que teatro vive, mesmo que seja virtual e as pessoas acompanham

Em épocas de pandemia, com uma doença que já matou mais de 150 mil pessoas no país, como “E Foram Quase Felizes para Sempre” serve de alento?

Ah, serve e muito. As pessoas querem rir, e esta peça é para isto: reflexão sobre o amor com muitas gargalhadas.

A peça está em cartaz desde 2013. Foi preciso fazer alguma adaptação? O comportamento dos casais mudou em sete anos, especialmente com a força das redes sociais e apps de paquera?

Não foi necessário, nunca precisei modificar em nada pois o amor é atemporal. As pessoas agem da mesma forma em qualquer tempo quando se fala no amor

Na trama, você se desdobra em vários personagens. Qual a fórmula para tanta versatilidade? É difícil?

Tive um ótimo mestre: Chico Anysio. Sempre tive muita facilidade em imitar pessoas, desde criança. Estas personagens que faço são inspiradas em conhecidas minhas (risos).

O livro de Letícia Amado, “Cantinhos para Dois”, traz dicas de lugares especiais para casais apaixonados. Só que o casamento da autora está em ruinas. Como a personagem trabalha essa antítese?

Com rivotril! (risos) Ela tenta ser menos "Fiona" como o proprio personagem Paulo Vitor a identifica.

Fale um pouco sobre como foi fazer um texto que descortina relacionamentos conjugais e interpessoais que, cada vez mais, soa atual.

Observando os relacionamentos no meu entorno e no meu próprio, foi numa época de crise conjugal.

Como é o feedback do público? As pessoas se identificam com o texto?

A identificação é imediata! É muito bom ver o público, casais se cutucando, dizendo: 'Viu!'... e por aí vai.

Como você está enfrentando a quarentena? Lives é uma forma de manter o contato com o público?

Li, voltei a estudar, cozinhei, orei, meditei, aproveitei muito minha família, foquei em tirar proveito do que fosse possível. Sim, a live nos aproxima. Mesmo que virtualmente, a energia passa!

Fale um pouco sobre seus novos – e futuros – projetos. Até que ponto eles foram afetados pela pandemia da covid-19?

Como tudo parou, paramos por um tempo também. Mas estamos retornando aos poucos. Em 2021, ainda continuarei com a minha outra peça "Loloucas", que faremos aí (no Espírito Santo). Iríamos em março, mas a turnê foi interrompida. Na TV, estou fazendo reuniões de para novas obras, roteiros, personagens.

Você falou abertamente sobre o tratamento de um câncer. É importante o artista dividir com os fãs sua situação, até como forma de conforto para quem enfrenta a doença?

Não foi um momento fácil, mas tive experiências incríveis. É como eu disse, onde Deus põe a questão, Ele põe a solução! Nunca acreditei tanto no amor Dele por mim! Minha vida sempre foi muito equilibrada e continua ainda mais, agora faço terapia, continuo orando e mantendo minha mente imitadora da mente de Cristo e tento passar isso para o público abertamente. Desde o início expus e o público fiel me acompanhou até o final!

SERVIÇO

  • E FORAM QUASE FELIZES PARA SEMPRE
  • Quando: domingo (25), às 18h.  Apos a transmissão, a peça ficará disponível pelo período de um mês
  • Onde: nos perfis da WB Produções no YouTube e Facebook
  • Ingressos: gratuito

A Gazeta integra o

Saiba mais
Banestes Vitória (ES) Cultura teatro

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.