ASSINE
Autor(a) Convidado(a)

R$ 1,245 milhão a deputados é o símbolo da torneira aberta nos gastos

Casta de privilegiados não pode permanecer indiferente à realidade do Brasil que ela própria representa

Publicado em 16/06/2018 às 20h05
Esmeraldo, Enivaldo e Almir receberam R$ 1,245 milhão. Crédito: Tati Beling | Assembleia Legislativa
Esmeraldo, Enivaldo e Almir receberam R$ 1,245 milhão. Crédito: Tati Beling | Assembleia Legislativa

É impressionante como nunca falta dinheiro para manter os privilégios de tão poucos. Nesta semana, os cofres foram abertos para desembolsar R$ 1,245 milhão a três deputados da Assembleia. Um deles, pasmem!, teve o mandato cassado e mesmo assim foi beneficiado pela decisão, abençoada pelo Tribunal de Contas estadual, de receber o pagamento retroativo referente à acumulação das aposentadorias recebidas por outras atividades e do salário integral, de R$ 25.322,25.

Eis os agraciados: Almir Vieira (PRP) perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral, mas ganhou uma bolada de R$ 76.219,70 brutos de retroativo. Bem menos, contudo, que os seus ex-pares: José Esmeraldo (MDB) recebeu R$ 225.792,30; e Enivaldo dos Anjos (PSD) recheou a conta com R$ 942.997,55 brutos. Um trabalhador, com seu salário mínimo, levaria bem mais de 70 anos para ver quantia aproximada ao valor recebido por Enivaldo. Uma vida.

A indignação transborda já não é de hoje, principalmente porque está na Constituição que o teto do funcionalismo equipara-se à remuneração dos ministros do Supremo, atualmente de R$ 33.763. Digamos que não é nenhum sacrifício. A determinação deveria ser sacrossanta, mas é constantemente blasfemada com subterfúgios legais ou nem tanto assim. E dá-lhe penduricalho para furar o teto.

É importante, sim, insistir e colocar sempre que for necessário esses universos tão distantes em rota de colisão. Compará-los, expondo as disparidades. Porque essa casta não pode permanecer indiferente à realidade do Brasil que ela própria representa. Chega de virar as costas. É sempre bom repetir: a promiscuidade com o dinheiro público nos andares de cima é sempre responsável pelas amarguras de quem está por baixo.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.