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Investimento para crescer

Bolsonaro conta com ampla participação do setor privado para o país receber investimento de R$ 180 bilhões em infraestrutura em 2019

Publicado em 02/11/2018 às 20h29

Bolsonaro assumirá a presidência com o país em crescimento, mas em movimentos tímidos, porque é muito difícil o sistema produtivo embalar em cenário de grave crise fiscal, mercado interno enfraquecido pelo desemprego e baixa competitividade. O novo governo terá de estimular o investimento para impulsionar a economia.

A infraestrutura é o gatilho para acelerar os passos do PIB. Mas é preciso pegar pesado. Na estimativa do governo federal, os investimentos no setor terão de aumentar dos atuais 2% ao ano, em relação ao PIB, para 3,2%, algo em torno de R$ 200 bilhões, para que haja incremento significativo na demanda por bens e serviços e na renda da população.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta a necessidade R$ 1 trilhão para expandir e modernizar as condições de logística do país - em mau estado. Não será o setor público que irá bancar esse desembolso. É o privado, desde que haja confiança para investir.

Com papel preponderante do empresariado, Bolsonaro anuncia como metas R$ 180 bilhões de investimentos em infraestrutura, em 2019, e R$ 250 bilhões em 2022, quando termina o mandato presidencial. Para se ter uma ideia do salto que isso representa, o total não passou de R$ 110 bilhões no ano passado.

O Espírito Santo oferece um leque de oportunidades de investimentos. Como a privatização da Codesa – reivindicação empresarial capixaba – incluindo a concessão do Porto de Barra do Riacho, por ela administrado. Buscam-se melhoria de gestão, redução de custos e ampliação do fluxo de cargas (exportação e importação). Em 2017, o nosso Estado foi o quarto maior do Brasil em movimentação portuária, com o total de 148,3 milhões de toneladas, mas tem potencial para desempenho muito maior.

O investimento na logística de transporte deve visar à perspectiva multimodal integrada para escoamento de produtos e promoção do desenvolvimento regional. Esse conceito mostra a importância da construção da EF-118, ao custo de R$ 3 bilhões, ligando o Porto de Tubarão, em Vitória, ao Porto Central, projetado para Presidente Kennedy. Trata-se de condição fundamental para atrair parceiros da atividade logística, como indústria, comércio e prestadores de serviços.

Mirando o mesmo objetivo, também é indiscutível a necessidade de duplicação de trechos rodoviários no Estado. É o caso da BR 262, que requer R$ 150 milhões de investimentos. A transferência dessa via ao setor privado fracassou em 2013, na era Dilma, por defeitos no modelo de concorrência. Isso agora pode ser consertado.

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