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Espera tem remédio

Não há dúvidas de que a Farmácia Cidadã, por cumprir função social tão importante, precisa passar por um exame

Publicado em 04/05/2018 às 22h33

A implantação da Farmácia Cidadã, dez anos atrás, trouxe um avanço social indiscutível ao ampliar o acesso da população a medicamentos, especialmente aqueles de alto custo. Mas, ao mesmo tempo, quem depende dessa assistência acaba padecendo até ter o remédio em mãos. Antes de começar a se tratar, alguns obstáculos são impostos, o que pode ser ainda mais penoso para quem passa por problemas de saúde.

É impossível não se sensibilizar com os casos. Cada usuário que recorre ao serviço passa por algum drama por conta da saúde debilitada ou da necessidade de medicamentos para doenças crônicas. Reportagem da CBN Vitória da última quinta-feira deu voz a Gilmar da Silva, de 51 anos, que enfrentava a fila na Farmácia Cidadã Estadual de Vila Velha. “Não poderia estar tanto tempo assim em pé. Posso andar, mas não posso ficar duas, três, quatro horas em pé. Os médicos não me recomendam isso. Estou frustrado, triste.” Um lamento compreensível de um paciente que colocou quatro pontes de safena há apenas quatro meses e teve que permanecer mais de três horas na unidade até ser atendido.

Não há dúvidas de que a Farmácia Cidadã, por cumprir função social de tal magnitude, precisa passar por um exame. A Secretaria de Estado da Saúde alega que o aumento da procura pelo serviço aumentou em quase 10% no ano passado, algo que pode ser explicado como um reflexo da crise econômica da qual o país ainda se esforça para sair. Mas é preciso que um diagnóstico indique as possíveis falhas do sistema, reduzindo burocracias e dando mais conforto a quem depende do serviço. E também garantir uma estrutura mais adequada: a secretaria afirmou que a unidade de Vila Velha mudará para outro local, enquanto a da Serra será ampliada. Um compromisso que não pode ficar só na promessa.

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