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  "category" : "Economia",
  "kicker" : "Tradição capixaba",
  "title" : "De pereveca a cachaça de jaca, conheça sabores curiosos da Feira dos Municípios",
  "description" : "Feira que vai até domingo (31), no Pavilhão de Carapina, reúne sabores diferentes e tradicionais dos 78 municípios capixabas",
  "body" : "<p><p dir=\"ltr\"><span>Já comeu uma pereveca? Caldo de mocotó, muito provavelmente você já provou. Mas e geléia de mocotó? Ou então, que tal experimentar o brot pomerano? Para quem gosta de uma bebida aperitiva, uma dose de cachaça de jaca pode descer bem. Todos esses sabores e muitos outros que marcam a cultura do Espírito Santo podem ser degustados durante a F</span><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">eira dos Municípios, que vai até domingo (31) no Pavilhão de Carapina, na Serra.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">O evento reúne os 78 municípios capixabas para mostrar o que as terras capixabas têm de melhor: culinária, belezas naturais e a cultura de cada região.&nbsp;</span><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Com o tema “Um Espírito Santo para conhecer, viver e se orgulhar”, a feira tem entrada gratuita e conta com mais de 20 atrações musicais e culturais confirmadas, como a escola de samba MUG, a banda Casaca, entre outras.</span></p>\n<p><b><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A culinária é um dos pontos altos da feira. Ao longo dos estandes, produtores de diferentes regiões do Estado apresentam produtos artesanais e combinações inusitadas ao público.</span></p>\n<p><br></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Esse é o caso da pereveca, que desperta a curiosidade de quem passa pelo evento. O pão de origem alemã é o carro-chefe de <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/colatina\" rel=\"\" target=\"_self\">Colatina</a>, no Noroeste do Estado. A produtora Caroline Radaelli conta que, ao chegar à cidade, não só o nome do quitute, mas também os ingredientes sofreram alterações.</span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780074683827_img_0366.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Caroline Radaelli e Eliane Borgui apresentam a tradicional pereveca no estande de Colatina.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-da5dae80-7fff-e476-ae72-3dd5b7b103a9\"><span>Antigamente, na Alemanha, era panveca. Quando os alemães chegaram ao Brasil, acabou dando aquele 'jeitinho brasileiro' e se tornou pereveca. Inicialmente era feito com pera, nozes e rum. Porém, quando os imigrantes chegaram, não encontraram esses ingredientes e acabaram adaptando para banana, amendoim, cachaça e outras especiarias.</span></span></p></p><p><p><b>Caroline Radaelli</b><span>&nbsp;Expositora</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-6628a932-7fff-217d-7cef-6ceab1a67571\"><span>Outra opção que também chama a atenção na feira é a geleia de mocotó, de <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ponto-belo\" rel=\"\" target=\"_self\">Ponto Belo</a>, com cerca de 6 mil habitantes, no Norte capixaba O subsecretário municipal de Agricultura, Arthur Tavares, conta que a cidade é uma das maiores produtoras de carnes bovinas do Estado e também tem grande influência da culinária baiana. A mistura de culturas fez a geleia de mocotó se tornar um dos símbolos da região. \"É uma geleia feita da cartilagem bovina, a partir do tutano do boi.\"</span></span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780075032726_img_0427.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Arthur Tavares destaca que a geleia de mocotó, típica de Ponto Belo, faz sucesso na feira.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-97cd6f5c-7fff-7db2-79d8-2dff6bc5d042\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cachaça do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. Na Feira dos Municípios, os visitantes conseguem encontrar a bebida vinda em diferentes sabores e de diversas partes do Estado.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>No estande de <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/rio-bananal\" rel=\"\" target=\"_self\">Rio Bananal</a>, do Norte do Estado, o destaque é a cachaça de jaca. O gerente de produção Cristiano Borges destaca que a bebida foi premiada no Spirits Selection, evento realizado no México. Segundo ele, o processo de fabricação é longo e influencia no sabor:&nbsp; a cachaça é envelhecida por cerca de oito anos em barris de jaca, uma madeira de origem tropical, o que dá um sabor especial à \"pinga\".</span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780075922802_img_2929.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Cristiano Borges apresenta a cachaça envelhecida em barris de jaca, destaque do estande de Rio Bananal.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-0f7ef333-7fff-e29c-e560-66fde8a02593\"><span>Considerada a capital estadual da cachaça, <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/sao-roque-do-canaa\" rel=\"\" target=\"_self\">São Roque do Canaã</a>&nbsp;traz a bebida em diferentes versões, em especial as envelhecidas, que fazem bastante sucesso como explica a expositora Joyce Zanetti.&nbsp;Também é possível encontrar no estande da cidade, localizada na região Serrana, diversos tipos de biscoitos feitos com a bebida.</span></span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780076625211_img_2941.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Joyce Zanetti mostra cachaça produzida em São Roque do Canaã.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-c7de4d4c-7fff-30af-f61c-7ffb53fd3b41\"><span>Entre os sabores apresentados na feira, a jabuticaba também ganha espaço em diferentes versões. Nos estandes, os visitantes encontram produtos artesanais feitos com a fruta, como geleias, licores, doces e até iogurte, que se destacam pelo sabor marcante e pela valorização da produção local.</span></span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780077044440_miniatura_do_youtube_vlog_de_viagem_duas_fotos_moderno_preto_e_branco.png\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Fabrício Santos, de Mucurici, apresenta licor, e Daniela Hollunder, de Marechal Floriano, exibe o iogurte, ambos de jabuticaba</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-41355bae-7fff-3830-6f6e-6c49d2b25940\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O brot pomerano, de</span><span><a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/pancas\" rel=\"\" target=\"_self\">&nbsp;Pancas</a>, é uma das compras favoritas de quem passa pelo estande da cidade do Noroeste capixaba. O produto é uma espécie de pão à base de fubá, podendo ser no sabor tradicional ou banana, sendo consumido com geleias especiais.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>As opções no estande variam e incluem também geleia de jaca, cebola caramelizada e manga com pimenta. “É uma questão cultural. É a preservação. É a valorização desse povo, que emigrou e ajudou a construir o Espírito Santo”, conta a</span><span>&nbsp;expositora Camila Dettmann.</span><span>&nbsp;</span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780075716587_img_2944.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Camila Dettmann e Karla Tomazini levam o brot pomerano e geleias artesanais ao estande de Pancas.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><p><p><span id=\"docs-internal-guid-9591f656-7fff-8a1d-ad06-43a879568021\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A feira também emociona quem visita e reencontra pratos consumidos na infância. A maquiadora Mariana Muniz, que cresceu em Pancas, destaca a importância do evento para se reconectar às origens, ao lado do filho Matteo. \"S</span><span>ou apaixonada por Pancas. A minha família é de lá. Toda vez que eu venho, visito o estande e me apaixono. Sempre lembro da minha infância. É cheirinho de casa, sabe\", declara.</span><span>&nbsp;</span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780075398110_img_2949.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Mariana Muniz visita o estande de Pancas com o filho para relembrar as memórias da infância na cidade.</span> <span class=\"img-credit\">João Guimarães</span></figcaption></figure><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "author" : "João Guimarães",
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  "title" : "PIB acelera no 1º trimestre e cresce 1,1% com destaque do agro e impulso do consumo",
  "description" : "Crescimento é o maior desde o início de 2025 e fica em linha com projeções do mercado; analistas esperam perda de ritmo ao longo de 2026",
  "body" : "<p>RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO - A economia brasileira acelerou no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 1,1% em relação aos três últimos meses do ano passado, apontam dados do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/pib\" rel=\"\" target=\"_self\">PIB (Produto Interno Bruto)</a> divulgados nesta sexta-feira (29) pelo \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/ibge\" rel=\"\" target=\"_self\">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)</a>.&nbsp;Houve destaque da agropecuária e impulso do consumo das famílias.</p><p>O resultado mostra uma aceleração frente ao quarto trimestre de 2025, quando a variação foi de 0,3%. A alta de 1,1% é a maior em quatro trimestres, desde o primeiro do ano passado (1,3%).</p><p>O desempenho de janeiro a março de 2026 veio praticamente em linha com a mediana das expectativas do mercado, que era de 1%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das previsões ia de 0,6% a 1,7%.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1780053557255_soja.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">O PIB do início do ano concentra o efeito da safra de grãos como a soja.</span> <span class=\"img-credit\">Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p>Pela ótica da produção, o IBGE destacou em nota crescimento da agropecuária (2%), que ficou acima da indústria (1%) e dos serviços (0,5%).</p>\n<p><br></p>\n<p>O PIB do início do ano concentra o efeito da safra de grãos como a soja. É um impacto que tende a desaparecer no indicador ao longo de 2026.</p>\n<p><br></p>\n<p>Além da agropecuária, o instituto citou o auxílio da extrativa mineral (3,6%) e de outras atividades de serviços (0,8%). A extrativa integra a indústria, enquanto as outras atividades fazem parte dos serviços.</p>\n<p><br></p>\n<p>Elas incluem, por exemplo, serviços pessoais, alimentação e alojamento, além de saúde e educação nas redes privadas.</p>\n<p><br></p>\n<p>Quando a análise considera o PIB pela ótica da demanda, o IBGE chamou a atenção para o consumo das famílias, cuja alta acelerou a 1% no primeiro trimestre.</p>\n<p><br></p>\n<p>Foi a maior taxa desse componente em seis trimestres, desde o terceiro de 2024 (1,4%). O consumo responde por cerca de 65% do PIB pelo lado da demanda.</p>\n<p><br></p>\n<p>\"Ele [consumo das famílias] é o agregado com mais peso e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre\", disse o novo coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.</p>\n<p><br></p>\n<p>Outro impulso veio dos investimentos produtivos, que cresceram 3,5%. A nova taxa, porém, veio após uma queda de 3,4% no quarto trimestre de 2025. Foi praticamente uma devolução das perdas anteriores.</p></p><p><p>PIB deve perder ritmo</p></p><p>Analistas dizem que o crescimento em 2026, ano de eleições no país, tende a ser maior no período de janeiro a março do que nos trimestres seguintes.</p><p>O PIB vinha de uma trajetória de perda de ritmo ao longo de 2025, em meio ao cenário de juros elevados para conter a inflação.</p><p>No início de 2026, o mercado de trabalho deu novos sinais de força, com desemprego baixo e renda em alta.</p><p>Isso, segundo analistas, beneficiou a atividade econômica, assim como o auxílio da safra de grãos e o estímulo de medidas do governo Lula (PT) antes das eleições. O impacto da safra é mais concentrado no PIB de janeiro a março.</p><p>A lista de estímulos do governo à economia inclui liberação de crédito, valorização do salário mínimo, manutenção de programas sociais e isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês, indica o economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco Austin Rating.</p><p>\"Tem um cabo de guerra. Por um lado, há os estímulos vindos do governo federal e, por outro, uma taxa de juros que prende a atividade.\"</p><p>Na visão de Sartori, o nível elevado dos juros é o \"mal necessário\" para conter a inflação, que passou a ser pressionada pela guerra no Irã.</p><p>O conflito iniciado em 28 de fevereiro gerou disparada das cotações do petróleo, afetando os preços dos combustíveis no Brasil. O impacto da guerra é visto como um desafio para a economia no restante de 2026, assim como o endividamento das famílias.</p><p>A carestia em ano eleitoral preocupa o governo, que lançou ações para conter o aumento dos preços dos combustíveis. Lula deve tentar a reeleição em outubro.</p><p>A taxa básica de juros (Selic) começou 2026 em 15% ao ano, caindo a 14,75% em março e a 14,5% em abril. A pressão inflacionária da guerra, contudo, tende a prejudicar o processo de redução da Selic pelo BC (Banco Central), dizem analistas.</p><p>Na mediana, as projeções do mercado financeiro apontam alta de 1,89% para a economia brasileira no acumulado de 2026, conforme a edição mais recente do boletim Focus, publicada pelo BC na segunda (25). O Ministério da Fazenda trabalha com uma expectativa maior, de 2,3%.</p><p>Os estímulos do governo em ano eleitoral acenderam alerta de uma parcela dos analistas que vê riscos de prejuízos à política do BC de combate à inflação.</p><p>A divulgação do PIB desta sexta é a primeira com uma nova equipe do IBGE responsável pelos cálculos.</p><p>No início do ano, a gestão do presidente Marcio Pochmann anunciou a exoneração da pesquisadora Rebeca Palis do cargo de coordenadora de contas nacionais.</p><p>O departamento é o responsável pelo PIB. Rebeca foi substituída pelo servidor Ricardo Moraes. Com a mudança, outros técnicos da mesma área pediram exoneração.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Imposto de Renda 2026: prazo para entrega termina nesta sexta (29)",
  "description" : "Multa para quem perder o prazo começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido",
  "body" : "<p>SÃO PAULO E CURITIBA - O prazo para entregar a declaração do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/imposto-de-renda\" rel=\"\" target=\"_self\">Imposto de Renda</a> 2026 termina às 23h59 desta sexta-feira (29). Quem perder a data terá de pagar multa, que começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido no ano.</p><p>O prazo para alterar o modelo de tributação da declaração (entre desconto simplificado e deduções legais) também termina nesta sexta-feira. Quem é obrigado, mas não envia a declaração pode ficar com o CPF classificado como pendente de regularização.</p><p>A declaração pode ser enviada pelo PGD (Programa Gerador da Declaração), instalado no computador, pelo aplicativo da Receita Federal, na opção \"Meu Imposto de Renda\", ou ainda de forma online, pelo e-CAC, também em \"Meu Imposto de Renda\".</p><p>Para acessar a declaração pré-preenchida no programa instalado no computador, é necessário ter conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. O contribuinte deve informar todos os rendimentos recebidos em 2025, além de declarar bens, dívidas, investimentos, financiamentos e despesas dedutíveis, como gastos com saúde, educação, dependentes, previdência oficial e privada e livro-caixa, no caso de profissionais autônomos. Também é necessário guardar os documentos que comprovem todas as informações declaradas.</p><p>Especialistas recomendam que o contribuinte envie a declaração dentro do prazo, mesmo que incompleta, para evitar a multa. Depois, é possível enviar declarações retificadoras quantas vezes forem necessárias para corrigir ou complementar os dados.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778091415009_2026_05_06_edicaseo_atraso_da_declaracao_de_imposto_de_renda_pode_gerar_multas_juros_e_restricoes_financeiras_imagem_blossom_stock_studio_shutterstock_kuepi0oo4.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">O prazo para envio da declaração do IR vai até as 23h59 desta sexta-feira (29)</span> <span class=\"img-credit\">Blossom Stock Studio| Shutterstock</span></figcaption></figure><p><p>Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026?</p></p><p>Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:</p><p><ul>\n <li>Recebeu rendimentos tributáveis — como salário e aposentadoria — a partir <span>de R$ 35.584,00</span></li>\n <li>Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) <span>acima de R$ 200 mil</span></li>\n <li>Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;</li>\n <li>Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi <span>superior a R$ 40 mil</span> ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto</li>\n <li>Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a <span>R$ 177.920</span> ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025</li>\n <li>Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima<span> de R$ 800 mil</span></li>\n <li>Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;</li>\n <li>Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005</li>\n <li>Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023</li>\n <li>Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023</li>\n <li>Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:</li>\n <li>Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025</li>\n <li>Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023</li>\n</ul></p><p><p>Calendário de pagamento da restituição</p></p><p>Serão quatro lotes.</p><p><ul>\n <li><b>1º lote - </b>29 de maio</li>\n <li><b>2º lote </b>- 30 de junho</li>\n <li><b>3º lote </b>- 31 de julho</li>\n <li><b>4º lote</b> - 31 de agosto</li>\n</ul></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Imposto de Renda: Receita paga maior lote da história nesta sexta (29)",
  "description" : "Receita vai depositar R$ 16 bilhões a 8,7 milhões de declarantes; no Espírito Santo, 175 mil serão contemplados",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - A \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/receita-federal\" rel=\"\" target=\"_self\">Receita Federal</a> paga nesta sexta-feira (29) o primeiro lote de restituição do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/imposto-de-renda\" rel=\"\" target=\"_self\">Imposto de Renda</a> 2026, o maior da história, com R$ 16 bilhões para 8,7 milhões de contribuintes. O primeiro lote é pago sem correção pela Selic. Já o segundo terá correção de 1%.\n<br>\n<p>No <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" rel=\"\" target=\"_self\">Espírito Santo</a>, serão <a href=\"https://www.agazeta.com.br/ta-no-lucro/175-mil-no-es-vao-receber-restituicao-do-ir-no-primeiro-lote-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">contemplados 175.256 contribuintes</a>. Segundo a&nbsp;<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/receita-federal\" rel=\"\" target=\"_self\" nd-pin=\"PIN0e8bb\">Receita</a>, no total, serão destinados R$ 315.194.977,06 para pagar os moradores do Estado nestelote. Em média, o valor representa uma restituição média de R$ 1.798,48 por contribuinte.&nbsp;</p></p><p>A consulta para saber se entrou pode ser feita pelo site da Receita e pelo aplicativo oficial do órgão. O prazo para declarar o Imposto de Renda acaba às 23h59 desta sexta (29). Quem é obrigado e perde a data paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776104594058_2023_03_14_notas_de_dinheiro_real_cedulas_1279297_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">No Espírito Santo, a restituição média neste primeiro lote será de R$ 1.798,48 por contribuinte.</span> <span class=\"img-credit\">Fabrício Christ/ TV Gazeta</span></figcaption></figure><p><p>Quem recebe no primeiro lote</p></p><p>São contemplados contribuintes com prioridade legal (como idosos, pessoas com deficiência ou moléstia grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério), além daqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix.</p><p>Também entram no lote contribuintes que enviaram a declaração até 10 de maio.</p><p>Do total de R$ 16 bilhões, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, dividos da seguinte forma:</p><p><ul>\n <li>256.697 restituições para idosos acima de 80 anos</li>\n <li>2.256.975 restituições para idosos entre 60 e 79 anos</li>\n <li>222.100 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave</li>\n <li>1.054.789 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério</li>\n</ul></p><p>Além disso, 4.959.431 restituições serão destinadas a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix, o que também dá prioridade no pagamento.</p><p>Os valores são 45% maiores do que os do primeiro lote de restituições de 2025, que havia sido o maior até então. Na ocasião, foram restituídos R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. O crédito do dinheiro será feito ao longo do dia, em horário que pode variar conforme o banco informado pelo contribuinte.</p><p><p>Qual é o calendário de pagamento da restituição?</p></p><p>Ao todo, são quatro lotes. Dois deles são chamados de \"superlotes\" pelo Fisco, por concentrarem volumes de pagamento de cerca de R$ 16 bilhões, contemplando cerca de 9 milhões de contribuintes. A Receita planeja concentrar cerca de 80% das restituições nos dois primeiros lotes. Em anos anteriores a Receita pagava cinco lotes.\n<br>\n<ul>\n <li><b>1º lote </b>- 29 de maio</li>\n <li><b>2º lote</b> - 30 de junho</li>\n <li><b>3º lote </b>- 31 de julho</li>\n <li><b>4º lote </b>- 31 de agosto</li>\n</ul></p><p><p>Não entrei no primeiro lote. E agora?</p></p><p>Os contribuintes que não entraram no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026 podem conferir, no extrato da declaração do IR, se cometeram algum erro que os levou a malha fina. Caso tenha alguma pendência na declaração, é preciso enviar uma retificadora.</p><p><p>Como acessar o E-cac para saber se caiu na malha fina do IR?</p></p><p><ul>\n <li>Acesse o <a href=\"https://www.gov.br/receitafederal/pt-br\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">site da Receita Federal</a></li>\n <li>Na página inicial, clique em \"e-CAC\"</li>\n <li>Vá em \"Entrar com gov.br\"</li>\n <li>Digite seu CPF e clique em \"Continuar\"</li>\n <li>Depois, coloque a senha e vá em \"Entrar\"</li>\n <li>Se sua conta for nível prata ou ouro o acesso será liberado; caso contrário, <a href=\"https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/veja-como-preparar-a-conta-govbr-para-usar-a-declaracao-pre-preenchida-do-imposto-de-renda.shtml\">é preciso aumentar o nível da conta</a></li>\n <li>Para checar o extrato do IR, vá à esquerda, em \"Serviços em Destaque\", e clique em \"Meu Imposto de Renda\"</li>\n <li>Em \"Pendências de malha\", estarão as informações sobre a malha fina, se for o caso</li>\n</ul></p><p><p>Como fazer a consulta da malha fina pelo app da Receita?</p></p><p><ol>\n <li>Baixe o app em seu celular ou tablet</li>\n <li>Abra o aplicativo e clique em \"Entrar com gov.br\"</li>\n <li>Aparecerá a seguinte frase: \"Receita Federal deseja usar sso.acesso.gov.br para iniciar sessão\"; clique em \"Continuar\"</li>\n <li>Informe CPF e senha do Gov.br e vá em Entrar</li>\n <li>Clique no sinal de +, à direita da tela, acima, e depois, em \"para Imposto de Renda\"</li>\n <li>Acesse \"Meu Imposto de Renda\", que é o último item</li>\n <li>Informe novamente seus dados do Portal Gov.br</li>\n <li>Depois, clique em \"Pendências de malha\"</li>\n</ol>O sistema será aberto e mostrará qual é o erro na declaração.</p><p><p>O que pode aparecer na malha fina?</p></p><p>As principais situações informadas pelo fisco são:</p><p><ul>\n <li><b><span>Não entregue:</span> </b>Declaração que ainda não foi entregue</li>\n <li><span><b>Em processamento:</b> </span>Declaração foi recebida, mas o processamento ainda não foi concluído</li>\n <li><span><b>Omisso de entrega da declaração: </b></span>Contribuinte tem a obrigação de entregar a declaração, mas ainda não enviou o documento à Receita</li>\n <li><span><b>Aguardando processamento:</b></span> Declaração recebida, mas ainda está sendo processada</li>\n <li><b><span>Com pendências:</span> </b>Há pendências que indicam malha fina; os erros precisam ser corrigidos</li>\n <li><b><span>Intimação ou notificação emitida:</span> </b>Declaração está na malha fina e há intimação para apresentação de documentos ou notificação de lançamento para a declaração</li>\n <li><span><b>Em análise: </b></span>Indica que a declaração foi recepcionada, encontra-se na base de dados da Receita e aguarda a apresentação de documentos solicitados em intimação ou a conclusão da análise de documentos entregues pelo contribuinte.</li>\n <li><span><b>Em fila de restituição:</b></span> Declaração foi processada e o contribuinte terá direito à restituição, que ainda não foi disponibilizada</li>\n <li><span><b>Processada:</b></span> Declaração já foi processada pela Receita. Para quem tem imposto a pagar, o sistema mostrará se o pagamento já foi feito. Se houver restituição, o valor pago.</li>\n <li><span><b>Cancelada:</b></span> Declaração foi cancelada por interesse da administração tributária ou por pedido do contribuinte, encerrando todos os seus efeitos legais</li>\n <li><span><b>Tratamento manual: </b>D</span>eclaração está sendo analisada; é preciso aguardar correspondência da Receita para levar documentos e prestar esclarecimentos ao fisco</li>\n <li><b><span>Retificada:</span> </b>Indica que a declaração anterior foi substituída por uma declaração retificadora enviada pelo contribuinte</li>\n</ul></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Alcolumbre envia a comissão do Senado PEC que será contraponto da oposição ao fim da escala 6x1",
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  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou nesta quinta-feira (28) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, que muda a legislação trabalhista para estabelecer a hora trabalhada. O texto será usado pela oposição como uma alternativa para a PEC do fim da escala 6x1 – aprovada nesta quarta-feira (27) pela Câmara.</p><p>O texto foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) – que também é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República –, e havia recebido a assinatura de 36 dos 81 senadores antes de ser protocolada. Marinho diz que o texto já acumula 40 signatários.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776100199762_2025_11_25_presidente_do_senado_federal_senador_davi_alcolumbre_3028509_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Alcolumbre enviou PEC alternativa para a CCJ do Senado.</span> <span class=\"img-credit\">Waldemir Barreto/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>O envio para a CCJ é um primeiro passo para a tramitação. Cabe agora o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), designar relator – o que não tem prazo.</p><p>A PEC cria um modelo alternativo de jornada de trabalho, permitindo que empregados escolham entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema flexível baseado em horas trabalhadas.</p><p>O texto altera o artigo 7º da Constituição para autorizar acordos individuais entre empregado e empregador sobre compensação de horários, redução de jornada e contratação por hora.</p><p>Pelo texto pede que os contratos individuais prevaleçam sobre acordos e convenções coletivas.</p><p>A PEC prevê que a jornada flexível respeite o limite constitucional de 44 horas semanais e entre em vigor 180 dias após a promulgação.</p><p>Pré-candidatos à Presidência como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam o pagamento por hora trabalhada como alternativa à fixação de um limite de horas semanais trabalhadas.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Petrobras aumenta gasolina nas refinarias e repasse ao consumidor será de R$ 0,03",
  "description" : "Reajuste anunciado é R$ 0,48, mas compensação do governo e etanol contêm elevação nas bombas; aumento já era esperado e chegou a ser antecipado pela presidente da estatal",
  "body" : "<p>PETROLINA, PE - A \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/petrobras\" rel=\"\" target=\"_self\">Petrobras</a> vai reajustar em R$ 0,48 por litro o preço da gasolina em suas refinarias. O repasse ao consumidor, porém, será de R$ 0,03 por litro, segundo a estatal, devido à mistura de etanol anidro e a compensação dada pelo programa de subvenção do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/governo-federal\" rel=\"\" target=\"_self\">governo federal</a>.</p><p>O aumento nas refinarias já era esperado e chegou a ser antecipado em duas ocasiões pela presidente da estatal, Magda Chambriard. A empresa aguardava apenas a regulamentação da subvenção de R$ 0,44 por litro, feita em decreto assinado na terça-feira (26) pelo presidente \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" rel=\"\" target=\"_self\">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (PT).</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777561314453_midias_jpg_2019_03_23_df_mca_abr2605182957_6067627.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Posto de gasolina: repasse ao consumidor no aumento de preço será de R$ 0,03 por litro.</span> <span class=\"img-credit\">Marcello Casal Jr/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>O programa ressarce a estatal do pagamento de parte dos impostos federais. Com isso, a companhia repassará às distribuidoras um aumento de apenas R$ 0,04 por litro (os R$ 0,48 do reajuste menos os R$ 0,44 da subvenção).</p><p>\"Para o consumidor, considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03\", informou a empresa.</p><p>É a primeira mudança no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras desde outubro de 2025, quando houve corte de 4,9%. A estatal já havia ajustado o preço do diesel à escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã.</p><p>Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço de paridade de importação da gasolina nos portos brasileiros subiu quase 80% desde o início do conflito no Oriente Médio.</p><p>Na abertura do mercado desta quinta (28), o preço da gasolina vendida pelas refinarias da estatal estava R$ 1,37 por litro abaixo da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustível).</p><p>O país é pouco dependente de importações de gasolina, produto que o etanol pode substituir. No caso do diesel, cerca de um quarto do mercado é abastecido por importações, o que levou o governo a adotar medidas emergenciais para evitar desabastecimento.</p><p>O diesel foi mais afetado inicialmente, mas o preço da gasolina começou a disparar nas últimas semanas tanto por efeitos da guerra quanto pela proximidade do verão no Hemisfério Norte, quando aumenta o consumo do combustível nos Estados Unidos.</p><p>Diante da pressão sobre suas finanças, a Petrobras passou a negociar com o governo medidas que permitissem o reajuste. O governo tentou primeiro um projeto de lei permitindo o uso de renda extra do petróleo para baixar impostos, mas a tramitação empacou.</p><p>A MP da subvenção da gasolina permitia um corte de até R$ 0,89 por litro, que é o valor dos impostos PIS/Cofins e Cide, mas o Ministério da Fazenda optou por dar o ressarcimento de menos da metade desse valor.</p><p>A subvenção funcionará como um cashback, em que o governo devolverá às empresas o valor pago em impostos. A ideia é minimizar choque de preços dos combustíveis. A gasolina tem grande peso na composição do IPCA, o índice oficial de inflação do país, cujo desempenho define a taxa de juros.</p><p>A MP da subvenção à gasolina deu ao diesel nova subvenção, de R$ 0,35 por litro, que se somam aos R$ 1,20 e R$ 1,56 já concedidos para produtores nacionais e importadores, respectivamente, nos primeiros programas de subvenção.</p><p>Parte desse valor, porém, vence no fim do mês e ainda não houve anúncio de renovação pelo governo.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "5 sinais de que a tecnologia da empresa está gerando custo em vez de eficiência",
  "description" : "O problema não está apenas na ferramenta escolhida, mas na forma como ela se encaixa na operação",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779977646470_2026_05_28_edicasemuitas_organizacoes_investem_em_tecnologia_mas_nao_conseguem_transformar_esses_recursos_em_eficiencia_operacional_e_crescimento_imagem_khakimullin_aleksandr_shutterstock_qghieaq.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Muitas organizações investem em tecnologia, mas não conseguem transformar esses recursos em eficiência operacional e crescimento</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Khakimullin Aleksandr | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Investir em tecnologia virou prioridade para empresas de diferentes setores. Plataformas de atendimento, CRM, automação, dados, produtividade e gestão passaram a fazer parte da rotina de companhias que buscam crescer, reduzir custos e melhorar a experiência dos clientes.</p><p>No entanto, a compra de novas ferramentas nem sempre significa ganho real de eficiência. Em muitos casos, a empresa amplia o investimento, contrata sistemas, aumenta o número de licenças e fornecedores, mas continua enfrentando os mesmos problemas: retrabalho, processos lentos, dados espalhados e dificuldade para tomar decisões.</p><p>Para Marcos Custódio, CEO da Webpeak, consultoria especializada em arquitetura digital para empresas, isso acontece porque tecnologia, sozinha, não resolve uma operação mal estruturada. “Muitas organizações já compraram ferramentas digitais, mas ainda não conseguiram transformar esses recursos em operação , decisão e crescimento. O ganho real aparece quando a tecnologia passa a conectar canais, dados, processos e áreas dentro de uma mesma lógica”, afirma.</p><p>Segundo o executivo, existem muitos casos que mostram um ponto cada vez mais comum em empresas médias e grandes: o problema não está apenas na ferramenta escolhida, mas na forma como ela se encaixa na operação. “Em operações complexas, não basta trocar uma plataforma por outra. É preciso redesenhar fluxos, mapear impactos, garantir integração entre áreas e preservar a experiência de quem usa o sistema no dia a dia”, diz.</p><p>A seguir, veja 5 sinais de que a tecnologia pode estar gerando mais custo do que eficiência dentro da empresa.</p><h2>1. As ferramentas não conversam entre si</h2><p>Quando cada área utiliza um sistema diferente e essas plataformas não estão integradas, a informação fica espalhada. Isso dificulta o acompanhamento dos processos, aumenta o risco de erros e obriga os times a buscar dados em vários lugares para entender uma mesma operação.</p><h2>2. O time gasta tempo demais alimentando sistemas</h2><p>A tecnologia deveria simplificar a rotina . Quando os colaboradores precisam preencher informações manualmente, repetir cadastros, atualizar planilhas paralelas ou conferir dados em diferentes plataformas, há um sinal claro de que a ferramenta está adicionando trabalho em vez de reduzir esforço.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779977646844_2026_05_28_edicaseantes_de_migrar_de_plataforma_e_preciso_resolver_problemas_estruturais_imagem_gorodenkoff_shutterstock_hte8e7xv9om.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Antes de migrar de plataforma, é preciso resolver problemas estruturais</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>3. A empresa troca sistemas, mas mantém os mesmos problemas</h2><p>Migrar para uma nova plataforma pode ser necessário, mas não resolve gargalos estruturais por si só. Se os fluxos continuam confusos, as responsabilidades seguem mal definidas e as áreas permanecem desconectadas, o problema apenas muda de lugar.</p><h2>4. Os custos com software aumentam sem ganho proporcional de resultado</h2><p>Licenças, módulos, integrações e fornecedores podem representar uma fatia relevante do orçamento. Quando esse investimento cresce sem melhorar produtividade, controle ou qualidade da operação, é hora de revisar se a arquitetura tecnológica realmente faz sentido para o negócio.</p><h2>5. Ninguém sabe exatamente quem decide o quê</h2><p>A falta de clareza sobre responsabilidades compromete a eficiência. Se tecnologia, atendimento, marketing, vendas, dados e operação tomam decisões de forma isolada, a empresa perde velocidade, cria conflitos internos e dificulta a construção de uma jornada mais integrada para o cliente.</p><p>Para Marcos Custódio, a eficiência não depende apenas da adoção de novas ferramentas, mas da capacidade de organizar a operação em torno delas. “A tecnologia precisa estar a serviço da estratégia. Quando ela não está conectada aos processos e às decisões da empresa, pode ampliar a complexidade em vez de reduzir”, afirma.</p><p>Em um cenário de pressão por crescimento, redução de custos e melhora da experiência do cliente, revisar a arquitetura tecnológica deixou de ser uma discussão apenas técnica, passou a ser uma decisão de negócio.</p>",
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  "kicker" : "Jornada de trabalho",
  "title" : "Fim da escala 6x1: saiba o que vai mudar para trabalhadores e empregadores",
  "description" : "Texto prevê transição de 60 dias e redução gradual da jornada semanal para chegar a 40 horas em 2027; trabalhadores passarão a ter duas folgas semanais",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - A \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/camara-dos-deputados\" rel=\"\" target=\"_self\">Câmara dos Deputados</a> aprovou a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 – na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga. O texto ainda precisa passar pelo \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/senado-federal\" rel=\"\" target=\"_self\">Senado</a>. Para entrar em vigor, é necessário ser aprovado em duas votações, com 49 votos favoráveis de senadores, e ser promulgado e publicado.</p><p>A escala 5x2 deverá ser implantada para todos os trabalhadores do país sem redução de salário. A mudança na jornada não é imediata. Haverá uma transição de 60 dias. Depois desse prazo, a jornada deve cair de 44 horas semanais para 42 horas e, após 12 meses, ser reduzida para 40 horas.</p><p>Cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho com a jornada e a escala atual deixarão de valer 60 dias após a publicação da emenda. A PEC cria ainda a figura do superempregado, que não terá controle de jornada por ter salário a partir de R$ 21.188,88, mas também será beneficiado pela nova escala.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777561094427_midias_jpg_2018_08_23_eco05062016gz205057_5749509.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Escala de trabalho deverá ser reorganizada para que os profissionais trabalhem por cinco dias e folguem dois dias.</span> <span class=\"img-credit\">Arquivo</span></figcaption></figure><p><b>COMO FICARÁ A JORNADA DE TRABALHO?</b></p><p>A jornada de trabalho constitucional no Brasil continua sendo de 44 horas semanais para todos os trabalhadores por até 60 dias após promulgação e publicação da PEC. Após esse período, ela mudará para 42 horas e, depois, em 2027, para 40 horas.</p><p>A escala de trabalho, no entanto, deverá ser reorganizada de forma a permitir que os profissionais trabalhem por cinco dias e folguem dois dias. Uma dessas folgas deve ser, preferencialmente, aos domingos. A folga ao domingo não é e nunca foi obrigatória.</p><p>Categorias essenciais, que trabalham aos domingos e feriados, deverão ter escalas de trabalho e revezamento que permitam o descanso.</p><p>Quando há trabalho aos domingos, a empresa deve organizar escala de revezamento e garantir a folga compensatória em outro dia da semana. Caso não haja a folga nem outro tipo de compensação prevista em acordo ou convenção coletiva, as horas devem ser pagas em dobro.</p><p>A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) determina que deve haver um domingo de folga a cada três ou sete semanas, a depender da categoria. Há especificação para a escala assegurar ao menos um domingo de folga a cada 15 dias para mulheres.</p><p>No período de transição, pode ser que o trabalhador tenha uma jornada diária de pouco mais de oito horas, sem que essas horas sejam pagas como extras. O motivo é que, sem o trabalho em um dia a mais, essas horas devem ser acomodadas na nova jornada.</p><p>Trabalhadores que já têm a jornada reduzida não terão nova diminuição. Quem já tem escala 5x2 também não será afetado em um primeiro momento. Mas, quando a jornada de trabalho for reduzida, deverá trabalhar menos horas.</p><p><b>O QUE MUDA PARA EMPRESAS?</b></p><p>Empregadores deverão ajustar as jornadas conforme a nova regra constitucional para que os trabalhadores tenham ao menos duas folgas por semana. Acordos e convenções coletivas podem ser negociados para prever outros instrumentos e formas de compensação.</p><p>Essa regra foi acrescentada à PEC para garantir o que reforçou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) na reforma trabalhista de 2017, que o acordado vale mais do que o legislado, e também o que diz a Constituição Federal.</p><p>A emenda afirma ainda que lei poderá dispor sobre hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado tenham regimes diferenciados, respeitados os limites constitucionais, mas de forma a atender às especificidades de cada categoria.</p><p>O acordo entre governo e parlamentares prevê a aprovação de projeto futuro que possa trazer regras para outros tipos de escala e jornada, como no caso de quem trabalha na escala 12x36 (12 horas de trabalho com 36 horas de descanso, comum em áreas de segurança e saúde), por exemplo, e outras.</p><p>É preciso também que empregadores e empregados deem início ao período de negociações para ajustar as convenções e acordos coletivos. Eles perdem a validade 60 dias após a promulgação e publicação da PEC.</p><p><b>EMPRESAS TERÃO COMPENSAÇÃO POR CUSTOS EXTRAS PARA MANTER O NEGÓCIO FUNCIONANDO?</b></p><p>O artigo 5º da emenda constitucional prevê que uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias condicionadas à manutenção dos níveis de emprego para tentar diminuir possíveis impactos decorrentes da emenda, mas não trata diretamente quais seriam essas medidas e quanto de incentivo setores poderiam receber ou deixar de pagar em impostos</p><p>Além disso, o texto afirma que as medidas de incentivo ou compensação seriam válidas para MEIs (microempreendedores individuais), microempresas e as empresas de pequeno porte. Grandes companhias não teriam este direito.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><b>VEJA O QUE MUDA COM O FIM DA ESCALA 6X1</b></p><p><b>Jornada de trabalho</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> Limitada a oito horas por dia e 44 horas semanais</li>\n <li><b>Como pode ficar: </b>Limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos; no primeiro ano, o limite será de 42 horas semanais</li>\n</ul></p><p><b>Descanso semanal</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos</li>\n <li><b>Como pode ficar: </b>Ficam garantidos dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos</li>\n</ul></p><p><b>Escala de trabalho e folgas</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> A escala de trabalho não está determinada na Constituição; empresas podem organizar a escala até o limite de 44 horas semanais</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> Texto prevê a escala de trabalho 5x2, mas mantém regimes especiais para determinadas categorias, conforme previsto em leis específicas, normas regulamentadoras, acordos e convenções coletivas</li>\n</ul></p><p><b>Hora extra</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> Salário deve ser acrescido em 50% a cada hora a mais trabalhada, com limite de duas horas extras por dia</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> Acordos e convenções coletivas poderão prever que, durante a transição, a jornada diária possa ter mais de oito horas para compensar a escala 5x2, sem que sejam pagas como extra</li>\n</ul></p><p><b>Trabalho aos domingos</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias consideradas essenciais. Se houver trabalho nesse dia sem compensação prevista em lei, norma ou convenção ou acordo coletivo, a hora de trabalho deverá ser paga em dobro</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> A PEC mantém o domingo como um dia preferencial de descanso, mas não veta o trabalho neste dia, garantindo que categorias que precisem funcionar possam organizar suas escalas; vale a regra atual de compensação, que pode ser feita, inclusive, por banco de horas</li>\n</ul></p><p><b>Banco de horas</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> O trabalho em domingos e feriados pode ser compensado por meio de banco de horas se houver acordo ou convenção coletiva prevendo a medida</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> Não há nova regra prevista, e o banco de horas poderá ser adotado conforme as negociações entre empregadores e trabalhadores</li>\n</ul></p><p><b>Acordos e convenções coletivas</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é:</b> A Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garantem que acordos e convenções coletivas podem prever arranjos diferentes de leis e normas, desde que respeitem a Constituição; é o acordado sobre o legislado, reforçado na reforma trabalhista de 2017</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> A PEC mantém que acordo ou convenção coletiva de trabalho podem prever compensação de horários e outros arranjos de jornada, desde que rerespeitados os limites reforçando o acordado sobre o legislado</li>\n</ul></p><p><b>Superempregados</b></p><p><ul>\n <li><b>Como é: </b>A reforma trabalhista de 2017 criou a figura do trabalhador hipersuficiente, que é aquele com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social; ele pode negociar diretamente com o empregador</li>\n <li><b>Como pode ficar:</b> A PEC coloca na Constituição a figura do 'superempregado', que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, o que dá R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada.</li>\n</ul></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "kicker" : "Domingos Martins",
  "title" : "Evento no ES destaca Inteligência Artificial e profissões do futuro",
  "description" : "Expo Cidades Capixaba será realizada no dias 18 e 19 de junho; a entrada é franca",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779962031800_technology_human_touch_background_modern_remake_creation_adam.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Inteligência artificial já é realizada nas escolas e nas empresas</span> <span class=\"img-credit\">Magnific</span></figcaption></figure><p><p dir=\"ltr\"><span>A inteligência artificial (IA) vem transformando carreiras, criando oportunidades e exigindo novas habilidades. A <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/tecnologia\" rel=\"\" target=\"_self\">tecnologia</a>, que deixou de ser assunto do futuro e já se tornou realidade no cotidiano das pessoas, das empresas, das escolas e das profissões, será tema da Expo Cidades Capixabas, em Domingos Martins.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-713671be-7fff-bc2f-3e4b-211bce612a3f\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A quarta edição do evento será realizada nos dias 18 e 19, das 8h às 17h, na Praça Dr. Arthur Gerhardt, em Campinho. A entrada é gratuita, e os interessados podem se inscrever na <a href=\"https://jacredenciei.com.br/e/ivexpocidadescapixabas?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQPOTM2NjE5NzQzMzkyNDU5AAGnQK9s8FhtJtaIBbcaRZ-k3PGX7JZyKqwYCHQytK2neFaZ8WmoICXEk8NdpSA_aem_bvqZwo4w8OoKIWO10KCFYQ\" rel=\"\" target=\"_self\">página oficial do evento.</a></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O encontro contará com a presença de especialistas, estudantes, educadores, empreendedores e profissionais para discutir educação, inovação, cenários futuros e as profissões que estão surgindo com o avanço da tecnologia.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-5963cf1d-7fff-4191-2e29-0bc62f81bb6d\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Entre os palestrantes estará o professor e pesquisador internacional Flávio Cavalcante, consultor de tendências e inteligência artificial. De forma prática, ele vai mostrar como a IA pode ser utilizada no dia a dia das pessoas, inclusive sem conhecimentos avançados em tecnologia.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O objetivo da Expo Cidades Capixabas é aproximar o público das ferramentas tecnológicas que já fazem parte da rotina moderna, mostrando como a inteligência artificial pode ajudar estudantes a aprenderem mais rápido, professores a inovarem em sala de aula e profissionais a se prepararem para um mercado em constante transformação.</span></p>\n<p><b id=\"docs-internal-guid-ba8307a4-7fff-d027-84de-1da19d5e4b8c\"><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O evento também terá debates sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, novas profissões, transformação digital e o conceito de “NeoWork”, ligado às carreiras do futuro e às novas formas de geração de renda impulsionadas pela tecnologia.</span></p>\n<p><b><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A ideia dos organizadores é apresentar soluções acessíveis e aplicáveis à realidade das pessoas, utilizando ferramentas que já estão disponíveis no cotidiano, muitas vezes dentro do próprio celular.</span></p>\n<p><br></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Os idealizadores destacam ainda que querem mostrar para onde o mercado está caminhando, quais profissões estão surgindo e como qualquer pessoa pode utilizar a inteligência artificial para ganhar tempo, aprender mais, se desenvolver e até gerar renda.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-be96bdcd-7fff-3429-ccde-89506f157d6b\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>SERVIÇO</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-10bdec31-7fff-66ec-dafa-64029f4ff212\"></span></p>\n<ul>\n <li dir=\"ltr\" aria-level=\"1\"><p dir=\"ltr\" role=\"presentation\"><b><span>Expo Cidades Capixabas</span><span>&nbsp;</span></b></p></li>\n <li dir=\"ltr\" aria-level=\"1\"><p dir=\"ltr\" role=\"presentation\"><span><b>Data:</b> 18 e 19 de junho</span></p></li>\n <li dir=\"ltr\" aria-level=\"1\"><p dir=\"ltr\" role=\"presentation\"><span><b>Horário:</b> das 8h às 17h</span><span>&nbsp;</span></p></li>\n <li dir=\"ltr\" aria-level=\"1\"><p dir=\"ltr\" role=\"presentation\"><span><b>Local:</b> Praça Dr. Arthur Gerhardt, Campinho, Domingos Martins.</span></p></li>\n <li dir=\"ltr\" aria-level=\"1\"><p dir=\"ltr\" role=\"presentation\"><span><b>Inscrições:</b> no <a href=\"https://jacredenciei.com.br/e/ivexpocidadescapixabas?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQPOTM2NjE5NzQzMzkyNDU5AAGnQK9s8FhtJtaIBbcaRZ-k3PGX7JZyKqwYCHQytK2neFaZ8WmoICXEk8NdpSA_aem_bvqZwo4w8OoKIWO10KCFYQ\" rel=\"\" target=\"_self\">site do evento.</a>&nbsp;</span></p></li>\n</ul></p>",
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  "author" : "Diná Sanchotene",
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  "author_bio" : "Formada pela Faesa, e jornalista de A Gazeta desde 2004, onde ingressou como reporter do Guia de Servicos. Em seguida, migrou para a editoria e Economia, sempre com foco em mercado de trabalho. Antes, atuou em A Tribuna.",
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  "title" : "PEC do fim da 6x1 chega ao Senado com incerteza sobre Alcolumbre e oposição dividida",
  "description" : "Presidente da Casa tem dado sinais de que não travará proposta, mas pretende deve levá-la a comissões",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, aprovada na Câmara nesta quarta-feira (27), chega ao Senado com futuro incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dado sinais de que não travará o projeto, mas causa receio na base do presidente Lula (PT) ao não detalhar como será a tramitação da principal aposta eleitoral do Planalto no Legislativo este ano.</p><p>Enquanto isso, a oposição está dividida sobre qual será a postura adotada diante da pauta. Há divergência no partido. Enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário à PEC do fim da 6x1, uma ala da sigla defende adotar a mesma estratégia dos bolsonaristas na Câmara: dobrar a aposta e defender a escala 4x3 sem transição alguma, visando blindagem eleitoral.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776100179643_2025_12_03_presidente_do_senado_federal_senador_davi_alcolumbre_3041168_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Davi Alcolumbre não detalhou como será a tramitação da PEC no Senado.</span> <span class=\"img-credit\">Carlos Moura/Agência Senado</span></figcaption></figure><p>O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, tem conversado com Alcolumbre para convencê-lo a pautar logo a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O articulador político do governo Lula afirmou estar dialogando \"todo dia\" com o presidente do Senado e acredita numa votação na Casa, \"no máximo\", na próxima semana.</p><p>Esse panorama não deve prosperar, no entanto, porque há um feriado na semana que vem e também porque Alcolumbre tem dito que dará uma \"tramitação normal\" à PEC do fim da 6x1. Ela deve apenas começar a tramitar na próxima semana, sem comissão especial, podendo passar, além da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).</p><p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conversou com Alcolumbre na terça-feira (26), após a reunião do presidente do Senado com empresários. Os representantes do setor patronal tentaram enterrar a PEC e pediram, no mínimo, que a votação só ocorra após a eleição de outubro.</p><p>De acordo com interlocutores, Alcolumbre garantiu a Motta que não travará a discussão, mas sem dar mais detalhes. O deputado é um dos fiadores do fim da escala 6x1. Aliados do presidente da Câmara afirmam que o placar expressivo de aprovação, de 472 votos a 22 no primeiro turno, faz com que o texto chegue com mais força ao Senado e pressione os senadores a avançar com o tema.</p><p>É esperada uma nova conversa de Guimarães com Alcolumbre até esta quinta-feira (28) para acertar a votação. A esquerda prepara uma operação nas redes para pressionar os senadores a aprovarem logo a PEC.</p><p>O presidente do Senado está em maus termos com o presidente Lula desde a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). Alcolumbre articulou contra a escolha e impôs ao petista uma derrota histórica, mas depois passou a sinalizar desejo de pacificar a relação.</p><p>Após a rejeição de Messias, Lula avançou nas pesquisas após o escândalo do Master atingir o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida pela Presidência. Fortalecido, o petista tem dito que aguarda um gesto de Alcolumbre para recebê-lo pessoalmente. Segundo interlocutores, pautar a PEC do fim da escala 6x1 pode, justamente, ser essa sinalização de bandeira branca.</p><p>Além de apelar a Alcolumbre, o governo acredita também na popularidade do fim da escala 6x1. Segundo pesquisa Quaest de 8 a 11 de maio, 68% dos brasileiros apoiam a proposta, tornando a resistência de parlamentares um provável flanco eleitoral para os senadores que precisam se reeleger este ano ou se candidatar a outros cargos.</p><p>O governo aposta na boa vontade de Alcolumbre para pautar o fim da 6x1, mas também contabiliza ganhos caso o presidente do Senado trave a votação. A base do presidente Lula acredita que poderá reeditar na campanha o mote \"Congresso inimigo do povo\", que rendeu ao petista ganho na opinião pública no ano passado.</p><p>Justamente pelo apelo eleitoral da proposta, a oposição tem se dividido. O líder do grupo no Senado, Rogério Marinho, afirmou à reportagem ser contrário à PEC. \"Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho\", disse. O senador chegou a procurar a bancada do PL na Câmara para convencer os deputados a votarem contra, mas foi vencido.</p><p>No Senado, o PL pode seguir o mesmo caminho. Os senadores, que se consideram mais suscetíveis à retaliação do eleitorado por estarem em menor número, podem divergir do líder da oposição e \"dobrar a aposta\" como fez o partido na Câmara, votando a favor de uma escala de trabalho de quatro dias de trabalho e três de descanso, mesmo que isso contrarie posições anteriores da bancada.</p><p>Por outro lado, o grupo prefere mesmo que a PEC não chegue ao plenário. Pelo regimento, a proposta deverá passar apenas pela CCJ e, depois, fica pronta para ser votada pelos senadores. A oposição, porém, tem defendido uma discussão maior, em mais comissões.</p><p>Parte da base bolsonarista defende até a possibilidade de criação de uma comissão especial para atrasar a votação. O grupo procura precedentes na história do Senado para permitir a Alcolumbre a abertura de um colegiado do tipo.</p><p>A oposição teme travar ou votar contra, inclusive, porque na Câmara o grupo não arriscou. A proposta foi aprovada nos dois turnos com mais de 460 votos favoráveis. O governo mapeava que, se conseguisse mais de 450 deputados, o Senado não conseguiria segurar a PEC.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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    "name" : "AUGUSTO TENÓRIO, CAROLINA LINHARES E RAPHAEL DI CUNTO",
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  "title" : "Câmara aprova PEC que acaba com escala 6x1 e reduz jornada para 40h",
  "description" : "Texto estabelece duas folgas por semana e redução de 44 para 40 horas por semana em até 14 meses. A proposta segue para análise dos senadores",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779946347709_camara.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Plenário aprovou em dois turnos o fim da escala 6x1</span> <span class=\"img-credit\">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</span></figcaption></figure><p>A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira&nbsp;(27), em dois&nbsp;turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6x1. Foram 461 votos favoráveis e 19&nbsp;contrários, no segundo turno. O texto segue para votação no Senado.</p><p>A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,&nbsp;sem perda&nbsp;salarial. A proposta ainda garante&nbsp;duas folgas semanais, sendo&nbsp;uma preferencialmente aos domingos. As mudanças&nbsp;entrarão&nbsp;em vigor 60 dias após a promulgação do texto.</p><p>O texto aprovado na noite de quarta foi apresentado pelo&nbsp;relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam:&nbsp;a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.</p><p>Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para \"uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988\".</p><p>\"Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores\", disse Motta.&nbsp;</p><p>\"Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos\", completou.</p><p><p>Transição</p></p><p>De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de&nbsp;42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das&nbsp;42 horas, a duração do trabalho será reduzida para&nbsp;40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.</p><p>A transição foi incluída após um acordo&nbsp;do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.</p><p>Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê&nbsp;a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal.&nbsp;Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.</p><p>Veja abaixo as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:</p><p><ul>\n <li>escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);</li>\n <li>redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)</li>\n <li>jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses)&nbsp;</li>\n</ul></p><p>Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra.&nbsp;Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.</p><p>A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.</p><p>“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).&nbsp;</p><p>A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6x1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.</p><p>“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6x1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.</p><p>A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.</p><p>“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.&nbsp;</p><p>Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.</p><p>O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.</p><p>\"Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6x1”, disse.&nbsp;</p><p>O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores\", afirmou.</p><p><p><span>Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6x1</span></p></p><p>.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada&nbsp;mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.</p><p>- Lei&nbsp;ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.</p><p>- Nova regra não se aplica: a quem tem jornada&nbsp;igual ou inferior a 40 horas semanais, a&nbsp;empregados com&nbsp;nível superior e com&nbsp;remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)</p><p>- Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Motta levará PEC do fim da 6x1 a plenário nesta quarta (27)",
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  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente da \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/camara-dos-deputados\" rel=\"\" target=\"_self\">Câmara dos Deputados</a>, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu antecipar a votação em plenário da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1 (de seis dias trabalhados para um de folga) para esta quarta-feira (27).</p><p>Antes, a previsão era de que a sessão ocorreria na quinta-feira (28), mas Motta decidiu antecipar o calendário, segundo deputados governistas, e realizou uma sessão de menos de 10 minutos às 8h para acelerar os prazos.</p><p>Uma sessão foi convocada para às 15h, ainda sem pauta publicada, para que seja possível levar a PEC a votação rapidamente.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776101072936_2025_06_25_presidente_da_camara_dos_deputados_hugo_motta_2786442_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Hugo Motta decidiu antecipar o calendário para votar PEC do fim da escala 6x1.</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Spada/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>Para que seja aprovada, é necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação. Depois, a PEC segue para debate no Senado.</p><p>Por se tratar de uma emenda constitucional, apenas se houver consenso entre Senado e Câmara é que o texto vai à promulgação. Do contrário, ele retorna à Casa anterior para nova discussão.</p><p>Antes disso, o parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), será discutido e votado na comissão especial da Câmara, que pode alterá-lo. O parlamentar rejeitou, em entrevista à imprensa antes da sessão, fazer alterações no projeto.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p>O texto estabelece a redução de 44 para 42 horas semanais de trabalho e duas folgas semanais remuneradas, uma preferencialmente aos domingos, 60 dias após a promulgação da PEC. Doze meses depois dessa primeira redução, haverá novo corte, para 40 horas semanais.</p><p>A escala de trabalho ainda poderá ser definida por regulamentação em lei aprovada posteriormente ou por acordos e negociações coletivas de cada categoria.</p><p>Os trabalhadores da iniciativa privada com salários acima de dois tetos e meio da Previdência Social, hoje equivalente a R$ 21,8 mil, no entanto, não apenas não terão redução da jornada, como perderão direito ao limite de horas trabalhadas por dia, de acordo com o relatório de Prates. O texto conta com apoio do governo Lula.</p><p>Funcionários terceirizados contratados para prestar serviços para órgãos públicos também terão um período de transição diferente para a redução da jornada e ampliação das folgas. Esse benefício só será garantido após a renovação do contrato ou 12 meses depois da promulgação da PEC.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Fim da escala 6x1: o que muda da hora extra ao trabalho aos domingos; tire as dúvidas",
  "description" : "Proposta que muda a jornada do trabalhador deve ser votada na quinta-feira (28) na Câmara dos Deputados e depois seguirá para o Senado",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779879847880_traba.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">PEC prevê redução de 44 para 40 horas de trabalho semanais.</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Peres/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p dir=\"ltr\"><span>O fim da escala 6x1 prevê redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Mas quando as mudançãs entrarão em vigor? E como ficarão as escalas de trabalho? O que ocorrerá com o pagamento de horas extras nos fins de semana?</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Para ajudar a responder algumas questões, especialistas em Direito do Trabalho foram consultados e ajudaram a esclarecer as principais dúvidas dos trabalhadores.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-06621fd8-7fff-dc40-1eaf-4ee932363138\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A <a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/fim-da-escala-6x1-40h-transicao-de-14-meses-sem-reducao-salarial-principais-pontos-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ser votada nesta quarta-feira (27) pela comissão especial onde está sendo analisada</a>. Caso seja aprovada, seguirá para votação no plenário da Câmara dos Deputados, onde&nbsp;</span><span>precisará do apoio de, no mínimo, 308 deputados. A seguir, o texto vai para o Senado.</span><span>&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Mesmo com esse trâmite ainda a ser cumprido, já é possível responder alguns desses questionamentos, de acordo com o que foi apresentado pelo relator do texto, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), na última segunda-feira (25). Veja a seguir as questões que já podem ser respondidas.</span></p></p><p><p>Qual é a diferença entre jornada e escala de trabalho?</p></p><p><p>Jornada de trabalho se refere à quantidade de horas trabalhadas. A jornada brasileira está na Constituição e é de oito horas por dia, limitada a 44 horas por semana. Já a escala de trabalho é a forma como a jornada é distribuída ao longo da semana. Na escala 6x1, por exemplo, o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga um. O Brasil tem outras jornadas.</p>\n<p><br></p>\n<p>Ricardo Calcini, professor de Direito do Trabalho do Insper, lembra que há ainda a duração mensal das horas de trabalho, que não pode ultrapassar 220 horas por mês. Ele diz que a divisão da quantidade de horas semanais conforme a Constituição é feita pela empresa, que fixa a carga horária de acordo com a lei e os acordos ou convenções coletivas de trabalho.</p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-726e7aa7-7fff-b8fc-b86a-61eaec11b533\"><span>O que o fim da escala 6x1 significa para o trabalhador?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-12b10dfb-7fff-e93d-8d9f-cac1fb5e49d1\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Segundo a advogada trabalhista Elisa Alonso, o debate sobre o fim da escala 6x1 envolve a possibilidade de reduzir a quantidade de dias ou horas trabalhadas e ampliar os períodos de descanso do empregado. Entre os modelos discutidos está a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso semanal remunerado.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-1d8674fc-7fff-bc93-16c8-bf1cd6bc6f2c\"><span>Quando começa a valer a nova escala? O que muda para o trabalhador?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-a4e67cc2-7fff-f8d8-bb5d-737d44e143ba\"><span>Até agora, não há data definitiva, porque a proposta ainda será votada.&nbsp;</span></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-26f2395c-7fff-6101-db22-6a469f40fed5\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O projeto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses após a promulgação da norma. A transição será concretizada em duas etapas. Primeiro, a jornada&nbsp;</span><span>deverá ser reduzida de 44 para 42 horas em 60 dias após a promulgação da PEC. Depois, para 40 horas semanais 12 meses após a promulgação, ou seja, em 2027.</span><span>&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><br></p>\n<p><span>“Após esse prazo, a jornada semanal será de 40h. O que muda para o trabalhador é a redução da jornada semanal (de 44h para 40h); dois dias de descanso por semana; manutenção do salário, sem redução remuneratória; reorganização das escalas de empresas que funcionam aos fins de semana”, destaca a advogada Paloma Vallory,&nbsp;</span><span>especialista em Direito do Trabalho,&nbsp; do escritório Ferreira Borges.</span><span>&nbsp;</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-61fc6587-7fff-4dfd-07ca-c5f11e7dd936\"><span>O salário será reduzido com a diminuição da jornada?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-66df4bf2-7fff-a68b-8acc-936fed4fb726\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A proposta em discussão prevê a manutenção do salário, ou seja, menos horas trabalhadas, mas com a mesma remuneração. Se a escala for aprovada como está sendo debatida, a redução da jornada não autorizaria corte proporcional de salário, conforme indica Paloma Vallory.&nbsp;</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-d4a79b22-7fff-d38a-f6ae-f937569bb8cf\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Todo mundo terá que ter jornada de 40 horas, mesmo categorias com escalas especiais?</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-e986334e-7fff-fc63-52fa-bc29ef405991\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Segundo Paloma Vallory, a tendência do texto é que a jornada máxima de 40 horas sirva como teto geral, inclusive alcançando categorias especiais, mas preservando regras próprias de profissão e negociações coletivas.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Ela comenta que as categorias com legislação específica, como jornalistas, profissionais de saúde, aeronautas ou plantonistas, podem continuar tendo regimes diferenciados, desde que adequados ao novo limite legal ou disciplinados por norma própria e convenção coletiva.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“Na prática, a escala especial não desaparece automaticamente, mas pode precisar ser adequada, de modo a ser estabelecido, por exemplo, regime compensatório que assegure em média dois dias de repouso semanal remunerado.”</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-eda88364-7fff-63e1-c40f-e538b088ecf5\"><span>Quem trabalha em locais que funcionam sábado e domingo vai ter que tirar folga durante a semana para compensar esses dias?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-aab43cb7-7fff-c791-0b91-788a14f7628b\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Provavelmente, sim. O fato de o trabalhador atuar no sábado e/ou domingo não significa que ele deixará de trabalhar nesses dias, especialmente em áreas como comércio, hotelaria, saúde, turismo, supermercados, hospitais, segurança, mídia e serviços essenciais.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“O mais provável é uma escala compensatória, em que o trabalhador atua no fim de semana e usufrui as folgas em outros dias da semana, respeitando o descanso semanal e o limite da jornada. A proposta fala em descanso 'preferencialmente' aos sábados e domingos, não obrigatoriamente”, salienta Paloma.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-233bb4dd-7fff-4f48-d856-d08cfd5cb1f9\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O trabalho aos sábados e domingos será contado como hora extra de 100% ou só aos domingos?</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-983eefa3-7fff-895e-c24f-efba4a89f7de\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A advogada avalia que, pelo que está sendo discutido, não existe previsão automática de adicional de 100% apenas porque houve trabalho no sábado ou domingo. Na verdade, a regra será: se o trabalho estiver dentro da escala regular, não vira hora extra só por cair no fim de semana. Haverá hora extra se ultrapassar a jornada contratual. Domingos e feriados podem ter remuneração diferenciada quando houver um acordo legal, convenção coletiva ou ausência de folga compensatória.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-fc80e788-7fff-cabb-0d48-c6304c09f834\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Como vai funcionar a rotina de trabalho para quem tem escala especial?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>A tendência é de readequação e não de eliminação das escalas especiais. A advogada utiliza como exemplo as escalas como 12x36 (12 horas trabalhadas seguidas por 36 horas de descanso), que podem continuar existindo, desde que ajustadas ao limite semanal e mantidas por acordo ou convenção coletiva.&nbsp;</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Outro exemplo são empresas de plantão contínuo (hospitais, vigilância, transporte, mídia) que deverão reorganizar turnos.&nbsp;</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-f674202a-7fff-7da2-23c2-b9f65944b19e\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“Categorias regulamentadas podem manter peculiaridades, mas observando a nova lógica de descanso e limite semanal. Em resumo, o fim da escala 6x1 não significa acabar com o trabalho em fins de semana nem das escalas especiais. Significa uma reengenharia da jornada, com mais descanso e limite menor de horas”, afirma Paloma.</span></p></p><p><p>O trabalhador que já tem jornada de 40 horas ou menos também terá direito a redução?</p></p><p><p><span data-path-to-node=\"11\" data-index-in-node=\"0\">Não.</span> A Proposta de Emenda Constitucional determina o limite máximo de 40 horas para todos os trabalhadores. Quem já tem essa carga horária ou trabalha menos horas por semana não terá uma redução proporcional automática na sua jornada atual.</p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-4471a12f-7fff-ffff-0c9a-058163245380\"><span>O que muda para quem já trabalha em escala 5x2?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-c0dbaa79-7fff-2baa-7544-5b5885c71682\"><span>A escala de trabalho de quem já está em 5x2 não vai mudar. Se a jornada for de 44 horas semanais, deverá ser reduzida para 42 horas em 60 dias após a promulgação da PEC e para 40 horas semanais 12 meses após a promulgação, ou seja, em 2027.</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-1917536f-7fff-963a-206f-94679d2bb357\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O trabalho aos domingos é proibido? A folga hoje é obrigatória ou preferencial? O que muda?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias, consideradas essenciais. A mesma regra vale para feriados e dias santos. Tanto a Constituição quanto a lei específica preveem um descanso semanal remunerado de 24 horas consecutivas que deve ocorrer preferencialmente aos domingos, mas não há folga obrigatória e a PEC não muda isso.</span></p>\n<p><b id=\"docs-internal-guid-d383181f-7fff-fc12-c702-af2e4a94f07f\"><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quando há trabalho aos domingos, a empresa deve organizar escala de revezamento e garantir a folga compensatória em outro dia da semana. Caso não haja a folga nem outro tipo de compensação prevista em acordo ou convenção coletiva, as horas devem ser pagas em dobro.</span></p>\n<p><br></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina que deve haver um domingo de folga a cada três ou sete semanas, a depender da categoria. Há também especificação no caso das mulheres, com determinação de que a escala assegure ao menos um domingo de folga.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-42a98c04-7fff-478e-19ab-bcd07e6f1a40\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quem trabalha aos domingos e feriados poderá ser mais afetado por essa mudança?</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-f7c05e17-7fff-86ba-a634-27c0c19c20d4\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Sim. Os setores mais impactados tendem a ser justamente aqueles que funcionam de forma contínua, inclusive aos domingos e feriados, porque as empresas terão de reorganizar suas escalas de trabalho. Na prática, a tendência é que a reorganização das escalas de domingos e feriados reduza a quantidade de fins de semana consecutivos trabalhados e aumente a alternância entre os empregados nos plantões e nas folgas.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-12a33e3c-7fff-ac52-a6d5-655a91d60866\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quem trabalha aos domingos tem direito a quantas folgas no domingo por mês?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>A CLT determina que, nos serviços que exigem trabalho aos domingos, a empresa deve organizar uma escala mensal de revezamento. Para os trabalhadores ligados às atividades do comércio em geral, a lei nº 10.101/2000 prevê que o descanso semanal deve coincidir com o domingo ao menos uma vez a cada três semanas (um domingo de folga a cada 21 dias).</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-c0cf4d62-7fff-0e8a-89b2-bbe74eb22997\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>No caso das mulheres, a legislação exige escala de revezamento quinzenal, assegurando ao menos um domingo de folga a cada 15 dias. Há no entanto, acordos e convenções coletivas que podem prever outros tipos de jornadas.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-88ec807c-7fff-31c7-f0d0-9895c80f4f00\"><span>Cargos de chefia também terão redução na jornada, independentemente do salário?</span></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>A PEC não divide os trabalhadores entre chefes e subordinados. O texto apenas determina a jornada e a escala constitucional no país. Pela regra, será de oito horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado na semana para todos os trabalhadores do país.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-ce902164-7fff-6a62-fca2-6352c8f737c9\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O texto, no entanto, cria o superempregado, que é o trabalhador com diploma de nível superior e remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,88 neste ano). Neste caso, não há o controle de jornada.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-a9d1cbc9-7fff-bef7-9508-d19853eb79a9\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Mesmo com mudanças na legislação, acordos e convenções coletivas poderiam manter modelos semelhantes à escala 6x1 em alguns setores?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Mesmo em caso de mudança na legislação, a negociação coletiva continuará tendo papel relevante, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo, como indústria, saúde, hotelaria, transporte, turismo e comércio, conforme reconhece a própria Constituição, com redação mantida pela PEC.</span></p></p><p><p><span>Há profissões ou áreas em que seria mais difícil acabar com esse modelo de escala?</span></p></p><p><p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Sim. Especialistas afirmam que áreas que dependem de funcionamento contínuo, atendimento essencial ou sofrem com sazonalidade da demanda enfrentariam maiores desafios operacionais e jurídicos para substituir integralmente esse modelo.</span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p>Nesses casos, a legislação trabalhista já prevê regimes especiais de jornada e escalas diferenciadas, como 12x36, turnos de revezamento e banco de horas, desde que sejam respeitados os limites constitucionais, as normas coletivas e os períodos mínimos de descanso dos trabalhadores.</p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-22b4f074-7fff-2e7a-e7a6-3d3de306fab8\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O trabalhador poderia continuar fazendo horas extras normalmente mesmo com uma eventual redução da jornada?</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-0549e013-7fff-5b35-298b-2cdadcb6ecc9\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Sim. A PEC não trata de horas extras. Na prática, mantêm-se os limites previstos na Constituição e na CLT, de que podem ser feitas até duas horas extras por dia, mediante acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. O pagamento das horas extras continua seguindo a regra de adicional mínimo de 50% sobre o valor da hora normal em dias úteis, embora normas coletivas possam prever percentuais maiores. As horas também poderiam ser compensadas por meio de banco de horas ou acordo de compensação.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-467df739-7fff-b072-559f-8e61d1b7ff67\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Se acabar a escala 6x1, o funcionário deixará de trabalhar aos sábados? E aos domingos?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O eventual fim da escala 6x1 não significaria uma proibição automática do trabalho aos sábados, domingos ou feriados. A legislação trabalhista brasileira permite o trabalho nesses dias, especialmente em atividades autorizadas por lei, desde que sejam respeitadas regras como descanso semanal remunerado, folgas compensatórias e normas coletivas aplicáveis.</span></p></p><p><p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Quem já trabalha 40 horas por semana terá redução de jornada?</span></p></p><p><p>A jornada de quem já tem carga horária reduzida não cairá com a PEC. Ela poderá ser reduzida se houver acordo ou convenção coletiva prevendo essa diminuição ainda menor do que na nova legislação.</p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-6d34a4dd-7fff-6996-7498-3fb77e815ea6\"><span>A redução da jornada pode levar a mais contratações, demissões ou aumento de preços?</span></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Quem é contra reduzir fala em demissão; quem é a favor defende que haverá contratações. Empresas poderiam precisar contratar mais trabalhadores para manter o mesmo ritmo de produção ou atendimento, mas com salários iguais, teriam de cortar custos e esses cortes geralmente representam demissão.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-77c14fea-7fff-959b-0cc6-f37483fbc766\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Estudo do professor Naercio Menezes Filho, do Insper e da FEA/USP, feito por ele e colegas nas décadas de 1980 e 1990, quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, mostra que os afetados não tiveram aumento de desemprego em relação aos demais e que a probabilidade de saída do trabalho até diminuiu.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-656996ab-7fff-2c20-d7b6-aaaf8f421173\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quais são os argumentos a favor do fim da escala 6x1?</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Há diversos argumentos pelo fim da escala 6x1, que vão desde econômicos a mudanças no mercado de trabalho e impactos na saúde dos trabalhadores, desenvolvimento de crianças e adolescentes — com pais mais presentes —, possíveis melhoras em índices educacionais; e até mesmo questões religiosas, com mais tempo para que trabalhadores professem sua fé.</span></p>\n<p><b id=\"docs-internal-guid-53362399-7fff-573e-a403-81bca27d55cf\"><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam para impacto na saúde física e mental dos trabalhadores. A organização afirma que mais de 840 mil pessoas por ano morrem por consequências de problemas psicossociais decorrentes do trabalho, como burnout, Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças cardiovasculares e suicídio.</span></p>\n<p><br></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Pesquisa da universidade Boston College mostrou que os funcionários de empresas que reduziram os dias de trabalho tiveram diminuição significativa de burnout, melhora na saúde mental e física, maior satisfação com o trabalho e aumento da produtividade.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-afb20d22-7fff-eb24-92cb-cdb7c646a2e2\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quais são os argumentos contra o fim da escala 6x1?</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-4de180a6-7fff-0bea-69a0-6d3c5106fffc\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Os principais argumentos são econômicos e estão ligados aos impactos no PIB (Produto Interno Bruto). Levantamento do economista Daniel Duque, da FGV-Ibre, mostra que diminuir jornada sem cortar salários elevaria o custo do trabalho, pressionando empresas a ajustar preços. O estudo projeta redução de cerca de 638 mil postos de trabalho, com impactos maiores em setores como construção, comércio e agropecuária e queda de 0,7% no PIB.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-da4f74c3-7fff-dd5d-21f1-d0815507332d\"><span>Empresários são contra o fim da escala 6x1?</span></span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-2961fb45-7fff-0541-7c56-55da9c127a45\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/o-que-diz-o-setor-empresarial-capixaba-sobre-o-fim-da-escala-6x1-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">A classe empresarial brasileira tem maioria de federações e associações de empregadores contrários à medida</a>, mas há empresários favoráveis e implantando mudanças. Alguns setores, como o agronegócio e a indústria, vêm fazendo críticas à proposta e apresentando estudos com impactos econômicos negativos relevantes. Eles estão tentando derrubar a PEC no Senado.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-62bd6271-7fff-2b6f-ba23-a63326aaac5b\"><span>Qual é o custo do fim da escala 6x1?</span></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra alta de 7,84% no custo da mão de obra considerando a redução da jornada para 40 horas, que seria absorvido pela economia. Outro estudo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o fim da escala 6x1 elevaria os custos das empresas brasileiras em até R$ 267,2 bilhões por ano, o que equivale a 7% da folha de pagamento.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-5feeee17-7fff-5178-6175-cff518b2fa64\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Os gastos podem ser menores ou maiores a depender da estratégia adotada: se contratação de pessoal — o que custa mais — ou pagamento de horas extras. Neste último cenário, a alta de despesas chegaria a R$ 178,2 bilhões por ano.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-6bbaf6f6-7fff-cae5-d569-c30762452fa5\"><span>Quantas pessoas trabalham na escala 6x1?</span></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023, dos 44 milhões de trabalhadores contratados pela CLT no Brasil, 31,8 milhões trabalham na jornada de 44 horas semanais. Estudo do Ipea mostrou que os profissionais com jornada de trabalho de 44 horas semanais têm salário 57,7% menor, em média, do que os que trabalham 40 horas semanais. O salário médio desses profissionais é de R$ 6.211.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-786b877b-7fff-04a6-3ba8-0ebe9207fb38\"><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quem tem jornada de 44 horas recebe 42,3% desse valor, o que dá R$ 2.626,05. Quando o pagamento é por hora, a remuneração é ainda menor. O valor médio corresponde a 38,5% de R$ 6.211, o que dá R$ 2.391,24. A diferença seria explicada por conta da baixa escolaridade.</span></p></p><p><p>Quais categorias com regime especial exigem atenção?</p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O analista de política Pedro Venceslau destaca que existem 50 setores com legislação própria, mas 12 deles exigem atenção especial do governo neste momento. São eles: bancários, jornalistas, médicos, advogados, aeronautas, técnicos em radiologia, motoristas, engenheiros, profissionais de telemarketing, vigilantes, domésticas e professores.</span></p>\n<p><b id=\"docs-internal-guid-0df57238-7fff-2f4a-1b37-d009989cbc42\"><br></b></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Essas categorias já possuem jornadas diferentes das 44 horas semanais e precisarão se adaptar à nova regra das duas folgas semanais. Pedro Venceslau explica que, no caso do telemarketing, por exemplo, a obrigatoriedade de dois dias de folga por semana poderia resultar na necessidade de reunir todos os funcionários no mesmo espaço físico em determinados dias, o que pode ser operacionalmente complicado. \"São negociações difíceis e duras para resolver essas categorias com regime especial\", afirma o analista.</span></p>\n<p><br></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Venceslau alerta ainda que sindicalistas de algumas dessas categorias temem o que chamam de \"cavalo de troia\": a possibilidade de que um projeto de lei ordinária do governo, que será utilizado para regulamentar pontos não definidos na PEC, seja usado para alterar regimes hoje considerados favoráveis a esses trabalhadores. A segunda etapa da negociação, portanto, promete ser bastante tensa.</span></p></p><p><p><span><i>Com informações da Agência Folha e CNN.&nbsp;</i></span></p></p><h2><p>Leia Mais Sobre Escala 6x1</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "body" : "<p>BRASÍLIA - O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”.&nbsp; Em 2024, o país alcançou&nbsp;0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em comparação a 0,744 em 2012. A escala para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto: acima de 0,800.</p><p>A informação é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil&nbsp;que divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779806598671_sala.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Alunos em sala de aula: indicador de Educação no país passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.</span> <span class=\"img-credit\">Leia Brasil/Divulgação</span></figcaption></figure><p>O marcador&nbsp;avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, de acordo com a cor (negro e branco) e o sexo (mulher e homem). A publicação considera os últimos 13 anos – de 2012 a 2024.</p><p>Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo, ou seja, menor que 0,555.</p><p><p>Educação</p></p><p>O parâmetro que mais impulsionou o IDHM neste período foi a educação, ao passar de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.</p><p>A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou, nesse contexto, a concessão do Bolsa Família.</p><p>“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira.”</p><p>Betina Barbosa lembrou que o programa, criado em 2003, começa a produzir efeitos cerca de dez anos depois, justamente quando o primeiro grupo de beneficiários completa um período satisfatório de ensino, do fundamental e médio.&nbsp;</p><p><p>Famílias negras</p></p><p>Segundo ela, a melhoria dos indicadores de educação nesse período é mais significativa entre famílias de renda mais baixa, em especial, as negras.</p><p>“É aqui que a população negra começa a apresentar melhores indicadores, melhor performance em educação. Então, a política pega um grupo que estava excluído e bota esse grupo para dentro do diálogo do desenvolvimento humano. Isso acontece a partir de 2016 de forma ascendente.”</p><p>A especialista ressalta que&nbsp;não existe alternativa para a melhoria do desenvolvimento brasileiro sem incluir a população negra na agenda de políticas públicas. O mesmo vale para as mulheres. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil, a desigualdade de raça e a desigualdade de gênero.”</p><p><p>Saúde e renda</p></p><p>A coordenadora explicou que, dos subíndices, a política pública de saúde é a que mais produz resultados positivos para o país, com performance de “muito alto desenvolvimento” já em 2012 (0,829), em razão da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição de 1988. Mesmo assim, é o que apresenta crescimento mais lento, chegando a 0,860 em 2024.</p><p>Já o parâmetro da renda cresce em baixa e com baixa velocidade, de 0,732 em 2012, para 0,760 em 2024, no patamar de alto desenvolvimento.</p><p><p>Regiões metropolitanas</p></p><p>De acordo com os dados do Pnud, as regiões metropolitanas são os locais onde os brasileiros vivem melhor e puxam o IDHM do país para cima.</p><p>Alguns estados, sobretudo das regiões Sul e Sudeste, já têm IDH altíssimo, mas a média do Brasil é acompanhada por regiões metropolitanas que antes eram consideradas regiões da periferia brasileira.&nbsp;</p><p>Como exemplo, Betina cita a Grande Teresina, no Piauí, com índices muito altos de desenvolvimento humano: 0,809.</p><p>“Esses territórios que antes puxavam a média Brasil para baixo, porque não acompanhavam o ritmo de crescimento, agora são unidades que ajudam o país a alcançar a média ‘muito alta’.”</p><p>Entre os nove estados da Região Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam o IDH muito alto. “Isso é algo inédito nos trabalhos que nós realizamos no Pnud.”</p><p><ul>\n <li><b>Veja a lista</b></li>\n <li>Natal - 0822</li>\n <li>Aracaju - 0,809</li>\n <li>Grande Teresina - 0,809</li>\n <li>Recife - 0,806</li>\n <li>São Luís - 0,806</li>\n <li>Salvador - 0,803</li>\n <li>João Pessoa - 0,803</li>\n</ul></p><p><p>Negação</p></p><p>Para o Pnud, nos anos de 2020 a 2022, o país enfrentou uma crise sistêmica devido à pandemia de covid-19. Em 2021, o IDHM do país chegou a 0,757. A especialista pondera que o mais preocupante para o Brasil foi a negativa de que esse colapso iria produzir efeitos negativos sobre o desenvolvimento.</p><p>“Essa negação e esse não envolvimento rápido com a criação de políticas públicas que combatam crises sistêmicas, isso é muito grave”, explicou. “Ainda não nos recuperamos aqui, em termos de esperança de vida, do baque da covid-19”, acrescentou.</p><p>Nesse aspecto, a mortalidade infantil é o indicador que mais preocupa o Pnud e que está atrelado a políticas públicas que precisam de uma resposta rápida. “E não houve no país uma resposta suficientemente rápida no sentido dos impactos da covid-19.”</p><p>Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Oposição vai a Alcolumbre para tentar frear fim da escala 6x1 no Senado",
  "description" : "Bolsonaristas e empresários apelam por alteração do texto, o que na prática deve atrasar a promulgação da proposta; presidente do Senado tem mantido mistério sobre como lidará com a PEC",
  "body" : "<p><p>BRASÍLIA - Parlamentares de oposição conversaram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca de apoio para incluir a criação do regime de remuneração baseado em horas trabalhadas na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1. Na prática, tal ação pode travar as discussões na Casa, impedindo a votação antes da eleição, como deseja o governo do presidente Lula (PT).</p>\n<p><br></p>\n<p>Os parlamentares bolsonaristas procuraram o presidente do Senado, na semana passada, diante de uma expectativa que eles têm de derrota na Câmara. Espera-se que os deputados aprovem a PEC em plenário na próxima quinta-feira (28), sem contemplar a proposta da oposição e com um período de transição que vai de 2 a 14 meses para a redução de jornada, considerado curto demais para setores da direita e do empresariado.</p>\n<p><br></p>\n<p>Segundo interlocutores, Alcolumbre sinalizou positivamente à oposição. O presidente do Senado pontuou a necessidade de um debate amplo também na Casa, narram congressistas que participaram do diálogo.&nbsp;<span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Procurado desde esta segunda-feira (25), Alcolumbre não se manifestou até a publicação desta reportagem.</span></p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776100978963_2025_08_07_auto_upload_2852350.png\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\"> Alcolumbre tem sido assediado por setores descontentes com a PEC do fim da escala 6x1.</span> <span class=\"img-credit\">Andressa Anholete/Agencia Senado</span></figcaption></figure><p><p>O governo considera imprevisível a forma como Alcolumbre lidará com o texto. A relação do chefe do Legislativo com o Planalto está ruim desde a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), no final de abril.</p>\n<p><br></p>\n<p>O temor de governistas é que Alcolumbre atrapalhe o andamento da proposta, mesmo diante do apelo popular ao fim da escala 6x1. O senador não concorre à reeleição neste ano e poderia \"matar no peito\" e travar a PEC, assim como travou a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do banco Master.</p>\n<p><br></p>\n<p>O presidente do Senado tem interesse ainda em angariar apoio da oposição em uma eventual tentativa de reeleição ao comando da Casa, em 2027.</p>\n<p><br></p>\n<p>Dessa forma, Alcolumbre tem sido assediado por setores descontentes com a proposta desenhada e prestes a ser aprovada na Câmara. Um grupo de empresários também conversa com o presidente do Senado nesta terça-feira (26) em busca de alterações, visando um período maior de transição.</p>\n<p><br></p>\n<p>Na semana passada, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6x1 é legítima, porém \"inoportuna e eleitoreira\", e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas.</p>\n<p><br></p>\n<p>Nos bastidores, a oposição considera como melhor cenário deixar a análise da PEC para depois de outubro, tirando de Lula esse trunfo eleitoral. Em último caso, tentar impor um período de transição mais longo para a validade do fim da 6x1 e a redução de jornada de 44 para 40 horas semanais.</p>\n<p><br></p>\n<p>O texto da Câmara prevê duas etapas de transição. Primeiro, 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada semanal máxima passará de 44 horas para 42 horas. As duas horas restantes serão reduzidas 12 meses depois, levando a jornada semanal para 40 horas.</p>\n<p><br></p>\n<p>O governo analisa os cenários com calma. Questionados sobre a ofensiva da oposição para incluir o novo regime de remuneração por horas e a tentativa de adiar a votação no Senado, integrantes do governo a par das discussões do fim da escala 6x1 preveem ganhos políticos em ambos os cenários.</p>\n<p><br></p>\n<p>Se o Congresso aprovar, Lula terá a maior parte dos louros da conquista trabalhista. Se o Legislativo emperrar a discussão, o PT terá uma plataforma de campanha, reeditando o mote \"Senado inimigo do povo\".</p>\n<p><br></p>\n<p>A cúpula da Câmara deseja que a discussão no Senado seja encerrada em até um mês, mesmo período usado pelos deputados. Alcolumbre deve enviar a PEC para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas também pode pedir sessões de debate em outros colegiados, como a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Isso poderia atrasar a tramitação.</p>\n<p><br></p>\n<p>Se aprovada na CCJ, Alcolumbre ainda precisaria pautar a PEC no plenário. Enquanto na Câmara é necessário o voto favorável de 308 dos 513 deputados, no Senado é preciso o apoio de 49 dos 81 senadores.</p>\n<p><br></p>\n<p>No caso da PEC, o governo acompanha tudo com atenção, porque esse tipo de projeto não requer sanção presidencial. Ou seja, Lula precisaria aceitar o texto que sair do Congresso, sem possibilidade de exclusão de trechos.</p>\n<p><br></p>\n<p>Uma vez aprovada a PEC com as regras gerais para o fim da escala 6x1 e a redução de jornada, a Câmara dará início à tramitação do projeto de lei enviado pelo governo com o mesmo tema. A ideia é aproveitar o texto do Planalto para regulamentar a mudança para categorias específicas que já trabalham em regime diferenciado, como profissionais da saúde e da segurança pública.</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Fim da escala 6X1: 40h, transição de 14 meses, sem redução salarial; principais pontos",
  "description" : "Texto acena com medidas para pequenas empresas se adaptarem à mudança; votação em comissão especial e na Câmara deve ocorrer ainda nesta semana",
  "body" : "<p><p><span>BRASÍLIA -&nbsp;</span><span>O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) divulgou nesta segunda-feira (25) seu relatório para as duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que acabam com a escala 6X1. O texto estabelece, por exemplo, carga semanal máxima de 40 horas, em uma transição que durará 14 meses e vedação de redução salarial. O relatório foi lido nesta segunda em comissão especial na Câmara. A expectativa é que seja votado no colegiado e no plenário ainda nesta semana.</span></p>\n<br>\n<span>O texto conta com o aval do governo <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" rel=\"\" target=\"_self\">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (PT) e é um meio termo entre as regras atuais e o conteúdo original das duas PECs que tramitam na <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/camara-dos-deputados\" rel=\"\" target=\"_self\">Câmara</a>, de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP).</span>\n<br>\n<br>\n<span>O projeto contém nove artigos. Prates reafirmou que regras específicas serão tratadas em leis específicas. Após passar pela Câmara, precisará ser aprovado pelo <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/senado-federal\" rel=\"\" target=\"_self\">Senado</a>.</span>\n<br>\n<br>\n<span>Veja os principais pontos do relatório de Leo Prates às PECs do fim da jornada 6x1.</span></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779737401362_camar.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Relatório do fim da escala 6x1 foi lido em comissão especial na Câmara dos Deputados.</span> <span class=\"img-credit\">Vinicius Loures/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p><p>Carga horária semanal</p></p><p><p><span>O relatório estabelece um limite de 8 horas diárias e uma carga horária semanal máxima de 40 horas. A quantidade é um meio termo entre a carga atual – hoje, a Constituição define o máximo de 44 – e os textos originais das PECs da Câmara, que estabeleciam 36 horas.</span><br><br><span>As 40 horas também seguem o defendido pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enviou um projeto de lei sugerindo essa carga. Continuará facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante&nbsp;</span><span>acordo ou convenção coletiva de trabalho, tal como é hoje.</span><br><br><span>As categorias que já contam com menos de 40 horas semanais não terão redução proporcional de sua carga horária.</span><br></p></p><p><p>Folga remunerada</p></p><p><p><span>O texto prevê dois dias de folga remunerada por semana para os trabalhadores, não necessariamente em dias consecutivos, sendo um \"preferencialmente aos domingos\". Atualmente, a Constituição determina o \"repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos\".</span><br><br><span>Convenções ou acordos coletivos poderão, no entanto, estabelecer um regime compensatório para assegurar, na média, dois dias de repouso semanal dentro do mês, sendo obrigatória ao menos uma folga por semana.</span></p></p><p><p>Sem redução salarial</p></p><p><p><span>Um dos artigos do relatório determina que a diminuição da carga será \"sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou qualquer outra espécie\". Esse é um dos pontos mais criticados pela classe empresarial, que afirma que a medida causará impacto para seus caixas. A irredutibilidade salarial também se aplica aos pisos salariais.</span></p></p><p><p>Transição</p></p><p><p><span>A proposta define um período de transição de 14 meses para entrar plenamente em vigor após a promulgação. Haverá uma redução inicial de 2 horas semanais após 60 dias da promulgação da PEC. Passados mais 12 meses, serão reduzidas mais 2 horas semanais, alcançando o limite de 40h semanais.</span><br><br><span>Nesse período, será permitido o aumento da duração diária do trabalho para a distribuição das horas semanais.</span></p></p><p><p>Negociação por remuneração</p></p><p><p><span>O texto determina que as regras de duração e controle da jornada não valerão para trabalhadores com ensino superior e que recebam acima de dois tetos e meio de benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), hoje em R$ 21.188,87. O controle só será feito por \"liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho\". Essa regra não será aplicada a funcionários públicos ou empregados de empresas estatais.</span></p></p><p><p>Convenções coletivas</p></p><p><p><span>Convenções coletivas entre empresas e trabalhadores devem ser atualizadas 60 dias após a promulgação da proposta de emenda à Constituição.</span></p></p><p><p><b>MEIs e microempresas</b><br></p></p><p><p><span>Outro artigo afirma que uma lei complementar \"poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, de mitigação dos impactos\" para os microempreendedores individuais (MEIs), para as microempresas e as para as empresas de pequeno porte.</span></p></p><p><p>Contratos públicos</p></p><p><p><span>O parecer prevê que contratos já firmados pela administração pública que dependam diretamente de mão de obra, como serviços terceirizados de limpeza, vigilância e manutenção, terão de passar por aditivos contratuais para recompor o equilíbrio econômico-financeiro após a redução da jornada de trabalho. Na prática, a medida permitirá a revisão de valores e condições dos contratos para compensar eventuais custos extras das empresas com a contratação de novos funcionários ou reorganização de escalas. O texto estabelece prazo de até 12 meses após a promulgação da emenda para que essa adaptação seja formalizada.</span></p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "body" : "<p>SÃO PAULO - O governo liberou nesta segunda-feira (25) o dinheiro de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.&nbsp;\n<br>A nova rodada de pagamentos estava prevista para terça-feira (26), mas foi antecipada em um dia pelo governo federal. Ao todo, cerca de R$ 8,5 bilhões serão liberados para aproximadamente 10,5 milhões de pessoas que ainda tinham parte do saldo retida após a demissão por causa de empréstimos de antecipação do benefício.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779722728973_fgts.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">A nova rodada de pagamentos do FGTS foi antecipada em um dia pelo governo federal.</span> <span class=\"img-credit\">Joédson Alves/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Segundo a Caixa, cerca de 88% dos trabalhadores têm conta cadastrada no aplicativo FGTS e receberão os valores automaticamente na conta informada. Para incluir ou alterar os dados bancários, é necessário acessar o aplicativo FGTS e selecionar a opção \"Conta bancária para saque do seu FGTS\".</p><p>Quem não tiver conta cadastrada poderá sacar os valores presencialmente nos canais de atendimento da Caixa, como casas lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui e agências, até 1º de junho de 2026. Os saques podem ser feitos com Cartão Cidadão e senha, por biometria ou com a senha do cidadão nos terminais de autoatendimento. Para valores superiores a R$ 3.000, o saque deverá ser feito exclusivamente nas agências da Caixa.</p><p>Em 2025, o governo já havia autorizado os valores para trabalhadores demitidos que aderiram ao saque-aniversário. No entanto, parte do dinheiro continuou bloqueada porque a Caixa Econômica Federal entendia que era necessário manter uma retenção maior para garantir o pagamento de empréstimos futuros, ligados à antecipação das parcelas anuais do FGTS. O governo federal, por sua vez, defendia que o bloqueio deveria ser menor e conseguiu liberar os recursos restantes por meio de uma medida provisória.</p><p><p>O que é o saque-aniversário do FGTS?</p></p><p>É uma modalidade criada em 2019, que passou a valer em 2020, na qual o trabalhador pode sacar parte do saldo uma vez por ano. Para isso, no entanto, ele abre mão do saque-rescisão e, se for demitido sem justa causa, recebe só a multa de 40% e não tem liberado o saldo total que está em sua conta do fundo.</p><p>O governo, no entanto, abriu uma exceção para permitir que trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025 pudessem sacar o saldo.</p><p>O início do período de retirada dos valores do saque-aniversário começa no primeiro dia útil do mês de aniversário e dura três meses, acabando no último dia útil do segundo mês após o seu aniversário. Por exemplo, se a pessoa faz aniversário em janeiro, ela pode sacar parte do FGTS entre o primeiro dia útil de janeiro e o último dia útil de março.</p><p><p>O que é o FGTS e como funciona?</p></p><p>O dinheiro do Fundo de Garantia é depositado mensalmente pelo empregador no caso dos funcionários com contratação por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O montante corresponde a 8% do salário.</p><p>Em cada empresa que o trabalhador é registrado, uma nova conta é aberta. Para consultar quanto há disponível, o trabalhador pode acessar o aplicativo do FGTS.</p><p>O saque total do fundo é liberado em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria, doenças graves ou morte do titular.</p><p>Parte dos seus recursos é usada pelo governo para programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Transição na escala 6x1 terá redução de 2h de jornada em 2026 e 2h em 2027",
  "description" : "Relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) será analisado nesta segunda (25) pela comissão especial que analisa a proposta; ideia é votar no plenário até quinta-feira (28)",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (25) que o governo aceitou estabelecer uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Segundo os termos acertados, 60 dias após promulgação da proposta haverá uma redução de 2 horas, até 42 horas. As últimas duas horas seriam reduzidas 12 meses depois, o que, pelo cronograma, ocorreria em 2027.</p><p>Para ser aprovado na Câmara, o texto precisa passar na comissão especial e, depois, receber pelo menos 308 votos no plenário, em dois turnos. Depois, a proposta segue para o Senado, onde precisa de, no mínimo, 49 votos.</p><p>Participaram do anúncio os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e José Guimarães (Relações Institucionais), além do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e do presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP).</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779720191261_leo.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Leo Prattes apresenta relatório sobre a PEC do fim da escala 6x1 nesta segunda (25).</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Spada/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>Na entrevista, Motta afirmou que também serão garantidos na PEC dois dias de folga por semana, sem redução salarial.</p><p>Marinho, por sua vez, citou o alinhamento fechado entre governo e Câmara e afirmou que o relator redigiria os termos.</p><p>\"Dois dias de folga na semana, ou seja, fim das 6x1, aprovado dali 60 dias. E a redução da jornada de trabalho, 42 horas, como disse o presidente, 60 dias e 40h depois de um ano decorrido da publicação dessa emenda\", disse o ministro, que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que dê celeridade à PEC assim que o texto for aprovado pelos deputados.</p><p>O ministro também disse ter certeza de que a redução da jornada não pararia em 40 horas semanais. \"Nós vamos também, assim como outros países já fizeram, tem vários países que já estão abaixo de 40 horas\", disse.</p><p>A comissão especial que analisa o mérito da PEC que acaba com a escala 6x1 se reúne a partir das 17 horas desta segunda-feira para debater o relatório de Prates.</p><p>A expectativa é que haja pedido de vista do parecer de Prates, que seria votado na comissão especial na quinta-feira (28) e levado a plenário no mesmo dia.</p><p>Bandeira de Lula em sua busca pela reeleição, a PEC da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 também deve ser explorada por Motta em sua campanha e na tentativa de eleger o pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como senador pela Paraíba.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Lula e Motta acertam transição de um ano para fim da escala 6x1",
  "description" : "Redução da jornada semanal começará 60 dias após promulgação de lei e será concluída um ano depois; acordo ocorreu em reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados e Lula nesta segunda (25)",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de seis dias trabalhados para um de folga, a chamada PEC 6x1, terá transição de um ano para a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação.</p><p>Motta se reuniu a sós com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda (25), no Palácio do Planalto, para selar o acordo em torno da PEC, e fez o anúncio ao lado dos ministros da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho. O parecer será divulgado para a comissão especial da Câmara às 17h pelo relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779719021797_motta.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Hugo Motta deu entrevista ao lado de ministros do governo Lula</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Spada/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>Lula e Motta vêm defendendo o fim da escala 6x1 com uma redução de jornada de 44 para 40 horas semanais, sem possibilidade de corte de salário. O impasse girava em torno de um período de transição para a redução da jornada. O petista insistia em uma redução imediata, enquanto o presidente da Câmara era a favor de um período para que as empresas se adaptassem as novas regras.</p><p>O governo atua no Congresso para que o fim da escala 6x1 passe a valer na véspera da eleição de outubro, garantindo mais um trunfo para o presidente disputar a reeleição. Leo Prates defendia um período entre 120 e 180 dias para a proposta entrar em vigor, dando tempo para o Congresso votar um projeto de lei regulamentando o tratamento de categorias específicas.</p><p>Outro ponto que estava em debate era um \"alívio\" para os empregadores, ao permitir que, durante o período de transição, as horas extras até completar 44 horas por semana fossem pagas sem os encargos trabalhistas, como adicional por hora extra, 13º e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).</p><p>O relator da PEC, Leo Prates, também defendia que os funcionários com salário superior a R$ 16.951,10 (equivalente a dois tetos da Previdência Social) não tenham mais limite de jornada de trabalho ou escala – ou seja, possam trabalhar mais de 44 horas semanais. Isso, afirmou ele, estimularia a contratação de trabalhadores com maiores salários com carteira assinada (CLT) e não como PJs (pessoas jurídicas).</p><p>Seriam afetados, no entanto, também os trabalhadores atualmente contratados como celetistas e que recebem salários acima dessa faixa. Os servidores públicos seriam excluídos dessa regra e continuariam com controle de jornada como já é atualmente, além de uma redução das horas semanais de 44 para 40.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "INSS começa a pagar 2ª parcela do 13º; veja calendário",
  "description" : "Valores serão liberados junto com o benefício mensal de aposentadoria ou pensão e podem ter desconto do IR",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começam a receber a segunda parcela do 13º nesta segunda-feira (25) junto com a renda mensal. O valor é depositado na conta do beneficiário conforme o número final do benefício da Previdência Social, sem considerar o dígito verificador.</p><p>O calendário de depósitos segue esse número. Recebe primeiro quem tem aposentadoria ou pensão no valor do salário mínimo. Benefícios maiores vêm depois. A primeira parcela foi paga em abril. O montante deve beneficiar 35,2 milhões de segurados e injetar R$ 78,268 bilhões na economia.</p><p><p>Veja o calendário de pagamento do 13º do INSS em 2026</p></p><p>Para benefícios iguais ao salário mínimo, primeira e segunda parcelas</p><p><ul>\n <li><b>Final do benefício - Segunda parcela</b></li>\n <li><b>1 -</b> 25 de maio</li>\n <li><b>2 - </b>26 de maio</li>\n <li><b>3 -</b> 27 de maio</li>\n <li><b>4 - </b>28 de maio</li>\n <li><b>5 - </b>29 de maio</li>\n <li><b>6 - </b>1º de junho</li>\n <li><b>7 - </b>2 de junho</li>\n <li><b>8 - </b>3 de junho</li>\n <li><b>9 - </b>5 de junho</li>\n <li><b>0 - </b>8 de junho</li>\n</ul></p><p>Para benefícios acima do salário mínimo, primeira e segunda parcelas</p><p><ul>\n <li><b>Final do benefício - Segunda parcela</b></li>\n <li><b>1 e 6 - </b>1º de junho</li>\n <li><b>2 e 7 - </b>2 de junho</li>\n <li><b>3 e 8 -</b> 3 de junho</li>\n <li><b>4 e 9 - </b>5 de junho</li>\n <li><b>5 e 0 - </b>8 de junho</li>\n</ul></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777560617907_2022_08_03_edificio_sede_do_inss_809156_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Sede do INSS: pagamento do 13º foi antecipado.</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p>Os valores foram antecipados pelo governo Lula para abril e maio conforme vem ocorrendo desde 2020, durante a pandemia de Covid-19.</p><p>Têm direito ao 13º todos que recebem aposentadoria, pensão e auxílios. A gratificação natalina não é paga nos casos de segurados beneficiados com BPC (Benefício de Prestação Continuada) e Renda Mensal Vitalícia.</p><p>Os pagamentos começam em 25 de maio e terminam em 8 de junho.</p><p><b>COMO FAZER A CONSULTA AO 13º DO INSS?</b></p><p>A consulta ao valor do benefício já está liberada no sistema do INSS. Ela é feita no aplicativo ou site Meu INSS. As informações estão no extrato do benefício previdenciário.</p><p>1 - Acesse o aplicativo ou site \n<a href=\"https://meu.inss.gov.br/\" rel=\"\" target=\"_self\">Meu INSS</a></p><p>2 - Faça login com sua conta do portal Gov.br, informando CPF e senha</p><p>3 - Clique na opção \"Extrato de Pagamento\"</p><p>4 - Selecione o mês de referência correspondente ao pagamento do 13º; neste caso, é abril</p><p>5 - O valor da gratificação (13º) aparecerá como uma parcela adicional</p><p>6 - Também é possível ver o valor do benefício mensal</p><p>7 - Em maio, quando houver desconto do IR para quem é obrigado a pagar, esse valor também estará disponível</p><p>Diferente do que ocorre na primeira parcela, cujo valor é exatamente a metade do benefício, a segunda tem desconto do Imposto de Renda. Neste ano, segurados que recebem até R$ 5.000 estão isentos do IR. Além disso, quem tem a partir de 65 anos tem direito a uma isenção extra do IR a partir do mês em que faz aniversário.</p><p>Quem se aposentou em janeiro deste ano ou já estava aposentado em anos anteriores recebeu, na primeira parcela, exatamente a metade do valor do benefício. Para quem se aposentou após fevereiro, o pagamento é proporcional aos meses de benefício. Neste caso, na segunda parcela, há ainda o desconto do IR, se houver o pagamento.</p><p>Segurados que recebem auxílio-doença também têm um cálculo proporcional do 13º, que leva em conta o número de meses em que a renda previdenciária será paga, já que se trata de um benefício temporário. Já quem se aposenta após o pagamento da primeira e da segunda parcela, recebe os valores proporcionais na competência de novembro.</p><p><b>ANTECIPAÇÃO DOS VALORES OCORRE DESDE GOVERNOS ANTERIORES</b></p><p>A antecipação dos valores do 13º foi anunciada pelo governo Lula em março. Ela ocorre desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, mas nem sempre foi assim. Os aposentados recebiam a gratificação no final do ano, como os demais trabalhadores.</p><p>No primeiro governo do presidente Lula, centrais sindicais e sindicatos de aposentados passaram a reivindicar a antecipação de ao menos uma parcela, que passou a ser feita todo ano no primeiro semestre, mas apenas após edição de decreto. A outra era paga no final do ano, na competência de novembro.</p><p>Houve atraso apenas em um momento, no segundo governo Dilma, quando a crise econômica estava instalada. Com a reforma da Previdência de 2019, a antecipação de ao menos uma parcela da gratificação virou lei e deveria ocorrer em junho, mas, com a pandemia, o governo Bolsonaro passou a pagar os valores em abril e maio.</p><p>O governo Lula manteve a regra de pagar o 13º em abril e maio e, desde então, vem liberando os valores de forma antecipada.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Lula e Motta preparam reunião na segunda (25) para definir fim da escala 6x1",
  "description" : "Encontro deve ocorrer antes de o relator apresentar o parecer da proposta; texto deve ser votado na comissão e em plenário na próxima semana",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente Lula (PT) deve se reunir nesta segunda-feira (25) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 – seis dias de trabalho e um de folga.</p><p>Há divergência entre o Planalto e setores do Legislativo, principalmente sobre a adoção de um período de transição na mudança da jornada de trabalho.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779547316842_motta.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Hugo Motta e Lula vão debater tópicos sobre projeto do fim da escala 6x1.</span> <span class=\"img-credit\">Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também deve participar da reunião com Lula e Motta. Há pressa para negociar as divergências, pois o relator da PEC, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o relatório na própria segunda. A expectativa é votar a proposta tanto na comissão especial quanto em plenário ainda na próxima semana.</p><p>Lula defende o fim da escala 6x1 com uma redução de jornada de 44 para 40 horas semanais, sem possibilidade de corte de salário e também sem período de transição. A PEC é uma das principais bandeiras do governo em tramitação no Legislativo para as eleições de outubro.</p><p>No centrão e na oposição, há um interesse difuso, com grupos defendendo propostas diferentes. Há grupos defendendo, por exemplo, um período de transição de dez anos. A aliados, o relator rejeitou qualquer possibilidade de aceitar um prazo tão longo.</p><p>Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo atua no Congresso para que o fim da escala 6x1 passe a valer na véspera da eleição de outubro, garantindo mais um trunfo para o presidente disputar a reeleição. Leo Prates defendia um período entre 120 e 180 dias para a proposta entrar em vigor, dando tempo para o Congresso votar um projeto de lei regulamentando o tratamento de categorias específicas.</p><p>O Planalto está ciente da necessidade de negociação. Pessoas a par das conversas apontam a possibilidade de um processo com início antes da eleição, mas finalizado somente em dois a três anos.</p><p>Outro ponto em discussão será um \"alívio\" para os empregadores, para permitir aos trabalhadores a redução da jornada sem corte de salário. Foi aventada a possibilidade de a hora cortada continuar sendo paga, mas não contabilizada para o pagamento de encargos trabalhistas, como férias, 13º salário ou FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).</p><p>Representantes do governo não aceitam mais compensações para os empregadores. Uma ala dos partidos de centro e de oposição tentou colocar na PEC uma espécie de nova desoneração da folha de pagamento, para compensar setores eventualmente impactados pela redução de jornada.</p><p>A conversa de Lula e Motta deve destravar as principais divergências em torno da proposta. Na sequência, espera-se que o presidente da Câmara convoque os líderes da Casa para uma conversa. A proposta precisa ser aprovada na comissão e em plenário, em dois turnos, nesta semana.</p><p>Parlamentares destacam a proximidade do feriado de Corpus Christi, em 4 de junho, como um fator de atenção. A Câmara deve ficar esvaziada. Depois, iniciam-se as festas juninas, período no qual os congressistas visitam suas bases eleitorais, principalmente as bancadas do Nordeste. Para a PEC ser promulgada, ela ainda precisa ser aprovada no Senado.</p><p>Por isso, o governo tem pressa para aprovar o assunto. Na Câmara, houve boa vontade de Motta, que abraçou a pauta. Já a relação do Planalto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segue abalada após a Casa rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "5 erros que podem fazer campanhas com influenciadores perderem força ao longo do tempo",
  "description" : "Entenda por que a falta de continuidade nas ações com creators pode enfraquecer a lembrança de marca e reduzir o impacto no consumidor",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779542216725_2026_05_23_edicasea_forma_como_a_marca_conduz_suas_campanhas_determina_diretamente_a_eficiencia_no_marketing_de_influencia_imagem_chay_tee_shutterstock_vt4j3ony1fh.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A forma como a marca conduz suas campanhas determina diretamente a eficiência no marketing de influência</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Chay_Tee | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O marketing de influência já faz parte da estratégia de comunicação de grande parte das marcas. No Brasil, 8 em cada 10 consumidores afirmam já ter comprado produtos recomendados por influenciadores digitais, segundo dados do IAB Brasil. Ainda assim, muitas empresas continuam cometendo erros que podem reduzir o impacto das campanhas ao longo do tempo — principalmente quando o assunto é continuidade.</p><p>O problema acontece porque muitas marcas concentram investimentos apenas em datas específicas, como Black Friday, Natal ou Dia dos Namorados, e depois desaparecem completamente das redes sociais dos creators por semanas ou até meses.</p><p>Para Miriam Shirley, presidente da BrandLovers, essa lógica pode enfraquecer a conexão construída com o público. “A influência não funciona apenas pela exposição imediata. Existe uma construção gradual de confiança e familiaridade entre creator , marca e audiência. Quando essa presença é interrompida, parte desse vínculo se perde”, afirma.</p><p>Dados da plataforma Creator Ads indicam que campanhas interrompidas podem registrar queda de até 35% na eficiência após cerca de seis semanas fora do ar. Além disso, os resultados tendem a demorar algumas semanas para se recuperar depois da retomada.</p><p>A própria tecnologia utilizada hoje nas campanhas ajuda a explicar esse comportamento. Plataformas de mídia para creators operam com sistemas que aprendem continuamente a partir da interação do público com os conteúdos — identificando padrões de interesse, comportamento e engajamento. Quando há longos períodos sem campanhas ativas, esse histórico perde força e a performance tende a cair temporariamente até que o sistema “reaprenda” novamente os sinais de audiência.</p><p>A seguir, confira os erros mais comuns que podem prejudicar campanhas com influenciadores — e como evitá-los!</p><h2>1. Apostar apenas em campanhas sazonais</h2><p>Um dos erros mais comuns é utilizar influenciadores apenas em períodos promocionais ou datas comemorativas. Apesar de essas ações gerarem picos de alcance, elas nem sempre são suficientes para manter a marca presente na memória do consumidor ao longo do ano.</p><p>A recorrência ajuda a fortalecer reconhecimento , confiança e intenção de compra. “Comunicação gera resultado por acúmulo. Quanto mais consistente é a presença da marca, maior tende a ser a familiaridade do público com ela”, explica Miriam Shirley.</p><h2>2. Trocar creators o tempo todo</h2><p>Outro comportamento comum é mudar constantemente os influenciadores utilizados nas campanhas. Embora testar novos perfis possa ser importante, a falta de continuidade pode dificultar a construção de associação entre creator e marca. Quando o público vê a mesma pessoa falando sobre determinado produto ou serviço de forma recorrente, a recomendação tende a parecer mais natural e autêntica.</p><p>Além disso, campanhas mais contínuas ajudam as plataformas de mídia a entender melhor quais perfis, formatos e audiências geram maior resposta para cada marca, aumentando a eficiência das entregas ao longo do tempo.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779542217060_2026_05_23_edicaseapesar_de_nem_sempre_gerarem_conversao_imediata_as_campanhas_com_influenciadores_fortalecem_a_lembranca_e_a_consideracao_de_marca_imagem_prostock_studio_shutterstock_8niwetp.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Apesar de nem sempre gerarem conversão imediata, as campanhas com influenciadores fortalecem a lembrança e a consideração de marca</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Prostock-studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>3. Esperar resultado imediato de todas as campanhas</h2><p>Nem sempre o consumidor compra na primeira vez em que vê um conteúdo com influenciador. Em muitos casos, a decisão acontece de forma gradual. Uma pesquisa da YouPix em parceria com a Nielsen mostrou que 67% das pessoas pesquisam mais sobre um produto depois de vê-lo com um creator , enquanto 40% guardam o nome da marca para comprar futuramente. Isso significa que campanhas de influência também ajudam na construção de lembrança e consideração de marca — e não apenas na conversão imediata.</p><h2>4. Interromper totalmente a comunicação</h2><p>Longos períodos sem ativações podem enfraquecer o efeito acumulado da comunicação. Esse comportamento tem relação com um conceito conhecido no marketing como “ Adstock “, que explica como os efeitos da publicidade permanecem ativos na memória do consumidor por um tempo, mas se dissipam gradualmente sem reforço contínuo.</p><p>Na prática, isso significa que campanhas constantes tendem a manter a marca mais presente no dia a dia do público. Além disso, ajudam algoritmos e sistemas de distribuição de mídia a manterem o histórico de aprendizado ativo, favorecendo campanhas mais eficientes e previsíveis.</p><h2>5. Não acompanhar os resultados de forma integrada</h2><p>Muitas empresas ainda operam campanhas com creators de forma fragmentada, separando planejamento, execução e mensuração em diferentes processos. No entanto, isso dificulta análises mais consistentes e favorece ações isoladas, sem continuidade estratégica.</p><p>Nos últimos anos, ferramentas especializadas passaram a integrar dados de creators , mídia e performance em uma única operação, permitindo acompanhar resultados em tempo real e entender quais conteúdos realmente contribuem para awareness , consideração e intenção de compra.</p><p>A tendência do mercado, segundo Miriam Shirley, é que o marketing de influência passe a ser tratado cada vez mais como um canal permanente de mídia. “O mercado já entendeu que creators funcionam. Agora, o desafio é construir estratégias mais consistentes e sustentáveis no longo prazo”, conclui.</p><p>Por Rodrigo Sérvulo</p>",
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  "title" : "Idosos e Imposto de Renda: veja quando aposentados precisam fazer a declaração",
  "description" : "Faixas de isenção, benefícios previdenciários e doenças graves influenciam as regras do IR",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779470229160_2026_05_22_edicasea_obrigatoriedade_de_aposentados_e_pensionistas_declararem_o_imposto_de_renda_depende_do_valor_recebido_e_das_regras_vigentes_da_receita_federal_imagem_new_africa_shutterstock_b40xjl3vn.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A obrigatoriedade de aposentados e pensionistas declararem o Imposto de Renda depende do valor recebido e das regras vigentes da Receita Federal</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: New Africa | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Apesar da crença de que pessoas idosas não precisam prestar contas à Receita Federal, os benefícios previdenciários continuam sendo considerados rendimentos tributáveis. Assim, para idosos e pensionistas, a necessidade de entregar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) depende do valor recebido e do enquadramento nas regras vigentes do Fisco.</p><p>A legislação atual prevê uma faixa extra de isenção para contribuintes com 65 anos ou mais, aplicada exclusivamente aos valores recebidos por aposentadoria , pensão, reforma e reserva remunerada. O limite mensal dessa parcela isenta é de R$ 1.903,98, o que corresponde a R$ 24.751,74 por ano, incluindo o 13º salário, e passa a valer a partir do mês em que o contribuinte completa 65 anos.</p><p>Caso os rendimentos ultrapassem esse teto, a diferença poderá sofrer tributação normalmente. Receitas provenientes de aluguel, aplicações financeiras ou outras atividades também entram no cálculo do imposto e não fazem parte dessa vantagem fiscal.</p><h2>Benefícios de mais de uma fonte precisam de atenção redobrada</h2><p>Contribuintes que recebem benefícios de mais de uma fonte pagadora precisam ter atenção redobrada no preenchimento da declaração. “O contribuinte não soma múltiplas faixas de isenção por receber mais de uma aposentadoria ou pensão. O valor permitido pela Receita permanece único e precisa ser informado corretamente no sistema para evitar inconsistências”, destaca Juliana Rocha, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera.&nbsp;</p><p>Ela também lembra que o programa da Receita Federal tem campos específicos para considerar automaticamente a parcela isenta e os valores relacionados ao 13º salário dos contribuintes acima de 65 anos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779470229409_2026_05_22_edicaseha_situacoes_em_que_aposentados_podem_deixar_de_pagar_imposto_integralmente_imagem_wichayada_suwanachun_shutterstock_d4kpdr5ticd.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Há situações em que aposentados podem deixar de pagar imposto integralmente</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: wichayada suwanachun | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Casos que garantem isenção total do Imposto de Renda</h2><p>Além da faixa extra de isenção, existem situações em que aposentados podem deixar de pagar imposto integralmente. Uma delas ocorre quando a renda anual está dentro do limite geral de isenção previsto para 2026: rendimentos tributáveis até R$ 35.584.</p><p>Outra possibilidade envolve pessoas diagnosticadas com doenças graves previstas em lei, como câncer, cardiopatia grave, doença de Parkinson e HIV. Nesses casos, mediante comprovação médica, o benefício previdenciário pode ficar totalmente livre da cobrança do Imposto de Renda, independentemente do valor recebido.</p><h2>Obrigatoriedade da declaração em casos de bens e direitos</h2><p>Vale lembrar que a obrigatoriedade da declaração não se limita apenas aos rendimentos. Contribuintes também devem prestar contas se possuírem bens e direitos acima de R$ 800 mil ou rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil. Portanto, mesmo aposentados e pensionistas que se enquadram na faixa de isenção podem ser obrigados a declarar por outros critérios patrimoniais.</p><p>Por Letícia Zuim Gonzalez</p>",
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  "title" : "Imposto de Renda: Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história",
  "description" : "Consulta ao primeiro lote de pagamento deste ano pode ser feita a partir desta sexta-feira (22); cerca de 8,7 milhões de contribuintes receberão R$ 16 bilhões",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779438592473_impos.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">O primeiro lote de 2026 representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano.</span> <span class=\"img-credit\">Marcello Casal Jr./Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p><strong>BRASÍLIA - A <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/receita-federal\" rel=\"\" target=\"_self\">Receita Federal</a> libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/imposto-de-renda\" rel=\"\" target=\"_self\">Imposto de Renda</a> da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.</strong><img src=\"https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1690240&amp;o=node\"><img src=\"https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1690240&amp;o=node\"></p>\n<p><br></p>\n<p>Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.</p>\n<p>O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.</p>\n<p><br></p>\n<p><strong>Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.</strong></p>\n<p><br></p>\n<p>As restituições estão distribuídas da seguinte forma:</p>\n<ul>\n <li>4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);</li>\n <li>2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);</li>\n <li>1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);</li>\n <li>256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);</li>\n <li>222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).</li>\n</ul>\n<p><strong>Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.</strong></p>\n<p><strong><br></strong></p>\n<p>A consulta pode ser feita na <a href=\"https://www.gov.br/receitafederal/pt-br\" target=\"_blank\">página da Receita Federal</a> na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.</p>\n<p><br></p>\n<p><strong>O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes.</strong> Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.</p></p><p><p>Pagamento</p></p><p><p><strong>O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda.</strong> Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no <a href=\"https://cav.receita.fazenda.gov.br/\" target=\"_blank\">Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte</a> (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.</p>\n<p><br></p>\n<p><strong>Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.</strong> Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do <a href=\"https://www.bb.com.br/irp\" target=\"_blank\">Portal BB</a> ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).</p>\n<p><br></p>\n<p>Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo \"Solicitar restituição não resgatada na rede bancária\".</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Governo atua para que fim da escala 6x1 passe a valer na véspera da eleição",
  "description" : "Relator deve estabelecer prazo de 90 dias para que medida entre em vigor, o que pode mudar jornadas a partir de setembro ou outubro",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O governo Lula (PT) atua no Congresso para que o fim da escala 6x1, com a previsão de duas folgas semanais remuneradas para os trabalhadores, passe a valer na véspera da eleição de outubro, garantindo mais um trunfo para o presidente disputar a reeleição.</p><p>O tema é tratado na Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de seis dias de trabalho para apenas um de folga, a chamada PEC 6x1.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779392324828_17786813726a04861cccee2_1778681372_3x2_md.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Presidente da Câmara, Hugo Motta, fecha acordo com governo Lula para votar redução da jornada de trabalho.</span> <span class=\"img-credit\">Douglas Gomes/Divulgação</span></figcaption></figure><p>O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), defendia um período entre 120 e 180 dias para a proposta entrar em vigor. O prazo seria usado para que o Congresso vote um projeto de lei regulamentando o tratamento de categorias específicas, como os profissionais da saúde e segurança pública, das micro e pequenas empresas e de contratos públicos.</p><p>Ministros se reuniram com Prates e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao longo da semana para argumentar por um prazo menor. Três parlamentares envolvidos na discussão dizem que o mais provável hoje é que o prazo no relatório seja de 90 dias.</p><p>Esses três meses serviriam para que as empresas adaptem suas escalas às duas folgas semanais. Atualmente, a Constituição estabelece apenas um dia de folga remunerado por semana, o que permite que categorias como funcionários de call centers e do comércio tenham escalas de seis dias de trabalho com apenas um dia de folga. A PEC determinará duas folgas remuneradas, uma preferencialmente no domingo.</p><p>Os empresários criticam a proposta e afirmam que aumentará os custos, com repasse nos preços de produtos e serviços para a população. O Congresso deve autorizar na PEC que o cumprimento da jornada possa ser negociado entre sindicatos de trabalhadores e as empresas, para permitir maior adaptação.</p><p>O governo planeja que a Câmara aprove a PEC na próxima semana e encaminhe para o Senado Federal ainda em maio. A partir daí, a estratégia é pressionar os senadores a acelerarem a discussão para que seja concluída em junho ou julho, antes do início das campanhas eleitorais.</p><p>Um entrave a esse cronograma mais acelerado é o afastamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do presidente Lula desde a indicação e rejeição de Jorge Messias para vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).</p><p>O senador tem dito a integrantes da base que não travará uma proposta com tanto apelo popular, mas aliados dele na oposição se dividem. Parte afirma que Alcolumbre vai jogar a discussão para após o período eleitoral, ao indicar um senador que não é candidato em outubro como relator. Outra parte diz que ele votará o texto, mas cobrará caro do governo por esse apoio.</p><p>Se o plano governista de aprovar a proposta no Senado em julho der certo, as duas folgas diárias para trabalhadores celetistas terão início entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial. Se conseguir votar antes, ainda em junho, os dois dias de descanso podem começar no fim de setembro, a dias do primeiro turno das eleições (em 4 de outubro).</p><p>A proposta também reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas. Neste ponto, no entanto, há um embate entre o governo e os deputados da base aliada sobre o período de transição.</p><p>O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, insiste no corte imediato para 40 horas após a PEC entrar em vigor (em 90 dias).</p><p>Motta, o relator e os deputados da base aliada afirmam que o prazo é inviável para que as empresas se adaptem diante da necessidade de ajustar escalas, contratar mais funcionários e amenizar o impacto dos custos. A tese mais forte é escalonar a redução para 40 horas ao longo de quatro anos.</p><p>O impasse em torno da transição entre as 44h e as 40h semanais adiou a apresentação do parecer de Prates desta quarta (20) para a próxima segunda-feira (25). O relator, Motta e o governo vão conversar ao longo do fim de semana para fechar uma posição de consenso. A ideia é votar na quinta-feira (28).</p><p>Desagradou aos deputados, contudo, a campanha de sindicatos, militantes e partidos de esquerda contra emendas apresentadas por deputados de centro-direita à PEC. O conteúdo foi formulado por frentes parlamentares patrocinadas por empresas, como a bancada ruralista.</p><p>As emendas propunham limitar as categorias beneficiadas com a redução de jornada, cortar benefícios trabalhistas, como o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), e dar mais força aos acordos individuais, feitos diretamente entre um trabalhador e a empresa.</p><p>Os deputados que assinaram as emendas viraram alvo de ataques nas redes sociais. Páginas de esquerda publicaram uma lista com os nomes, sob o título de \"inimigos dos trabalhadores\", e os acusando de trabalhar contra a redução da jornada e pela manutenção da escala 6x1. Os perfis oficiais deles também receberam uma enxurrada de comentários com críticas.</p><p>O movimento fez com que líderes das bancadas do MDB, Republicanos, PSD, Podemos, União Brasil, PP, PSDB e Cidadania divulgassem uma nota conjunta afirmando que pediriam a Motta a retirada das emendas de tramitação, \"a fim de evitar distorções que comprometam a clareza do debate e a compreensão da proposta\".</p><p>Nos bastidores, no entanto, o clima entre os partidos da base aliada e o governo ficou pesado. Parlamentares dizem que o Palácio do Planalto tenta reeditar a campanha de \"Congresso inimigo do povo\", utilizada pelo PT ano passado para pressionar pela aprovação de propostas como a taxação de rendas superiores a R$ 50 mil, e que essa atuação pode provocar desgastes no futuro.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Da automação à estratégia: como a IA se tornou indispensável na rotina empresarial",
  "description" : "Tecnologia deixou de ser aposta futurista e já impacta processos, decisões e competitividade das empresas brasileiras",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779376620703_2026_05_21_edicaseempresas_que_usam_inteligencia_artificial_crescem_mais_rapido_e_erram_menos_imagem_dc_studio_shutterstock_hmdh.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Empresas que usam inteligência artificial crescem mais rápido e erram menos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: DC Studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Um estudo global conduzido pela IBM (International Business Machines) no relatório AI in Action 2024 mostrou que dois terços das empresas líderes relataram aumento de receita superior a 25% após incorporarem IA (inteligência artificial) em suas operações. O levantamento envolveu 2.000 organizações e destaca que 85% dos líderes seguem um roadmap bem definido para adoção de IA, enquanto 72% mantêm alinhamento claro entre liderança executiva e time de TI (tecnologia da informação).&nbsp;</p><p>Luiz Santos, empreendedor responsável pela Unnichat, plataforma de CRM e automações via API oficial do WhatsApp, acompanha de perto essa revolução tecnológica. Ele traz à tona exemplos práticos de empresas que deixaram de tratar IA como novidade para vê-la como componente essencial de crescimento. “Empresas que usam IA com propósito crescem mais rápido, erram menos, escalam melhor”, afirma. Sua experiência em automação e marketing digital confere autoridade para entender tanto potenciais quanto riscos da adoção de IA.</p><h2>Dados organizados são fundamentais para resultados</h2><p>A transformação promovida pela IA vai além de automatizar tarefas repetitivas. Ela envolve análise preditiva, recomendações personalizadas , geração de conteúdo, otimização de logística, detecção de fraudes e suporte à governança de dados. Com isso, gestores passam a contar com insights que permitem decisões mais ágeis, orientadas por dados e centradas no cliente.</p><p>Um ponto destacado por Luiz Santos é a importância da base de dados bem estruturada e da governança de informações para que a IA seja realmente eficiente. Ele conta que “não adianta investir em modelos complexos se os dados estão desorganizados e sem clareza de propósito”.</p><p>Segundo o estudo da IBM, as organizações líderes priorizam precisamente esses elementos: estratégia clara, infraestrutura adequada e alinhamento entre negócio e tecnologia. Além disso, o relatório identifica os casos de uso mais comuns entre quem está na vanguarda: experiência do cliente, operações de TI, assistentes virtuais e cibersegurança. Esses usos mostram que a IA já está operando em múltiplas frentes, não ficando restrita a projetos-piloto.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779376621005_2026_05_21_edicaserelatorio_aponta_que_muitas_organizacoes_ainda_tem_dificuldade_em_quantificar_ganhos_ou_definir_objetivos_claros_com_o_uso_de_ia_imagem_dc_studio_shutterstock_bo3jz2rnyj4.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Relatório aponta que muitas organizações ainda têm dificuldade em quantificar ganhos ou definir objetivos claros com o uso de IA</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: DC Studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Cultura organizacional e métricas ainda desafiam a adoção da IA</h2><p>Para Luiz Santos, a barreira principal para muitas empresas não é a tecnologia, e sim a cultura. Ele observa que é preciso mudar mentalidades para ver a IA como parceira do humano , não como substituta. Em suas palavras, “a IA libera o tempo do time para o que realmente importa: criar, inovar, resolver problemas complexos, não só executar tarefas mecânicas”. Esse deslocamento de foco interno gera impacto direto nos resultados.</p><p>Outro desafio importante está em mensurar o retorno real. O relatório da IBM aponta que muitas organizações ainda têm dificuldade em quantificar ganhos ou definir objetivos claros. Luiz Santos recomenda metas específicas desde o início do uso da IA, com acompanhamento contínuo. Ele enfatiza que resultados concretos, como aumento de receita, redução de custos e melhoria de qualidade, justificam os investimentos.</p><h2>IA se consolida como diferencial estratégico</h2><p>Em um cenário no qual competição e inovação andam lado a lado, a inteligência artificial se firmou como diferencial estratégico. As empresas que já adotaram IA de forma madura ou estão no caminho para isso demonstram que não se trata mais de uso isolado, mas de transformação geral de processos, cultura e modelo de negócio. A pergunta passa a não ser se a IA vai mudar sua empresa, mas quando e quanto tempo mais você vai esperar para abraçá-la.</p><p>Por Eluan Carlos</p>",
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  "title" : "Andrade Gutierrez pede nova recuperação extrajudicial com dívida de R$ 3,4 bi",
  "description" : "Empresa alegou paralisação de obras em Gana e República Dominicana como fatores prejudiciais ao fluxo de caixa; empreiteira havia firmado acordo com credores fora do âmbito judicial em 2022",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - As empresas do grupo Andrade Gutierrez protocolaram um pedido de recuperação extrajudicial na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. Um dos principais alvos da Operação Lava Jato, o conglomerado apresentou dívidas avaliadas em R$ 3,4 bilhões à Justiça. Segundo documento apresentado pela companhia, o pedido já foi aceito por mais de 70% dos credores, percentual mínimo necessário para a homologação judicial.</p><p>No documento entregue à Justiça, a companhia informou que acumulou prejuízo de mais de R$ 2 bilhões desde 2022, quando fez seu primeiro acordo fora da tutela do Judiciário.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779309323636_andrade_gutierrez.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Andrade Gutierrez informou que acumulou prejuízo de mais de R$ 2 bilhões desde 2022.</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução</span></figcaption></figure><p>A companhia avaliou que as medidas de reestruturação adotadas em 2022 foram exitosas, mas que \"novas adversidades significativas (...) impactaram negativamente a capacidade de pagamento das requerentes com relação às dívidas que se busca reestruturar nesta Recuperação Extrajudicial.\"</p><p>Um fator crucial, dentre as adversidades citadas no plano, foi a interrupção de obras da companhia. Em dezembro de 2024, 47% da carteira de projetos do grupo estava paralisada ou postergada, o que afetou seu fluxo de caixa.</p><p>Dois projetos foram citados. O primeiro trata da construção e revitalização de uma rodovia de mais de 63 km de extensão no leste de Gana, um projeto que representava cerca de 15% da carteira do grupo, no valor de R$ 1,4 bilhão, suspenso por inadimplência do governo. Já o segundo, que representa cerca de 32% da carteira do grupo, no valor de R$ 3,2 bilhões, é sobre a postergação da construção da Usina Hidrelétrica Las Placetas, na República Dominicana.</p><p>Também são citados fatores como a valorização do dólar, sobretudo em 2024, o que aumentou \"expressamente\" o custo das dívidas em moeda estrangeira da empresa; e a elevação da taxa de juros no Brasil – a Selic passou 2% ao ano, em 2022, para 15%, em dezembro de 2025.</p><p>O conglomerado dividiu o pedido em dois planos de reestruturação. O primeiro, com a maior parte do passivo, é formado por empresas no Brasil: AGE (Andrade Gutierrez Investimentos em Engenharia), AGCS (Andrade Gutierrez Construções e Serviços SA) e AGIE (Andrade Gutierrez International SA). O outro é com créditos da AGINT, Zagope e Inzag, fundos com títulos emitidos pela companhia fora do país.</p><p>Prestes a completar 80 anos, a companhia virou uma das grandes empreiteiras do país, ao lado de Camargo Corrêa, OAS (atual grupo Metha) e Odebrecht (atual Novonor). Além de ajudar a construir o país, essas empresas expandiram suas atuações para outros continentes, como África e Ásia, mas sucumbiram com a Operação Lava Jato, o que causou um baque na construção brasileira.</p><p>No documento para reestruturação, a Andrade Gutierrez destaca seu legado no país. A empresa participou da construção da primeira linha de metrô do país, em São Paulo, e de diversas rodovias importantes, como a Anhanguera-Bandeirantes e a Presidente Castelo Branco. Também participou da construção do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais; das usinas hidrelétricas de Itaipu, Belo Monte e Santo Antônio. E participou da construção do Parque Olímpico, para os Jogos Olímpicos de 2016, disputados no Rio de Janeiro.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Tendências que surgem na China podem mudar rapidamente o jogo para quem vende online",
  "description" : "Movimentos observados em uma das maiores feiras de negócios do mundo mostram como vendedores precisam agir mais rápido para acompanhar mudanças no consumo",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779300981988_2026_05_20_edicasecom_mais_opcoes_disponiveis_o_consumidor_passa_a_pesar_nao_so_preco_mas_tambem_a_agilidade_e_a_eficiencia_do_servico_imagem_aerogondo2_shutterstock_fg7mqgegm4.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Com mais opções disponíveis, o consumidor passa a pesar não só preço, mas também a agilidade e a eficiência do serviço</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: aerogondo2 | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O que começa na China costuma chegar ao Brasil mais rápido do que muitos vendedores imaginam. No comércio eletrônico, isso significa menos tempo para reagir, ajustar produtos e acompanhar o que o consumidor está buscando. O tema ganhou força após a edição mais recente da Canton Fair, feira internacional realizada em Guangzhou e conhecida por antecipar tendências de consumo, tecnologia e varejo que depois se espalham pelo mundo.</p><p>Para Hugo Vasconcelos, especialista em vendas online e sócio-fundador da Pronix, empresa especializada em educação e estratégias para vendedores que atuam em marketplaces, acompanhar esses movimentos deixou de ser algo opcional para quem vende pela internet. “Hoje as tendências se espalham muito rápido. Um produto que começa a ganhar força lá fora pode aparecer no Brasil em poucas semanas. Quem demora para perceber isso acaba perdendo espaço para concorrentes mais atentos”, explica.</p><h2>Novidades chegam mais rápido ao consumidor</h2><p>Uma das principais mudanças observadas é a velocidade com que novos produtos entram no mercado. Se antes certos movimentos levavam meses para chegar ao Brasil, agora esse intervalo está cada vez menor. Isso aumenta a pressão sobre vendedores, principalmente aqueles que trabalham com marketplaces, nos quais a concorrência costuma reagir rapidamente.</p><p>Segundo Hugo Vasconcelos, não basta apenas acompanhar preços . “O consumidor busca novidade, praticidade e boa experiência de compra. Muitas vezes, ele escolhe não apenas pelo menor valor, mas pela percepção de inovação e conveniência”, afirma.</p><h2>Produtos parecidos aumentam disputa por preço</h2><p>Outro movimento observado é a oferta crescente de produtos semelhantes, o que tende a intensificar a concorrência. Quando muitos vendedores oferecem praticamente a mesma coisa, a disputa costuma migrar para preço, o que pode reduzir margens e dificultar a rentabilidade. Por isso, estratégias como montar kits, oferecer combinações de produtos ou apostar em diferenciais na apresentação podem ajudar a tornar a oferta mais atrativa.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779300982500_2026_05_20_edicaseprazo_de_entrega_atendimento_e_organizacao_da_operacao_podem_ser_mais_decisivos_que_o_preco_na_hora_de_garantir_a_venda_imagem_prostock_studio_shutterstock_80an5jpya.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Prazo de entrega, atendimento e organização da operação podem ser mais decisivos que o preço na hora de garantir a venda</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Prostock-studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Entrega e atendimento também pesam na decisão</h2><p>Com mais opções disponíveis, o consumidor também se torna mais exigente com prazo de entrega e atendimento. Uma operação desorganizada pode comprometer vendas mesmo quando o preço é competitivo. “Não adianta ter um bom anúncio se a experiência depois da compra decepciona. Entrega rápida, comunicação clara e atendimento eficiente fazem diferença”, diz.</p><h2>Antecipar tendências pode gerar vantagem</h2><p>Para quem vende online, acompanhar movimentos internacionais pode ajudar a identificar oportunidades antes que determinados produtos se tornem saturados. Isso permite preparar estoque, ajustar campanhas e entender melhor o comportamento do consumidor. “O erro mais comum é esperar a tendência ficar óbvia. Quando isso acontece, normalmente a concorrência já chegou primeiro”, conclui Hugo Vasconcelos.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Imposto de Renda: 5 dicas para evitar multas e restrições no CPF",
  "description" : "Veja quais são os prazos,\npenalidades e cuidados para não ter problemas com a Receita Federal",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779290181841_2026_05_20_edicaseorganizacao_dos_documentos_e_conferencia_das_informacoes_sao_essenciais_para_evitar_transtornos_na_declaracao_do_imposto_de_renda_imagem_blossom_stock_studio_shutterstock_eizij2s.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Organização dos documentos e conferência das informações são essenciais para evitar transtornos na declaração do Imposto de Renda</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Blossom Stock Studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>À medida que o prazo da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 se aproxima do fim, cresce também a preocupação de contribuintes que ainda não acertaram as contas com a Receita Federal. A declaração deve ser enviada até 29 de maio, e deixar para a última hora pode aumentar o risco de complicações, já que a prorrogação costuma ocorrer apenas em situações excepcionais, como desastres de grande escala.</p><p>De acordo com o advogado tributarista Pedro Céglio, do Granito Boneli Advogados, quem perder o prazo está sujeito à aplicação imediata de multa e pode ter o CPF classificado como “Pendente de Regularização”. “Essa situação pode gerar dificuldades para contratar empréstimos, emitir passaporte, participar de concursos públicos e até movimentar contas bancárias”, explica.</p><h2>Medidas simples para evitar multas e restrições no CPF</h2><p>Para evitar atrasos e penalidades no Imposto de Renda 2026, o especialista recomenda algumas medidas práticas, como:</p><p><ul>\n <li>Utilizar a declaração pré-preenchida para agilizar o envio;</li>\n <li>Manter documentos e comprovantes organizados ao longo do ano;</li>\n <li>Revisar atentamente todas as informações antes da transmissão;</li>\n <li>Não omitir rendimentos, inclusive os de dependentes;</li>\n <li>Em caso de dúvida, enviar a declaração dentro do prazo e fazer a retificação posteriormente, se necessário.</li>\n</ul></p><h2>Como funciona a multa por atraso?</h2><p>A multa por atraso corresponde a 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, mesmo que ele já tenha sido pago. O valor mínimo é de R$ 165,74 e pode chegar a até 20% do total apurado. Pedro Céglio destaca que a penalidade também se aplica a contribuintes sem imposto a pagar. “Quem é obrigado a declarar e perde o prazo precisa pagar, ao menos, a multa mínima. Se houver restituição, o valor é descontado automaticamente. Já quem não está obrigado a declarar não sofre penalidade”, esclarece o advogado.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779290182127_2026_05_20_edicasealguns_erros_simples_na_declaracao_podem_levar_a_malha_fina_e_gerar_pendencias_com_a_receita_federal_imagem_fizkes_shutterstock_92uiki4n.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Alguns erros simples na declaração podem levar à malha fina e gerar pendências com a Receita Federal</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Falhas que aumentam o risco de pendências</h2><p>Entre os erros mais comuns que levam à malha fina, estão a omissão de rendimentos, a inclusão de despesas médicas sem comprovação e divergências entre as informações declaradas e os dados enviados por empresas e instituições financeiras. “Devem declarar contribuintes com rendimentos tributáveis acima do limite legal, rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil ou patrimônio acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025″, acrescenta o advogado.</p><h2>Como regularizar a declaração em atraso</h2><p>Mesmo após o fim do prazo, ainda é possível regularizar a situação. “A declaração em atraso pode ser enviada pelo programa do IRPF ou pelo portal e-CAC. O sistema gera automaticamente a multa e o DARF, que devem ser pagos em até 30 dias para evitar juros adicionais”, orienta Pedro Céglio.</p><p>O acompanhamento da declaração também pode ser feito pelos canais oficiais da Receita Federal, como o portal e-CAC, o aplicativo “Meu Imposto de Renda” e o site do órgão. “Com organização e atenção aos prazos, é possível evitar transtornos e manter a situação fiscal regular”, finaliza.</p><p>Por Aline Telles</p>",
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  "title" : "Fabricante de brinquedos Estrela entra em recuperação judicial em meio a mudança digital",
  "description" : "Empresa fundada em 1937 é responsável por Banco Imobiliário, Genius e Autorama",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779273083899_banco.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Estrela criou o jogo de sucesso \"Banco Imobiliário\"</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p>A tradicional fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial, nesta quarta-feira (20), alegando necessidade de reestruturação do passivo do grupo, em meio à combinação de juros elevados, crédito mais restrito e mudanças no consumo infantil, cada vez mais pressionado por plataformas digitais e jogos online.</p><p>Em fato relevante divulgado ao mercado, a empresa afirmou que manterá as operações industriais, comerciais e administrativas durante o processo.</p><p>Fundada em 1937, a Estrela atravessou décadas como uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional de brinquedos e ajudou a moldar o imaginário infantil de diferentes gerações de brasileiros.</p><p>A empresa começou como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e se transformou, ao longo do século 20, em um dos maiores símbolos do setor no país. Foi também uma das primeiras companhias brasileiras a abrir capital, em 1944.</p><p>Ao longo de sua trajetória, a Estrela lançou produtos que se tornaram praticamente sinônimos de categorias inteiras no mercado brasileiro, como o Banco Imobiliário, criado nos anos 1940, o Autorama, nos anos 1960, e o Genius, apresentado nos anos 1980 como o primeiro brinquedo eletrônico do país.</p><p>A companhia também marcou época com brinquedos como Falcon, Comandos em Ação, Susi, Topo Gigio, Aquaplay, Fofolete, Ferrorama, Super Massa e bonecas como Gui Gui, Mãezinha e Moranguinho. Em diferentes momentos, a fabricante apostou em licenças de personagens de TV, cultura pop e até influenciadores digitais para tentar acompanhar mudanças de comportamento das crianças.</p><p>Nos anos 2000 e 2010, a buscou modernizar clássicos, incorporando tecnologia a jogos tradicionais e ampliando a atuação em brinquedos colecionáveis e licenciados. Ainda assim, a companhia enfrentou dificuldades para competir com produtos importados baratos e, mais recentemente, com o avanço dos jogos digitais, redes sociais e plataformas de entretenimento online.</p><p>Hoje, a Estrela mantém escritório central em São Paulo e fábricas no interior paulista, em Minas Gerais e Sergipe.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Programa financia carro para motoristas de app e taxistas",
  "description" : "Linha de crédito vai oferecer juros mais baixos na compra do veículo zero",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775076842474_2020_06_05_taxistas_fizeram_um_cortejo_em_homenagem_ao_colega_sandro_andresio_de_alvarenga_258475_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Motoristas de táxi terão direito ao Benefício Emergencial Taxista</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução | TV Gazeta</span></figcaption></figure><p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (19), em São Paulo, a medida provisória que cria o Move Aplicativos, iniciativa que faz parte do programa Move Brasil, que vai oferecer linhas especiais de financiamento para compra de carros novos a juros mais baixos para motoristas de aplicativos e taxistas.&nbsp;</p><p>“Um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72 meses, vai permitir que vocês paguem R$ 3 mil de financiamento”, explicou Lula.&nbsp;</p><p>“Muitas vezes um companheiro que trabalha de Uber prefere alugar o carro porque a manutenção é muito cara. Mas com o carro novo, a manutenção vai ser mais rara. E o que vai acontecer é que você estará pagando metade do que você pagava e com um patrimônio que será seu. Esse dinheiro vai sobrar para o seu filho, para a sua mulher e para a sua filha. Ele será extraordinariamente vantajoso para vocês”, acrescentou.</p><p>O presidente Lula também assinou a medida provisória que reduz as exigências e os requisitos necessários para o trabalho de mototaxistas e motoboys.&nbsp;</p><p>“A medida provisória vai acabar com a obrigatoriedade do curso do motofrete, com a obrigatoriedade da placa vermelha e com a obrigatoriedade do mínimo de 20 anos para trabalhar como motofrete”, explicou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.</p><p>O Move Aplicativos será voltado para taxistas registrados, ativos e com regularidade fiscal, e para motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos um ano e com, no mínimo, 100 corridas pelo mesmo período, na mesma plataforma.</p><p>A nova linha de crédito vai oferecer até R$ 30 bilhões para os motoristas, com condições especiais para financiamento de veículos novos e sustentáveis.&nbsp;</p><p>Os recursos, segundo o governo federal, vão ser repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai operacionalizar o programa.</p><p>“Nossa estimativa é que em torno de 1,4 milhão de trabalhadores vão poder acessar o programa. As empresas de aplicativos vão nos passar o cadastro e demonstrar que esse motorista trabalhou pelo menos um ano e que ele fez pelo menos 100 corridas. E daí esse motorista poderá então participar desse empréstimo. Os táxis serão a mesma coisa”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.</p><p>Os carros novos poderão custar até R$ 150 mil e precisa ser de montadora habilitada no programa e enquadrado como sustentável, podendo ser flex, elétrico ou híbrido a etanol.&nbsp;</p><p>Os valores das taxas de juros e prazos ainda vão ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda esta semana.</p><p>Segundo Mercadante, as montadoras que vão participar do programa também precisarão atender a algumas exigências, como o preço do veículo, que terá que ser abaixo da tabela.&nbsp;</p><p>A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros, disse Mercadante.</p><p>“A taxa de juros [para o financiamento] vai ser de 12,6% ao ano para homens. Para mulheres, será de 11,5%, e elas também vão poder financiar equipamentos de segurança”, anunciou Mercadante.</p><p>De acordo com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o programa “é um pacote de pai para filho” e vai oferecer também seis meses de carência para os motoristas.&nbsp;</p><p>“Você pega um carro agora e só vai pagar a primeira parcela daqui a seis meses. E terá 72 meses para pagar [o financiamento]”, explicou.</p><p>Essa nova linha de financiamento, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa, estará disponível a partir do dia 19 de junho.</p><p>“Quem, eventualmente, financiar R$ 100 mil para comprar um carro, pagaria hoje em torno de R$ 4,2 mil de locação. Mas financiando o seu carro próprio em 72 meses, a parcela paga ficará em torno de R$ 2,5 mil. Se ele comprar um carro financiado de R$ 149 mil, com esse financiamento de 72 meses e carência de seis meses, ele vai pagar em torno de R$ 3.850 mil de prestação, enquanto a locação desse carro seria em torno de R$ 6 mil. Ou seja, ele vai pagar de prestação ao longo de 72 meses a metade do que pagaria de locação hoje”, disse o ministro.</p><p>Para se habilitar, o motorista precisa preencher um cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, será informado se poderá participar do programa.&nbsp;</p><p><p>Outras medidas</p></p><p>Segundo Boulos, o governo federal também planeja criar outras medidas para beneficiar motoristas de aplicativos, especialmente os mototaxistas e motoboys.&nbsp;</p><p>Entre as medidas está a criação de 100 pontos de apoio para motoristas de aplicativos, equipados com banheiros, áreas de descanso e pontos de carregamento de celulares.&nbsp;</p><p>Outra medida que o governo pretende adotar, segundo Boulos, é incorporar como acidente de trabalho os acidentes ocorridos com motoristas de aplicativos.</p><p>“Infelizmente é muito frequente o acidente com moto nas grandes cidades e hoje isso é tratado como acidente comum. A partir dessa nova definição, que foi tomada e assinada pelo SUS, todas as UPAs e prontos socorros do país vão estar orientados a colocar o prontuário desse acidente como acidente de trabalho, para que você possa buscar o seu direito pela justiça”, explicou Boulos.</p><p>Em discurso durante o lançamento do programa, o presidente Lula anunciou que o governo federal está planejando criar também um programa de financiamento para os mototaxistas e motoboys.&nbsp;</p><p>“Conversamos com várias empresas aqui, mas ainda não foi possível a gente acertar o ponto. As motos aqui no Brasil são mais caras. Mas eu ainda sonho em poder dar aos motoqueiros deste país o direito de comprar uma moto boa, de qualidade, e com preço mais acessível financiado pelo governo”, afirmou.</p><p>O evento, na Casa de Portugal, reuniu ministros, sindicalistas, presidentes de bancos e de entidades patronais como Febraban e Anfavea, além de ex-ministros e pré-candidatos às eleições.&nbsp;</p><p>Também esteve presente ao evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a primeira-dama, Janja da Silva,&nbsp;e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi bastante aplaudido pelo público presente.</p><h2><p>Leia Mais Sobre o Caso&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "body" : "<p>BRASÍLIA - Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/espirito-santo\" rel=\"\" target=\"_self\"> Espírito Santo</a>.\n<br>No caso do Espírito Santo, deverão ser beneficiados consumidores dos municípios que fazem parte da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (\n<span class=\"T286Pc\" data-sfc-cp=\"\" jsaction=\"\" jscontroller=\"fly6D\" data-sfc-root=\"c\" jsuid=\"kThTDc_h\" data-sfc-cb=\"\" data-complete=\"true\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif;  font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);\">Sudene</span>):&nbsp;Boa Esperança, Conceição da Barra, Jaguaré, Montanha, Mucurici, Pedro Canário, São Mateus, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Ibiraçu, João Neiva, Linhares, Marilândia, Pancas, São Roque do Canaã,&nbsp;\n<span class=\"T286Pc\" data-sfc-cp=\"\" jsaction=\"\" jscontroller=\"fly6D\" data-sfc-root=\"c\" jsuid=\"kThTDc_10\" data-sfc-cb=\"\" data-complete=\"true\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif;  font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);\"><span class=\"N9Q8Lc\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif;  font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);\">Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Barra de São Francisco, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Mantenópolis, Nova Venécia, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, Santa Teresa, São Domingos do Norte, Sooretama e Vila Pavão.</span></span></p><p>Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.</p><p>O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779223360808_torre.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Rede de distribuição de energia: desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%. </span> <span class=\"img-credit\">Tânia Rêgo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p>De onde vem</p></p><p>Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.</p><p>Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.</p><p>Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.</p><p>Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).</p><p><p>Como funcionará</p></p><p>A Aneel aprovou a metodologia de distribuição desses recursos entre as distribuidoras beneficiadas.</p><p>O critério busca equilibrar os efeitos dos descontos entre as concessionárias, levando em consideração o tamanho de cada mercado e os custos de energia em cada região.</p><p>Inicialmente, o governo estimava arrecadar até R$ 7,9 bilhões com a antecipação do UBP. No entanto, nem todas as geradoras aderiram ao acordo. Das 34 empresas elegíveis, 24 aceitaram antecipar os pagamentos, reduzindo a previsão final para cerca de R$ 5,5 bilhões.</p><p>O pagamento pelas hidrelétricas está previsto para julho. Depois disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informará à Aneel o valor efetivamente arrecadado.</p><p>Só então a agência definirá os percentuais preliminares de desconto nas contas de luz.</p><p>Percentuais previstos</p><p>A Aneel trabalha atualmente com três cenários possíveis de desconto médio nas tarifas:</p><p>• \n<b>arrecadação de R$ 4,5 bilhões: </b>redução média de 5,81%;</p><p>• \n<b>arrecadação de R$ 5 bilhões:</b> redução média de 5,16%;</p><p>• \n<b>arrecadação de R$ 5,5 bilhões:</b> redução média de 4,51%.</p><p>Segundo a agência, o percentual efetivo aplicado a cada distribuidora dependerá dos processos de reajuste tarifário ao longo do próximo ano.</p><p><p><span>Quem será beneficiado</span></p></p><p>A medida alcança consumidores atendidos por distribuidoras localizadas:</p><p>•&nbsp; nas regiões Norte e Nordeste</p><p>•&nbsp; no Mato Grosso</p><p>•&nbsp; em partes de Minas Gerais</p><p>•&nbsp; em partes do Espírito Santo</p><p>A política beneficia consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia.</p><p><p><span>Desconto antecipado</span></p></p><p>Algumas distribuidoras começaram a utilizar parte desses recursos antes mesmo da arrecadação definitiva. As concessionárias da Neoenergia na Bahia e da Equatorial no Amapá pediram a&nbsp;antecipação dos valores durante seus processos tarifários.</p><p>A Amazonas Energia também recebeu R$ 735 milhões da repactuação. Segundo a Aneel, o reajuste médio aprovado para os consumidores da distribuidora ficou em 6,58%. Sem esse aporte financeiro, a alta chegaria a 23,15%.</p><p>Outras empresas ainda aguardam a liberação dos recursos para aplicar os novos descontos tarifários. Entre elas estão Enel Ceará, Roraima Energia, Energisa Rondônia e Energisa Acre.</p><p><p><span>Objetivo da medida</span></p></p><p>A Aneel afirma que a política busca reduzir o peso da conta de luz em regiões que possuem custos operacionais maiores e menor número de consumidores em comparação com outras partes do país.</p><p>Essas localidades costumam depender mais de geração térmica e de sistemas isolados, o que encarece a produção e a distribuição de energia elétrica.</p><p>Segundo a agência, o efeito dos descontos será incorporado gradualmente aos reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras ao longo de 2026.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Brasileiro passa a buscar mais segurança e planejamento antes de fechar uma viagem",
  "description" : "O turista se tornou mais cauteloso nos últimos anos e, com isso, o atendimento consultivo voltou a ganhar força no setor",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779131811894_2026_05_18_edicaseviajar_deixou_de_ser_impulso_e_passou_a_exigir_mais_planejamento_atencao_e_escolhas_mais_seguras_antes_de_cada_decisao_imagem_prostock_studio_shutterstock_wfy5e6ui.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Viajar deixou de ser impulso e passou a exigir mais planejamento, atenção e escolhas mais seguras antes de cada decisão</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Prostock-studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O brasileiro continua querendo viajar, mas mudou a forma de planejar as férias. Depois de anos marcados por decisões impulsivas e excesso de estímulos nas redes sociais, o consumidor passou a pesquisar, comparar e buscar mais segurança antes de fechar uma viagem.</p><p>O movimento já é percebido pelo setor. Segundo levantamento da plataforma Opinion Box em parceria com a Serasa Experian, 77% dos brasileiros pretendem viajar em 2026, mas o planejamento financeiro aparece entre as principais preocupações dos consumidores. Na prática, isso significa um turista mais cauteloso e menos disposto a lidar com imprevistos.</p><h2>Planejamento financeiro em destaque</h2><p>Para Paulo Manuel, fundador e CEO da TZ Viagens e especialista no setor de turismo , o comportamento do consumidor mudou principalmente após uma sequência de instabilidades econômicas, aumento do custo das viagens e experiências negativas enfrentadas nos últimos anos.</p><p>“O consumidor ficou mais atento. Hoje ele quer entender exatamente o que está comprando, quais são as regras, o que está incluso e principalmente quer ter mais previsibilidade antes de tomar uma decisão”, afirma.</p><p>A preocupação financeira continua presente, mas agora aparece muito mais ligada à sensação de segurança do que necessariamente ao desejo de gastar menos. “As pessoas continuam viajando, mas não querem mais transformar férias em fonte de estresse. O cliente busca planejamento justamente para evitar surpresas, custos inesperados e problemas durante a viagem”, diz Paulo Manuel.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1779131812168_2026_05_18_edicasea_busca_por_seguranca_e_por_escolhas_certas_tem_impulsionado_a_procura_por_consultoria_personalizada_no_turismo_imagem_new_africa_shutterstock_3n185d9.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A busca por segurança e por escolhas certas tem impulsionado a procura por consultoria personalizada no turismo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: New Africa | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Crescimento do atendimento consultivo no turismo</h2><p>A mudança na forma de planejar férias também fortaleceu a procura por atendimento consultivo no turismo. Mesmo com o crescimento das plataformas digitais e do autoatendimento, muitos consumidores passaram a valorizar mais o suporte especializado na hora de organizar uma saída, principalmente diante do aumento das exigências, regras e detalhes envolvidos em viagens nacionais e internacionais.</p><p>“Muita gente ainda acredita que comprar viagem é só escolher passagem e hotel, mas hoje existe uma série de questões que o consumidor precisa considerar. Seguro viagem, documentação, regras migratórias, exigências sanitárias, vacinas obrigatórias em alguns destinos, conexões, horários, taxas, além da construção de um roteiro que realmente faça sentido para aquele perfil de viajante. Quando não existe orientação, a chance de erro aumenta muito”, explica o especialista.</p><p>A diferença de preço entre comprar sozinho pela internet e contar com uma consultoria especializada muitas vezes é pequena, mas o impacto na experiência pode ser enorme. O consumidor começou a perceber que, sozinho, ele pode acabar tomando decisões erradas por falta de informação. Às vezes escolhe um voo ruim, um roteiro incompatível com o perfil da viagem, deixa passar alguma regra importante ou acaba tendo custos extras que não estavam previstos. O atendimento consultivo voltou a ganhar força justamente porque reduz esse risco.</p><p>O excesso de informação disponível na internet também contribuiu para esse movimento. Em vez de facilitar, o grande volume de opções acabou gerando insegurança em parte dos consumidores. “O cliente chega muito mais informado e mais confuso. São milhares de informações, tarifas, regras e ofertas diferentes. O papel da consultoria é justamente transformar tudo isso em uma experiência mais clara, segura e personalizada”, diz Paulo Manuel.</p><h2>Novo cenário do turismo no Brasil</h2><p>O comportamento deve continuar ganhando força nos próximos anos, impulsionando um turismo menos ligado à impulsividade e mais conectado a planejamento , suporte e segurança na experiência.</p><p>O movimento também já aparece nos números do setor. De acordo com o levantamento da Amadeus apresentado durante a ABAV Expo 2025, o varejo de agências físicas registrou crescimento de aproximadamente 36,8% no Brasil, refletindo uma procura maior por atendimento especializado e suporte consultivo na hora de planejar viagens.</p><p>Por Clarissa Perillo</p>",
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  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1774915185876_midias_jpg_2018_12_10_calendar_660670_1920_5912116.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">A data é considerada feriado municipal em alguns locais, como as capitais São Paulo, Curitiba (PR) e Vitória (ES), com previsão legal para descanso remunerado</span> <span class=\"img-credit\">Pixabay | Tigerlily</span></figcaption></figure><p>O Corpus Christi, que será celebrado no dia 4 de junho, pode abrir espaço para mais uma folga prolongada neste ano, com a emenda na sexta. A data, no entanto, não é feriado nacional, mas ponto facultativo - o que muda as regras para trabalhadores.</p><p>De origem católica, a celebração religiosa foi instituída em 1264 pelo papa Urbano 4º e sempre cai numa quinta-feira, 60 dias após a Páscoa. O objetivo é celebrar o sacramento da Eucaristia que, segundo a doutrina católica, representa o corpo e o sangue de Jesus.</p><p>A data é considerada feriado municipal em alguns locais, como as capitais São Paulo, Curitiba (PR) e Vitória (ES), com previsão legal para descanso remunerado.</p><p>As regras para funcionamento, folgas e compensação no dia 4 de junho dependem da legislação local.</p><p>Segundo o advogado trabalhista Leandro Lopes Bastos, no caso de ponto facultativo, não há obrigatoriedade de dispensa. \"Se houver trabalho, não há pagamento em dobro, porque juridicamente não é feriado. Se a empresa dispensar o empregado, o dia é pago normalmente.\"</p><p>Já nas cidades em que o Corpus Christi é considerado feriado, o empregado escalado tem direito a pagamento em dobro ou folga compensatória (outro dia de descanso, na mesma semana, ou conforme acordo coletivo.</p><p><p><span>COMO FUNCIONAM OS FERIADOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS?</span></p></p><p>O artigo 70 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) proíbe o trabalho em feriados nacionais e religiosos, mas essa regra prevê exceções e deve ser interpretada com outras leis.</p><p>Setores considerados essenciais como saúde, transporte, segurança, indústria e serviços funerários podem manter atividades normalmente. Nesses casos, o direito à compensação também deve ser garantido.</p><p>Uma mudança nas regras para funcionamento do comércio e de serviços em feriados ainda está em transição. A portaria 3.665/2023 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê que empresas só possam abrir nessas datas com autorização em convenção coletiva firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. A medida, no entanto, teve a entrada em vigor adiada mais de uma vez e, atualmente, está prevista para começar a valer em 27 de maio.</p><p>Feriados municipais produzem os mesmos efeitos trabalhistas que os feriados nacionais, afirma o advogado. As empresas com atuação em diferentes cidades devem observar o local da prestação de serviços, e não apenas a sede. Nesses casos, é preciso seguir o calendário de cada município.</p><p><p><span>VEJA CALENDÁRIO DE FERIADOS NESTE ANO</span></p></p><p>No calendário de 2026, outras datas se destacam pela possibilidade de folgas prolongadas, como a Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro), todos em uma segunda-feira.</p><p>Já o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e o Natal (25 de dezembro), que caem em uma sexta-feira, também podem virar fins de semana prolongados.</p><p><b>Junho</b></p><p>- 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi - ponto facultativo</p><p><b>Setembro</b></p><p>- 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil - feriado nacional</p><p><b>Outubro</b></p><p>- 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida - feriado nacional</p><p><b>Novembro</b></p><p>- 2 de novembro (segunda-feira): Finados - feriado nacional</p><p>- 15 de novembro (domingo): Proclamação da República - feriado nacional</p><p>- 20 de novembro (sexta-feira): Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra - feriado nacional</p><p><b>Dezembro</b></p><p>- 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal - ponto facultativo após 14h</p><p>- 25 de dezembro (sexta-feira): Natal - feriado nacional</p><p>31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 - ponto facultativo após as 14h</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "description" : "Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro Daniel Vorcaro",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776100213028_2025_11_18_auto_upload_3016501.png\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Fachada do Banco Master </span> <span class=\"img-credit\">Banco Master/Divulgação</span></figcaption></figure><p>A Polícia Federal (PF) prendeu neste sábado (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro.&nbsp;</p><p>O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).&nbsp;Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.</p><p>Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos&nbsp;onde o hacker tentava entrar.</p><p>\"A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil\", disse a PF em nota.</p><p>Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.</p><p>Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro.&nbsp;</p><p>Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.&nbsp;</p><p>No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro.</p><p>“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.&nbsp;</p><p>A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro.</p><p>As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que&nbsp;foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima,&nbsp;dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.&nbsp;&nbsp;</p>",
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  "description" : "Segmentos industriais estimam que 10 atividades devem crescer menos de 4% em 2026 e duas terão retração",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776103800123_2023_07_06_os_tres_modelos_em_questao_sao_nas_versoes_topo_de_linha_possuem_airbags_frontais_e_laterais_1799468_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Setor automotivo é um dos impactados</span> <span class=\"img-credit\">Shutterstock</span></figcaption></figure><p>SÃO PAULO - A indústria de transformação prevê um agravamento da perda de espaço dos produtos nacionais no mercado brasileiro em 2026 e cobra do governo federal medidas mais duras de defesa comercial contra importações, sobretudo chinesas.</p><p>A coalizão atribui o cenário ao que chama de \"importações predatórias\" e à perda de competitividade sistêmica da indústria brasileira. De acordo com a entidade, o problema não é a importação em si, mas a entrada de produtos estrangeiros em condições consideradas desleais, muitas vezes beneficiados por subsídios, custos menores de produção e diferenças tributárias.</p><p>A preocupação da coalizão ocorre em meio ao contexto da derrubada, pelo governo Lula (PT), do imposto de importação sobre compras internacionais de pequeno valor, popularmente conhecido como \"taxa das blusinhas\". A medida desencadeou reação negativa do varejo nacional e mais pressão por parte da indústria brasileira, que alega desigualdade tributária no comércio eletrônico.</p><p>Segundo estimativa apresentada pela Coalizão Indústria em entrevista coletiva realizada na última terça-feira (12) em São Paulo, o déficit da balança comercial de manufaturados deve atingir US$ 146,4 bilhões em 2026, acima do saldo negativo de US$ 134 bilhões registrado em 2025, o que é preocupante dada a correlação histórica entre o desempenho da indústria de transformação e a expansão do PIB brasileiro.</p><p>\"O excedente da produção chinesa tem sido direcionado ao mercado global, encontrando espaço em países nos quais os mecanismos de defesa comercial não fazem frente ao ataque predatório\", afirma a entidade.</p><p>A Coalizão Indústria reúne entidades dos setores de aço, alimentos, automotivo, brinquedos, calçados, cimento, comércio exterior, construção civil, elétrico e eletrônico, farmacêutico, máquinas e equipamentos, têxtil e transformados em plástico. Juntos, os setores representados pela coalizão respondem por 44,8% do PIB industrial brasileiro, o equivalente a cerca de R$ 1,1 trilhão, além de 60,6% das exportações da indústria manufatureira, 48,6 milhões de empregos diretos e indiretos e R$ 500 bilhões em tributos pagos por ano.</p><p>De acordo com a entidade, dos 12 setores que a compõem, oito deverão registrar crescimento na produção abaixo de 4% em 2026 e dois deles terão retração. Em 2025, dos 12 setores, 6 registraram expansão abaixo de 4% e cinco sofreram retração.</p><p>\"A perspectiva de 2026 é sobreviver. Não é possível se a gente não conseguir competir de igual para igual\", afirmou Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). \"A indústria nacional não fica pedindo vantagens para ninguém. Mas precisamos que as condições de competitividade de fabricação aqui sejam iguais às dos concorrentes\", disse.</p><p>O grupo apresentou no evento um balanço negativo de 2025 e projeções pouco otimistas para 2026. Segundo a coalizão, o desempenho médio dos setores representados ficou em torno de 1,2% no ano passado, abaixo do crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. As entidades demonstraram preocupação também com a perda de participação da indústria brasileira na economia mundial.</p><p>\"A constatação é de que 2025 não foi bom e 2026 também não será\", disse Marco Polo de Mello Lopes, coordenador da Coalizão Indústria e presidente executivo do Instituto Aço Brasil, que afirmou também que as importações predatórias tomaram um terço do mercado brasileiro de aço em 2025.</p><p>Para 2026, a expectativa média da coalizão é de crescimento da produção industrial abaixo de 2%, enquanto as importações devem avançar aproximadamente 6%. \"Significa dizer que a indústria nacional não está conseguindo acompanhar o aumento do mercado interno, que está sendo ocupado pelas importações\", afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).</p><p>As entidades defendem o fortalecimento de instrumentos de defesa comercial, como medidas antidumping e salvaguardas contra importações consideradas desleais. Também cobram redução dos juros, controle das contas públicas e diminuição do chamado custo Brasil -- conjunto de entraves estruturais que encarecem a produção nacional, como carga tributária, burocracia, logística e energia.</p><p>José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), afirmou que os juros elevados têm comprometido investimentos, consumo e crescimento econômico.</p><p>\"Um quarto do que o Brasil gasta, algo entre 25% e 28%, é com pagamento de juros. Nós estamos com as empresas muito endividadas pagando esses juros altos e as famílias também muito endividadas, boa parcela dos brasileiros negativada, que não têm nem como consumir ou usar crédito para consumir\".</p><p>Para a coalizão, o desempenho da indústria de transformação tem ligação direta com o crescimento econômico do país. \"Nos últimos 76 anos, o PIB cresceu 32 vezes acima de 4%. Em 80% das vezes que o PIB cresceu acima de 4%, a indústria de transformação cresceu numa velocidade superior. Ou seja, nessas 32 vezes, sem dúvida nenhuma, foi a nossa indústria que fez esse crescimento acontecer\", afirmou Roriz.</p><p>Apesar das críticas ao cenário econômico, a coalizão afirma que os setores representados mantêm previsão de R$ 1,1 trilhão em investimentos entre 2026 e 2030.</p><p>Durante a coletiva, a entidade divulgou um \"manifesto pela aceleração do crescimento sustentado do Brasil\", defendendo que o país alcance um \"patamar de crescimento sustentado do PIB de, pelo menos, 3,5% ao ano\" nos próximos cinco anos sob pena de \"comprometer de maneira irreversível os próximos anos\".</p>",
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  "title" : "7 sinais de que até o descanso já entrou na lógica da performance",
  "description" : "Entenda como o excesso de estímulos e a busca por eficiência moldam comportamentos que vão além do trabalho e chegam à vida pessoal",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778872520588_wp_content_uploads_2026_05_mulher_trabalhando.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Entre aceleração constante e busca por validação, a vida passou a operar sob uma lógica em que até os intervalos são capturados pela urgência de produzir, registrar e otimizar (Imagem: anon_tae | Shutterstock)</span> <span class=\"img-credit\">Crédito:</span></figcaption></figure><p>Monitorar o sono. Transformar hobbies em renda. Ouvir podcasts em velocidade acelerada. Fazer pausas pensando em produtividade. Registrar experiências antes mesmo de vivê-las. Em algum momento, a lógica da performance deixou de ficar restrita ao trabalho e passou a atravessar praticamente todos os espaços da vida contemporânea.</p><p>O excesso já não aparece apenas no número de horas trabalhadas ou na quantidade de informação consumida diariamente. Ele também se manifesta na forma como as pessoas descansam, se relacionam, cuidam da saúde, constroem suas identidades e ocupam os espaços digitais.</p><p>Os números ajudam a traduzir essa sensação coletiva. Hoje, 32% dos brasileiros relatam sintomas de burnout, segundo levantamento da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR). Ao mesmo tempo, 63% dos trabalhadores associam o excesso de telas ao estresse e à ansiedade, segundo pesquisa da Fiter.</p><h2>Dificuldade de desacelerar e sensação de exaustão</h2><p>Para Humberto Cardoso, comunicador, organizador licenciado e curador do TEDxBlumenau, que terá “Excesso” como tema central na edição de 2026, existe uma mudança clara na forma como as pessoas passaram a se relacionar com o próprio tempo.</p><p>“A gente começou a perceber que até experiências que deveriam representar pausa passaram a ser atravessadas por uma lógica de performance. As pessoas monitoram sono, transformam hobbies em renda, sentem culpa ao descansar e vivem uma necessidade constante de otimizar a própria vida”, afirma.</p><p>Segundo o profissional, a sensação contemporânea de exaustão nasce da combinação entre hiperconectividade, excesso de estímulos e exposição permanente. A pressão para estar disponível, atualizado e relevante o tempo inteiro acabou ultrapassando o ambiente de trabalho e passou a ocupar também os espaços de descanso, lazer e autocuidado.</p><p>Essa dinâmica ajuda a explicar por que temas ligados à saúde mental, desaceleração, limites e hiperestimulação passaram a ocupar mais espaço nas conversas sobre comportamento nos últimos anos.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778872521057_2026_05_15_edicasepequenos_gestos_do_dia_a_dia_revelam_uma_dinamica_em_que_ate_o_descanso_e_atravessado_pela_necessidade_de_produtividade_imagem_goffkeinpro_shutterstock_ihgkit.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Pequenos gestos do dia a dia revelam uma dinâmica em que até o descanso é atravessado pela necessidade de produtividade</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: goffkein.pro | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Sinais de que a lógica da performance já atravessa a rotina</h2><p>Entre os comportamentos que ajudam a traduzir essa lógica contemporânea, Humberto Cardoso destaca alguns padrões cada vez mais comuns no cotidiano, como:</p><p><ul>\n <li>Sentir culpa ao descansar;</li>\n <li>Transformar hobbies em produtividade ou renda;</li>\n <li>Consumir conteúdo em velocidade acelerada;</li>\n <li>Monitorar constantemente sono, rotina e desempenho;</li>\n <li>Registrar experiências antes mesmo de vivê-las;</li>\n <li>Dificuldade de ficar offline ou indisponível;</li>\n <li>Sensação permanente de que nunca é suficiente.</li>\n</ul></p><p>Ao mesmo tempo, o excesso contemporâneo não aparece apenas de forma negativa. A valorização da brasilidade nas redes sociais e na cultura pop, por exemplo, também revela movimentos ligados à busca por pertencimento, intensidade e identidade coletiva.</p><p>Para Humberto Cardoso, o excesso muitas vezes fala menos sobre exagero e mais sobre carência, compensação e tentativa de preencher ausências contemporâneas. “Quando tudo precisa render, até o descanso deixa de ser descanso”, finaliza.</p><p>Por Paula Deodato</p>",
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  "title" : "A comunicação estratégica como ferramenta de reputação e conexão na era digital",
  "description" : "Veja como autenticidade, coerência e clareza influenciam a relação entre marcas e público nas redes sociais",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778861824809_2026_05_15_edicasea_comunicacao_estrategica_se_tornou_essencial_para_fortalecer_reputacoes_e_construir_conexoes_duradouras_no_digital_imagem_luechai_wanapapobsuk_shutterstock_x75nxlhw.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A comunicação estratégica se tornou essencial para fortalecer reputações e construir conexões duradouras no digital</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: luechai wanapapobsuk | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Em uma sociedade cada vez mais conectada, a comunicação deixou de ocupar apenas um papel operacional dentro das empresas e passou a influenciar diretamente reputações, relacionamentos e decisões. A velocidade das redes sociais transformou a maneira como marcas, profissionais e instituições se apresentam ao público, tornando indispensável a construção de uma comunicação estratégica baseada em autenticidade, clareza e confiança.</p><p>Para Rafael Oliveira, cientista político, historiador, jornalista e especialista em comunicação estratégica, o crescimento das plataformas digitais mudou completamente a forma como o público se relaciona com marcas e lideranças. Segundo ele, em meio ao excesso de informações, as pessoas passaram a valorizar conteúdos que transmitem verdade, identificação e proximidade. “Hoje, não basta apenas aparecer. O público quer clareza, coerência e autenticidade. A reputação é construída diariamente, principalmente no ambiente digital”, afirma.</p><h2>Presença digital exige autenticidade e coerência</h2><p>O crescimento acelerado das redes sociais ampliou significativamente a disputa pela atenção das pessoas. Em meio ao grande volume de conteúdos consumidos diariamente, mensagens superficiais ou excessivamente promocionais tendem a perder espaço para narrativas mais humanas e alinhadas aos valores do público. Nesse cenário, comunicar-se bem não significa apenas falar mais, mas construir presença de forma coerente e relevante.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778861825068_2026_05_15_edicasecada_interacao_no_ambiente_digital_contribui_para_fortalecer_ou_enfraquecer_a_credibilidade_e_moldar_a_forma_como_marcas_e_profissionais_sao_percebidos_imagem_chinnapong_shutterstock_nuqv6p3.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cada interação no ambiente digital contribui para fortalecer ou enfraquecer a credibilidade e moldar a forma como marcas e profissionais são percebidos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Chinnapong | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Reputação e posicionamento no ambiente digital</h2><p>A percepção sobre marcas e profissionais também passou a ser formada em tempo real. Cada posicionamento, publicação ou interação contribui para fortalecer ou enfraquecer a imagem construída no ambiente digital. Por isso, a consistência da mensagem se tornou um dos principais pilares da comunicação estratégica contemporânea. Quando existe alinhamento entre discurso, comportamento e propósito, a conexão com o público acontece de maneira mais natural e duradoura.</p><h2>A humanização como estratégia de conexão</h2><p>Outro aspecto importante é a humanização da comunicação. O público atual valoriza proximidade, transparência e identificação, especialmente nas redes sociais. Empresas e profissionais que conseguem compartilhar experiências, gerar informação útil e estabelecer diálogos mais próximos tendem a conquistar maior credibilidade e engajamento. Mais do que vender produtos ou serviços, tornou-se necessário criar vínculos genuínos com a audiência.</p><p>Nesse contexto,&nbsp;especialistas em estratégia de comunicação vêm ganhando destaque ao unir análise de comportamento, posicionamento e construção de imagem. A comunicação estratégica passou a ser vista não apenas como uma ferramenta de divulgação, mas como um elemento essencial para fortalecer reputações, consolidar autoridade e criar relações de confiança em um ambiente digital cada vez mais competitivo.</p><p>Por Amanda Iohn</p>",
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  "title" : "Anvisa mantém proibição a Ypê e determina plano para devolução gradual de produtos",
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  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778146070903_ype.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Anvisa matém veto ao uso, venda e fabricação de produtos Ypê </span> <span class=\"img-credit\">Reprodução / Instagram</span></figcaption></figure><p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta sexta-feira (15) manter o veto ao uso, venda e fabricação de detergentes, sabão líquido e desinfetantes da Ypê que têm lote terminando com o número 1. Os produtos são feitos em Amparo (SP).</p><p>A agência orienta que a população guarde os produtos e aguarde orientação da Ypê sobre o recolhimento dos lotes. A agência decidiu flexibilizar a ordem de recolhimento dos produtos que já foram vendidos. A Ypê irá apresentar um plano de mitigação de riscos e de recolhimento escalonado.</p><p>Como a Folha mostrou, a fabricante começou a reembolsar clientes que entraram em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), sem exigência de nota fiscal.</p><p>O presidente da Anvisa, Leandro Safatle disse que se mantém a \"inequívoca configuração de risco sanitário elevado, associado a falhas sistêmicas de boas práticas de fabricação\" da empresa.</p><p>A Anvisa ainda julgará, em outra reunião, o mérito do recurso da Ypê. O debate desta sexta (15) se limitou à retirada de uma suspensão automática das restrições que ocorre quando o recurso é apresentado.</p><p>Durante a votação, Safatle afirmou que a inspeção feita no fim de abril localizou \"deficiências estruturais e operacionais\" e incapacidade da empresa de cumprir regras da Anvisa. O conjunto das evidências mostram comprometimento sistêmico\", em vez de \"desvios pontuais\", afirmou.</p><p>O presidente da Anvisa disse que a Ypê foi alvo de medidas em 2008, 2024, 2025 e 2026 envolvendo possíveis falhas de controle de qualidade de lotes da empresa.</p><p>\"Não é a primeira vez que a Anvisa adota medidas contra a empresa. Demonstra que a agência atua de forma contínua e preventiva sempre que identifica possíveis riscos à saúde da população\".</p><p>Safatle disse que o contato com a bactéria Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções na pele, nos olhos e nos sistemas urinário e respiratório, \"especialmente em pessoas mais vulneráveis\".</p><p>Ainda disse que lotes contaminados não foram devidamente notificados e separados pela empresa. A agência diz que localizou mais de 140 lotes contaminados em estoque.</p><p>No recurso à Anvisa, a empresa disse que os lotes não foram distribuídos e que as situações foram pontuais. Defendeu ainda que não haveria razão para caracterizar \"risco iminente à saúde\".</p><p>A Anvisa também detectou deficiência no sistema de água da empresa, \"transformando em potencial fonte contínua de contaminação\", segundo Safatle.</p><p>No último dia 7, a Anvisa determinou o recolhimento de detergente, sabão líquido para roupas e desinfetante da marca com a numeração final 1 de lote, que são fabricados em Amparo, a 130 km de São Paulo. A agência ainda suspendeu a fabricação dos produtos sob argumento de que havia falhas no controle de qualidade.</p><p>A interdição dos lotes se tornou munição para campanha movida por líderes e militantes bolsonaristas em defesa da Ypê, com divulgação de teorias fantasiosas e ataques à direção da Anvisa.</p><p>A Ypê conseguiu suspender as medidas restritivas após ter entrado com o recurso administrativo, mas a própria fabricante paralisou a produção para fazer ajustes na fábrica.</p><p>Durante a reunião desta sexta-feira (15), a Ypê pediu o adiamento do julgamento. \"O que se busca é assegurar prazo necessário para avanço das tratativas\", afirmou o advogado Omar José Amazonas, representando a empresa.</p><p>O advogado afirmou que a Ypê não concorda com ataques à agência. \"Na internet, todo mundo se esconde atrás dela e fala o que quer. E a Ypê não concorda com isso.\"</p><p>\"Ypê, apesar do efeito suspensivo, parou a operação fabril. E isso por si só diz bastante coisa.\" Afirmou que a determinação da Anvisa foi ampla, atingindo 400 mil unidades.</p><p>As inspeções sanitárias feitas em Amparo em 2025 e 2026 foram desdobramentos de denúncias apresentadas à Anvisa e à Senacom pela multinacional anglo-holandesa Unilever, dona de marcas como Omo, Comfort e Cif, como revelou a Folha.</p><p>As acusações afirmam que testes feitos pela Unilever nos produtos da concorrente detectaram a presença de uma bactéria identificada como Pseudomonas aeruginosa. A Anvisa diz que a presença da bactéria foi confirmada por análises laboratoriais contratadas pela própria Ypê.</p><p>Em dezembro de 2025, após a primeira ordem para recolher lotes de lava roupas líquido da marca, a Química Amparo, dona da marca Ypê, apresentou à Anvisa um plano de reestruturação do parque fabril para tentar atender às exigências sanitárias.</p><p>Em reunião feita em abril do ano seguinte, a empresa disse à agência que o plano envolveria investimentos de até R$ 110 mil. Após a interdição dos lotes, as medidas foram reformuladas, e a Ypê estima que irá desembolsar cerca de R$ 130 milhões.</p><p>Além da reforma, a Ypê tem argumentado à Anvisa e para a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) que eventual presença da bactéria \"não necessariamente representa a periculosidade do produto\".</p><p>A Anvisa, porém, afirmou também à Senacon que localizou localizado \"fragilidades sistêmicas\" na fábrica de Amparo durante a inspeção feita em abril. As falhas representam \"situação de alto risco sanitário relevante em razão da potencial exposição da população consumidora a produtos com desvio de qualidade microbiológica\", disse a agência, que também informou havia 142 lotes de produtos nos estoques da Ypê com análises microbiológicas insatisfatórias.</p><p><p>Quais produtos foram suspensos?</p></p><p>De acordo com a Anvisa, somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:</p><p>- Lava-louças Ypê Clear Care</p><p>- Lava-louças com enzimas ativas Ypê</p><p>- Lava-louças Ypê</p><p>- Lava-louças Ypê Toque Suave</p><p>- Lava-louças Concentrado Ypê Green</p><p>- Lava-louças Ypê Clear</p><p>- Lava-louças Ypê Green</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor</p><p>- Lava-roupas líquido</p><p>- Tixan Ypê Cuida das Roupas</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Express</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Power Act</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Premium</p><p>- Lava-roupas Tixan Maciez</p><p>- Lava-roupas Tixan Primavera</p><p>- Desinfetante Bak Ypê</p><p>- Desinfetante de uso geral Atol</p><p>- Desinfetante perfumado Atol</p><p>- Desinfetante Pinho Ypê</p><p>- Lava-roupas Tixan Power Act</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Veja como utilizar a inteligência artificial para aumentar o lucro do seu negócio",
  "description" : "Tecnologia deixa de ser apenas ferramenta de automação e passa a impulsionar crescimento e resultados",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778854565121_2026_05_15_edicaseinteligencia_artificial_passa_a_fazer_parte_da_rotina_estrategica_das_empresas_imagem_fit_ztudio_shutterstock_hsfvz3rys6w.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Inteligência artificial passa a fazer parte da rotina estratégica das empresas</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Fit Ztudio | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar uma ferramenta prática de aumento de receita dentro das empresas. Hoje, negócios de diferentes tamanhos já utilizam IA para acelerar processos, reduzir custos operacionais, melhorar estratégias de vendas e aumentar produtividade em áreas que antes dependiam de equipes maiores e processos mais lentos.</p><p>Um dos principais impactos está na velocidade de execução. Ferramentas de inteligência artificial permitem desenvolver sites institucionais, páginas de vendas e apresentações comerciais com muito mais rapidez. Além de reduzir o tempo de produção, a IA ajuda a estruturar textos, organizar informações, sugerir argumentos comerciais e otimizar a experiência do cliente. Isso diminui custos operacionais e permite que empresas lancem produtos, campanhas e serviços com mais agilidade.</p><h2>Marketing mais estratégico e campanhas otimizadas</h2><p>Na área de marketing, o uso da IA também vem transformando a maneira como empresas investem em mídia e comunicação. Hoje, plataformas conseguem analisar comportamento de público , identificar padrões de consumo e sugerir ajustes em campanhas quase em tempo real. Isso ajuda empresários a direcionarem melhor seus investimentos, evitando desperdícios e aumentando retorno sobre mídia paga.</p><p>Outro ganho importante está na criação de campanhas publicitárias. A inteligência artificial permite testar diferentes versões de anúncios, imagens, títulos e chamadas de venda de forma muito mais rápida. Com isso, empresas conseguem identificar quais abordagens geram mais cliques, conversões e faturamento.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778854565423_2026_05_15_edicaseferramentas_de_ia_conseguem_organizar_respostas_comerciais_estruturar_fluxos_de_atendimento_e_auxiliar_equipes_na_comunicacao_com_clientes_imagem_chay_tee_shutterstock_i55vx3q.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Ferramentas de IA conseguem organizar respostas comerciais, estruturar fluxos de atendimento e auxiliar equipes na comunicação com clientes</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Chay_Tee | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Tecnologia melhora atendimento e vendas</h2><p>No setor comercial, a IA também vem sendo utilizada para melhorar atendimento e aumentar conversão de vendas. Ferramentas conseguem organizar respostas comerciais, estruturar fluxos de atendimento e auxiliar equipes na comunicação com clientes. Além de otimizar tempo , isso melhora a padronização, reduz falhas de processo e torna o atendimento mais eficiente.</p><p>A tecnologia também ajuda na criação de propostas comerciais, apresentações para investidores e materiais de venda. Em vez de depender de longos processos de criação, empresas conseguem desenvolver apresentações mais claras, organizadas e estratégicas em menos tempo, aumentando a velocidade de negociação e a capacidade de resposta ao mercado.</p><h2>Dados ajudam empresas tomarem decisões mais rápidas</h2><p>Outro ponto relevante é o uso da IA na análise de dados e tomada de decisão. Hoje, empresas conseguem cruzar informações de vendas, comportamento de clientes e desempenho de campanhas para identificar oportunidades de crescimento com mais precisão. Isso permite ajustar estratégias com rapidez e tomar decisões mais orientadas por dados.</p><h2>Tecnologia aplicada de forma estratégica</h2><p>Mas especialistas alertam que inteligência artificial, sozinha, não resolve problemas estruturais de um negócio. A tecnologia acelera processos, mas precisa estar conectada a planejamento, posicionamento claro e estratégias comerciais bem definidas.</p><p>Empresas que têm conseguido aumentar lucro com IA são justamente aquelas que utilizam a tecnologia de forma integrada entre marketing, vendas, operação e comunicação. Quando aplicada de forma estratégica, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a funcionar como uma alavanca real de crescimento e rentabilidade.</p><p>Por Giuliano Sarzana</p><p>Especialista em marketing digital, growth e performance, com atuação na construção e monetização de negócios digitais. Fundou mais de 15 empresas ao longo da carreira e atualmente é sócio do Grupo Neo, ecossistema voltado para mídia digital, geração de demanda e vendas.</p>",
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  "title" : "Abono salarial: pagamento para nascidos em maio e junho começa nesta sexta (15)",
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  "body" : "<p>Os trabalhadores nascidos em maio e em junho que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta sexta-feira (15) o abono salarial. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,7 bilhões para 4.555.924 beneficiários.</p><p>O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778832043485_predio_da_caixa_economica_federal_170120182641.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Prédio da Caixa Econômica Federal</span> <span class=\"img-credit\">Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p><p><b>Quem recebe neste lote</b></p></p><p>Do total de contemplados em maio:</p><p><ul>\n <li>3.970.985 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando cerca de R$ 5 bilhões;</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li>584.939 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 700 milhões.</li>\n</ul></p><p><b>Quem tem direito ao Abono Salarial</b></p><p>Tem direito ao benefício o trabalhador que:\n<br>\n<ul>\n <li>Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;</li>\n <li>Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;</li>\n <li>Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;</li>\n <li>Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.</li>\n</ul></p><p>Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p><p><p><span>Como o pagamento é feito</span></p></p><p>Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)</p><p>A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:</p><p><ul>\n <li>Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa; </li>\n <li>Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.</li>\n</ul></p><p>Quem não possui conta pode sacar:\n<br>\n<ul>\n <li>Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;</li>\n <li>Nas agências, com documento oficial com foto;</li>\n <li>Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.</li>\n <li>Para servidores públicos (Pasep)</li>\n</ul></p><p>O Banco do Brasil faz o pagamento por:\n<br>\n<ul>\n <li>Crédito em conta bancária;</li>\n <li>Transferência via TED ou Pix;</li>\n <li>Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.</li>\n</ul></p><p><p><span>Como consultar</span></p></p><p>Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:\n<br>\n<ul>\n <li>Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;</li>\n <li>Portal Gov.br;</li>\n <li>Telefone 158 (Ministério do Trabalho);</li>\n <li>Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;</li>\n <li>Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.</li>\n</ul></p><p>&nbsp;\n<span>A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.</span></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778831905697_calendario_abono_salarial_2026_copy.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Calendário abono salarial 2026</span> <span class=\"img-credit\">Agência Brasil</span></figcaption></figure><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778146070903_ype.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Anvisa suspende lotes de produtos Ypê por ‘risco de contaminação microbiológica'</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução / Instagram</span></figcaption></figure><p>Consumidores já começaram a receber de volta os valores pagos\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/anvisa-determina-recolhimento-de-produtos-da-ype-veja-lista-0526\" rel=\"\" target=\"_self\"> em produtos Ypê afetados pela suspensão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)</a>, com base em testes feitos pela reportagem.</p><p>Para solicitar o reembolso, foi necessário preencher o formulário do site www.ype.ind.br/comunicado-consumidores com nome completo, CPF, telefone, email, chave Pix, endereço e dados do produto. Fotos da nota fiscal e do lote contaminado são opcionais.</p><p>Na sequência, o cliente receberá um email para confirmar a chave Pix que receberá o pagamento e o tipo de produto. No teste da Folha, a restituição veio um dia útil após o email de confirmação, em nome da fabricante Química Amparo, dona da marca, via Pix.</p><p>Procurada, a Ypê não comenta se todos os consumidores conseguirão reembolso, nem se a empresa fará o recolhimento dos lotes nas casas. A orientação da Anvisa e de especialistas em saúde é não jogar fora os produtos, sob risco de contaminação.</p><p>A agência suspendeu, na última quinta-feira (7), a fabricação e venda de detergentes, lava roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1 da marca. A Química Amparo, porém, entrou com recurso administrativo e conseguiu reverter a proibição temporariamente.</p><p>A Anvisa terá uma reunião nesta sexta (15) para definir se vai manter o efeito suspensivo do recurso, que entrou em vigor automaticamente, ou se proibirá de novo os lotes afetados. Até lá, consumidores têm pouca base jurídica para exigir troca ou reembolso dos produtos, segundo especialistas.</p><p>A Ypê disponibilizou um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) para tirar dúvidas e encaminhar clientes para o formulário. Os telefones são 0800-002-6071 (atendimento 24h), 0800-278-0024 (de segunda a domingo, das 9h às 18h), ou 0800-130-0544 (de segunda a sexta, das 9h às 17h).</p><p>Nos testes da reportagem, foi difícil conseguir completar a ligação, já que a linha estava lotada. A empresa diz que está com alta demanda e que triplicou sua capacidade de atendimento nos últimos dias.</p><p><p><span>QUAIS PRODUTOS FORAM AFETADOS?</span></p></p><p>De acordo com a Anvisa, os lotes que terminam com o número 1 dos produtos abaixo causam risco aos consumidores:</p><p>- Lava-louças Ypê Clear Care</p><p>- Lava-louças com enzimas ativas Ypê</p><p>- Lava-louças Ypê</p><p>- Lava-louças Ypê Toque Suave</p><p>- Lava-louças Concentrado Ypê Green</p><p>- Lava-louças Ypê Clear</p><p>- Lava-louças Ypê Green</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor</p><p>- Lava-roupas líquido</p><p>- Tixan Ypê Cuida das Roupas</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha</p><p>- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Express</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Power Act</p><p>- Lava-roupas líquido Ypê Premium</p><p>- Lava-roupas Tixan Maciez</p><p>- Lava-roupas Tixan Primavera</p><p>- Desinfetante Bak Ypê</p><p>- Desinfetante de uso geral Atol</p><p>- Desinfetante perfumado Atol</p><p>- Desinfetante Pinho Ypê</p><p>- Lava-roupas Tixan Power Act</p><p><p><span>COMO SABER SE MEU PRODUTO ESTÁ NA LISTA?</span></p></p><p>O consumidor deve verificar o número do lote na embalagem. Se o código terminar em 1, o item entra na determinação da Anvisa e o produto não deve ser utilizado. O número do lote costuma estar carimbado com a letra L (referente a lote).</p><p><p><span>QUAL FOI O MOTIVO DA DECISÃO DA ANVISA?</span></p></p><p>Segundo a agência, inspeções identificaram descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas na garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirma que isso pode gerar risco de contaminação microbiológica dos produtos, podendo causar doenças ou irritações.</p><p><p><span>O CONSUMIDOR DEVE PARAR DE USAR OS PRODUTOS?</span></p></p><p>A recomendação da Anvisa é suspender imediatamente o uso dos lotes atingidos e procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para orientações sobre devolução e recolhimento.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "5 estratégias que ajudam pequenos negócios a crescer nas redes sociais",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778782784541_2026_05_14_edicaseas_redes_sociais_deixaram_de_ser_vitrine_e_se_tornaram_parte_essencial_da_estrategia_de_crescimento_dos_negocios_imagem_thicha_satapitanon_shutterstock_7t612ju.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">As redes sociais deixaram de ser vitrine e se tornaram parte essencial da estratégia de crescimento dos negócios</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: THICHA SATAPITANON | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O crescimento das redes sociais mudou a forma como pequenos negócios se comunicam com os clientes. Em vez de depender apenas de ponto comercial, panfletagem ou propaganda tradicional, empreendedores passaram a utilizar Instagram, WhatsApp e vídeos curtos como ferramentas para vender, criar relacionamento e fortalecer a marca.</p><p>Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o uso das redes sociais já faz parte da rotina da maior parte dos pequenos empreendedores brasileiros, especialmente nos setores de alimentação, varejo e serviços. Em muitos casos, a presença digital deixou de ser apenas divulgação e passou a impactar diretamente o faturamento .</p><p>Em cidades do interior, marcas locais também começaram a ganhar força utilizando estratégias simples de comunicação, frequência de postagem e aproximação com o público. É o caso do empresário Gabriel Massura, fundador da Coxinhas Bady, marca de Bady Bassitt.&nbsp;</p><p>Segundo ele, o digital ajudou pequenos negócios a competir em igualdade de atenção com empresas maiores. “O Instagram aproximou muito as marcas das pessoas. Hoje o cliente quer acompanhar os bastidores, conhecer quem está por trás do negócio e sentir que existe verdade na comunicação”, afirma.</p><p>A seguir, confira algumas estratégias que vêm ajudando pequenos negócios a crescer no ambiente digital!</p><h2>1. Manter frequência nas postagens</h2><p>Publicar de forma constante ajuda a manter a marca presente no dia a dia do consumidor. Não é necessário produzir vídeos altamente profissionais para gerar resultado. Conteúdo simples e frequente costuma ter mais alcance e identificação. “Quem desaparece das redes acaba sendo esquecido. A constância faz diferença porque cria hábito no público”, diz Gabriel Massura.</p><h2>2. Mostrar bastidores da operação</h2><p>Vídeos de produção, rotina da equipe, preparação de produtos e situações do dia a dia costumam gerar mais conexão do que conteúdos excessivamente produzidos. Além de aproximar o público, esse tipo de material transmite confiança e humaniza o negócio .</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778782784899_2026_05_14_edicasea_agilidade_no_atendimento_nas_redes_sociais_pode_ser_o_fator_decisivo_entre_fechar_uma_venda_ou_perder_o_cliente_no_meio_do_caminho_imagem_monkey_business_images_shutterstock_2hq73nt799k.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A agilidade no atendimento nas redes sociais pode ser o fator decisivo entre fechar uma venda ou perder o cliente no meio do caminho</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Monkey Business Images | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>3. Responder rapidamente aos clientes</h2><p>As redes sociais também passaram a funcionar como canais de atendimento. Tempo de resposta, clareza nas informações e agilidade no contato influenciam diretamente a decisão de compra . Muitos consumidores desistem da compra quando não conseguem retorno rápido pelo direct ou WhatsApp.</p><h2>4. Adaptar o conteúdo conforme as plataformas mudam</h2><p>O comportamento nas redes sociais muda rapidamente. Formatos que funcionavam há alguns anos perderam espaço para vídeos curtos, bastidores e conteúdos mais espontâneos. “Quem trabalha com internet precisa entender que o digital muda muito rápido. O empreendedor precisa acompanhar as mudanças para continuar relevante”, afirma Gabriel Massura.</p><h2>5. Entender que o digital atrai, mas o produto fideliza</h2><p>As redes sociais conseguem gerar alcance e atrair novos consumidores, mas a experiência continua sendo determinante para manter o crescimento do negócio. Atendimento, qualidade do produto e entrega continuam sendo fatores decisivos para transformar seguidores em clientes recorrentes. “Não adianta viralizar e não entregar qualidade. O digital leva o cliente até você, mas o produto é o que faz ele voltar”, completa Gabriel Massura, do Coxinhas Bady.</p><p>Por Henrique Fernandes</p>",
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  "title" : "Fim da escala 6x1 deve ser votado na Câmara dos Deputados em 27 de maio",
  "description" : "Relator promete 'longa agenda' com setor empresarial antes de fechar texto; redução poderá ter transição para alguns setores",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - A PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 deve ser votada no plenário da Câmara dos Deputados no dia 27 de maio, segundo o presidente da comissão especial que debate a redução da jornada, deputado Alencar Santana (PT-SP).</p><p>O calendário prevê ainda votação do relatório na comissão um dia antes, em 26 de maio. Para isso, o governo fechou acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado autor de uma das propostas, Reginaldo Lopes (PT-MG), aceitou alterá-la para tentar aprovação imediata.</p><p>Lopes propunha jornada de trabalho de 36 horas por semana com escala 4x3. Agora, emenda apresentada por ele prevê redução de 44 horas para 40 horas semanais, com escala 5x2, sem diminuição de salário.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778776196761_img20260507105933955.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Para ser aprovada, a PEC precisa de 308 votos favoráveis dos deputados.</span> <span class=\"img-credit\">Kayo Magalhães/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>A redução teria aplicação imediata, sem previsão de transição de dez anos, como propunha seu projeto original, de 2019, ou de 360 dias, como a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trouxe luz ao assunto em 2024, ao lado do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), ao tratar da redução nas redes sociais.</p><p>Os deputados participam de audiência pública no Palácio do Trabalhador, na região central da capital paulista, nesta quinta-feira (14). A reunião faz parte das audiências itinerantes propostas pelos parlamentares para cumprir a cota de audiências necessárias para aprovação de PEC.</p><p>Além de Santana e Lopes, também estão presentes o relator das PECs, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (Rede), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e os presidentes das centrais sindicais.</p><p>Em seu discurso, o ministro Luiz Marinho deixou claro que não haverá nenhuma compensação financeira ou de impostos a empresas pelo fim da escala 6x1. \"Não há qualquer possibilidade de isenção tributária ou fiscal. Redução se discute falando de produtividade, falando de ambiente de trabalho. E qual ambiente que temos hoje? Muitas vezes é um ambiente hostil\", disse.</p><p>O relator da PEC fez questão de destacar que não é de esquerda e que terá \"longa agenda\" com o setor empresarial antes de fechar o texto para votação. Segundo ele, no entanto, o debate sobre o fim da escala 6x1 tem a ver com um movimento mundial, em especial liderado pela juventude.</p><p>\"Trata-se de um debate mundial, especialmente entre os jovens. Na China, há o movimento 'fique deitado e não vá competir'. Não sou de esquerda. O relatório não será contra ninguém, mas nós temos lado, é o lado das pessoas\" disse.</p><p>Para ser aprovada, a PEC precisa de 308 votos favoráveis dos deputados em duas votações e de 49 votos dos senadores em outras duas votações. Com isso, se for aprovada na Câmara no final de maio, a intenção é votar a medida no Senado no início de junho e, até o dia 15, ter a promulgação da nova jornada.</p><p>Se for aprovada na Câmara no final de maio, a intenção é votar a medida no Senado no início de junho e, até o dia 15, ter a promulgação da nova jornada.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Meio do ano é decisivo: 7 dicas para ajustar a rota e bater metas anuais",
  "description" : "Especialistas explicam como empresas podem rever estratégias, eliminar desperdícios e fortalecer resultados no segundo semestre",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778768351368_2026_05_14_edicasebater_as_metas_demanda_clareza_estrategica_revisao_constante_de_processos_e_alinhamento_entre_pessoas_e_objetivos_imagem_witthayap_shutterstock_t4bnlb1ws.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Bater as metas demanda clareza estratégica, revisão constante de processos e alinhamento entre pessoas e objetivos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: WitthayaP | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Chegar à metade do ano sem atingir todas as metas planejadas é bastante comum. O problema não está necessariamente nos resultados abaixo do esperado, mas na insistência em manter estratégias que já demonstraram sinais de desgaste.</p><p>O segundo semestre costuma ser decisivo para empresas que desejam reorganizar processos, recuperar margem e encerrar o ano com crescimento sustentável. Em vez de acelerar no improviso, muitos negócios têm apostado em revisões mais profundas de liderança, cultura, eficiência operacional e inteligência estratégica.</p><p>Abaixo, confira 7 dicas para ajustar a rota e bater metas anuais!</p><h2>1. Analise os números com profundidade</h2><p>Antes de lançar novos produtos ou investir em campanhas, é fundamental entender o que os indicadores atuais realmente mostram. “Quando a empresa olha apenas para o resultado final, ela perde a oportunidade de entender o que está por trás dele. É essencial analisar taxa de conversão, volume de leads , tempo de negociação e desempenho em cada etapa do funil. Esses indicadores mostram onde estão as oportunidades de crescimento e, também, os pontos de perda que precisam ser corrigidos com urgência”, afirma Pricilla Rissi, estrategista em implementação comercial e fundadora da Essencial Assessoria Virtual.</p><h2>2. Reavalie processos internos e o desempenho da equipe</h2><p>Em muitos casos, o problema não está no mercado, mas na própria operação. Processos desorganizados, falhas de comunicação e ausência de clareza nas responsabilidades podem comprometer produtividade e resultados financeiros. Vann Ferreira, empresária do ramo de beleza e administradora de empresas, explica que o crescimento sustentável depende de disciplina operacional e alinhamento entre equipe e cultura interna.</p><p>“Muitas vezes, o problema não está apenas nas vendas, mas em processos mal estruturados e equipes desalinhadas. Quando os colaboradores não entendem claramente suas responsabilidades, o impacto aparece diretamente no faturamento. Prosperidade empresarial exige padrão, clareza e acompanhamento constante”, pontua.</p><h2>3. Escute o que sua equipe tem a dizer</h2><p>Empresas costumam investir em reuniões estratégicas e consultorias externas, mas ignoram um dos ativos mais valiosos para correção de rota: a percepção das próprias equipes. Para Zora Viana, psicóloga, fundadora e CEO da Faculdade FEX Educação, criar espaços reais de escuta pode revelar problemas operacionais e conflitos internos que dificilmente apareceriam apenas em relatórios.</p><p>“A maioria dos empresários recalcula a rota olhando apenas para planilhas, quando deveria olhar mais para as pessoas. Muitas vezes, as respostas já estão dentro da empresa, mas falta espaço seguro para que elas sejam ditas. Prosperidade começa com escuta”, destaca.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778768351597_2026_05_14_edicaserevisar_processos_e_eliminar_excessos_pode_ajudar_empresas_ganharem_mais_eficiencia_e_foco_estrategico_imagem_pixel_shot_shutterstock_w1zwxsot8.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Revisar processos e eliminar excessos pode ajudar empresas ganharem mais eficiência e foco estratégico</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>4. Elimine o que não gera mais resultado</h2><p>Enquanto algumas empresas tentam crescer acumulando novos projetos, mas o ideal é o movimento contrário. “Algumas empresas têm encontrado ganhos mais consistentes ao fazer o caminho inverso: eliminar o que não funciona. Processos ineficientes, clientes pouco rentáveis e hábitos internos que consomem energia da equipe precisam ser revisados constantemente para que a empresa opere com mais foco e eficiência”, afirma Juliana D’Andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica. Revisar processos de forma periódica ajuda a liberar energia e recursos para áreas mais estratégicas.</p><h2>5. Crie microrrupturas no processo de decisão</h2><p>A pressão do dia a dia faz com que muitos líderes automatizem decisões e repitam caminhos já conhecidos. “O cérebro executivo tende a automatizar rotas, especialmente sob pressão. Isso gera eficiência, mas também prende a empresa em decisões previsíveis. Pequenas quebras de padrão ajudam a ampliar a visão estratégica e reduzem o risco de permanecer em modelos que já não funcionam”, explica Rogério Babler, especialista em neuroliderança e CEO da mhconsult.</p><h2>6. Foque o que realmente diferencia sua empresa</h2><p>Em meio ao excesso de informações e tendências, muitos empresários acabam dispersando energia em várias direções ao mesmo tempo. No entanto, resultados mais sólidos costumam surgir quando a empresa concentra esforços no que realmente gera diferencial competitivo.</p><p>Felipe Fogaça, engenheiro, mestre em finanças e fundador da NexoExport, empresa sediada em Frankfurt que conecta negócios brasileiros inovadores ao mercado europeu, explica que o foco estratégico se tornou uma vantagem competitiva importante.</p><p>“Em meio a tantas mudanças econômicas e tecnológicas, muitas empresas perdem força tentando fazer tudo ao mesmo tempo. Concentrar energia no que realmente potencializa o negócio costuma gerar resultados mais consistentes e sustentáveis”, afirma.</p><h2>7. Entenda que prosperidade exige clareza estratégica</h2><p>No segundo semestre, muitas empresas entram em um ritmo acelerado tentando recuperar o tempo perdido. O problema é que agir mais rápido nem sempre significa agir melhor.</p><p>“Empresas que prosperam de verdade não são necessariamente as que fazem mais, mas as que conseguem direcionar energia para o que realmente gera crescimento. Prosperidade sustentável exige clareza estratégica, revisão constante de processos e alinhamento entre pessoas e objetivos”, conclui Raphael Costa, fundador do Grupo 220 e facilitador de processos de crescimento empresarial.</p><p>Por Sarah Monteiro</p>",
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  "title" : "Governo libera novo saque do FGTS para 10 milhões de trabalhadores",
  "description" : "Receberá dinheiro quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido de janeiro de 2020 a dezembro de 2025",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - O governo federal vai liberar R$ 8,4 bilhões em um novo saque do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/Fgts\" rel=\"\" target=\"_self\">FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) </a>no dia 26 de maio. O valor irá beneficiar 10,5 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos de janeiro de 2020 a dezembro de 2025, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Inicialmente, a estimativa era de R$ 7,7 bilhões, mas o valor foi revisado para R$ 8,4 bilhões.</p><p>Em 2025, \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/ta-no-lucro/governo-libera-fgts-para-quem-usou-saque-aniversario-e-foi-demitido-depois-1225\" rel=\"\" target=\"_self\">o governo já havia liberado uma parte do saque-aniversário a demitidos,</a> mas uma parte do dinheiro ficou retida porque a Caixa Econômica Federal entendia ser necessário fazer um bloqueio maior para o pagamento de empréstimos de antecipação dos saques anuais. Já o governo federal entendia que a retenção deveria ter sido menor, e conseguiu destravar os valores por meio de uma medida provisória.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776105276942_2020_08_24_fgts_305367_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Acesso a aplicativo do FGTS: primeiros financiamentos só devem ocorrer a partir de 2023</span> <span class=\"img-credit\">Carlos Alberto Silva</span></figcaption></figure><p>Segundo o MTE, quem quiser usar o saldo restante do FGTS para \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/cinco-pontos-sobre-o-novo-desenrola-pacote-de-medidas-para-reduzir-o-endividamento-lancado-pelo-governo-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">quitar dívidas no novo Desenrola Brasil</a> — que prevê que o trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1.000, o que for maior — precisará esperar até o dia 25 de maio. Nessa data, o trabalhador poderá consultar o valor disponível remanescente na conta.</p><p>Antes disso, será feito um processamento interno para separar os valores que serão pagos. Na prática, o saldo residual pode deixar de aparecer temporariamente na conta do FGTS nos dias anteriores ao depósito.</p><p>Exemplo: se o trabalhador tiver R$ 2.000 no FGTS e R$ 1.000 forem referentes ao saldo residual liberado, esses R$ 1.000 podem sair momentaneamente da conta durante o processamento bancário. Depois, no dia 26 de maio, o valor será depositado na conta-corrente do trabalhador. Os R$ 1.000 restantes correspondem ao saldo que poderá ser utilizado pelo trabalhador no novo Desenrola Brasil.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><p>Como funciona o bloqueio da Caixa?</p></p><p>A lei autoriza que a Caixa, agente operador do FGTS, faça o bloqueio do valor necessário para cobrir no futuro os pagamentos das prestações devidas às instituições financeiras e que serão quitadas com o saque-aniversário do trabalhador naquele ano.</p><p>Pela legislação, o valor do saque corresponde a uma fração de 5% a 50% do saldo total nas contas do trabalhador no FGTS, mais uma parcela fixa. Por isso, a Caixa bloqueia o saldo requerido para que o saque decorrente deste cálculo seja suficiente para quitar as prestações.</p><p>No fim do ano passado, o governo editou a MP (medida provisória) 1.331 e liberou o FGTS para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e não puderam resgatar o saldo total quando foram demitidos sem justa causa (até dezembro de 2025), mas a Caixa manteve a interpretação.</p><p>O entendimento do governo é de que a Caixa deveria ter retido apenas o valor exato das parcelas futuras, com base no texto da própria MP, que fala em manutenção da \"totalidade das garantias compromissadas\".</p><p><p>O que é o saque-aniversário do FGTS?</p></p><p>É uma modalidade criada em 2019, que passou a valer em 2020, nas qual o trabalhador pode sacar parte do saldo uma vez por ano. Para isso, no entanto, ele abre mão do saque-rescisão e, se for demitido sem justa causa, recebe só a multa de 40% e não tem liberado o saldo total que está em sua conta do fundo.</p><p>O início do período de retirada dos valores do saque-aniversário começa no primeiro dia útil do mês de aniversário e dura três meses, acabando no último dia útil do segundo mês após o seu aniversário. Por exemplo, se a pessoa faz aniversário em janeiro, ela pode sacar parte do FGTS entre o primeiro dia útil de janeiro e o último dia útil de março.</p><p><p>O que é o FGTS e como ele funciona?</p></p><p>O dinheiro do Fundo de Garantia é depositado mensalmente pelo empregador no caso dos funcionários com contratação por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O montante corresponde a 8% do salário.</p><p>Em cada empresa que o trabalhador é registrado, uma nova conta é aberta. Para consultar quanto há disponível, o trabalhador pode acessar o aplicativo do FGTS.</p><p>O saque total do fundo é liberado em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria, doenças graves ou morte do titular.</p><p>Parte dos seus recursos é usada pelo governo para programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova operação contra Banco Master",
  "description" : "Dono de empresas familiares foi delatado pelo filho; pai de Daniel era um participante ativo da rede de movimentações financeiras do Master",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (14), o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.&nbsp;\n<span>Delatado pelo filho, ele aparece nas investigações como um dos principais nomes do núcleo familiar ligado aos negócios do grupo</span></p><p>Fundador do grupo imobiliário Multipar, Henrique construiu trajetória no setores de imóveis e administradoras empresariais, com participação em operações de grande porte. Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indica que a empresa da família movimentou cerca de R$ 1 bilhão em transações consideradas atípicas entre contas ligadas ao dono do Master. O conselho identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.\n<br>Ele também aparece como sócio, ao lado da filha Natália Vorcaro, de um projeto de créditos de carbono na Amazônia que, segundo investigações, foi utilizado para inflar o valor de fundos ligados ao ecossistema do banco. A estrutura envolvia ativos sem lastro efetivo de mercado, usados para sustentar avaliações bilionárias.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776098921223_2026_03_04_daniel_vorcaro_dono_do_banco_master_3169173_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Daniel Vorcaro, dono do Banco Master</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução/Redes sociais</span></figcaption></figure><p><p>O nome de Henrique surge ainda em ações judiciais relacionadas ao colapso do banco, que apuram a possível participação de familiares em operações de desvio e ocultação de recursos. As investigações seguem em curso, e a família nega irregularidades.</p>\n<p><br></p>\n<p>Henrique foi preso em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.</p>\n<p><br></p>\n<p>Henrique Vorcaro era um participante ativo da rede de movimentações financeiras do Master e do filho. Eles participavam juntos de empresas que, segundo as investigações, teriam sido usadas para ocultar patrimônio do esquema.</p></p><p><br></p><h2><p>Leia mais</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "title" : "Valor de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro supera 'Ainda Estou Aqui' e 'O Agente Secreto'",
  "description" : "Publicitário confirmou ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro; Dono do Master aportou R$ 62 milhões",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777553991869_wp_content_uploads_2024_12_aindaestouaqui_filme_1024x683.png\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Valor repassado para filme de Bolsonaro superou o ganhador do Oscar \"Ainda estou aqui\"</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p>Os R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro, do Banco Master, \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/brasil/flavio-confirma-ter-pedido-dinheiro-a-vorcaro-para-filme-de-bolsonaro-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">para financiar a cinebiografia \"Dark Horse\", sobre Jair Bolsonaro (PL)</a>, superam o orçamento de duas grandes produções recentes do país -\"Ainda Estou Aqui\", de Walter Salles, e \"O Agente Secreto\", de Kleber Mendonça Filho, que representaram o Brasil nas duas últimas edições do Oscar.</p><p>Como mostrou a Folha de S. Paulo, em fevereiro do ano passado, o longa de Salles, vencedor da estatueta de melhor filme internacional, foi orçado em R$ 45 milhões. Já \"O Agente Secreto\" custou cerca de R$ 28 milhões.</p><p>No caso de \"Ainda Estou Aqui\", o valor não é público, por se tratar de um investimento privado, em coprodução com a França, e haver cláusulas contratuais de sigilo -não houve uso de verba pública e captação via Lei do Audiovisual. Mas, até então, o valor assumido era de cerca de US$ 1,5 milhão, ou R$ 8 milhões, como consta no site IMDb, especializado na indústria audiovisual.</p><p>O longa com Wagner Moura, por sua vez, venceu um edital, dois anos atrás, e usou R$ 7,5 milhões via Fundo Setorial do Audiovisual, além dos aportes privados que conseguiu ao longo da produção, com parcerias com a França, Alemanha e Holanda. A comercialização do filme custou outros R$ 4 milhões, em paralelo, com valores do FSA e da Lei do Audiovisual, com patrocínios que destinaram valores do Imposto de Renda.</p><p>No caso de \"Dark Horse\", o pré-candidato do PL à Presidência da República Flávio Bolsonaro chegou a pedir mais dinheiro em um áudio enviado ao ex-banqueiro. \"No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público\", afirmou. Ele nega ter oferecido ou recebido vantagens no pedido para Vorcaro.</p><p>O site The Intercept Brasil afirma que o valor total negociado entre Vorcaro e a família Bolsonaro era de R$ 134 milhões, mas não há evidências de que todo o dinheiro teria sido repassado.</p><p>Considerando outras produções internacionais que disputaram a última edição do Oscar, os R$ 61 milhões de Vorcaro superam ainda o orçamento de \"Valor Sentimental\" -com estimativa de US$ 7,8 milhões de orçamento, ou R$ 41,3 milhões- e \"Sonhos de Trem\", que custou US$ 10 milhões, ou R$ 53 milhões, de acordo com uma reportagem da Esquire.</p><p>Além disso, no ano passado, Karina Ferreira da Gama -dona da GoUP Entertainment, que produz \"Dark Horse\"- recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.</p><p>\"Dark Horse\" vai narrar os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista. A previsão é que estreie em setembro deste ano.</p><p>O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como \"Infidel\", \"O Jovem Messias\" e \"O Apedrejamento de Soraya M.\", segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme \"A Paixão de Cristo\", de Mel Gibson, e também estrelou \"Som da Liberdade\", sucesso entre o público conservador em 2023.</p>",
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  "title" : "5 áreas do design em alta no mercado de trabalho",
  "description" : "Setores criativos passam a exigir profissionais com visão estratégica e domínio de ferramentas digitais",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778696290085_2026_05_13_edicasetecnologia_e_criatividade_impulsionam_mudancas_no_mercado_criativo_imagem_images_products_shutterstock_hguunyifsf.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Tecnologia e criatividade impulsionam mudanças no mercado criativo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Images Products | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O design vive um momento de transformação impulsionado pela tecnologia, inteligência artificial, mudanças no comportamento do consumidor e pela crescente demanda por inovação estratégica nas empresas.</p><p>De acordo com levantamento da consultoria global McKinsey, empresas que investem em design estratégico podem registrar crescimento de receita até duas vezes superior ao de concorrentes que não priorizam a área. Paralelamente, dados do Fórum Econômico Mundial apontam que criatividade, pensamento analítico e domínio tecnológico estão entre as competências mais valorizadas no setor até 2030.</p><p>Nesse cenário, áreas ligadas à experiência digital, dados e inteligência artificial ganham protagonismo e ampliam as oportunidades para profissionais com perfil multidisciplinar e visão estratégica. Segundo Carolina Bustos Raffainer, coordenadora de Design da ESPM, o mercado busca cada vez mais designers capazes de integrar repertório criativo, tecnologia e negócios. “O profissional moderno precisa compreender simultaneamente pessoas, tecnologia e mercado”, diz.</p><p>Entre os segmentos mais promissores do design atualmente, confira quais se destacam!</p><h2>1. UX/UI Design e product design digital</h2><p>Com a digitalização acelerada de serviços e plataformas, cresce a demanda por profissionais especializados em criar experiências intuitivas, acessíveis e centradas no usuário. Empresas de tecnologia , bancos, varejo e startups lideram a busca por designers capazes de melhorar jornadas digitais e aumentar engajamento e conversão.</p><h2>2. Design orientado por inteligência artificial e dados</h2><p>Ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) já transformam processos criativos, automatizam tarefas e personalizam experiências. Designers que dominam IA generativa, análise de dados e integração entre tecnologia e experiência do usuário tendem a ocupar posições estratégicas nos próximos anos.</p><h2>3. Design estratégico e inovação</h2><p>Mais do que estética, o design passou a ocupar papel central nas decisões de negócio. A área conecta branding , experiência , comportamento do consumidor e inovação para desenvolver soluções com impacto real nas organizações e no mercado.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778696290967_wp_content_uploads_2024_02_grafico_1024x683.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Redes sociais e</span> <span class=\"img-credit\">Crédito:</span></figcaption></figure><h2>4. Motion design e animação</h2><p>O crescimento das plataformas digitais, do streaming , das redes sociais e da produção audiovisual impulsiona a demanda por conteúdos dinâmicos e interativos. O motion design ganha espaço em publicidade, entretenimento, educação e comunicação corporativa .</p><h2>5. Design sustentável e ESG</h2><p>Empresas e consumidores demonstram preocupação crescente com sustentabilidade e impacto social. Nesse contexto, profissionais capazes de desenvolver soluções alinhadas às práticas ESG ( Environmental, Social and Governance ), economia circular e consumo consciente tornam-se cada vez mais valorizados.</p><h2>O avanço tecnológico muda o perfil dos designers</h2><p>Segundo Carolina Bustos Raffainer, a formação em design acompanha a evolução ao incorporar metodologias ágeis, inteligência artificial, sustentabilidade, projetos interdisciplinares e experiências conectadas ao mercado. “Hoje, o designer precisa atuar como solucionador de problemas complexos, articulando criatividade, estratégia e inovação “, explica.</p><p>Para quem deseja crescer na área, recomenda-se investir em um portfólio consistente, acompanhar tendências globais, desenvolver competências analíticas e aprofundar o domínio de ferramentas digitais e tecnologias emergentes. Mais do que habilidades visuais, o mercado valoriza profissionais capazes de gerar impacto, inovação e transformação dentro das organizações.</p><p>Por Nagila Pires</p>",
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  "author" : "Portal Edicase",
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  "kicker" : "Subsídio aos combustíveis",
  "title" : "Governo anuncia medida para reduzir preço da gasolina e nova subvenção para o diesel",
  "description" : "Cenário inicial do Executivo é subsidiar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro da gasolina; governo espera aprovar projeto que permite usar receitas extraordinárias de petróleo para reduzir impostos dos combustíveis só na próxima semana",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O governo Lula anunciou nesta quarta-feira (13) uma Medida Provisória (MP) para reduzir o preço da gasolina com uma subvenção – espécie de subsídio – de até R$ 0,8925 por litro, diante de um iminente aumento nos preços pela Petrobras. Também foi anunciado novo subsídio para o diesel, desta vez em até R$ 0,3515 por litro.</p><p>A ação será regulamentada via portaria do Ministério da Fazenda, que estabelecerá os valores subvencionados. No caso da gasolina, o subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p><p>O governo federal detalhou que está estimada uma despesa mensal de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina. No caso do litro do diesel, o custo por mês foi calculado em R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778689764527_0g0a8743.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Medida provisória deve ajudar a conter a alta no preço da gasolina.</span> <span class=\"img-credit\">Rovena Rosa/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>O dispêndio será compensado pela receita da União por meio de dividendos, royalties e participação, que têm crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional. O Executivo alega que haverá neutralidade fiscal.</p><p>O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra no Irã. A nova subvenção também pode valer para o diesel após fim dos subsídios já em vigor.</p><p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que os preços do diesel se estabilizaram, mas ainda estão em nível acima do pré-guerra, em referência ao conflito no Oriente Médio. Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta no preço do petróleo.</p><p><p>Subvenção parcial</p></p><p><p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Moretti declarou que, no cenário inicial, o governo federal vai adotar uma subvenção parcial para gasolina, entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro. O teto do subsídio será de R$ 0,8925, mas ele reforçou que o Executivo não está trabalhando com esse nível máximo, no momento.</p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><br></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Além disso, como foi anunciado que até R$ 0,3515 por litro de diesel serão subsidiados, o cenário é fazer uma subvenção equivalente à desoneração atual. Ou seja, a nova subvenção poderá valer para o diesel após fim dos subsídios já em vigor. O limite da subvenção à gasolina e ao diesel é o valor do tributo federal pago hoje.</p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><br></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Assim, Moretti disse que as novas subvenções devem custar, juntas, menos de R$ 3 bilhões por mês. O cenário-base do governo é subsidiar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro da gasolina, a um custo de R$ 1,0 bilhão a R$ 1,2 bilhão por mês. Para o diesel, a ideia é subvencionar cerca de R$ 0,35 por litro, com custo mensal de R$ 1,7 bilhão.</p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><br></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">“A nossa visão é que temos receita extraordinária, resultantes desse mesmo choque de preços, suficiente para manter a neutralidade fiscal dessas medidas”, disse Moretti.</p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><br></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">O secretário explicou que essas subvenções foram desenhadas como uma espécie de “cashback” dos impostos federais pagos nas refinarias. Por isso, o limite para a gasolina seria de R$ 0,8925 por litro - equivalente ao PIS, Cofins e Cide. Para o diesel, o limite é de R$ 0,3515 por litro, o PIS e a Cofins pagos. O Ministério da Fazenda vai definir o limite efetivo em portaria.</p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><br></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><span>Essa subvenção ao diesel deve substituir a desoneração de PIS e Cofins que está em vigor até 31 de maio. Segundo Moretti, manter a desoneração exigiria a aprovação de um novo imposto. Por isso, a opção foi por uma subvenção.</span></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><span><br></span></p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><span>“Preferimos esse caminho, de pagar uma subvenção aos agentes produtores e importadores para que eles não repassem ao preço o tributo que eles pagaram”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento.</span><span></span></p></p><p><p>Medidas anteriores</p></p><p>No primeiro pacote de medidas, na primeira quinzena de março, o governo federal zerou a tributação de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, autorizou a subvenção aos produtores domésticos e aumentou a tributação sobre as exportações do combustível.</p><p>Na segunda leva de ações para conter os impactos da alta da cotação do petróleo, associada à guerra no Irã, houve anúncios também nos setor de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e no setor aéreo. Foram criadas duas novas subvenções ao óleo diesel, ambas complementares à de R$ 0,32 por litro instituída pela MP de março.</p><p>Já na segunda quinzena de abril, o governo Lula enviou um projeto de lei complementar ao Congresso Nacional para permitir que as receitas extraordinárias com petróleo possam ser usadas para reduzir tributos sobre combustíveis. A redução, se o texto for aprovado, poderá ocorrer na PIS/Cofins e Cide aplicada para diesel, etanol, gasolina e biodiesel.</p><p>O governo esperava aprovar esse projeto só na próxima semana. Enquanto isso, via a pressão de um possível aumento na gasolina da Petrobras subir.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Joias em ouro voltam ao radar dos consumidores que buscam durabilidade e valor percebido",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778689090034_2026_05_13_edicasemudanca_no_comportamento_de_consumo_coloca_joias_de_ouro_no_centro_de_decisoes_mais_criteriosas_imagem_mari_franz_shutterstock_ohir368qr.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Mudança no comportamento de consumo coloca joias de ouro no centro de decisões mais criteriosas</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Mari Franz | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>A alta do ouro no mercado internacional e a mudança no comportamento de consumo têm recolocado as joias no centro de decisões de compra mais criteriosas. Mais do que um item estético, peças em ouro passaram a ser percebidas por parte dos consumidores como escolhas associadas à durabilidade, significado e preservação de valor.</p><p>Para Débora De Landa, especialista em joalheria de alto padrão e fundadora da Joias Kether, a relação com esse tipo de compra mudou nos últimos anos. “O consumidor está mais atento ao que leva para casa. Ele quer entender material, procedência, qualidade e o que diferencia uma joia de outros acessórios com apelo apenas visual”, afirma.</p><h2>Consumo mais consciente impulsiona procura por joias em ouro</h2><p>A percepção acompanha um comportamento mais amplo de consumo , marcado por escolhas menos impulsivas e maior atenção ao custo-benefício no longo prazo. Nesse movimento, produtos com maior vida útil tendem a ganhar relevância, especialmente entre consumidores que buscam unir valor afetivo e funcionalidade.</p><p>Segundo a especialista, esse olhar também muda a forma como as pessoas se relacionam com joias. “Muitas compras deixaram de ser apenas emocionais. Existe um interesse maior por peças que possam acompanhar diferentes fases da vida e até serem passadas entre gerações”, diz.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778689090300_2026_05_13_edicaseinformacoes_sobre_autenticidade_acabamento_e_origem_passam_a_influenciar_mais_diretamente_a_decisao_de_compra_imagem_duxx_shutterstock_500902.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Informações sobre autenticidade, acabamento e origem passam a influenciar mais diretamente a decisão de compra</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: DuxX | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Confiança e autenticidade pesam mais na decisão</h2><p>A exigência em relação à confiança também cresceu. Informações sobre autenticidade, acabamento e origem passaram a influenciar mais diretamente a decisão de compra. “Hoje, o consumidor questiona mais, compara opções e busca segurança antes de investir em uma peça de maior valor”, explica Débora De Landa.</p><p>Outro ponto que ganha espaço é a educação sobre materiais. Nem sempre o público compreende as diferenças entre ouro e outros metais ou revestimentos, o que pode gerar comparações equivocadas baseadas apenas em preço. “Quando existe clareza sobre composição e durabilidade, a percepção da compra muda completamente”, afirma.</p><h2>Escolha da joia envolve valor emocional e permanência</h2><p>Para quem pensa em adquirir uma joia em ouro, alguns cuidados podem ajudar na escolha. Verificar informações sobre autenticidade, buscar atendimento que esclareça dúvidas, observar acabamento e entender a proposta da peça são fatores que contribuem para uma decisão mais consciente.</p><p>A compra também costuma envolver aspectos emocionais. Presentes marcantes, celebrações familiares e conquistas pessoais continuam entre os principais motivadores, mas agora convivem com um olhar mais racional sobre permanência e utilidade.</p><p>Na avaliação de Débora, a tendência deve permanecer enquanto consumidores seguirem priorizando escolhas mais consistentes. “Existe uma valorização crescente de produtos que façam sentido além do momento da compra. A joia entra nesse espaço por unir memória, durabilidade e percepção de valor”, conclui.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Motta faz acordo para reduzir jornada de trabalho a 40 horas semanais",
  "description" : "A proposta enviada pelo governo Lula deve ser votada em conjunto com outra PEC já em discussão; texto do Executivo será utilizado para regulamentar situações de categorias específicas",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente da \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/camara-dos-deputados\" rel=\"\" target=\"_self\">Câmara dos Deputados</a>, Hugo Motta (Republicanos-PB), fechou um acordo para votar o projeto de lei do governo que acaba com a escala 6x1, uma das apostas do presidente \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" rel=\"\" target=\"_self\">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (PT) para esta eleição, segundo pessoas a par das negociações. A proposta deve ser votada em conjunto com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) já em discussão.</p><p>Também houve consenso entre governo e os deputados para reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas, sem corte de salário, mas a regra de transição ainda será debatida. O funcionamento da escala para profissões específicas será tratado no projeto de lei e em convenções coletivas.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776101072936_2025_06_25_presidente_da_camara_dos_deputados_hugo_motta_2786442_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Intenção de Motta é votar a PEC na comissão especial e no plenário antes do projeto do governo Lula</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Spada/Agência Câmara</span></figcaption></figure><p>O acordo ocorreu nesta quarta (13) em reunião de Motta com os ministros da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, do Planejamento, Bruno Moretti, e do Trabalho, Luiz Marinho, além de integrantes da comissão da Câmara que debate o tema.</p><p>Até então, Motta estava resistente a votar o projeto de lei, enviado pelo governo sem seu conhecimento prévio e que tramita em regime de urgência. O presidente da Câmara preferia a PEC, que tem uma tramitação mais longa, exige mais negociação para ser aprovada e está sob relatoria de um aliado seu, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).</p><p>Um dos panos de fundo é uma disputa de bastidores sobre de quem seriam os méritos da redução da jornada perante a opinião pública. A PEC teria Motta como principal ator, enquanto o projeto de lei é assinado por Lula. O presidente da Câmara está cada vez mais próximo do governo, o que ajudou a minimizar esse embate e dividir os ganhos políticos da proposta.</p><p>Motta confirmou o acordo em nota. \"A proposta de emenda constitucional estabelecerá 40 horas semanais de trabalho, dois dias de folga, sem redução de salário, e o respeito e o fortalecimento das convenções coletivas de trabalho\", afirmou.</p><p>\"Além dos pontos da PEC, o entendimento caminhou para a necessidade de um projeto de lei, cuja base será o texto já encaminhado pelo Executivo, para adequar a legislação existente ao estabelecido pela PEC\", completou Motta.</p><p>O projeto foi enviado por Lula após governistas acusarem a Câmara de protelar a decisão sobre a escala de trabalho para tentar votá-la apenas depois da eleição. Com o regime de urgência, a proposta passa a trancar a pauta de plenário a partir do dia 30 de maio, o que impede que outros projetos de lei sejam votados.</p><p>A intenção de Motta é votar a PEC na comissão especial e no plenário antes do projeto, que trataria das regras para categorias específicas, como os trabalhadores embarcados em navios, que fazem escala de 15 dias em serviço e 15 de folga corridos, e outras profissões com escalas diferenciadas.</p><p>Prates apresentará seu parecer na comissão especial da Câmara no dia 20, com alterações na PEC original. Ele vai propor a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com uma regra de transição que ainda está sendo negociada e sem redução de salários.</p><p>Além disso, o parecer da PEC incluirá na Constituição dois dias de descanso semanais, proibindo a jornada de 6 dias de trabalho para 1 de folga. O texto, no entanto, trará maleabilidade para que a legislação possa adaptar situações específicas de categorias ou acordos coletivos de trabalho para jornadas diferenciadas.</p><p>O presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que a PEC terá um texto enxuto e deixará para as convenções coletivas tratarem de situações específicas. \"Vamos fazer algo muito pontual no texto constitucional, assegurando o fim da escala e a redução da jornada\", afirmou.</p><p>Segundo ele, ainda será necessário debater qual a regra de transição para o novo modelo. \"Haverá transição? E se haverá, de qual tempo? Esse ponto não teve consenso\", disse Alencar. Outro ponto em discussão é uma compensação aos empresários pelo aumento dos gastos com funcionários, mas ele destacou que o governo não concorda com compensações financeiras pela redução da jornada.</p><p>Motta ainda divulgou vídeo com ministros nas redes sociais para divulgar o acordo. \"Estamos caminhando a passos largos para consolidar na Câmara dos Deputados e deputadas a PEC, e delegando para o projeto de lei as especificidades de complementar a PEC, para valorizar a negociação coletiva\", disse Marinho.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Entenda o que é a 'taxa das blusinhas' e o vaivém do imposto",
  "description" : "Lula assinou MP que zera imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 após quase dois anos de embates",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - O presidente Lula (PT) assinou na terça-feira (12) uma \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/lula-assina-mp-que-zera-imposto-federal-da-taxa-das-blusinhas-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">MP (medida provisória) que zera o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 245), conhecido popularmente como \"taxa das blusinhas\".</a> A decisão foi anunciada no Palácio do Planalto após longo debate interno no governo e ocorre a poucos meses da eleição de 2026.</p><p>O imposto ganhou esse nome por atingir compras feitas em plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress. A cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre as encomendas de até esse valor entrou em vigor em agosto de 2024, após sanção de Lula, e era realizada por meio do programa Remessa Conforme.</p><p>Desde então, a medida virou alvo de críticas de consumidores, influenciadores e parte da base governista, enquanto representantes da indústria e do varejo nacional defenderam a taxação sob argumento de concorrência desleal com produtos importados. O tema também provocou divergências dentro do governo entre alas favoráveis à revogação e setores que defendiam a manutenção da cobrança.</p><p>Apesar da revogação do Imposto de Importação, as compras internacionais de até US$ 50 continuam sujeitas ao ICMS, imposto que tem alíquota que varia de 17 a 20% a depender do Estado.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776104954419_2023_03_14_compra_online_usando_o_celular_1277317_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Compra on-line usando o celular</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução</span></figcaption></figure><p><p>Confira a linha do tempo da \"taxa das blusinhas\"</p></p><p><b>Agosto de 2023: governo cria o Remessa Conforme</b></p><p>O governo lançou o programa Remessa Conforme, da Receita Federal, para regulamentar compras internacionais feitas pela internet. A proposta previa maior fiscalização das encomendas estrangeiras e adesão voluntária das plataformas internacionais.</p><p>Na época, compras de até US$ 50 feitas em empresas participantes do programa permaneceram isentas do Imposto de Importação, de competência federal, mas continuaram sujeitas ao ICMS cobrado pelos estados.</p><p><b>2023 e início de 2024: pressão do varejo nacional cresce</b></p><p>Empresas brasileiras do varejo e representantes da indústria passaram a pressionar o governo e o Congresso por uma tributação maior sobre plataformas estrangeiras. O argumento era de que varejistas nacionais pagavam impostos mais altos e enfrentavam concorrência desigual. Ao mesmo tempo, consumidores criticavam a possibilidade de fim da isenção para compras de baixo valor.</p><p><b>Maio de 2024: Câmara inclui taxação em projeto do Mover</b></p><p>Durante a tramitação do projeto do programa automotivo Mover, deputados incluíram um trecho prevendo cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida ficou conhecida nas redes sociais como \"taxa das blusinhas\". O tema ganhou grande repercussão política e virou alvo de campanhas nas redes sociais.</p><p><b>Junho de 2024: Senado mantém imposto e Lula sanciona lei</b></p><p>O Senado chegou a discutir retirar a cobrança, mas a maioria dos parlamentares decidiu manter a taxação. Em 27 de junho de 2024, Lula sancionou a lei que criou oficialmente o imposto de 20% para remessas internacionais de até US$ 50. A nova regra passou a valer a partir de 1º de agosto de 2024.</p><p><b>Agosto de 2024: imposto começa a valer</b></p><p>Com a entrada em vigor da lei, compras internacionais de até US$ 50 passaram a pagar 20% de Imposto de Importação, além do ICMS estadual. Acima desse valor, permaneceu a cobrança de 60% de imposto federal, com desconto fixo de US$ 20. A Receita Federal afirmou que o objetivo era ampliar o controle aduaneiro e combater fraudes e subfaturamento em importações.</p><p><b>2025: propostas para derrubar a taxa avançam no Congresso</b></p><p>Parlamentares passaram a apresentar projetos para restabelecer a isenção de compras internacionais de pequeno valor. Em abril de 2025, um projeto na Câmara propôs zerar o Imposto de Importação para remessas de até US$ 600 por ano para pessoas físicas.</p><p>No segundo semestre, audiências públicas na Câmara voltaram a discutir o tema, dividindo consumidores e setores econômicos.</p><p>Além disso, em abril, dez estados aumentaram de 17 para 20% a alíquota do ICMS em compras internacionais.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778668222009_177757472469f3a344845b1_1777574724_3x2_md.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Camisa estendida durante manifestação em Brasília</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação/ABVTEX</span></figcaption></figure><p><b>2026: governo passa a discutir revogação</b></p><p>Com desgaste político crescente, integrantes do governo começaram a defender publicamente o fim da cobrança. A discussão expôs um racha interno. De um lado, ministros ligados ao Palácio do Planalto defendiam a revogação da medida. De outro, setores ligados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio argumentavam que a taxa ajudava a proteger empregos e a indústria nacional.</p><p><b>Maio de 2026: Lula assina MP para zerar imposto</b></p><p>Nesta terça-feira (12), Lula assinou a medida provisória que zera o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50. A decisão representa uma reversão da política adotada pelo próprio governo menos de dois anos após o lançamento do Remessa Conforme e da sanção da lei que criou a taxação.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "body" : "<p>SÃO PAULO - Metade da população adulta das 26 capitais do país e de Brasília está inadimplente. O pior cenário está em Manaus, onde o percentual chega a 84%, e o melhor em Florianópolis, única abaixo dos 50%, com 43,8% na inadimplência.</p><p>A reportagem cruzou dados do Mapa da Inadimplência da Serasa referentes a março com a população a partir de 18 anos divulgada pelo Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica).</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778662289762_b542da77_67d8_4807_8d45_27cf8f1d0ea3.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Inadimplência por capitais em março</span> <span class=\"img-credit\">Fonte: Serasa e IBGE</span></figcaption></figure><p>Quando se considera a divisão por estado, a unidade da federação com o maior percentual de inadimplentes em relação à população adulta é o Amapá, onde 65,1% têm dívidas atrasadas, segundo o Serasa. Entre as capitais, Macapá aparece em segundo lugar, com 73,9%.</p><p>Os dados mostram que a inadimplência é mais crítica no Norte e Centro-Oeste do país.</p><p>Logo atrás do Amapá, o Distrito Federal registra 62,77%, seguido por Amazonas, com 60,10% da população inadimplente, e Mato Grosso do Sul, com 59,55%.</p><p>Tanto o estado do Rio de Janeiro quanto São Paulo estão acima da média nacional, com 59,33% e 55,56% da população com dívidas atrasadas, respectivamente. Nas capitais de ambos o percentual de pessoas nessa situação é semelhante, com a capital paulista a frente com 62,3% ante 61,4% da fluminense.</p><p>Na outra ponta, os estados do Sul e parte do Nordeste apresentam os menores índices: Santa Catarina possui a menor taxa do país, com 40,46%. Piauí e Espírito Santo também figuram entre os estados com menor percentual de devedores, com 41,20% e 42,93%, respectivamente.</p><p><p>Interesse pelo Desenrola</p></p><p>Para reduzir a inadimplência e melhorar os índices de aprovação da gestão Lula (PT), o governo federal lançou na semana passada a segunda edição do Desenrola,\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/cinco-pontos-sobre-o-novo-desenrola-pacote-de-medidas-para-reduzir-o-endividamento-lancado-pelo-governo-0526\" rel=\"\" target=\"_self\"> com descontos de até 90% na renegociação de dívida de consumios com bancos.</a></p><p>Na data do lançamento, em 4 de maio, o interesse de buscas pelo programa atingiu nível máximo, mostram dados do Google Trends. O interesse se manteve alto no decorrer da semana, com buscas concentradas nos estados do Piauí, Acre, Ceará, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.</p><p>Entre os cinco municípios brasileiros onde a procura pelo programa foi maior, Cidade Ocidental (GO) tem 49,6% adultos na inadimplência, enquanto as capitais Teresina e Rio Branco têm 45,6% e 43,9%, respectivamente.</p><p>De acordo com pesquisa Datafolha realizada em abril, dois em cada três brasileiros (67%) dizem ter dívidas financeiras e um a cada cinco (21%) diz estar com o pagamento em atraso. A inadimplência no cartão de crédito parcelado foi citada por 29% de quem tem essa dívida, seguida por empréstimos em banco (26%) e carnês de lojas (25%).</p><h2><p>Leia mais sobre Desenrola</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "title" : "Pix entra na declaração do Imposto de Renda? Entenda a polêmica sobre o meio de pagamento",
  "description" : "Não há campo para declarar Pix, segundo a Receita, mas a depender do tipo de rendimento, o valor deverá ser informado; movimentação do contribuinte, no entanto, é acompanhada pelo fisco por meio da e-Financeira",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - Contribuintes obrigados a declarar o \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br//tema/imposto-de-renda/\" rel=\"\" target=\"_self\">Imposto de Renda</a> 2026 podem ter dúvidas sobre os pagamentos recebidos ou realizados por meio do \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br//tema/pix\" rel=\"\" target=\"_self\">Pix,</a> se devem ser declarados ou não à Receita Federal. Polêmicas envolvendo fakenews podem ser responsáveis por confundir o cidadão.</p><p>Segundo a Receita Federal, o Pix, por si só, não precisa ser declarado. O meio de pagamento, assim como outras formas de receber ou enviar dinheiro, não faz diferença para o fisco. O que deve constar na declaração são os rendimentos recebidos e pagamentos realizados, independentemente de terem sido feitos por Pix, transferência bancária, débito automático, cheque, com cartão de crédito ou dinheiro.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778573156607_mg_5213.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Pessoa fazendo pagamento por meio do Pix</span> <span class=\"img-credit\">Bruno Peres/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>As operações não são identificadas individualmente pelo tipo de transferência, o que significa que não há distinção entre Pix, depósito, cartão ou qualquer outra forma de movimentação.</p><p>Para acompanhar os rendimentos dos contribuintes, a Receita Federal utiliza o sistema e-Financeira, criado em 2015 e que reúne arquivos digitais enviados por instituições financeiras como bancos e outras empresas. O objetivo é permitir o acesso do fisco a dados de movimentações para auxiliar as ações de fiscalização e combate à sonegação.</p><p>No entanto, segundo o fisco, as instituições financeiras informam movimentações mensais acima de R$ 5.000, no caso de pessoas físicas, e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, o que significa que valores abaixo disso não são reportados.</p><p>Mas mesmo movimentações acima do limite não geram por si só questionamentos automáticos aos contribuintes. Há cruzamento de outros dados, caso a Receita considera que tenha ocorrido algum tipo de movimentação atípica.</p><p>\"Movimentações financeiras atípicas podem gerar questionamentos quando divergirem de outras informações da Receita Federal\", diz o fisco.</p><p>\"Às vezes a ausência de movimentação financeira pode ser um indício para questionamentos. Por exemplo, um supermercado que paga dividendos milionários a seus sócios, mas não apresenta movimentação financeira durante o ano chamaria a atenção, uma vez que se espera que supermercados tenham alto fluxo de movimentação financeira envolvendo clientes e fornecedores. São apenas exemplos hipotéticos\", diz a Receita.</p><p>\"Caso a movimentação financeira seja inconsistente com outras informações que a Receita detém, ela pode gerar questionamentos. Um exemplo hipotético seria um contribuinte que declara renda mensal de R$ 10 mil em seu Imposto de Renda, mas movimenta R$ 1 milhão por mês costumeiramente\", diz o fisco.</p><p>Alguns contribuintes também têm dúvidas sobre se transferências entre contas do mesmo titular ou entre familiares podem gerar algum tipo de alerta. Sobre isso, a Receita afirma que a e-Financeira informa os valores movimentados de maneira agregada, sem identificar os destinatários das movimentações. Assim, é impossível para o fisco identificar se a transação foi feita entre familiares através deste instrumento.</p><p>Na prática, o que importa para o Imposto de Renda não é o meio de pagamento utilizado, mas a natureza dos valores recebidos e movimentados ao longo do ano. Com isso, o primeiro passo é verificar se o contribuinte é obrigado a declarar: uma das regras que obriga o envio é ter recebido, em 2025, rendimentos tributáveis (como salário e aposentadoria) a partir de R$ 35.584.</p><p>Se for obrigado a declarar, precisará detalhar, no IR, os valores recebidos no ano de renda de pessoas físicas e jurídicas (como salários e pagamentos recebidos por serviços prestados, no caso de autônomos), investimentos bancários, compra de bens, pagamento de dívidas, recebimento de doação, por exemplo, dentre outras movimentações.</p><p>A desconfiança em torno do Pix e o aumento das dúvidas sobre o método de pagamento ganharam força após a publicação de uma norma em janeiro de 2025, posteriormente revogada, que atualizava regras de monitoramento de transações financeiras pela Receita. O fisco, porém, monitora movimentações há mais de 20 anos.</p><p><p>Pix precisa ser declarado no IR 2026?&nbsp;</p></p><p>Não há um campo específico para declarar Pix no Imposto de Renda. A renda do trabalho é considerada tributável e deve ser informada em uma das fichas da declaração, dependendo de onde veio o pagamento, e ele pode ter sido feito no Pix.</p><p>Se foi pago por empresa, deve ir em \"Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ\". Se foi pago por pessoa física, vai na ficha \"Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF/Exterior\".</p><p>O contribuinte também deve prestar contas sobre seu patrimônio. Por exemplo, se vendeu um carro no ano passado e o valor foi recebido por meio do Pix, é recomendável que, na discriminação, informe ter recebido o valor ou parte dele por meio do Pix, mas não é obrigatório esse nível de detalhamento. Basta dizer que o pagamento foi feito à vista.</p><p><p>A Receita fiscaliza de alguma forma o Pix na declaração?</p></p><p>Sandro Rodrigues, economista, contabilista e fundador da Attend Contabilidade, explica que a Receita não fiscaliza o Pix isoladamente, mas monitora a movimentação financeira global dos contribuintes por meio de sistemas como a e-Financeira.</p><p>\"Esse cruzamento permite identificar divergências entre os valores movimentados e a renda declarada\", diz ele. Rodrigues aponta algumas situações que podem chamar a atenção da Receita na declaração do Imposto de Renda:</p><p>Prestação de serviços não declarada: um profissional autônomo recebe, ao longo do ano, R$ 60 mil via Pix por serviços prestados a clientes, mas não informa esses rendimentos na declaração. Caso parte desses pagamentos tenha sido feita por empresas, os valores podem ser informados por elas ao fisco, gerando inconsistência e alto risco de malha fina.</p><p>Aluguel recebido informalmente: um contribuinte recebe mensalmente R$ 3.000 via Pix de um imóvel alugado sem contrato formal e deixa de declarar. Ainda que o pagamento seja informal, trata-se de rendimento tributável, e a omissão pode levar à cobrança de imposto, multa e juros.</p><p>Movimentação incompatível com a renda: uma pessoa declara renda anual de R$ 25 mil, mas movimenta R$ 120 mil ao longo do ano via Pix. Mesmo que os valores tenham origens diversas, a discrepância pode ser identificada nos cruzamentos da Receita, exigindo comprovação da origem dos recursos.</p><p><p>A Receita pode notificar o contribuinte por causa das movimentações no Pix?</p></p><p>Caso haja incompatibilidade entre a sua movimentação financeira e o que declara ao fisco, o contribuinte pode ser chamado a prestar esclarecimentos ou até cair na malha fina.</p><p>Por isso, especialistas recomendam manter organização dos comprovantes, declarar corretamente todos os rendimentos e evitar omissões, especialmente em casos de recebimentos frequentes via Pix, que podem caracterizar atividade tributável.</p><p>O Pix é apenas um meio de pagamento e o que importa para o fisco continua sendo a origem e a correta declaração dos valores.</p><p><p>Quais os cuidados com o Pix ao declarar o IR?</p></p><p>O uso do Pix não muda as regras do Imposto de Renda, diz Sandro, da Attend, mas exige atenção do contribuinte quanto à origem e à correta declaração dos valores movimentados. De acordo com a Receita Federal, o Pix não é tributado por si só, o que deve ser informado na declaração é a natureza do recurso recebido.</p><p>Na prática, valores recebidos via Pix por título de salário, prestação de serviços, aluguéis ou outras rendas devem ser declarados normalmente como rendimentos tributáveis. Já transferências entre contas do mesmo titular, empréstimos ou doações não geram imposto automaticamente, mas podem exigir registro em fichas específicas da declaração e podem exigir pagamento de impostos estaduais.</p><p><p>Quais dados dos contribuintes são compartilhados com a Receita?</p></p><p>As instituições financeiras repassam apenas os valores consolidados das operações. Ou seja, não são identificadas a natureza, a origem ou a modalidade de cada transação, apenas o montante movimentado mensalmente por contribuinte.</p><p>Os dados são informados em um sistema informático conhecido como SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que existe desde 2007. O sigilo bancário, regulado pela lei complementar 105/2001, não é violado, já que a Receita não tem acesso aos detalhes das transações.</p><p>O sigilo bancário pode ser quebrado em casos específicos, detalhados pela lei complementar, mediante um processo judicial ou administrativo.</p><h2><p>Leia mais sobre IR 2026&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "title" : "Lula assina MP que zera imposto federal da 'taxa das blusinhas'",
  "description" : "Medida assinada pelo presidente, nesta terça-feira (12), acaba com imposto sobre compras de até US$ 50 em plataformas on-line no exterior",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - O presidente \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" rel=\"\" target=\"_self\">Luiz Inácio Lula da Silva</a> assinou, na noite desta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal da chamada \"taxa das blusinhas\", um tributo sobre mercadorias importadas de até US$ 50, compradas em plataformas on-line.</p><p>A assinatura da medida não estava prevista na agenda. O presidente convocou representantes dos ministérios e abriu uma transmissão para o ato, que foi informada à imprensa instantes antes de começar.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778616394610_55265562402_9e7a505e42_k.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Evento para assinatura da MP para zerar imposto da taxa das blusinhas não estava previsto na agenda.</span> <span class=\"img-credit\">Wallison Breno/PR</span></figcaption></figure><p>O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou os detalhes da medida. Ceron representou a pasta no ato, já que o ministro Dario Durigan estava em uma audiência pública da Câmara dos Deputados sobre a escala 6x1.</p><p>\"Presidente, com a sua autorização, comunicamos que, depois de três anos em que conseguimos combater o contrabando e regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante\", disse Ceron, durante a cerimônia de assinatura.</p><p>Na prática, todas as compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas ficam com tributos federais zerados, segundo o secretário. Ceron disse que o contrabando foi \"eliminado\" com a taxa das blusinhas, o que permitiu esse passo.</p><p>A MP deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta terça. Em paralelo, a Fazenda vai publicar portaria zerando a alíquota dos impostos sobre os produtos de até US$ 50.</p><p>\"A partir de amanhã (quarta-feira), esses produtos vão poder ser adquiridos sem qualquer tributo federal\", disse Ceron, acrescentando que a medida deve beneficiar a população mais pobre.</p><p>A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que a medida foi bastante pensada pelo governo, \"com calma, cuidado\", que começa a valer assim que publicada, já que medidas provisórias têm força de lei e vigência imediata.</p><p>A cobrança da \"taxa das blusinhas\" começou em agosto de 2024, após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. O governo já vinha se mostrando dividido em relação ao tributo, com alguns ministros defendendo o seu fim.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Ypê apresenta 239 medidas de correção após suspensão de produtos, diz Anvisa",
  "description" : "Em reunião na sede da agência, representantes da Ypê mostraram as ações em andamento, segundo o órgão regulador",
  "body" : "<p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta terça-feira (12) que a Ypê apresentou 239 medidas corretivas para conseguir reverter a determinação de recolhimento e suspensão de fabricação de parte dos seus produtos de limpeza.</p><p>Em reunião na sede da agência, representantes da Ypê mostraram as ações em andamento, segundo o órgão regulador. Os diretores da Anvisa devem avaliar na quarta-feira (13) um recurso da empresa.</p><p>A empresa informou que as equipes da fábrica de Amparo (SP) \"intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária\", ainda de acordo com a Anvisa. \"As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025\", disse a agência.</p><p>No último dia 7, a Anvisa determinou o recolhimento de detergente, sabão líquido para roupas e desinfetante de todos os lotes da Ypê com a numeração final 1 fabricados em Amparo. A agência também suspendeu a produção dos produtos.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778146070903_ype.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Anvisa suspende lotes de produtos Ypê por ‘risco de contaminação microbiológica'</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução / Instagram</span></figcaption></figure><p>\"Na quarta-feira (13/5), a Diretoria Colegiada da Anvisa avaliará o recurso suspensivo apresentado pela empresa na última sexta (8/5)\", disse a Anvisa.</p><p>Segundo a agência, participaram da reunião o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e o diretor Daniel Meirelles, que é responsável pela área de fiscalização, além do presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o vice-presidente de operações da empresa, Jorge Eduardo Beira.</p><p>Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciaram uma campanha a favor da empresa nas redes sociais e acusaram a Anvisa de perseguição política. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou uma foto com detergente da marca no sábado (9), enquanto o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), defendeu a marca.</p><p>Na segunda-feira (12), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que vídeos \"irresponsáveis\" tentam transformar a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê em disputa política.&nbsp;Ainda afirmou que as medidas contra a empresa envolveram análises do setor de vigilância do estado de São Paulo, que é governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, além da área comandada na Anvisa por Daniel Meirelles, que foi indicado ao cargo pelo ex-presidente.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Imposto de Renda para casais: declarar juntos ou separados?",
  "description" : "Entenda quais fatores devem ser considerados antes de escolher o modelo de declaração",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778609930125_2026_05_12_edicasecasais_devem_avaliar_renda_e_patrimonio_antes_de_escolher_o_modelo_de_declaracao_imagem_andrzej_rostek_shutterstock_7g9h7ocrn.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Casais devem avaliar renda e patrimônio antes de escolher o modelo de declaração</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Andrzej Rostek | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>No momento de fazer a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), muitos casais ficam em dúvida sobre qual modelo escolher: declaração conjunta ou separada. Embora reunir tudo em uma única declaração possa parecer mais prático, a decisão exige atenção, já que pode impactar diretamente no valor da restituição ou do imposto a pagar.</p><p>Segundo Flávio Augusto Sampaio Menezes, contador e gerente de controladoria da Multimarcas Consórcios, não existe uma fórmula única. “Para muitos brasileiros, o compromisso do casamento traz consigo uma dúvida recorrente no primeiro semestre do ano: como declarar o Imposto de Renda de forma estratégica? A decisão entre apresentar a declaração em conjunto ou separadamente não é apenas burocrática, mas uma escolha financeira que pode determinar o tamanho da sua restituição — ou o risco de cair nas ‘garras do Leão'”, afirma.</p><p>A seguir, o especialista lista os principais pontos que devem ser avaliados antes de optar pela declaração conjunta:</p><h2>1. Declaração conjunta: quem pode optar</h2><p>Segundo as regras da Receita Federal, podem optar pela declaração conjunta os seguintes contribuintes:</p><p><ul>\n <li>Casais oficialmente casados, independentemente do regime de bens;</li>\n <li>Pessoas em união estável com mais de cinco anos de convivência;</li>\n <li>Casais com filhos em comum, mesmo que não tenham vínculo formalizado em cartório.</li>\n</ul></p><p>Vale ressaltar que a união homoafetiva também é reconhecida pela legislação, desde que seja comprovada mediante certidão de casamento, contrato de união estável registrado em cartório ou acordo judicial.</p><h2>2. Como funciona a declaração em conjunto</h2><p>Na declaração em conjunto, um dos cônjuges assume o papel de titular da declaração, enquanto o outro é incluído como dependente. Essa escolha deve ser feita pelo casal, considerando o impacto na base de cálculo e nas possíveis deduções. O cônjuge declarado como dependente pode ter rendimentos próprios, bens e direitos, que serão agregados à declaração principal.</p><h2>3. Vantagens de declarar juntos</h2><p>Dependendo da renda e das despesas do casal, a declaração conjunta pode oferecer vantagens, como:</p><p><ul>\n <li>Possibilidade de aumentar as deduções: despesas médicas, educação e dependentes podem ser concentradas em uma única declaração, reduzindo a base de cálculo do imposto. Quando um dos cônjuges possui renda menor, reunir as despesas dedutíveis em apenas uma declaração pode trazer um resultado mais positivo;</li>\n <li>Mais praticidade na organização: para casais que compartilham patrimônio, contas e investimentos, a declaração conjunta pode facilitar o preenchimento e a gestão dos documentos;</li>\n <li>Pode gerar maior restituição em alguns casos: quando apenas uma pessoa possui renda elevada, incluir o parceiro como dependente pode ajudar a ampliar benefícios tributários;</li>\n <li>Facilita a declaração de bens compartilhados: imóveis, veículos e aplicações financeiras podem ser declarados de forma centralizada, reduzindo inconsistências nas informações.</li>\n</ul></p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778609930441_2026_05_12_edicasedeclaracao_separada_requer_atencao_as_regras_sobre_divisao_e_titularidade_dos_bens_imagem_fizkes_shutterstock_b673oe0u8i.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Declaração separada requer atenção às regras sobre divisão e titularidade dos bens</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | ShutterStock</span></figcaption></figure><h2>Regimes de bens e declaração separada</h2><p>Os casais que optarem por fazer a declaração em separado devem observar as regras conforme o regime de bens adotado. A principal diferença ocorre nos casos de comunhão parcial ou total de bens.</p><p>Se os bens forem comuns ao casal, basta que um dos cônjuges declare o bem em sua declaração. Na declaração do outro, o bem não será listado na ficha “Bens e Direitos”, mas deve ser mencionado no campo “Discriminação” com o código 99, informando que o bem está declarado na declaração do cônjuge; com o nome e CPF do cônjuge que declarou o bem. Esse procedimento evita duplicidade de informação e inconsistências que possam gerar pendências com a Receita.</p><p>Para casais em união estável, a Receita Federal exige comprovação da relação. Isso pode ser feito por meio de:</p><p><ul>\n <li>Escritura pública de união estável registrada em cartório;</li>\n <li>Acordo judicial;</li>\n <li>Declaração registrada com reconhecimento de firma;</li>\n <li>Comprovação da existência de filhos em comum.</li>\n</ul></p><p>A recomendação é manter a documentação arquivada para eventual apresentação à Receita Federal em caso de exigência ou fiscalização.</p><h2>Estratégia fiscal e o risco da omissão</h2><p>A escolha da modalidade deve ser precedida por cálculos. É necessário avaliar qual cenário resulta em maior economia ou restituição, considerando o regime de bens e a soma dos rendimentos.</p><p>A prudência se justifica pelos números: anualmente, mais de 1 milhão de contribuintes ficam retidos na malha fina. Segundo dados oficiais da Receita Federal, a omissão de rendimentos — muitas vezes por simples descuido ao não somar ganhos de ambos na declaração conjunta — continua sendo o principal motivo de autuação.</p><h2>Checklist para o casal: precisão é a palavra de ordem</h2><p>Para garantir uma temporada de IR sem sustos, o caminho envolve três pilares fundamentais:</p><p><ul>\n <li>Simulação: utilize o software da Receita Federal para testar os dois cenários, conjunto e separado antes do envio final;</li>\n <li>Organização documental: mantenha a titularidade de bens e comprovantes de despesas dedutíveis rigorosamente organizados;</li>\n <li>Atenção aos detalhes: erros de preenchimento em rendimentos e deduções são rastreados com facilidade pelos cruzamentos de dados atuais.</li>\n</ul></p><p>Para Flávio Augusto Sampaio Menezes, “em última análise, declarar o Imposto de Renda após o matrimônio exige uma visão analítica da vida financeira a dois. O sucesso da declaração reside na exatidão das informações e na escolha da estratégia que melhor se adapta à realidade tributária da família”.</p><p>Por Fernanda Novello Azevedo</p>",
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  "title" : "Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, entra com pedido de recuperação judicial",
  "description" : "Empresa enfrenta alto endividamento desde 2024; pedido foi ajuizado em São Paulo sob segredo de Justiça nesta terça-feira (12)",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - O Grupo Toky, dono das redes de móveis e decoração Tok&amp;Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (12) em meio ao agravamento de sua crise financeira e operacional, após meses de aumento das reclamações de consumidores sobre atrasos nas entregas, dificuldades para obter reembolso e falhas de atendimento.</p><p>\"Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&amp;Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando\", afirmou em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778597572906_marcas_7.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Loja Tok&Stok: rede está presente em 21 Estados e no Distrito Federal.</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p>De acordo com o grupo, a situação \"exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital\".</p><p>As ações da empresa derretem na Bolsa de Valores brasileira. Por volta das 12h, os papéis eram negociados a R$ 0,17, queda de 41%. Na mínima do pregão, as ações chegaram a cair 45%.</p><p>Entre 10h e 11h, as ações entraram em leilão, mecanismo em que as operações com um ativo são temporariamente suspensas devido à alta volatilidade. No acumulado do ano, os papéis têm queda de 79%.</p><p>A empresa disse que o pedido de recuperação judicial, autorizado pelo conselho de administração, busca \"resguardar a companhia e as suas controladas, viabilizar a continuidade de suas atividades, preservar os serviços por elas prestados, preservar seu valor e sua função social, bem como criar condições para a negociação e implementação de solução adequada para suas obrigações\".</p><p>O pedido foi ajuizado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo, sob segredo de justiça.</p><p>O avanço dos problemas já vinha sendo percebido pelos clientes da varejista. Entre as principais queixas relatadas estavam demora na entrega de produtos, ausência de devolução de valores pagos e dificuldade de comunicação com a empresa.</p><p>Em entrevista à Folha de S. Paulo, Victor Noda, CEO do grupo Toky, afirmou que a rede enfrentava problemas de integração desde que a Mobly propôs a compra da Tok&amp;Stok, em agosto de 2024. A operação marcou uma tentativa de reorganização da companhia em meio à deterioração do negócio.</p><p>Fundada em 1978 pelo casal francês Ghislaine e Régis Dubrule, a Tok&amp;Stok se consolidou no mercado brasileiro como referência em móveis e itens de decoração voltados às classes A e B, apostando em design contemporâneo e lojas de grande porte em bairros nobres e shopping centers.</p><p>O crescimento, porém, foi acompanhado de um aumento do endividamento da companhia. Em 2012, os fundadores venderam o controle da empresa para a gestora de private equity Carlyle.</p><p>Já a Mobly, empresa baseada no comércio eletrônico e mais direcionada ao público de classe C, também passou a enfrentar dificuldades após o forte crescimento registrado durante a pandemia de Covid-19. Com a desaceleração do consumo digital no pós-pandemia, o setor de móveis passou a conviver com margens mais pressionadas e queda na demanda.</p><p>O pedido de recuperação judicial ocorre em um cenário de retração do varejo de bens duráveis e de maior seletividade do consumidor, afetando empresas dependentes de crédito e de logística complexa.</p><p><p>Mudanças no conselho</p></p><p>Na noite de segunda-feira (11), o grupo Toky havia informado que quatro fundos geridos pela SPX Private Equity estavam em \"estágio avançado de negociações\" para a venda da totalidade de suas participações em ações e bônus de subscrição da empresa, conforme comunicado ao mercado.</p><p>De acordo com o documento, os fundos anunciaram que Fernando Porfirio Borges renunciaria ao cargo no conselho de administração em razão das negociações.</p><p>Em outro comunicado também enviado na noite de segunda-feira, o grupo disse que Felipe Fonseca Pereira também renunciou ao seu cargo no conselho de administração da companhia.</p><p>Para ocupar essas vagas, a empresa elegeu interinamente Fabio Ferrante, como conselheiro, e André França, como conselheiro independente.</p><p><ul>\n <li><b>RAIO-X GRUPO TOKY</b></li>\n <li><b>Fundação:</b> 1978</li>\n <li><b>Sede:</b> São Paulo</li>\n <li><b>Funcionários:</b> 1.800</li>\n <li><b>Marcas:</b> Tok&amp;Stok, Mobly e Guldi</li>\n <li><b>Lojas:</b> 65 (50 Tok&amp;Stok e 15 Mobly); 3 CDs (SP, MG e SC)</li>\n <li><b>Presença:</b> 21 estados e DF (Tok&amp;Stok); São Paulo (Mobly)</li>\n <li><b>Receita líquida:</b> R$ 1,5 bilhão</li>\n <li><b>Principais concorrentes: </b>Camicado, Mercado Livre, Westwing e Madeira Madeira, além de grandes varejistas de móveis</li>\n</ul></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Pais separados: quem pode declarar o filho como dependente no Imposto de Renda?",
  "description" : "Guarda, pensão alimentícia e acordos judiciais influenciam o preenchimento correto do formulário",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778591930029_2026_05_12_edicasepais_separados_precisam_alinhar_informacoes_antes_do_envio_da_declaracao_imagem_regi_cris_shutterstock_37f6jua.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Pais separados precisam alinhar informações antes do envio da declaração</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Regi Cris | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Na reta final do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, que vai até 29 de maio, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre como realizar o preenchimento corretamente. Entre as questões mais frequentes, está a situação de pais separados: afinal, quem pode incluir o filho como dependente? A resposta depende de regras específicas da Receita Federal e exige atenção para evitar inconsistências e possíveis problemas fiscais.</p><p>Apenas um dos pais pode incluir o filho como dependente na declaração , explica Rejanny Monteiro, contadora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera. “Em regra, essa condição cabe ao responsável que possui a guarda judicial da criança ou do adolescente. Nos casos de guarda compartilhada, a definição deve ocorrer em comum acordo entre os pais, já que a legislação não permite que ambos utilizem o mesmo dependente simultaneamente”, esclarece.</p><h2>Regras mudam quando há pagamento de pensão</h2><p>Outro ponto importante envolve a pensão alimentícia. Quando o pagamento é formalizado por decisão judicial ou acordo homologado, o responsável pelo pagamento da pensão não pode declarar o filho como dependente. “Nessa situação, ele poderá deduzir os valores pagos a título de pensão alimentícia, enquanto o outro responsável, que recebe a pensão e mantém a guarda, poderá incluir o filho como dependente e deduzir despesas relacionadas à educação e saúde”, destaca a especialista.</p><p>Rejanny Monteiro alerta ainda que, caso ambos os pais informem o mesmo dependente em suas declarações, a Receita Federal poderá identificar a duplicidade e reter os documentos para verificação. Isso pode gerar atrasos na restituição e até mesmo a aplicação de penalidades.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778591930335_2026_05_12_edicaseorganizacao_dos_documentos_ajuda_a_evitar_inconsistencias_fiscais_imagem_fizkes_shutterstock_ydbw2muv.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Organização dos documentos ajuda a evitar inconsistências fiscais</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Evitando erros que podem gerar problemas com a Receita Federal&nbsp;</h2><p>Para evitar erros, é fundamental manter toda a documentação organizada e atualizada, incluindo decisões judiciais, acordos de guarda e comprovantes de despesas. Segundo Rejanny Monteiro, planejamento e diálogo são essenciais nesse processo.</p><p>“A legislação é clara ao permitir apenas um declarante por dependente. Por isso, o ideal é que os pais avaliem juntos qual alternativa é mais vantajosa, sempre respeitando as regras fiscais e evitando inconsistências que possam gerar problemas com a Receita Federal”, explica.</p><p>A especialista reforça ainda que, em caso de dúvidas, o contribuinte deve buscar orientação profissional para garantir o preenchimento correto da declaração.</p><p>Por Camila Souza Crepaldi</p>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778523530741_2026_05_11_edicasea_transicao_das_novas_regras_pode_impactar_desde_emissao_de_notas_ate_formacao_de_precos_contratos_e_fluxo_de_caixa_imagem_studio_romantic_shutterstock_qg1l0a3rp.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A transição das novas regras pode impactar desde emissão de notas até formação de preços, contratos e fluxo de caixa</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Studio Romantic | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>A reforma tributária já começou a mudar a rotina de empresas brasileiras e deve exigir adaptação de negócios de todos os tamanhos nos próximos anos. A transição das novas regras começa em 2026 e pode impactar desde emissão de notas até formação de preços, contratos e fluxo de caixa.</p><p>A principal mudança envolve a substituição de tributos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) por novos modelos de cobrança, como CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)&nbsp;e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).</p><p>Para o advogado tributarista Rafael Roveri Molina, de São José do Rio Preto, muitas empresas ainda não perceberam o tamanho da mudança. “Muita gente acha que a reforma vai impactar apenas o valor dos impostos, mas ela também altera processos internos, controle financeiro e a forma como as empresas organizam suas operações”, afirma.</p><p>Segundo ele, negócios que deixarem para se adaptar na última hora podem enfrentar mais dificuldade operacional e aumento de custos. A carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional. O Brasil também aparece entre os países com sistema tributário mais complexo do mundo.</p><p>Abaixo, veja o que os empresários já podem fazer:</p><h2>1. Revisar o enquadramento tributário</h2><p>Avaliar se o modelo atual da empresa continua sendo o mais vantajoso pode evitar prejuízos futuros.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778523530971_2026_05_11_edicaseempresas_que_mantem_a_organizacao_financeira_em_dia_costumam_enfrentar_menos_obstaculos_durante_a_adaptacao_as_novas_exigencias_tributarias_imagem_antonio_guillem_shutterstock_rlhbseb.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Empresas que mantêm a organização financeira em dia costumam enfrentar menos obstáculos durante a adaptação às novas exigências tributárias</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Antonio Guillem | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>2. Organizar melhor o financeiro</h2><p>Empresas com controles financeiros desorganizados tendem a enfrentar mais dificuldade na adaptação às novas regras.</p><h2>3. Atualizar sistemas e emissão fiscal</h2><p>Softwares antigos ou processos muito manuais podem gerar erros e retrabalho.</p><h2>4. Rever contratos e fornecedores</h2><p>A reforma pode alterar custos em diferentes etapas da operação e impactar negociações.</p><h2>5. Acompanhar as novas regulamentações</h2><p>Parte das regras ainda será definida nos próximos anos, exigindo acompanhamento constante.</p><h2>Planejamento antecipado pode reduzir riscos</h2><p>Conforme Rafael Roveri Molina, “a empresa que começa a se organizar antes ganha tempo para corrigir processos e reduzir riscos durante a transição”. Segundo o advogado tributário, empresas que investirem em organização financeira e integração entre setores fiscal, contábil e administrativo devem enfrentar menos dificuldades ao longo da mudança.</p><p>Por Henrique Fernandes</p>",
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  "title" : "Dia do Barbeiro: descubra como ganhar destaque no mercado de beleza masculina",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778501931214_2026_05_11_edicaseconstruir_uma_carreira_na_barbearia_exige_mais_do_que_equipamentos_e_dominio_dos_cortes_imagem_yaroslav_astakhov_shutterstock_5n140gdas.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Construir uma carreira na barbearia exige mais do que equipamentos e domínio dos cortes</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Yaroslav Astakhov | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Com o crescimento do mercado de autocuidado masculino e o aumento no número de barbearias no Brasil, a profissão de barbeiro tem despertado o interesse de cada vez mais pessoas. Mas, afinal, por onde começar? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre quem deseja ingressar na área, entender quais ferramentas são indispensáveis e quais habilidades precisam ser desenvolvidas desde os primeiros passos.</p><p>No Dia do Barbeiro, celebrado em 11 de maio, especialistas em formação profissionalizante reforçam que, antes mesmo de investir em um kit completo de equipamentos, o mais importante é buscar conhecimento, desenvolver técnica e compreender a função de cada material utilizado nos cortes de cabelo e barba.</p><p>Nos cursos profissionalizantes de barbeiro, o primeiro contato do aluno com a barbearia acontece de forma estruturada e alinhada às exigências do mercado . Segundo Aline Augusto, diretora de marketing, inovação e pedagógica do Instituto Embelleze, maior rede de formação profissional na área da beleza da América Latina, a capacitação vai muito além do aprendizado técnico relacionado ao uso dos equipamentos.</p><p>“Nos cursos de barbeiro do Instituto Embelleze, os alunos, além de aprenderem a manusear corretamente cada ferramenta, recebem formação em áreas essenciais para a atuação profissional, como empreendedorismo, atendimento ao cliente, inteligência emocional, gestão de redes sociais, higienização dos materiais e outras práticas fundamentais para a rotina do mercado da beleza”, explica.</p><h2>Equipamentos e técnicas essenciais para um barbeiro</h2><p>De acordo com Lucas Cavalcanti (Caval), referência nacional no universo da barbearia e ex-aluno do Instituto Embelleze, itens como máquina de corte, tesoura, navalha, pentes de diferentes medidas e produtos formam a base do trabalho . Cada item exige domínio, algo que só se aprende com prática e orientação adequada.</p><p>Na parte técnica, o aprendizado vai além do simples manuseio. Alunos iniciantes desenvolvem habilidades essenciais, como divisão correta do cabelo, entendimento das linhas de corte, controle de altura e inclinação da máquina, além de técnicas de acabamento e transição, como o degradê, um dos estilos mais procurados nas barbearias.</p><p>“Nós costumamos dizer que os equipamentos não fazem o barbeiro. O que realmente faz diferença é saber usar bem o que se tem em mãos. Com uma boa máquina e uma tesoura de qualidade, já é possível executar a maioria dos cortes básicos, desde que o profissional tenha domínio técnico”, afirma Lucas Cavalcanti.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778501931576_2026_05_11_edicasealem_da_tecnica_a_profissao_de_barbeiro_exige_comunicacao_disciplina_e_atencao_aos_detalhes_no_atendimento_ao_cliente_imagem_pixel_shot_shutterstock_jboakulto9n.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Além da técnica, a profissão de barbeiro exige comunicação, disciplina e atenção aos detalhes no atendimento ao cliente</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Habilidades que vão além da técnica</h2><p>O atendimento ao cliente também é parte central da formação. Saber ouvir, interpretar pedidos, alinhar expectativas e manter uma boa comunicação são habilidades trabalhadas desde o início. Outro ponto que ganha destaque durante o aprendizado é o visagismo. Mesmo nas aulas iniciais, ele é apresentado como uma alternativa para orientar decisões.</p><p>“Não se trata apenas de executar o que o cliente pede, mas de saber orientar. Pequenas adaptações podem fazer toda a diferença no resultado final, considerando formato de rosto, estilo de vida e personalidade”, destaca o profissional.</p><p>Além disso, a construção de rotina e disciplina é mais um item de grande importância. Organização de agenda, pontualidade, postura no ambiente de trabalho e cuidado com a própria imagem são fatores que ajudam o iniciante a se posicionar no mercado desde cedo. Em um setor competitivo, esses detalhes podem ser decisivos para conquistar e fidelizar clientes.</p><h2>Quando ampliar o kit de trabalho</h2><p>À medida que o aluno evolui, ele aprende quando e como expandir seu kit de ferramentas. Novos acessórios, máquinas mais específicas e produtos diferenciados podem ser incorporados gradualmente, de acordo com a demanda e o nível técnico. Essa progressão evita gastos desnecessários e contribui para um crescimento natural.</p><h2>Conhecimento como diferencial na profissão</h2><p>Para Aline Augusto, a formação profissional deixa claro que o verdadeiro diferencial está no conhecimento. O barbeiro iniciante ainda precisa construir repertório técnico, desenvolver sensibilidade estética e aprimorar o relacionamento com o cliente. “Em um mercado em expansão no Brasil, impulsionado pela valorização do autocuidado masculino, a barbearia se consolida como uma oportunidade real de geração de renda e crescimento profissional”, conclui.</p><p>Por Leonardo Sandoval</p>",
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  "body" : "<p>RIO DE JANEIRO - A renda domiciliar per capita (por pessoa) dos 5% mais pobres do Brasil era de até R$ 299 por mês em 2025, enquanto o 1% mais rico ganhava acima de R$ 15,2 mil.</p><p>É o que indicam dados divulgados nesta sexta (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As informações são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Rendimento de todas as fontes.</p><p>A renda domiciliar per capita soma os recursos obtidos pelos moradores de um lar e divide esse dinheiro pelo número de pessoas.</p><p>Por exemplo: se uma mulher ganha R$ 5.000 por mês e vive com um filho (mãe solo), o rendimento domiciliar por pessoa é de R$ 2.500.</p><p>Podem entrar no cálculo recursos obtidos com o trabalho ou outras fontes. As outras fontes pesquisadas pelo IBGE são as seguintes:</p><p><ul>\n <li>aposentadoria e pensão;</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li>aluguel e arrendamento;</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li>pensão alimentícia, doação e mesada de não morador;</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li>programas sociais de transferência de renda do governo federal (como Bolsa Família e BPC), dos estados ou dos municípios;</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li>outros rendimentos, como rentabilidade de aplicações financeiras, bolsas de estudo, direitos autorais, exploração de patentes etc.</li>\n</ul></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778272012266_concentracao_de_renda_no_brasil.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Dados do IBGE apontam as diferentes faixas de renda da população brasileira em 2025.</span> <span class=\"img-credit\">Reprodução</span></figcaption></figure><p>Entre os 5% mais pobres, o rendimento por pessoa era de até R$ 299 por mês em 2025. Se a análise considerar uma base mais ampla, dos 30% mais pobres, o rendimento máximo fica em R$ 906 por pessoa.</p><p>Na fatia da população que ganhava acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos, uma camada intermediária, a renda correspondia a mais de R$ 906 até R$ 2.958 por pessoa. Esse seria o caso hipotético da mãe com o filho citado no início deste texto (R$ 2.500 por pessoa).</p><p>Ainda segundo a Pnad, os 20% mais ricos ganhavam mais de R$ 2.958 por mês por pessoa no ano passado. Porém, como o grupo com os maiores rendimentos é bastante heterogêneo, especialistas recomendam um olhar mais detalhado para ele.</p><p>Quando a análise considera os 10% mais ricos, a renda per capita ficava acima de R$ 4.609 no ano passado. Já os 5% mais ricos recebiam acima de R$ 6.900. Por fim, o 1% mais rico tinha ganho per capita superior a R$ 15.214 por mês.</p><p>A análise considera o rendimento bruto. Segundo o IBGE, ganhos esporádicos, como aqueles de loterias ou similares, não são captados.</p><p><p>Qual é a renda por pessoa de cada faixa no Brasil</p></p><p><ul>\n <li><b>5% mais pobres:</b> até R$ 299</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>10% mais pobres: </b>até R$ 451</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>20% mais pobres:</b> até R$ 694</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>30% mais pobres:</b> até R$ 906</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>Grupo acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos: </b>mais de R$ 906 até R$ 2.958</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>20% mais ricos:</b> mais de R$ 2.958</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>10% mais ricos: </b>mais de R$ 4.609</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>5% mais ricos: </b>mais de R$ 6.900</li>\n</ul></p><p><ul>\n <li><b>1% mais rico:</b> mais de R$ 15.214</li>\n</ul></p><p><b>Fonte: </b>IBGE</p><p>*\n<i>Rendimento domiciliar per capita por mês em 2025 (soma a renda dos moradores de um domicílio e divide essa quantia pelo número de pessoas)</i></p>",
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  "title" : "Entregou o Imposto de Renda? Veja 5 coisas que você precisa fazer após o envio da declaração",
  "description" : "Veja como alguns cuidados são importantes para evitar problemas com a Receita Federal",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778264300509_2026_05_08_edicaseficar_atento_ao_status_da_declaracao_apos_o_envio_pode_prevenir_erros_e_pendencias_fiscais_imagem_blossom_stock_studio_shutterstock_pydea7w.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Ficar atento ao status da declaração após o envio pode prevenir erros e pendências fiscais</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Blossom Stock Studio | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Com o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 em andamento, muitos contribuintes têm dúvidas sobre o que fazer após o envio do documento. Mesmo com a entrega do documento, segundo Fabio Alexandre Falquetti, professor do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, é preciso adotar alguns cuidados para evitar pendências e garantir que tudo esteja correto junto à Receita Federal.</p><p>Abaixo, Fabio Alexandre Falquetti lista algumas orientações sobre o que fazer após o envio da declaração do Imposto de Renda!</p><h2>1. Qual é o primeiro passo após apertar o botão de enviar a declaração?</h2><p>Muitos acreditam que o trabalho acaba no envio, mas o monitoramento imediato é o que evita dores de cabeça. O primeiro passo é acessar o portal e-CAC e acompanhar o processamento. Não basta enviar; é preciso garantir que o sistema da Receita Federal não apontou nenhuma divergência inicial nos cruzamentos de dados.</p><h2>2. Identifiquei um erro após o envio. E agora?</h2><p>Não há motivo para pânico, mas há motivo para agilidade. A retificação é uma ferramenta estratégica que deve ser usada assim que o erro é percebido. O ideal é corrigir antes de qualquer notificação oficial, pois isso demonstra a boa-fé do contribuinte e evita que o CPF fique travado em exigências fiscais futuras.</p><h2>3. Como funciona a lógica do recebimento da restituição?</h2><p>A restituição segue uma fila de prioridades estabelecida por lei, como idosos, professores e pessoas com deficiência, e também por critérios de eficiência, como o uso da declaração pré-preenchida ou recebimento via Pix . Se você não está nesses grupos, o segredo é o envio precoce: quanto antes a declaração for processada sem erros, mais cedo você entrará nos lotes regulares.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778264300762_2026_05_08_edicaseguardar_os_documentos_da_declaracao_por_cinco_anos_e_uma_medida_importante_para_se_resguardar_em_caso_de_fiscalizacao_imagem_andrey_popov_shutterstock_pp4e0rsrvo.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Guardar os documentos da declaração por cinco anos é uma medida importante para se resguardar em caso de fiscalização</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Andrey_Popov | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>4. Por quanto tempo devo ser o guardião dos meus documentos?</h2><p>A regra de ouro é de cinco anos. Esse é o prazo decadencial em que o Fisco pode questionar qualquer dado informado. A recomendação é manter tudo organizado, seja de forma física ou digital, pois, em uma eventual convocação para prestar esclarecimentos, a velocidade da sua resposta depende diretamente dessa organização prévia.</p><h2>5. O que significa monitorar notificações na prática?</h2><p>Significa não esquecer que o processo existe. A Receita Federal se comunica cada vez mais de forma digital; por isso, ficar atento à Caixa Postal dentro do e-CAC é essencial. Às vezes, uma pendência na Malha Fina é apenas um erro de digitação ou um CNPJ trocado que, se resolvido rápido, não gera multa nem complicações maiores.</p><p>“Manter a atenção após o envio da declaração é fundamental para evitar cair na malha fina. Pequenos erros podem ser corrigidos rapidamente quando identificados a tempo”, completa o professor Fabio Alexandre Falquetti. Mesmo depois da entrega, o acompanhamento e a organização são essenciais para garantir tranquilidade e evitar problemas com o Fisco.</p><p>Por Priscila Dezidério</p>",
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  "title" : "Semana S vai oferecer serviços gratuitos e vagas de qualificação em mais de 270 ações no ES",
  "description" : "Evento acontece de 9 a 16 de maio em unidades do Sesc e Senac do Estado; veja alguns destaques",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778255130489_whatsapp_image_2026_05_08_at_15.jpeg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Semana S reúne milhares de pessoas no ES</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p><p dir=\"ltr\"><span>Serviços odontológicos, passeios turísticos, oferta de cursos de qualificação profissional e palestras fazem parte das mais de 270 ações da Semana S do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece de 9 a 16 de maio no Espírito Santo.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>As iniciativas são abertas ao público nas unidades do Sesc e do Senac. Entre os destaques está o mutirão gratuito de atendimento odontológico, incluindo avaliação, limpeza, remoção de tártaro e aplicação de flúor, nas unidades do Sesc de Aracruz, Baixo Guandu, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, São Mateus, Linhares, Vitória e Vila Velha.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Nesse caso, a atividade será realizada de 11 a 15 de maio, conforme os horários especificados por cada unidade. Também haverá palestras voltadas à educação em saúde.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-563688b3-7fff-36c3-9c64-be3381fc1299\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Para realizar o atendimento odontológico, além de fazer a inscrição no site <a href=\"https://sesc-es.com.br/semanas/\" rel=\"\" target=\"_self\">sesc-es.com.br/semanas</a>, é necessário agendar o horário na unidade, por telefone ou presencialmente.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>A Semana S, que acontece de forma simultânea em todo o país, será realizada pela Confederação Nacional do Comércio, em conjunto com a <a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/centro-de-convencoes-nova-sede-e-cursos-os-investimentos-da-fecomercio-no-es-1225\" rel=\"\" target=\"_self\">Federação do Comércio (Fecomércio)</a>, o Sesc, o Senac e os sindicatos empresariais. Esta é a segunda edição da iniciativa, que, em 2025, atraiu mais de 18 mil pessoas. A expectativa, segundo o presidente da Fecomércio, Idalberto Moro, é aumentar em 20% a participação.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A programação inclui ainda passeios turísticos com roteiros históricos, culturais e de lazer, com saídas de Guarapari, Domingos Martins e Praia Formosa. As excursões serão realizadas nos dias 9 e 10 de maio, com destinos como o Santuário de São José de Anchieta, Meaípe, Praia da Areia Preta e Venda Nova do Imigrante. Para participar, é necessário entrar em contato com o setor de Turismo Social do Sesc pelo telefone (27) 99771-2150.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O Sesc Praia Formosa vai abrir as portas do parque aquático nos dias 9 e 10 e de 12 a 15 de maio, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis (preferencialmente leite em pó ou leite em caixinha). Para garantir o day use, os interessados devem retirar o bilhete antecipadamente pelo <a href=\"http://lets.events/organizer/sescpraiaformosa\" rel=\"\" target=\"_self\">portal Lets.events</a> e entregar os mantimentos na portaria.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-9876a2a1-7fff-9215-db84-a299f90d6ff1\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Empresários de diferentes segmentos poderão participar, de 9 a 14 de maio, de encontros e palestras realizados em todo o Estado. O objetivo é debater tendências de mercado, inovação, gestão e competitividade.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>No dia 15 de maio, no Ilha Buffet, em Vitória, a programação será voltada ao ambiente de negócios e ao futuro da economia. Entretanto, esta etapa é destinada apenas a empresários. A agenda inclui palestra com Pedro Salomão, que falará sobre “Felicidade, por onde andas?: bem-estar, inovação e performance nos negócios”.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-b87ba3e2-7fff-e565-eccd-ccefc9ca019a\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O debate sobre economia, geopolítica e os impactos das decisões internacionais nos negócios brasileiros fará parte do painel Global Voices, com a participação do escritor e economista Eduardo Giannetti e do doutor em ciência política Oliver Stuenkel.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-fcfffe97-7fff-311f-7ebc-707832b48551\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Dia aberto ao público em Vitória</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O dia 16 de maio será destinado ao público em geral, das 13h às 22h30. A entrada é gratuita, mediante inscrição on-line e doação solidária de 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados ao programa Mesa Brasil.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quem for ao Ilha Buffet poderá conhecer as unidades móveis com serviços nas áreas de odontologia, saúde da mulher, tecnologia da informação, gastronomia e saúde. Também haverá um espaço dedicado à economia criativa feminina, com produtos e serviços produzidos por mulheres empreendedoras.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-46db1a74-7fff-628f-5851-560ea5017f5c\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A programação conta ainda com atividades voltadas à carreira, como oficinas sobre uso de inteligência artificial para elaboração de currículos e posicionamento profissional; experiências imersivas em ambientes virtuais, como simuladores no Roblox; além de práticas de autocuidado e estética.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>Às 16h, a atriz e humorista Lara Santana falará sobre “Percursos formativos e criatividade: o estudo e a formação abrem portas”.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-5328748f-7fff-ca66-e064-f0bccf0c618a\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A programação completa e as inscrições estão disponíveis no <a href=\"https://cncsemanasbrasil.facedoor.events/es\" rel=\"\" target=\"_self\">site da Semana S</a>.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-8dfa6396-7fff-13bf-0173-761cbe262873\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Mais de 3 mil vagas em cursos de qualificação</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O Senac-ES vai oferecer 3 mil vagas em mais de 150 cursos gratuitos de qualificação profissional em diversas áreas do conhecimento. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 9 e 16 de maio.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>As oportunidades estarão disponíveis nas unidades do Senac de Vila Velha, Aracruz, Colatina, São Gabriel da Palha, Linhares, Hotel Senac Ilha do Boi, Cariacica, Serra, Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e Venda Nova do Imigrante.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-de77a8aa-7fff-3d83-ab71-1bfdb7df1781\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>De acordo com a instituição, há vagas para cursos como barbeiro, Inteligência Artificial na Educação, salgadeiro, Jovem Programadora, mídias criativas com inteligência artificial, entre vários outros.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>As vagas são destinadas prioritariamente a pessoas de baixa renda, ampliando as oportunidades de formação profissional e geração de renda. Os cursos abrangem desde qualificações iniciais até formações técnicas, possibilitando que os alunos desenvolvam habilidades práticas e ampliem suas perspectivas de inserção no mercado de trabalho.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-b255bfe7-7fff-8e57-9843-75b23f0b9576\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Onde se inscrever: diretamente nas unidades de Educação Profissional do Senac-ES ou pelo site <a href=\"https://www.es.senac.br/\" rel=\"\" target=\"_self\">es.senac.br</a>.</span></p></p><h2><p>Leia Mais Sobre Comércio e Turismo</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "author" : "Diná Sanchotene",
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É também o maior já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012.</p><p>O dado de 2025 representa o quarto ano seguindo de alta no rendimento dos domicílios, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.&nbsp;</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777561400757_midias_jpg_2018_03_28_dinheiro_5559343.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Dado de 2025 representa o quarto ano seguido de alta no rendimento dos domicílios</span> <span class=\"img-credit\">Arquivo AG</span></figcaption></figure><p><p>Veja o comportamento do rendimento médio mensal por pessoa nos últimos anos:</p>\n<p><br></p>\n<p></p>\n<ul>\n <li><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">2019 -</span><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"> </span><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">R$ 1.904 (antes da pandemia)</span></li>\n <li>2020 -<span> </span>R$ 1.820</li>\n <li>2021 -<span> </span>R$ 1.692</li>\n <li>2022 -&nbsp;R$ 1.809</li>\n <li>2023 -<span> </span>R$ 2.018</li>\n <li>2024 -<span> </span>R$ 2.118</li>\n <li>2025 -<span> </span>R$ 2.264 (recorde)</li>\n</ul>\n<p></p></p><p>Para consolidar o cálculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio.</p><p>Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo.</p><p>&nbsp;O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, explica&nbsp;que o trabalho tem peso “muito grande” no aumento do rendimento da população.</p><p>“O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho.”</p><p>O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do salário-mínimo.</p><p><p><span>Diferenças pelo país</span></p></p><p>A pesquisa traz informações relativas às unidades da Federação. O&nbsp;Distrito Federal e estados do Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita:\n<br>\n<ul>\n <li>Distrito Federal - R$ 4.401</li>\n <li>São Paulo - R$ 2.862</li>\n <li>Rio Grande do Sul - R$ 2.772</li>\n <li>Santa Catarina - R$ 2.752</li>\n <li>Rio de Janeiro - R$ 2.732</li>\n <li>Paraná - R$ 2.687</li>\n</ul></p><p>Nas piores posições aparecem Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231).</p><p>Por região, o maior valor pertence ao Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Os menores rendimentos são do Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558).</p><p><p><span>Trabalho e outras fontes</span></p></p><p>Segundo a pesquisa, 75,1%&nbsp;do rendimento médio mensal vêm do trabalho e 24,9%,&nbsp;das chamadas “outras fontes”.</p><p>Ao detalhar os rendimentos que não decorrem do trabalho, o IBGE mostra que a maior parte corresponde à&nbsp;aposentadoria e pensão, com 16,4%.&nbsp;Programas sociais aparecem na sequência, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%).</p><p><p><span>Nordeste&nbsp;</span></p></p><p>Ao observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste está abaixo da média nacional em relação à parcela que vem do trabalho; e acima em relação à parcela de outras fontes.</p><p>Na região, 67,4% do rendimento vêm de trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do orçamento das famílias.</p><p>Enquanto na média do país as aposentadorias e pensões representam 16,4% do rendimento, no Nordeste a proporção é 20,4%. Quando a origem é programa social do governo, a parcela do Nordeste chega a 8,8% –&nbsp;a maior do país.</p><p><p><span>Renda individual</span></p></p><p>A Pnad detalhou também informações específicas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo número de pessoas que formam a família.</p><p>Em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, superando o recorde que pertencia a 2024 – 140 milhões e 66,3%, respectivamente.</p><p>A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde.</p><p>Nesse segundo grupo, aposentadoria e pensão previdenciária eram a fonte de rendimento mais comum, representando 13,8% da população, maior patamar da série histórica. Em 2012, 11,7% das pessoas recebiam dinheiro de aposentadorias e pensão.</p><p>O analista Gustavo Fontes atribui o crescimento dessa parcela a uma questão demográfica. “Isso reflete, sobretudo, o envelhecimento populacional.”</p><p>Os brasileiros que recebiam programa social do governo, como o Bolsa Família, eram 9,1% –&nbsp;levemente abaixo do ano anterior (9,2%), mas em nível superior ao observado no período pré-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benefícios.</p><p><p><span>Recorde no rendimento</span></p></p><p>O ano de 2025 foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individual dos brasileiros, tanto os de origem no trabalho quanto o de todas as fontes.</p><p>No ano passado, o rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação na comparação com 2024 (R$ 3.208).</p><p>Quando se leva em conta todos os tipos de rendimentos –&nbsp;trabalho, aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, bolsas de estudo, benefícios sociais, alugueis –&nbsp;a média mensal marca R$ 3.367, expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.</p><p><p><span>Concentração e benefícios</span></p></p><p>A Pnad mostra ainda que os 10% mais ricos da população tinham rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres.&nbsp;</p><p>Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras (18 milhões de domicílios) recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal.&nbsp;</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "author" : "Agência Brasil",
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  "title" : "Dia do Profissional de Marketing: 7 dicas para quem quer trabalhar na área",
  "description" : "Com o avanço do e-commerce, redes sociais e plataformas de conteúdo, empresas de todos os setores passaram a depender cada vez mais da profissão",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778242700412_2026_05_08_edicaseo_marketing_segue_entre_as_areas_mais_promissoras_para_se_investirimagem_fizkes_shutterstock_oyg6d8n7xhi.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">O marketing segue entre as áreas mais promissoras para se investir</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O Dia do Profissional de Marketing é celebrado em 8 de maio, e o segmento vive hoje uma das maiores transformações da sua história, impulsionada por dados, tecnologia e, principalmente, pela inteligência artificial. Segundo o&nbsp;ranking&nbsp;2026 do LinkedIn com as profissões que mais devem crescer no período, o marketing segue entre as áreas mais promissoras.&nbsp;</p><p>O termo “marketing” é frequentemente associado apenas à publicidade ou à promoção de produtos. No entanto, ele abrange um conjunto muito mais amplo de estratégias voltadas para compreender e atender às necessidades do consumidor, criando conexões entre empresas e clientes.</p><p>Com o avanço do e-commerce, redes sociais e plataformas de conteúdo, empresas de todos os setores passaram a depender cada vez mais dessa área para crescer, o que amplia oportunidades, mas também eleva o nível de exigência e de conhecimentos tecnológicos. No Brasil, o uso de inteligência artificial já é realidade: cerca de 88% dos profissionais de marketing utilizam a tecnologia no dia a dia, especialmente para criação de conteúdo e análise de dados, segundo dados do Hubspot.</p><h2>Efeito Dunning-Kruger e a falsa sensação de experiência no marketing</h2><p>Segundo explica o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em tecnologias para negócios, Thiago Muniz, CEO da Receita Previsível e B2B Stack, o marketing é uma das áreas mais afetadas pelo chamado efeito Dunning-Kruger, fenômeno psicológico que descreve como pessoas com pouco conhecimento acreditam saber mais do que realmente sabem. Com o fácil acesso a ferramentas de automação, redes sociais e inteligência artificial, muitos se autointitulam “especialistas em marketing” após resultados pontuais, mas sem domínio real dos fundamentos da área.&nbsp;</p><p>“Esse fenômeno não se restringe ao marketing, está presente em diversas áreas da comunicação. No entanto, seus impactos podem ser especialmente nocivos, tanto para iniciantes quanto para empresas que contratam profissionais despreparados. Conhecimento técnico não se constrói da noite para o dia. Marketing exige estudo contínuo, leitura de mercado, atualização constante e, acima de tudo, responsabilidade com os dados e com a narrativa construída junto ao consumidor”, destaca Thiago Muniz.</p><h2>Dicas para quem quer trabalhar na área</h2><p>Para quem quer entrar na área do marketing, confira o que é realmente necessário para se tornar um bom profissional!</p><h2>1. Domine os fundamentos antes das ferramentas</h2><p>Diante da variedade de plataformas disponíveis, é comum que o aprendizado comece pelas ferramentas. No entanto, no marketing, o domínio dos fundamentos tende a ser mais determinante para a evolução profissional.</p><p>Conceitos como público-alvo, posicionamento, proposta de valor e jornada do consumidor estruturam qualquer estratégia, independentemente do canal ou tecnologia utilizada, e orientam a tomada de decisão e a consistência das ações.</p><p>Isso envolve compreender o objetivo de cada iniciativa, o perfil do público e os resultados esperados. Sem essa base teórica, o uso de ferramentas pode se tornar operacional, com menor impacto estratégico.</p><h2>2. Entenda o impacto da inteligência artificial</h2><p>A IA já faz parte da rotina do marketing, da criação de conteúdo à análise de performance. Estudar e se aprofundar sobre os usos possíveis e éticos da tecnologia é fundamental para compreender cada fase do processo de interesse em uma marca, como explica Thiago da Mata, especialista em marketing no e-commerce e CEO da Kwara.</p><p>“A IA já está presente na jornada de compra muito antes de o consumidor perceber. A curadoria de produtos em plataformas digitais funciona cada vez mais como os algoritmos das redes sociais: você não precisa buscar o que quer, o sistema aprende seus padrões e entrega o que é relevante para você. É o mesmo princípio que o TikTok aplicou ao conteúdo, agora chegando ao varejo e ao consumo”, destaca.</p><h2>3. Escolha uma área para se aprofundar</h2><p>O marketing é um campo amplo, e tentar dominar todas as frentes ao mesmo tempo pode limitar o desenvolvimento profissional. A entrada no mercado costuma favorecer perfis generalistas, mas a progressão de carreira está cada vez mais associada à especialização. Áreas de dados, conteúdo, performance, CRM e marketing digital concentram hoje algumas das principais oportunidades de crescimento.</p><p>Outra área em franca expansão é a de martech (Marketing Technology), em que o profissional é responsável por identificar quais ferramentas tecnológicas melhor atendem às necessidades de marketing da empresa, como explica o especialista em desenvolvimento de negócios Paulo Simon, da Keyrus.</p><p>“O MarTech impulsionado por IA marca uma nova forma de relacionamento entre marcas e pessoas. A tecnologia permite compreender melhor cada contexto, oferecer interações que fazem sentido no momento certo e fortalecer a troca de valor ao longo da jornada. Ao incorporar essa lógica ao dia a dia, as empresas criam condições para evoluir de maneira consistente e manter vínculos mais duradouros em um cenário digital que muda o tempo todo”, afirma.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778242700658_2026_05_08_edicaseparticipar_de_projetos_que_ajudam_a_construir_experiencia_pratica_ajuda_a_desenvolver_visao_critica_autonomia_e_familiaridade_com_ferramentas_e_metricas_imagem_gorodenkoff_shutterstock_3nwwgiq1p17.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Participar de projetos que ajudam a construir experiência prática ajuda a desenvolver visão crítica, autonomia e familiaridade com ferramentas e métricas</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>4. Construa experiência prática o quanto antes</h2><p>Projetos próprios, trabalhos freelancers e iniciativas pessoais são caminhos acessíveis para desenvolver repertório e aplicar conhecimentos em contextos reais. Essas experiências permitem lidar com etapas essenciais do marketing, como planejamento, execução, análise de resultados e ajustes de estratégia.</p><p>Mesmo projetos de pequena escala já contribuem para a formação de um portfólio consistente. Esse material funciona como evidência concreta das habilidades do profissional, algo cada vez mais valorizado em processos seletivos. Além de demonstrar capacidade técnica, a experiência prática também ajuda a desenvolver visão crítica, autonomia e familiaridade com ferramentas e métricas, competências consideradas centrais para atuação na área.</p><h2>5. Visualize oportunidades em setores pouco explorados</h2><p>Além das áreas mais tradicionais, o marketing oferece espaço crescente em segmentos ainda pouco explorados, como games, creator economy, streaming e comunidades digitais, ambientes com dinâmicas próprias de engajamento e consumo.</p><p>No caso dos esportes eletrônicos, por exemplo, o ecossistema vai além das competições e inclui produção de conteúdo, parcerias com marcas e gestão de audiência. “Diferentemente de outras profissões, os eSports oferecem múltiplas portas de entrada para diferentes talentos. Isso tem levado profissionais de diversas áreas a construírem carreiras multifacetadas e duradouras neste mercado”, explica o CEO do Team Solid, Marcos Guerra.</p><p>Por estarem em expansão, esses setores tendem a oferecer mais espaço para experimentação e entrada de novos profissionais, além de contribuir para a construção de repertório e diferenciação no mercado.</p><h2>6. Desenvolva repertório e comunicação</h2><p>No marketing, a capacidade de interpretar contextos e comunicar ideias com clareza é tão importante quanto o domínio técnico. Desenvolver repertório cultural, de mercado e de comportamento amplia a leitura de cenários e contribui para a criação de estratégias mais relevantes e conectadas com o público.</p><p>Esse repertório pode ser construído por meio do acompanhamento de tendências, consumo de diferentes formatos de conteúdo , análise de campanhas e observação de como marcas se posicionam em distintos contextos. Já a comunicação, seja escrita, visual ou verbal, é o meio pelo qual essas ideias ganham forma. Profissionais que conseguem estruturar bem seus argumentos, adaptar a linguagem ao público e apresentar propostas com clareza tendem a se destacar em ambientes cada vez mais concorridos.</p><h2>7. Prepare-se para aprender sempre</h2><p>Poucas áreas mudam tão rápido quanto o marketing, e isso tende a continuar. O setor vive uma convergência entre marketing e tecnologia sem precedentes, com investimentos crescentes e novas ferramentas surgindo constantemente. Com isso, a atualização contínua passa a ser parte essencial da rotina profissional. Isso envolve acompanhar tendências, testar ferramentas, revisar estratégias e estar aberto a aprender com diferentes fontes, seja na universidade, por meio de cursos formais e também com as experiências práticas no dia a dia.</p><p>O desafio está em desenvolver a capacidade de adaptação diante de cenários dinâmicos e em resgatar grandes feitos históricos do marketing global, como exemplifica o especialista em dados e inteligência artificial e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Kenneth Corrêa.&nbsp;</p><p>“A Microsoft, por exemplo, foi pioneira em usar celebridades mainstream para vender tecnologia, estratégia que vemos hoje na Apple com seus eventos-espetáculo”, destaca, indicando que “o uso da música ‘Start Me Up’ dos Rolling Stones estabeleceu a fórmula que segue invencível desde então: música icônica + produto tech = memorabilidade massiva, replicada posteriormente por inúmeras empresas”.&nbsp;&nbsp;</p><p>Focar em aprendizado contínuo permite que o profissional possa responder melhor às mudanças do mercado, identificar oportunidades com mais agilidade e construir trajetórias mais consistentes ao longo do tempo. Para quem se interessa por comportamento, tecnologia e comunicação, o marketing continua sendo uma escolha promissora. Mas o cenário atual prova que não basta entrar na área; é preciso evoluir com ela.</p><p>Por Letícia Carvalho</p>",
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  "description" : "Programa já pode ser acessado, embora clientes relatem instabilidades e restrições no parcelamento; Instituições financeiras concentram renegociações em aplicativos, WhatsApp, sites e centrais telefônicas",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - Clientes interessados em\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/cinco-pontos-sobre-o-novo-desenrola-pacote-de-medidas-para-reduzir-o-endividamento-lancado-pelo-governo-0526\" rel=\"\" target=\"_self\"> renegociar dívidas pelo novo Desenrola Brasil </a>podem consultar ofertas e fechar acordos pelos canais digitais e presenciais dos bancos que aderiram ao programa. Os bancos têm números de telefone do WhasApp para atendimento do Desenrola.</p><p>As instituições passaram a anunciar participação ao longo da semana, mas ainda há relatos de instabilidade em aplicativos, demora no atendimento e limitações nas opções de parcelamento.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/economia/novo-desenrola-permitira-uso-do-fgts-para-renegociacao-de-dividas-0426\" rel=\"\" target=\"_self\">O uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas</a> ainda depende de regulamentação. Em alguns casos, as renegociações disponíveis neste momento são apenas para pagamento à vista.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777901936775_2026_05_04_bbcem_marco_o_brasil_atingiu_828_milhoes_de_endividados_o_maior_numero_de_inadimplentes_em_toda_a_serie_historica_da_avaliadora_de_credito_serasa_4ebtqs_sys.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Consumidor com dívidas</span> <span class=\"img-credit\">Freepik</span></figcaption></figure><p><b>CAIXA ECONÔMICA FEDERAL</b></p><p>Os clientes podem buscar atendimento pelos canais oficiais do banco:&nbsp;\n<br>\n<ul>\n <li>WhatsApp 0800-104-0104</li>\n <li>Telefone Alô Caixa: 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais localidades)</li>\n <li>Site <a href=\"negociardividas.caixa.gov.br\" rel=\"\" target=\"_self\">www.negociardividas.caixa.gov.br</a></li>\n <li>Agências</li>\n</ul></p><p>Segundo a Caixa, as renegociações de dívidas já começaram. Os clientes contam com condições especiais para sanar dívidas atrasadas no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a até 90%.</p><p><b>BANCO DO BRASIL</b></p><p>O BB informa que a renegociação pode ser feita nos seguintes canais:\n<br>\n<ul>\n <li>WhatsApp (61) 4004-0001</li>\n <li>Aplicativo do banco</li>\n <li>Internet Banking</li>\n <li>Telefones: 4004-0001 (capitais) e 0800-729-0001 (demais localidades)</li>\n <li>Agências</li>\n</ul></p><p>O banco afirma que o cliente pode concluir a renegociação no próprio WhatsApp após informar sua senha pessoal.</p><p><b>BRADESCO</b></p><p>As renegociações são concentradas no portal oficial do banco. Veja o passo a passo:\n<br>\n<ol>\n <li>Acesse o site <a href=\"https://renegocie.bradesco.com.br/\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">https://renegocie.bradesco.com.br</a></li>\n <li>Insira seu CPF e consulte suas dívidas</li>\n <li>Preencha seus dados no pré-cadastro</li>\n <li>Aguarde comunicação do banco</li>\n</ol></p><p>Os demais canais (aplicativo, internet banking, assistente virtual BIA e agências físicas) são para orientação, e direcionam o cliente ao portal de renegociação.</p><p><b>ITAÚ</b></p><p>As negociações podem ser feitas pelos canais digitais do banco:\n<br>\n<ul>\n <li>WhatsApp (11) 4004-1144</li>\n <li>Superapp Itaú</li>\n <li>Site <a href=\"https://www.itau.com.br/renegociacao\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">www.itau.com.br/renegociacao</a></li>\n <li>Parceiros credenciados</li>\n</ul></p><p>O Itaú afirma que as ofertas estão disponíveis para clientes elegíveis.</p><p><b>SANTANDER</b></p><p>O banco orienta clientes a procurarem os seguintes canais:\n<br>\n<ul>\n <li>WhatsApp (11) 94752-0222</li>\n <li>Aplicativo Santander</li>\n <li>Internet Banking</li>\n <li>Telefones: 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-702-3535 (demais localidades)</li>\n <li>Portal <a href=\"https://www.santander.com.br/renegocie/home\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">www.santander.com.br/renegocie</a></li>\n <li>Agências</li>\n</ul></p><p>O Santander aderiu oficialmente ao programa na quinta-feira (7).</p><p><b>NUBANK</b></p><p>O aplicativo do Nubank tem uma área específica para o novo Desenrola, que está sendo liberada gradualmente aos clientes, de acordo com a instituição.</p><p><b>INTER</b></p><p>Os clientes podem consultar propostas pelo site \n<a href=\"https://negocie.bancointer.com.br/login\" rel=\"\" target=\"_self\">negocie.bancointer.com.br</a> ou pelo aplicativo, no passo a passo:\n<br>\n<ol>\n <li>Baixe o Super App Inter</li>\n <li>Acesse a aba \"Cartões\"</li>\n <li>Clique em \"Negociar\"</li>\n <li>Verifique as dívidas</li>\n <li>Escolha as ofertas</li>\n</ol></p><p>Segundo o banco, as condições podem ser consultadas de forma digital e imediata.</p><p><p>O que é o Desenrola?</p></p><p>O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas do governo Lula com o objetivo de reduzir a inadimplência no Brasil. A nova versão foi lançada na segunda-feira (4).</p><p>Os principais benefícios incluem descontos de até 90% nas dívidas com bancos, limpeza do nome de quem deve até R$ 100, uso de até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1.000, o que for maior) para abater dívidas, e liberação de até R$ 8,2 bilhões do fundo para quitação de débitos.</p><p><p>Quais são as condições para participar e os descontos por dívida?</p></p><p>O Desenrola Famílias, principal frente do programa, é voltado para pessoas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105 mensais). Abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com atraso entre 91 dias e 2 anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026. Como contrapartida, quem aderir terá o CPF bloqueado em casas de apostas online por 12 meses.</p><p>O Desenrola Fies atenderá estudantes com financiamentos em atraso: para dívidas entre 91 e 360 dias, há perdão total de juros e multas, com desconto de 12% no principal à vista ou parcelamento em até 150 vezes; para dívidas acima de 360 dias, o desconto chega a 77% do valor total, ou até 99% para quem está no CadÚnico.</p><p>Já o Desenrola Empresas contempla microempresas (Procred, faturamento até R$ 360 mil) e micro e pequenas empresas (Pronampe, faturamento até R$ 4,8 milhões), com carência ampliada para 24 meses, prazo de pagamento de até 96 meses e limites de crédito elevados — chegando a R$ 500 mil no Pronampe.</p><p>O Desenrola Rural é voltado para agricultores familiares, com foco prioritário nos de baixa renda. O programa reabre prazos para renegociação ou liquidação de dívidas antigas, com adesão permitida até 20 de dezembro de 2026. Cerca de 507 mil produtores já foram beneficiados, e o governo espera alcançar mais 800 mil agricultores com a extensão do prazo, totalizando 1,3 milhão de pessoas beneficiadas.</p><h2><p>Leia Mais Sobre o Caso&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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Nesta sexta-feira (8), o Supremo retoma o julgamento do tema 1.102, que trata diretamente da revisão da vida toda.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777561846232_midias_jpg_2018_04_04_age20180404073_5566741.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Prédio do Supremo Tribunal Federal (STF)</span> <span class=\"img-credit\">Dida Sampaio/AE</span></figcaption></figure><p>Com as reviravoltas, os ministros analisam ao mesmo tempo dois processos que discutem a correção no plenário virtual da corte: a revisão da vida toda em si, no tema 1.102, e a ação 2.111 de 1999, sobre o fator previdenciário e que derrubou a tese da vida toda em 2024.</p><p>O julgamento do primeiro processo começa nesta sexta e vai até o dia 15. O outro caso tem encerramento previsto para 23h59 de hoje. Sua análise começou em 1º de maio. Votaram contra a revisão, além de Moraes e Nunes Marques, a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin.</p><p>Há um divergente, de Dias Toffoli, cujo posicionamento é para liberar a correção para aposentados em alguns casos.</p><p>Para Toffoli, a revisão deveria ser concedia a segurados que tenham direito a ela e entraram com ação na Justiça entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024. As datas correspondem ao período em que a tese foi aprovada no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, depois, derrubada no Supremo.</p><p>Ele divergiu dos colegas e mudou seu entendimento de 2024, quando foi contra a revisão. O ministro argumenta que é preciso garantir o direito àqueles que buscaram a Justiça após decisão positiva das cortes superiores.</p><p>Em seu voto, diz que houve uma \"quebra de confiança\" com o chamado overruling — quando há uma mudança de precedente anterior —, pois decisões anteriores tanto do STJ quanto do próprio STF — que aprovou a revisão da vida toda em 2022 — teriam criado uma expectativa legítima entre os aposentados.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p>O ministro relator da ação 2.111, Kassio Nunes Marques, manteve sua rejeição ao recurso que estava sendo analisado. Ele tem votado contrário à revisão da vida toda desde o início. Ele havia sido acompanhado por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, mas Moraes pediu vista e interrompeu a análise do caso.</p><p>No fim da noite desta quinta (7), porém, Moraes voltou a votar e se manteve contrário. Na movimentação do processo, ele informou que o pedido de vista havia sido feito de forma irregular. Ele é o relator do tema 1.102 no STF e deve apresentar seu voto nesta ação assim que o sistema online for aberto, logo pela manhã.</p><p>Sua movimentação era a esperança de aposentados e seus advogados de que pudesse haver alguma decisão favorável ao grupo que entrou na Justiça.</p><p>Para a advogada Adriane Bramante, especialista em Previdência e conselheira do IBDP (Instituto Brasileiro de Direiro Previdenciário) e da OAB-SP, o caso se tornou um dos mais imprevisíveis da história recente do direito previdenciário. Segundo ela, mudanças sucessivas de entendimento e a retomada de discussões sobre ações antigas fazem com que qualquer desfecho ainda seja possível no Supremo. Mas ela acredita que não será concedida a revisão.</p><p>\"Conceder para uma parte pode ferir o princípio da isonomia, mas tudo é possível diante do que já vimos na revisão da vida toda\", diz.</p><p>O advogado João Badari, do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), que participa do processo como amicus curiae — amigo da corte —, defende o pagamento da revisão a parte dos aposentados. Para ele, não haveria gasto público significativo. \"A modulação de efeitos não tem impacto significativo nas contas públicas\", afirma.</p><p>O Ieprev apresentou estudo de impacto de gastos em torno de R$ 3 bilhões de dez anos. O argumento do governo, no entanto, é de que a correção traria gastos de cerca de R$ 480 bilhões.</p><p>A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados da Previdência Social pediam para que fossem incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Em novembro de 2025, por 8 votos a 3, o Supremo derrubou a correção, após ter aprovado-a em 2022.</p><p>A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados da Previdência Social pediam para que fossem incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Em novembro de 2025, por 8 votos a 3, o Supremo derrubou a correção, após ter aprovado-a em 2022.</p><p>A decisão contra a correção já havia ocorrido em março de 2024, ao julgar duas ADIs (Ações Direta de Inconstitucionalidade) de 1999 sobre o fator previdenciário, que inviabilizaram a tese da vida toda. Em março, o STF havia publicado a tese final sobre a revisão e liberado os tribunais inferiores para que voltassem a dar andamento aos processos parados, negando o benefício, mas houve recurso na ação principal.</p><p><p>Por que o julgamento da revisão da vida toda foi retomado?</p></p><p>Os defensores do aposentado que levou a revisão da vida toda ao STF argumentaram que teriam ocorrido omissões e contradições no acórdão final. Um dos principais pontos é que o STF teria considerado como definitivo o julgamento da ADI 2.111, mas nela também há embargos que ainda precisam ser julgados, o que seria argumento suficiente para reabrir os debates na ação que trata da revisão da vida toda.</p><p>Outro pedido é para que o STF refaça a chamada modulação dos efeitos, que é o entendimentos da corte sobre marcos temporais de uma revisão e quem tem direito a ela. No caso da correção da vida toda, o tribunal superior havia garantido que quem entrou na Justiça e conseguiu a revisão não precisa devolver os valores já pagos. A regra vale para ações até 5 de abril de 2024, quando foi publicado acórdão a respeito das ADIs que derrubaram a correção.</p><p>A defesa do segurado também pediu que se retroceda no que foi decidido, quando o Supremo reafirmou não ser possível fazer a solicitação da revisão da vida toda. Para ela, houve overruling, que é quando se altera um entendimento firmado pelo órgão, decidindo-se contrário a ele.</p><p>Sobre o marco temporal, a solicitação é para que processos ajuizados até março de 2024, quando a tese foi derrubada, possam ter direito à revisão da vida toda — a depender de cada caso — porque os aposentados teriam buscado o Judiciário com base em uma tese positiva, já que, em 2022, o STF aprovou a revisão da vida toda e, anteriormente, o STJ (Superior Tribunal de Justiça).</p><p><p>O que o INSS argumenta?</p></p><p>A PGF (Procuradoria-Geral Federal), que representa o INSS na Justiça, apresentou argumentos contrários e defende a rejeição total dos embargos da defesa. O órgão afirma que os posicionamentos do STF em nas duas ADIs de 1999 têm efeito vinculante — vale para todos — com aplicação imediata, independentemente se a ação chegou ou não totalmente ao final.</p><p>A procuradoria também argumenta que não houve mudança brusca de entendimento. Segundo o órgão, a aprovação em 2022 da revisão da vida toda foi um desvio temporário de entendimento. Além disso, afirma que a corte já realizou modulação suficiente ao decidir que não haverá devolução de valores recebidos até 5 de abril de 2024, quando foi publicado julgamento a respeito das duas ADIs, e já isentou os segurados de pagar custas e honorários advocatícios em ações ajuizadas até essa data.</p><p>Para o INSS, permitir uma nova modulação que mantenha pagamentos para alguém que já havia ganhado o caso seria obrigar a continuidade de o INSS arcar com benefícios considerados indevidos. A autarquia também defende que a volta do andamento dos processos atende ao princípio da duração razoável e evita prolongar uma discussão já decidida.</p><p>Segundo a PGF, pedidos para garantir o direito à revisão a quem entrou com ação até março de 2024 já foram rejeitados pelo próprio Supremo e, se aceitos, poderiam ferir a isonomia e ampliar o déficit previdenciário. Os gastos previstos anteriormente com a revisão giram em torno de R$ 480 bilhões.</p><p><p>O que é a revisão da vida toda do INSS?</p></p><p>A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados do INSS pedem para serem incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Em novembro de 2025, o Supremo derrubou a correção por 8 votos a 3 em uma ação de embargos de declaração, mesmo após tê-la aprovado em 2022. Essa negação da tese já havia ocorrido em março de 2024, ao se julgar duas ADIs (Ações Direta de Inconstitucionalidade) de 1999 que tratavam do fator previdenciário.</p><p><p>Quem conseguiu a revisão da vida toda precisa devolver os valores recebidos?</p></p><p>Não. Os ministros decidiram aplicar uma modulação de efeitos, garantindo que quem entrou na Justiça e conseguiu a revisão não precisa devolver os valores já pagos. A regra vale para ações até 5 de abril de 2024, data da publicação do acórdão a respeito das ADIs que derrubaram a correção. Além disso, os segurados que tinham ações em andamento até essa data ficam isentos de custas, honorários de sucumbência e despesas com perícias.</p><p><p>Qual foi o fundamento da decisão do STF contra a revisão da vida toda?</p></p><p>Os ministros decidiram que a regra de transição criada pela reforma de 1999 é constitucional e cogente, ou seja, obrigatória. Ela deve ser aplicada a todos os segurados que se enquadram nela. Essa regra determina que o cálculo do benefício considere apenas contribuições feitas a partir de julho de 1994, após o Plano Real. O Supremo concluiu que não existe direito de escolha entre regras de cálculo, inviabilizando esse tipo de recálculo.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "STJ garante aposentadoria especial do INSS a motoristas e cobradores de ônibus",
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  "body" : "<p>SÃO PAULO - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que motoristas e cobradores de ônibus e motoristas de caminhão poderão ter direito à aposentadoria especial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) desde que comprovem a exposição a agentes penosos, presentes em atividades desgastantes.</p><p>A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (7), em julgamento do tema 1.310, um recurso repetitivo – que vale para todos os casos do tipo no país. Segundo a tese firmada, o direito pode ser reconhecido mesmo após a lei de 1995, que acabou com o rol de profissões com direito ao tempo especial, porque a análise passou a depender da comprovação da exposição aos agentes penosos.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778182776977_210441_x_informacoes_importantes_sobre_o_perfil_dos_motoristas_de_onibus_e_caminhao_do_pais.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Motorista de ônibus poderá ter aposentadoria especial, conforme decisão do STJ.</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação</span></figcaption></figure><p>A aposentadoria especial é um benefício concedido ao segurado que trabalha em condições prejudiciais à saúde e, com isso, pode se aposentar com menos tempo de contribuição ao INSS. Houve mudança nas regras após a reforma da Previdência de 2019; agora, passou-se a exigir idade mínima ou pontuação mínima.</p><p>Segundo a advogada Adriane Bramante, conselheira do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário) e da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), e que fez a defesa da tese no STJ, a decisão confirma entendimento já adotado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), reconhecendo que o direito pode existir mesmo sem que haja uma previsão legal expressa da penosidade, mas é preciso haver provas.</p><p>A especialista afirma que provar não é fácil e que este tipo de benefício só é concedido na Justiça, pois o INSS nega. Adriane lembra que o reconhecimento não ocorre apenas pela profissão exercida, mas com documentação e perícia que prove a exposição a agentes nocivos.</p><p>Será preciso apresentar documentos sobre jornadas excessivas, exposição contínua ao estresse, condições precárias das estradas, ausência de pavimentação, intensidade da rotina de trabalho e outros fatores capazes de demonstrar o desgaste físico e mental da atividade.</p><p>Embora o INSS não reconheça o direito, o trabalhador deve fazer o pedido primeiro no Meu INSS. No entanto, a recomendação é para que busque um especialista, pois não é uma solicitação fácil. Em seguida, terá de ir à Justiça e precisará da presença de um advogado.</p><p>Segurados que já se aposentaram também poderão pedir a revisão e quem trabalhou apenas parte do período exposto a agentes penosos tem direito a este tempo como especial desde que antes da reforma da Previdência.</p><p>Cabe recurso da decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal).</p><p><p>O que é aposentadoria especial</p></p><p>Um benefício concedido ao segurado que trabalha em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ela é devida a quem tem carteira assinada pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ao trabalhador avulso e ao contribuinte individual caso seja filiado a cooperativa de trabalho ou de produção. Além disso, a exposição aos agentes nocivos precisa ocorrer de forma permanente.</p><p>Na prática, é um benefício que antecipa a aposentadoria de trabalhadores que têm sua saúde comprometida por estar em área prejudicial. Essa antecipação funciona como uma proteção ao profissional.</p><p><p>Quem tem direito à aposentadoria especial</p></p><p>Todos os profissionais que comprovem trabalho em exposição constante a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde pelo período mínimo de 15, 20 ou 25 anos têm direito ao benefício. Para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma da Previdência, é preciso combinar tempo de contribuição com a idade e atingir a pontuação mínima exigida. Para os novos segurados, há idade mínima para se aposentar.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Pagamentos via Pix: 8 dicas para reduzir riscos nas transações ",
  "description" : "Atenção ao recebedor, ao QR Code e às compras online ajuda a evitar prejuízos financeiros",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778177901682_2026_05_07_edicasepequenos_cuidados_podem_tornar_o_uso_do_pix_mais_seguro_imagem_diego_thomazini_shutterstock_xx375p0s2r.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Pequenos cuidados podem tornar o uso do Pix mais seguro</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Diego Thomazini | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O Pix já faz parte da rotina dos brasileiros, seja para pagar contas, dividir despesas ou fechar compras online. De acordo com o Banco Central, 80% da população utiliza a ferramenta, totalizando mais de 170 milhões de pessoas.</p><p>No entanto, com a praticidade, também aumentaram os golpes que exploram justamente momentos de distração no dia a dia. A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível reduzir bastante os riscos e utilizar o sistema com mais segurança.</p><p>A seguir, veja 8 orientações práticas para evitar armadilhas digitais ao fazer pagamentos via Pix!</p><h2>1. Conferência dupla</h2><p>Antes de confirmar qualquer pagamento na maquininha ou no celular, confira o valor e o nome do recebedor. Uma dica prática é reduzir os limites de transação diária nos aplicativos bancários, especialmente durante feriados.</p><p>Se cair em um golpe, conteste a operação imediatamente no banco. “Registrar a contestação na hora e guardar comprovantes aumenta as chances de recuperar o valor”, orienta Marlon Tseng, CEO da Pagsmile.</p><h2>2. Cuidado com QR Codes desconhecidos</h2><p>Evite escanear códigos de origem duvidosa, especialmente em locais públicos ou recebidos por mensagens. Golpistas podem substituir QR Codes legítimos por versões falsas que direcionam o pagamento para outra conta.</p><h2>3. Desconfie de pressa para pagar</h2><p>Promoções com tempo limitado, cobranças urgentes e pedidos inesperados são sinais clássicos de golpe. Sempre que houver pressão para pagar rapidamente via Pix , pare e valide a informação antes de concluir a transação.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778177901915_2026_05_07_edicasecompras_online_exigem_atencao_a_reputacao_das_lojas_virtuais_imagem_ground_picture_shutterstock_di097tii.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Compras online exigem atenção à reputação das lojas virtuais</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Ground Picture | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>4. Atenção redobrada em compras online</h2><p>Antes de pagar com Pix em lojas virtuais, verifique a reputação do site, a existência de CNPJ e canais de atendimento. Ofertas muito abaixo do mercado podem ser iscas para fraude.</p><h2>5. Evite redes Wi-Fi públicas para transações</h2><p>Conexões abertas podem facilitar o acesso de criminosos aos seus dados. Prefira utilizar sua internet móvel ou redes seguras ao realizar pagamentos.</p><h2>6. Confirme pedidos de dinheiro por outros canais</h2><p>Se um amigo, familiar ou empresa pedir um Pix inesperado, confirme a solicitação por outro meio, como ligação ou áudio. Golpes com contas clonadas são comuns e exploram a confiança da vítima.</p><h2>7. Ative notificações e monitore sua conta</h2><p>Manter alertas de movimentação ativos ajuda a identificar rapidamente qualquer transação suspeita. Quanto mais cedo o problema for percebido, maiores são as chances de o banco agir.</p><h2>8. Biometria reforça a segurança</h2><p>Reforce a segurança de aplicativos sensíveis, como e-mails e redes sociais, utilizando o reconhecimento facial ou digital. Isso dificulta transações via Pix caso o celular caia nas mãos de terceiros. “Esses recursos adicionam uma camada extra de proteção que dificulta muito o acesso de terceiros”, explica Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply Tecnologia.</p><p>Por Samuel Lima</p>",
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  "title" : "Vorcaro pagou voos de jatinho, restaurante no Caribe e apartamento para Ciro Nogueira, diz PF",
  "description" : "Defesa diz que senador do PP 'repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas'; benefícios extrapolam 'relações de mera amizade', diz André Mendonça",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - A Polícia Federal vê suspeita de que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, emprestou um imóvel e bancou viagens internacionais para o\n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/a-relacao-entre-ciro-nogueira-e-daniel-vorcaro-e-como-o-senador-aparece-no-caso-master-grande-amigo-de-vida-0526\" rel=\"\" target=\"_self\"> senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de busca e apreensão </a>na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7).</p><p>As investigações que fundamentaram a nova fase da operação listam uma série de benefícios concedidos pelo ex-banqueiro ao senador, que incluem viagens de jatinho a destinos internacionais, além do pagamento de hospedagens e de restaurantes.</p><p>Em um dos diálogos mencionados nas apurações, um intermediador de Vorcaro questiona o ex-banqueiro: \"Só uma pergunta rápida... eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até sábado?\".</p><p>Vorcaro responde: \"Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths [ilha do Caribe]\".</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778155631748_1e78b185_02be_4eac_a948_4cbef6ef5512.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Avião de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido pela PF</span> <span class=\"img-credit\">Divulgação/PF</span></figcaption></figure><p>O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa \"repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar\".</p><p>Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), diz que os elementos apurados até o momento indicam \"o estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro\".</p><p>São citados, como elementos desse vínculo, a aquisição de uma participação societária no valor de R$ 13 milhões, repasses mensais de até R$ 500 mil a Ciro e a a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de um imóvel de alto padrão.</p><p>Também são mencionados os pagamentos das despesas pessoais. Outro custo bancado por Vorcaro e mencionado na decisão são hospedagens no hotel Park Hyatt New York, além da disponibilização de cartão destinado à cobertura de gastos.</p><p>\"Considerados em conjunto e em juízo de cognição sumária, próprio desta fase, tais elementos reforçam a necessidade de aprofundamento probatório e de cautelas a serem adotadas para que provas não sejam ocultadas e ajustes não sejam realizados entre os investigados\", disse Mendonça em sua decisão.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p>Em nota na manhã desta quinta, a PF afirmou que a nova ação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro.</p><p>São cumpridos, no total, dez mandados de busca e apreensão, além da prisão de Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro.</p><p>A decisão do ministro autorizou o bloqueio de bens e contas no valor de R$ 18,8 milhões.</p><p>A defesa de Ciro Nogueira diz que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça \"a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos\".</p><p>Afirma ainda que \"medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas\".</p><p>A reportagem não localizou a defesa de Felipe Vorcaro.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Falta de gestão financeira na Reforma Tributária pode afetar o caixa das empresas até 2033",
  "description" : "A nova lógica tributária exige domínio sobre toda a jornada financeira, da venda ao recebimento, e não apenas sobre o faturamento",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778156300373_2026_05_07_edicasereforma_tributaria_exige_adaptacao_estrutural_na_gestao_financeira_dos_negocios_imagem_kowit_lanchu_shutterstock_zs917bmw.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Reforma Tributária exige adaptação estrutural na gestão financeira dos negócios</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Kowit Lanchu | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Segundo o Panorama do Contas a Pagar 2026, levantado pela plataforma Qive, cerca de 62% das empresas brasileiras ainda não iniciaram o mapeamento dos impactos da Reforma Tributária. As mudanças começam em 2026 e seguem até 2033, exigindo adaptação estrutural na gestão financeira dos negócios.</p><p>Para a consultora de finanças empresariais Marlene Martins, diretora da Afórtua Consultoria Financeira, o principal risco não está apenas na carga tributária, mas na forma como o dinheiro circula dentro da empresa. “Não é só imposto. É fluxo de caixa. A reforma muda a dinâmica financeira do negócio. Se o empresário não tiver controle, ele pode continuar vendendo e mesmo assim perder caixa”, afirma.</p><p>A especialista destaca que a nova lógica tributária exige domínio sobre toda a jornada financeira, da venda ao recebimento, e não apenas sobre o faturamento. “Hoje, muitas empresas não conseguem conectar venda, emissão de nota fiscal e recebimento. Com a reforma, isso se torna obrigatório. O financeiro precisa estar integrado e automatizado, principalmente nos meios de pagamento como Pix, cartão e boleto”, explica.</p><h2>Crédito tributário passa a ser tratado como ativo financeiro</h2><p>O crédito tributário é outro ponto de atenção que impactará diretamente o caixa das empresas. “Crédito tributário é dinheiro. Se não for controlado, a empresa perde valor sem perceber. A gestão financeira precisa tratar esse crédito como um ativo estratégico, protegido antes de ser utilizado”, destaca Marlene Martins.</p><p>Ela também ressalta que a relação com fornecedores ganha papel ainda mais relevante. “Empresas que estruturarem bem seus fornecedores estratégicos terão vantagem competitiva, porque vão gerar crédito de forma inteligente e melhorar o caixa”, afirma.</p><h2>Fases da Reforma Tributária exigem controle financeiro progressivo</h2><p>Além das mudanças estruturais, a Reforma Tributária será implementada em fases até a extinção completa de tributos como PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). Para Marlene Martins, esse processo deve ser visto como uma transição financeira com riscos progressivos.</p><h2>Fase 1 – 2026: Início da adaptação (risco de desorganização)</h2><p>Neste período, as empresas começam a lidar com novas exigências e ajustes operacionais, ainda com predominância do modelo atual, no qual os tributos permanecem embutidos no preço.</p><p>Risco principal: falta de leitura financeira confiável e decisões baseadas em dados inconsistentes. “Aqui o problema não é o imposto. É a desorganização. A empresa ainda não consegue enxergar o impacto real no caixa”, alerta.</p><h2>Fase 2 – 2027 a 2032: convivência entre modelos (risco de perda de caixa invisível)</h2><p>Nesta fase, o sistema antigo e o novo operam simultaneamente, com incidência gradual de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e aumento da relevância dos créditos tributários.</p><p>Risco principal: perda de caixa por falhas na gestão de créditos e ausência de ajuste na precificação. “Essa é a fase mais perigosa. A empresa pode perder dinheiro sem perceber, porque o erro não aparece no lucro, mas, sim, no caixa”, explica Marlene Martins.</p><h2>Fase 3 – 2033: consolidação do novo modelo (risco de competitividade)</h2><p>Com a extinção definitiva de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISSQN, o novo sistema passa a ser predominante.</p><p>Risco principal: perda de competitividade e dificuldade de permanência no mercado. “Aqui não é mais adaptação, é sobrevivência. Quem não organizou o financeiro até aqui perde competitividade”, esclarece.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778156300649_2026_05_07_edicasea_precificacao_dos_produtos_e_servicos_deve_acompanhar_as_fases_da_reforma_tributaria_imagem_aslysun_shutterstock_mw2crgvdbj.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A precificação dos produtos e serviços deve acompanhar as fases da Reforma Tributária</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: aslysun | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Precificação se torna decisiva durante a transição tributária</h2><p>A forma de precificação dos produtos e serviços também sofre impacto direto ao longo da implantação da reforma. Segundo Marlene Martins, a precificação passa a ser dinâmica durante a transição. “O preço deixa de ser apenas um número e passa a ser uma estrutura. Parte carrega imposto embutido, outra parte reflete a nova lógica tributária. Quem não entender isso perde margem e caixa sem perceber”, contextualiza.</p><p>A especialista explica que a estratégia de precificação deve acompanhar as fases da reforma:</p><h2>Fase 1 – 2026: separação interna da estrutura de preço</h2><p>Mesmo com os tributos ainda embutidos , a empresa precisa organizar internamente sua formação de preço.</p><p>Direção estratégica: separar receita, custo, tributos e margem dentro da gestão, eliminando decisões baseadas em estimativas. “O empresário precisa entender o que é dele e o que é imposto, mesmo que o cliente não veja essa separação”, orienta.</p><h2>Fase 2 – 2027 a 2032: precificação híbrida e ajustável</h2><p>Com dois sistemas convivendo, a precificação precisa considerar tanto os tributos embutidos quanto o impacto da nova lógica tributária.</p><p>Direção estratégica: trabalhar com estrutura de preço em camadas (operação, tributos antigos e nova tributação), revisando margens com frequência e considerando o efeito dos créditos tributários no caixa. “Nessa fase, quem continuar precificando como antes não percebe, mas começa a perder caixa todos os meses”, diz.</p><h2>Fase 3 – 2033: precificação estruturada no novo modelo</h2><p>Com a consolidação do sistema, o preço passa a refletir de forma mais clara a operação da empresa, com tributos tratados separadamente.</p><p>Direção estratégica: basear a precificação na margem de contribuição real e na geração de caixa. “O preço precisa refletir o negócio. O imposto é repassado. A margem é o que sustenta a empresa”, afirma.</p><p>Marlene Martins explica que a reforma não impacta os setores igualmente. Empresas de serviço, com alta folha de pagamento, tendem a gerar menos crédito tributário , enquanto negócios com maior volume de compras podem se beneficiar mais.</p><p>“Quem vende serviço com pouca estrutura de compra tende a sofrer mais. Já empresas organizadas, que compram bem e controlam seus processos, conseguem transformar a tributação em vantagem competitiva. Não dá mais para precificar no escuro. O empresário precisa entender quanto sobra de caixa, não só de lucro”, conclui.</p><p>Por Enzo Tres</p>",
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  "title" : "Imóveis herdados sem acordo entre famílias: o que pode destravar a venda?",
  "description" : "Inventário, consenso entre herdeiros e regularização documental definem se o imóvel pode ou não ser vendido",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778098614611_2026_05_06_edicaseinventario_e_consenso_familiar_influenciam_a_venda_do_imovel_herdado_imagem_pickadook_shutterstock_rjd91fem.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Inventário e consenso familiar influenciam a venda do imóvel herdado</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Pickadook | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Quando um imóvel é deixado como herança, ele passa a integrar o espólio até que o inventário e a partilha sejam concluídos. Na prática, isso significa que a venda não depende apenas do interesse de um dos herdeiros, mas da regularização formal do patrimônio e, em muitos casos, do entendimento entre todos os envolvidos.</p><p>É justamente nessa etapa que surgem os principais entraves: discordância sobre valores, impasse quanto à divisão dos bens, resistência de um dos familiares ou ausência de documentação suficiente para concluir a transferência. Para Gabriela Pereira, advogada especialista em Direito Imobiliário de alto padrão, boa parte das famílias só percebe a complexidade desse proc e sso quando tenta vender o imóvel antes de resolver a sucessão.</p><p>Segundo ela, o problema não está apenas na disputa familiar, mas na ideia equivocada de que a posse informal do bem seria suficiente para autorizar a negociação. “Enquanto o imóvel estiver vinculado ao espólio, a venda depende de etapas formais. Sem inventário e sem definição jurídica da titularidade, a operação tende a travar”, explica.</p><h2>Inventário é indispensável para liberar a negociação</h2><p>Há hoje um elemento importante nesse debate. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou, em 2024, a realização de inventário e partilha extrajudicial mesmo quando há herdeiros menores de idade ou incapazes, desde que o procedimento seja consensual e conte com a manifestação favorável do Ministério Público.</p><p>A medida ampliou as possibilidades de resolução em cartório para famílias que conseguem chegar a um acordo , reduzindo a burocracia em situações que antes precisavam necessariamente ir ao Judiciário. O próprio CNJ e a Resolução nº 35 deixam claro, porém, que a via extrajudicial exige consenso entre os sucessores.</p><p>Esse ponto ajuda a responder à pergunta central da pauta: o que realmente destrava a venda de um imóvel herdado? Em primeiro lugar, a conclusão do inventário, seja judicial ou extrajudicial. Em segundo, a definição objetiva sobre quem são os herdeiros, qual é a fração de cada um e se existe concordância para alienar o bem. Sem isso, o imóvel continua juridicamente amarrado, ainda que esteja vazio, alugado ou sob a administração de apenas um familiar.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778098614863_2026_05_06_edicaseacordo_entre_herdeiros_pode_acelerar_a_regularizacao_imagem_dmytrenko_vlad_shutterstock_dl588i65h7p.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Acordo entre herdeiros pode acelerar a regularização</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Dmytrenko Vlad | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Consenso entre herdeiros acelera o processo</h2><p>Em famílias que conseguem dialogar, o caminho tende a ser mais simples. A escritura de inventário e partilha em cartório pode acelerar a regularização, desde que todos estejam de acordo com a divisão e com a venda.</p><p>Já nos casos em que há divergência, a solução costuma passar pela via judicial, com nomeação de inventariante, avaliação do patrimônio e definição formal dos direitos de cada herdeiro. O imóvel pode até despertar interesse de compradores, mas a insegurança documental costuma afastar negociações sérias.</p><h2>Documentação irregular também trava negociações</h2><p>Outro ponto decisivo é a regularização registral. Não basta haver um acerto verbal entre parentes. O mercado exige matrícula atualizada, formalização da partilha, recolhimento de tributos incidentes e documentação compatível com a realidade do bem.</p><p>“Muitas vendas travam não apenas pela falta de consenso, mas porque a família tenta negociar antes de resolver a base documental. Em imóvel herdado, segurança jurídica vem antes da pressa de resolver toda a situação”, afirma Gabriela Pereira.</p><h2>Falta de alinhamento prolonga o impasse</h2><p>Também é comum que um dos herdeiros queira vender e outro prefira manter o patrimônio, alugar o bem ou discutir um valor maior. Nesses casos, a ausência de alinhamento impede a conclusão da operação e prolonga custos com manutenção, impostos e eventual deterioração do imóvel. A demora ainda pode gerar desgaste familiar e desvalorização prática do ativo, especialmente quando o bem permanece anos sem destinação clara.</p><h2>Interesse de venda e possibilidade real de vender</h2><p>Há, portanto, uma diferença importante entre interesse de venda e possibilidade real de vender. O primeiro pode existir desde o falecimento. A segunda só nasce quando a sucessão é organizada e o imóvel deixa a condição de bem indefinido dentro do espólio. O inventário, o consenso possível e a regularização completa são os três eixos que costumam destravar a operação .</p><p>No fim, imóveis herdados raramente ficam parados apenas por falta de comprador. Na maior parte das vezes, o bloqueio está na ausência de organização jurídica da herança. Quando a família entende essa etapa e conduz o processo com clareza, o patrimônio deixa de ser fonte de impasse e passa a ser tratado como um ativo que pode, enfim, seguir seu destino.</p><p>Por Eluan Carlos</p>",
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  "title" : "MEI: veja o prazo para a entrega da DASN-SIMEI e do Imposto de Renda",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778091415009_2026_05_06_edicaseo_atraso_da_declaracao_de_imposto_de_renda_pode_gerar_multas_juros_e_restricoes_financeiras_imagem_blossom_stock_studio_shutterstock_kuepi0oo4.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">O atraso da declaração de imposto de renda pode gerar multas, juros e restrições financeiras</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Blossom Stock Studio| Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários que ainda não enviaram a Declaração Anual do Simples Nacional do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) ou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) têm até 31 de maio de 2026 para regularizar a situação. O não cumprimento do prazo pode gerar multas a partir de R$ 50, além da incidência de juros sobre valores devidos e possíveis restrições em serviços financeiros, como abertura de contas e acesso a crédito.</p><h2>Como funciona o processo de regularização</h2><p>O processo de regularização pode ser dividido em três etapas:</p><p><ul>\n <li>Identificação de pendências: acessar o e-CAC e conferir se há declarações não entregues ou inconsistências.</li>\n <li>Correção de informações: retificar dados incorretos ou incompletos, garantindo que a Receita Federal tenha a informação correta.</li>\n <li>Parcelamento de débitos: se houver impostos atrasados, negociar a forma de pagamento dentro da lei.</li>\n</ul></p><p>“A primeira medida é identificar todas as pendências junto à Receita Federal . Depois, é possível retificar declarações incompletas ou incorretas e, se houver débitos, parcelá-los legalmente. Agir rápido é essencial para reduzir riscos e custos”, afirma a tributarista Andressa Sehn, sócia-líder da área de Entidades no escritório Rafael Pandolfo Advogados Associados.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778091415309_2026_05_06_edicasecuidar_da_regularizacao_e_manter_registros_organizados_e_essencial_para_evitar_multas_e_garantir_tranquilidade_na_gestao_do_negocio_imagem_ground_picture_shutterstock_to815c77.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cuidar da regularização e manter registros organizados é essencial para evitar multas e garantir tranquilidade na gestão do negócio</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Ground Picture | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Importância de regularizar a situação</h2><p>Além de evitar multas, regularizar a situação garante tranquilidade jurídica e preserva a reputação do negócio. Andressa Sehn destaca que pequenos erros, como deixar de informar rendimentos ou omitir faturamento, podem gerar multas altas ou autuações mais complexas.</p><p>“ Pequenos descuidos podem gerar grandes problemas. Contar com orientação especializada ajuda o microempreendedor a agir de forma estratégica, evitando surpresas desagradáveis e planejando melhor o crescimento do negócio”, argumenta.</p><p>Para os MEIs, que muitas vezes não têm contador fixo, a recomendação é agir rapidamente e manter organização mínima de documentos e recibos. Essa prática simples reduz retrabalho e facilita a regularização do imposto de renda, garantindo que o negócio continue em conformidade.</p><p>Por Gabriela Porto Alegre</p>",
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  "title" : "Atrasou a parcela do carro? Entenda quando o veículo pode ser apreendido e como se proteger",
  "description" : "Especialista explica as regras da apreensão de veículos financiados e orienta como o consumidor pode agir",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778069790041_2026_05_06_edicaseassim_que_identificar_qualquer_dificuldade_para_manter_o_financiamento_em_dia_e_importante_analisar_o_contrato_os_juros_os_encargos_e_a_notificacao_imagem_duxx_shutterstock_848crw5fn9.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Assim que identificar qualquer dificuldade para manter o financiamento em dia, é importante analisar o contrato, os juros, os encargos e a notificação</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: DuxX | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O aumento do endividamento das famílias brasileiras tem acendido um alerta para quem possui veículo financiado. Em 2026, o Brasil chegou a 81,7 milhões de consumidores inadimplentes, segundo dados da Serasa, o que representa quase metade da população adulta do país. O cenário torna-se ainda mais sensível diante do alto custo do crédito: dados divulgados pelo Banco Central apontaram que a taxa média de juros das novas concessões chegou a 32,8% ao ano em janeiro de 2026.</p><p>Nesse contexto, a busca e apreensão de veículos financiados voltou a preocupar consumidores que atrasam parcelas do carro ou da moto. Em contratos com alienação fiduciária, o bem fica como garantia da dívida. Isso significa que, diante da inadimplência e da comprovação da mora, o banco ou a financeira pode ingressar com ação judicial para retomar o veículo.</p><p>Segundo o advogado tributarista Bruno Medeiros Durão, presidente do Durão, Almeida &amp; Pontes Advogados Associados, o consumidor precisa agir antes que o problema chegue ao ponto da apreensão. “O maior erro é achar que a busca e apreensão só deve ser enfrentada quando o oficial de Justiça aparece. O consumidor precisa analisar o contrato, os juros , os encargos e a notificação assim que percebe que não vai conseguir manter o financiamento em dia”, afirma.</p><h2>Quando o banco pode pedir busca e apreensão do veículo?</h2><p>Uma das principais dúvidas dos consumidores é se a financeira precisa esperar três parcelas em atraso para pedir a retomada do veículo. Na prática, isso é um mito. Não há uma regra geral que obrigue o banco a aguardar três mensalidades vencidas. Dependendo do contrato, o atraso de uma parcela já pode gerar cobrança e abertura de procedimento judicial.</p><p>Mas há um ponto essencial: a mora precisa ser comprovada. A Súmula 72 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelece que a comprovação da mora é indispensável para a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente.</p><p>“Estar inadimplente não significa que o consumidor perdeu todos os direitos. A instituição financeira também precisa cumprir regras. Se a notificação não foi feita corretamente, se há cobrança abusiva ou se o contrato apresenta irregularidades, tudo isso pode ser questionado”, explica Bruno Medeiros Durão.</p><h2>Qual o prazo para recuperar o veículo após a apreensão?</h2><p>O STJ definiu, em julgamento repetitivo, que o prazo de cinco dias para pagamento da integralidade da dívida começa a contar a partir da execução da liminar de busca e apreensão. Ou seja, depois que o veículo é apreendido, o consumidor tem pouco tempo para agir.</p><p>Isso significa que, em muitos casos, não basta pagar apenas as parcelas vencidas. A exigência pode envolver a quitação integral do débito apresentado na ação, o que torna a situação mais complexa para quem já está financeiramente pressionado.</p><p>“Muitas famílias usam o veículo para trabalhar, levar filhos à escola ou manter a renda da casa. Por isso, a busca e apreensão não pode ser tratada apenas como uma cobrança bancária. Ela tem impacto direto na vida econômica e social do consumidor”, destaca o advogado.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778069790370_2026_05_06_edicaseagir_com_rapidez_e_buscar_informacoes_e_essencial_para_evitar_prejuizos_maiores_em_casos_de_busca_e_apreensao_de_veiculos_imagem_peopleimagescom_8211_yuri_a_shutterstock_7z8il2fj.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Agir com rapidez e buscar informações é essencial para evitar prejuízos maiores em casos de busca e apreensão de veículos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>7 dicas para quem está com financiamento em atraso</h2><p>Com o risco de apreensão do veículo e o curto prazo para regularização , é fundamental que o consumidor busque alternativas o quanto antes para organizar a dívida e evitar maiores prejuízos. O advogado tributarista Bruno Medeiros Durão reforça algumas orientações importantes para quem está com o financiamento em atraso. Confira!</p><h2>1. Não ignore as primeiras cobranças</h2><p>A pior decisão é deixar o problema crescer. Ao perceber que não conseguirá pagar a parcela, o consumidor deve procurar a financeira, registrar tentativas de negociação e guardar todos os comprovantes.</p><h2>2. Reúna todos os documentos</h2><p>Contrato, boletos , comprovantes de pagamento, mensagens, e-mails, notificações e propostas de acordo devem ser organizados. Esses documentos ajudam a verificar se a cobrança está correta.</p><h2>3. Confira se houve notificação válida</h2><p>A busca e apreensão exige comprovação da mora. Por isso, é importante verificar se a notificação foi enviada corretamente e se os dados do contrato, endereço e valores estão compatíveis.</p><h2>4. Analise juros, tarifas e encargos</h2><p>Antes de aceitar qualquer acordo, o consumidor deve observar o valor total cobrado. Juros excessivos, tarifas indevidas, seguros embutidos e encargos acumulados podem aumentar muito a dívida.</p><p>“Dívida deve ser paga, mas cobrança irregular precisa ser enfrentada. O consumidor não deve assinar uma renegociação no desespero sem entender como aquele valor foi formado”, orienta Bruno Medeiros Durão.</p><h2>5. Cuidado com acordos que parecem solução, mas viram nova dívida</h2><p>Muitas renegociações reduzem o problema imediato, mas aumentam o saldo devedor no longo prazo. O ideal é avaliar se a nova parcela cabe no orçamento e se o acordo não cria uma dívida ainda maior.</p><h2>6. Se o veículo for apreendido, procure orientação imediatamente</h2><p>Depois da apreensão, os prazos são curtos. A demora pode dificultar a defesa, a negociação e a possibilidade de recuperação do bem.</p><h2>7. Não entregue o veículo sem verificar a ordem judicial</h2><p>Caso alguém entre em contato solicitando a entrega do carro ou da moto, o consumidor deve conferir se existe processo, ordem judicial e identificação correta dos responsáveis pela diligência.</p><h2>O que o consumidor deve fazer?</h2><p>Quem está com financiamento em atraso deve agir rapidamente. O primeiro passo é conferir o contrato e entender o valor real da dívida. Depois, é importante verificar se houve cobrança abusiva, se a notificação foi válida e se há possibilidade de negociação ou defesa judicial.</p><p>“A busca e apreensão não é o fim do caminho, mas exige rapidez, informação e estratégia. Quanto antes o consumidor busca orientação, maiores são as chances de reduzir prejuízos e evitar decisões tomadas no desespero”, conclui Bruno Medeiros Durão.</p><p>Por ThainaraMartin s</p>",
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  "title" : "Irã anuncia que Estreito de Ormuz está liberado para navegação 'segura'",
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  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776098809793_2025_06_23_estreito_de_ormuz_entre_o_ira_oma_e_arabia_saudita_e_controlada_pela_guarda_iraniana_e_esta_ao_alcance_de_armamentos_como_drones_camicazes_minas_aquaticas_e_misseis_2782295_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Estreito de Ormuz, entre o Irã, Omã e Arábia Saudita, é controlada pela guarda iraniana e está ao alcance de armamentos, como drones camicazes, minas aquáticas e mísseis</span> <span class=\"img-credit\">Marine Traffic/Reprodução</span></figcaption></figure><p><p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta-feira (6) que o Estreito de Ormuz está liberado para navegação \"segura\".</span></p>\n<p>Teerã divulgou comunicado nas redes sociais. \"Agradecemos aos capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Hormuz e por contribuírem para a segurança marítima regional. Com as ameaças do agressor neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito\", diz o texto.</p>\n<p><br></p>\n<p>Cerca de 20% do transporte mundial de petróleo passa pelo estreito. O canal se tornou o principal foco do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã. O cessar-fogo entre Washington e Teerã entrou em vigor em 8 de abril.</p>\n<p>Trump afirmou nesta quarta-feira (6) que a guerra pode terminar se o Irã aceitar a proposta. O presidente dos EUA alertou que os bombardeios americanos ao Irã serão retomados em um \"nível e intensidade muito maiores\" se Teerã não cumprir o acordo para abrir o Estreito de Hormuz. \"Se eles não chegarem a um acordo, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes\", disse ele.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>EUA E IRÃ ESTÃO PRÓXIMOS DE ACORDO</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de fechar um acordo para encerrar a guerra. A informação é de um funcionário de alto escalão do Paquistão, que atua como mediador nas negociações, segundo a agência de notícias Reuters.</p>\n<p><br></p>\n<p>Washington e Teerã discutem um memorando de uma página para pôr fim ao conflito e às disputas no Estreito de Hormuz. \"Vamos concluir isso muito em breve. Estamos chegando perto\", disse a fonte do Paquistão, país que sediou as únicas negociações de paz da guerra até o momento e continua desempenhando esse papel de mediador, apresentando propostas entre as partes.</p>\n<p><br></p>\n<p>Notícias sobre um possível acordo fizeram com que os preços globais do petróleo despencassem. Contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, caíram cerca de 11%, para aproximadamente US$ 98 o barril. Os preços das ações globais também dispararam e os rendimentos dos títulos caíram devido ao otimismo em relação ao fim de uma guerra que interrompeu o fornecimento de energia.</p></p><h2><p>+ sobre economia</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "description" : "Linha de crédito voltada a melhorias habitacionais está vinculada ao Minha Casa, Minha Vida",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775079745750_2019_09_25_casa_propria_imoveis_33038_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Caixa terá nova modalidade de crédito par quem quer realizar o sonho da casa própria</span> <span class=\"img-credit\">Shutterstock</span></figcaption></figure><p><p><span style=\"letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><span style=\"font-weight: inherit;\">SÃO PAULO - O governo federal reduziu os juros e ampliou o prazo de pagamento do programa Reforma Casa Brasil, uma linha de crédito voltada a melhorias habitacionais vinculada ao </span><a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/minha-casa-minha-vida\" rel=\"\" target=\"_self\" style=\"\"><b>Minha Casa, Minha Vida</b></a><span style=\"font-weight: inherit;\">. A medida foi aprovada nesta terça-feira (5) pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e passa a valer após publicação no Diário Oficial da União – o que deve ocorrer ainda nesta semana.</span></span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p>Pelas novas regras, a taxa de juros nominal foi reduzida para 0,82% ao mês – antes, chegava a até 1,95%, a depender da renda. O prazo máximo de financiamento também foi ampliado, de cinco para seis anos (60 para 72 meses). A avaliação da equipe econômica do presidente Lula é que a mudança reduz o valor das parcelas e amplia o acesso ao crédito para reformas, ampliações e adaptações de moradias.</p>\n<p><br></p>\n<p>O programa oferece crédito entre R$ 5.000 e R$ 30 mil, com prestações limitadas a até 25% da renda familiar. O crédito pode ser usado para compra de materiais, pagamento de mão de obra, serviços técnicos e acompanhamento de obras. Embora seja voltado ao uso residencial, também pode contemplar imóveis de uso misto.</p>\n<p><br></p>\n<p>O financiamento é operacionalizado pela <a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/caixa-economica-federal\" rel=\"\" target=\"_self\"><b>Caixa Econômica Federal</b></a>, com contratação totalmente digital. O processo dispensa ida à agência. O interessado apresenta o projeto, faz a simulação e envia fotos pelo aplicativo ou site. Após a aprovação, 90% do valor é liberado; os 10% restantes são pagos depois da comprovação da execução da obra.</p>\n<p><br></p>\n<p>As mudanças também alteram o critério de renda. A partir de agora, o limite de elegibilidade para o financiamento de reformas passa a acompanhar automaticamente as atualizações do Ministério das Cidades, sem necessidade de novas resoluções. Na prática, segundo o governo, isso evita defasagens e amplia o alcance do programa conforme a renda das famílias evolui.</p>\n<p><br></p>\n<p>Os recursos vêm do Fundo Social, principal fonte de financiamento da linha. Para 2026, a dotação prevista é de R$ 24,8 bilhões. De acordo com o CMN, em 2025, já foram empenhados R$ 10,7 bilhões, sendo R$ 2 bilhões sob gestão da Caixa para liberação imediata.</p>\n<p><br></p>\n<p>Segundo o Ministério da Fazenda, a ampliação do prazo de pagamento implica um subsídio estimado em R$ 567 milhões, já previsto no orçamento e sem impacto no resultado primário da União. A expectativa do governo é que a medida também tenha efeito indireto na atividade da construção civil, com potencial de geração de renda e emprego.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>COMO CONTRATAR&nbsp;</b></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Todo processo será digital. O interessado deverá acessar o site ou aplicativo da Caixa, informar os dados da renda e do imóvel e simular a operação. Após a aprovação, o contrato será assinado digitalmente.</span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p>1 - Acesse o site ou app da Caixa</p>\n<p>2 - Responda às perguntas sobre sua casa</p>\n<p>3 - Escolha até três serviços que aparecem na lista</p>\n<p>4 - Informe o valor que vai precisar para pagar o material e a mão de obra</p>\n<p>5 - Atualize seus dados</p>\n<p>6 - Confira se o valor foi aprovado e escolha a quantidade de parcelas para pagar</p>\n<p>7 - Tire fotos dos lugares que serão reformados fotos do \"antes\"</p>\n<p>8 - Receba 90% do valor do empréstimo na sua conta da Caixa não serve Caixa Tem</p>\n<p>9 - Use o dinheiro para a compra do material e pagamento de prestador de serviço</p>\n<p>10 - Após 30 dias da contratação do crédito, a primeira parcela é debitada da sua conta da Caixa</p>\n<p>11 - Faça a obra em até 55 dias</p>\n<p>12 - Envie as fotos da reforma concluída  fotos do \"depois\"</p>\n<p>13 - Receba os 10% restantes do valor</p>\n<p><br></p>\n<p><b>CONDIÇÕES DE FINANCIAMENTO</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Faixa Reforma 1 - famílias com renda até R$ 3.200,00 (juros a 0,82%)</p>\n<p><br></p>\n<p>Faixa Reforma 2 - famílias com renda de R$ 3.200,01 a R$ 9.600 (juros a 0,82%)</p>\n<p></p>\n<ul>\n <li>Valor do financiamento para as duas faixas: de R$ 5.000 a R$ 30 mil</li>\n <li>Prazos para pagamento: de 24 a 72 meses</li>\n <li>Prestação limitada a 25% da renda familiar</li>\n</ul>\n<p></p></p><h2><p>+ sobre economia&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "title" : "União pede que STF mantenha regras sobre royalties do petróleo",
  "description" : "AGU afirma que mudança na distribuição de recursos pode gerar perda de R$ 9 bilhões anuais à União",
  "body" : "<p>BRASÍLIA - A União pediu nesta terça-feira (5) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a manutenção das regras em vigor para a distribuição dos royalties do petróleo. De acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União), a medida permite o equilíbrio das relações federativas e evita o colapso financeiro dos estados e municípios produtores.\n<br>Segundo o memorial, eventual mudança do entendimento em vigor representaria uma perda de receita de R$ 9 bilhões por ano à União. O documento manifesta a preocupação de que uma decisão leve os governos federal, estaduais e municipais a serem obrigados a restituir valores recebidos.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778010730123_a_plataforma_p_74_andre_ribeiro_agencia_petrobras.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Plataforma de petróleo: distribuição de royalties será julgada no STF.</span> <span class=\"img-credit\">André Ribeiro/Agência Petrobras</span></figcaption></figure><p><p>A manifestação foi encaminhada à Corte na véspera da retomada do caso. O debate sobre o tema foi agendado para esta quarta-feira (6), gerando expectativa de solução para uma pendência que já dura 13 anos, desde que a ministra Cármem Lúcia concedeu liminar derrubando os efeitos da lei.</p>\n<p><br></p>\n<p>\"O que se pretende é compensar a região na qual a atividade produtiva se realiza, indenizando-se a população local pelos efeitos diretos e indiretos da referida atividade. Não se pode olvidar, ademais, que os recursos naturais que ensejam o pagamento de royalties e participações especiais são bens da União e que, portanto, sua distribuição deve atender a critérios racionais que contemplem o desenvolvimento nacional\", disse a AGU.</p>\n<p><br></p>\n<p>De acordo com o órgão, decisão contrária à liminar obrigaria uma revisão de todos os valores distribuídos desde 2012, com o recálculo das receitas e a compensação financeira entre os entes, \"cenário que apresenta elevada complexidade técnica, fiscal e operacional, além de significativo risco de judicialização\".</p>\n<p><br></p>\n<p>No documento, a União afirma também que a alteração do modelo de partilha provocaria instabilidade entre os entes da federação.</p>\n<p><br></p>\n<p>Nos últimos dias, o Supremo recebeu representantes de governos estaduais, incluindo alguns governadores, para tratar do tema.</p>\n<p><br></p>\n<p>O governador interino do Rio, Ricardo Couto, foi um dos que esteve no STF nesta semana. O estado é o maior beneficiário da receita, destino de 85% da arrecadação destinada a governos estaduais. Também sedia os maiores municípios arrecadadores.</p>\n<p><br></p>\n<p>A perda estimada para o Rio de Janeiro é de R$ 21 bilhões anuais, somando o impacto sobre os cofres estaduais e de municípios beneficiados.</p>\n<p><br></p>\n<p>Do outro lado, a CNM (Confederação Nacional dos Municípios) levou ao tribunal representantes de diversos estados que hoje não recebem, como Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Acre. Ou que recebem menos, como Paraná e Santa Catarina.</p>\n<p><br></p>\n<p>A norma questionada foi aprovada em 2013 e alterou os percentuais dos royalties e das participações especiais destinados aos estados e aos municípios produtores e à União, estabelecendo limites para os valores recebidos por eles, e, por meio de fundos especiais, destinando parte dos recursos exclusivamente a estados e municípios não produtores.</p>\n<p><br></p>\n<p>A lei foi aprovada na esteira de debates sobre a criação de um fundo para investimentos em educação e saúde com recursos do petróleo.</p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">A então presidente Dilma Rousseff (PT) vetou trechos do texto, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional. A lei foi publicada em 15 de março de 2013, mas suspensa pela relatora três dias depois, em 18 de março.</span></p>\n<p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\"><br></span></p>\n<p>\"A atuação da chefe do Poder Executivo mostrou-se não apenas adequada, mas rigorosamente alinhada à ordem constitucional vigente. O veto parcial fundamentou-se na natureza dos royalties e das participações especiais como receita originária com perfil eminentemente indenizatório e, portanto, territorialmente vinculado, conforme jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal\", disse a AGU.</p>\n<p><br></p>\n<p>O texto estabelece que estados e municípios não produtores passam a ter direito a 49% da arrecadação com royalties do petróleo, contra uma fatia de 7,5% atualmente. A distribuição será feita de acordo com critérios dos fundos de participação de estados e municípios.</p>\n<p><br></p>\n<p>Estabelece ainda um período de transição de sete anos, nos quais os percentuais vão sendo reduzidos gradativamente, para garantir um prazo de adaptação aos governos estaduais e municipais que perderão parte da receita.</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "author" : "ANA POMPEU",
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  "title" : "Entenda como a recuperação extrajudicial ajuda a renegociar dívidas rurais e empresariais",
  "description" : "Especialista aponta que a ferramenta pode prevenir falências e garantir segurança jurídica ao credor",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778008597664_2026_05_05_edicasea_recuperacao_extrajudicial_e_uma_alternativa_eficiente_para_produtores_rurais_e_empresas_reorganizarem_dividas_imagem_fizkes_shutterstock_g734sn8ktq9.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A recuperação extrajudicial é uma alternativa eficiente para produtores rurais e empresas reorganizarem dívidas</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Conforme o Observatório Brasileiro da Recuperação Extrajudicial, a renegociação de dívidas sem envolvimento direto com o Poder Judiciário cresceu aproximadamente 80% desde 2020. Esse mecanismo jurídico entrou em alta após as empresas Raízen e Grupo Pão de Açúcar acionarem recuperações extrajudiciais para se reestruturarem financeiramente.</p><p>A advogada Fabíola Sampaio, especialista em agronegócio e Direito Empresarial, explica que a recuperação extrajudicial está prevista na lei 11.101 de 2005 e é uma opção para reorganizar dívidas. “A recuperação extrajudicial está prevista em lei e é uma alternativa eficiente para produtores rurais e empresas que precisam reorganizar suas dívidas sem recorrer diretamente ao Judiciário. Trata-se de um mecanismo mais célere, menos burocrático e mais econômico, que permite ao devedor negociar diretamente com seus credores e construir uma solução compatível com a realidade do negócio”, diz.</p><h2>Diferenças entre recuperação judicial e extrajudicial</h2><p>Fabíola Sampaio destaca que uma das principais diferenças em relação à recuperação judicial é o contexto em que o Judiciário é acionado. Enquanto o processo judicial começa dentro do tribunal, a modalidade extrajudicial prioriza a negociação prévia.</p><p>“Na recuperação extrajudicial, o Judiciário é acionado apenas no momento da homologação do plano. Isso significa que toda a negociação acontece antes, de forma direta com os credores. Essa dinâmica traz mais agilidade ao processo e evita a burocracia típica de um processo judicial desde o início”, afirma.</p><p>A advogada ressalta que a flexibilidade para selecionar quais dívidas serão renegociadas pode manter a operação da empresa durante o processo de reestruturação, focando os passivos mais críticos.&nbsp; “Diferentemente da recuperação judicial, o empresário pode incluir apenas algumas classes de credores na recuperação extrajudicial. Isso permite focar as dívidas que realmente comprometem o fluxo de caixa, sem afetar outros compromissos que continuam sendo cumpridos normalmente”, pontua.</p><p>A especialista também explica que a aprovação do plano depende da adesão de metade mais um dos credores envolvidos. Esse critério garante que a negociação tenha respaldo coletivo e viabilidade prática. “Hoje, a legislação permite que o plano seja homologado com a adesão de 50% mais um dos credores das classes envolvidas. O empresário tem até 90 dias para buscar essa aprovação, o que exige organização e uma condução estratégica da negociação”, observa.</p><h2>Quem pode recorrer à recuperação extrajudicial?</h2><p>Ao tratar do perfil das empresas que podem recorrer ao instrumento, Fabíola Sampaio afirma que não há restrição significativa. Desde pequenos negócios até grandes grupos podem utilizar a ferramenta, inclusive produtores rurais.</p><p>“Qualquer empresa pode buscar a recuperação extrajudicial, inclusive empresas de pequeno porte e produtores rurais. Em estados com forte atividade agrícola, essa ferramenta é especialmente importante, porque o setor está sujeito a variáveis como clima, mercado e custo financeiro”, avalia.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778008598226_2026_05_05_edicaseesperar_demais_para_pedir_a_recuperacao_extrajudicial_limita_as_alternativas_e_torna_o_processo_mais_complexo_imagem_inside_creative_house_shutterstock_lkb221r6bdm.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Esperar demais para pedir a recuperação extrajudicial limita as alternativas e torna o processo mais complexo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Inside Creative House | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Riscos de adiar a recuperação extrajudicial</h2><p>A advogada ressalta que o momento de decisão influencia diretamente os resultados. Empresas que buscam a solução apenas em estágio avançado de crise enfrentam mais dificuldades.“O ideal é que o empresário recorra à recuperação extrajudicial quando começa a perceber dificuldades no fluxo de caixa , antes que a situação se agrave. Quando a empresa espera demais, as alternativas se tornam mais limitadas e o processo de recuperação fica mais complexo”, analisa.</p><p>Contudo, Fabíola Sampaio aponta que a resistência do empresariado brasileiro à orientação jurídica pode comprometer a eficácia da recuperação. O adiamento de decisões estratégicas, então, surge como inimigo da solução.&nbsp;</p><p>“É comum que o empresário tente resolver a situação sozinho por muito tempo, mesmo diante de sinais claros de dificuldade. Isso pode prejudicar a recuperação, porque quanto mais cedo ele chama os credores para negociar, maiores são as chances de encontrar uma solução viável”, considera.&nbsp;</p><h2>Negociação e segurança jurídica</h2><p>Fabíola Sampaio explica que a negociação demanda uma equipe contábil e jurídica para garantir uma execução precisa, cujos resultados sejam satisfatórios. O objetivo, segundo ela, é formar um acordo interessante aos credores e dividendos. “A empresa precisa contar com uma equipe, geralmente composta por advogado e contador, para estruturar o plano, identificar os credores estratégicos e conduzir a negociação. Esse trabalho técnico é fundamental para alcançar a adesão necessária e consolidar o acordo”, afirma.&nbsp;</p><p>A advogada reforça que a ferramenta garante segurança jurídica para devedor e credor , pois há validação judicial do processo. “A homologação judicial garante segurança jurídica às partes. Uma vez homologado, o plano se torna um título executivo judicial, o que permite que o credor execute o acordo diretamente em caso de descumprimento”, diz.</p><p>Segundo ela, o mercado tem reconhecido a eficiência da recuperação extrajudicial, especialmente quando utilizada de forma preventiva. “O mercado tende a enxergar de forma positiva quando a empresa busca uma solução antes de entrar em uma crise mais profunda. Isso demonstra capacidade de gestão e disposição para negociar de forma transparente”, aponta.&nbsp;</p><p>A especialista completa que nem todas as dívidas podem ser incluídas no processo. Obrigações tributárias e trabalhistas seguem regras próprias e exigem tratamento paralelo. “Os débitos tributários não se submetem à recuperação extrajudicial, mas podem ser negociados por meio da transação tributária, que ocorre de forma paralela. Assim, o empresário atua em duas frentes para reorganizar sua situação financeira”, conclui.</p><p>Por Enzo Tres</p>",
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  "title" : "Cultura comercial forte impulsiona crescimento e diferencia empresas no Brasil",
  "description" : "Integração entre áreas, processos claros e foco em vendas ajudam empresas a crescer com mais previsibilidade e lucro",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778005180819_2026_05_05_edicasecultura_comercial_estimula_a_empresa_a_focar_o_cliente_e_o_crescimento_do_negocio_imagem_fizkes_shutterstock_cdm5jq9ll.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Cultura comercial estimula a empresa a focar o cliente e o crescimento do negócio</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Empresas que crescem de forma consistente costumam ter algo em comum: vendas deixam de ser responsabilidade de um único setor e passam a fazer parte da cultura do negócio. Quando áreas como marketing, atendimento, financeiro e operação trabalham alinhadas, a tendência é aumentar a eficiência, melhorar resultados e reduzir desperdícios.</p><p>Em 2025, levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostrou que empresas com planejamento estruturado têm mais chances de superar os primeiros anos de atividade. Já o estudo da McKinsey &amp; Company aponta que organizações com estratégia comercial bem definida podem elevar a eficiência de vendas em até 20%.</p><p>Para Gustavo Braz, CEO do Grupo PMD, ecossistema empresarial com atuação em desenvolvimento comercial, expansão de negócios e distribuição de soluções para o mercado brasileiro, muitas empresas ainda tratam vendas de forma limitada. “As empresas que conseguem escalar não dependem apenas de bons vendedores. Elas criam processos claros, indicadores e uma mentalidade voltada para geração de receita em todos os níveis”, afirma.</p><h2>Cultura comercial na prática</h2><p>Ter cultura comercial significa fazer a empresa inteira pensar no cliente e no crescimento do negócio. Não se resume a vender mais, mas a vender melhor, com método e constância. Na prática, isso acontece quando:</p><p><ul>\n <li>Marketing gera oportunidades qualificadas para vendas;</li>\n <li>Atendimento melhora experiência e retenção; </li>\n <li>Financeiro acompanha margem e rentabilidade;</li>\n <li>Liderança cobra metas e indicadores;</li>\n <li>Equipes entendem seu papel no resultado final;</li>\n</ul></p><p>Segundo Gustavo Braz, quando esse alinhamento acontece, o crescimento fica menos dependente de campanhas pontuais ou sazonalidades. “Quando existe cultura comercial, a empresa entende melhor o cliente, melhora a conversão e ganha previsibilidade. Isso permite crescer com mais controle”, diz.</p><h2>Por onde o empresário pode começar</h2><p>Muitos empresários acreditam que precisam vender mais, quando o problema está na forma como vendem. Antes de buscar novos clientes, o ideal é organizar a operação comercial. Os primeiros passos costumam ser:</p><p><ul>\n <li>Mapear o funil de vendas, da prospecção ao fechamento; </li>\n <li>Definir metas realistas e indicadores semanais;</li>\n <li>Padronizar atendimento e follow-up; </li>\n <li>Treinar equipe comercial e lideranças;</li>\n <li>Medir taxa de conversão e custo de aquisição.</li>\n</ul></p><p>“Sem processo, não existe escala. Crescer no improviso costuma gerar retrabalho, perda de margem e instabilidade”, afirma o executivo.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1778005181133_2026_05_05_edicaseestruturar_a_area_comercial_e_essencial_para_obter_bons_resultados_imagem_insta_photos_shutterstock_zw0bj.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Estruturar a área comercial é essencial para obter bons resultados</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: insta_photos | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Erros comuns que travam o crescimento</h2><p>Mesmo empresas com boa demanda podem perder resultado quando não estruturam a área comercial. Entre os erros mais frequentes, estão:</p><p><ul>\n <li>Depender de poucos vendedores;</li>\n <li>Não acompanhar números;</li>\n <li>Usar ferramentas sem método; </li>\n <li>Falta de treinamento;</li>\n <li>Liderança distante da operação comercial. </li>\n</ul></p><p>“Cultura comercial não é ferramenta. É comportamento organizacional. Se a liderança não sustenta o processo, o modelo não se mantém”, explica Gustavo Braz.</p><h2>O que muda no resultado</h2><p>Quando a empresa amadurece comercialmente, tende a vender com mais previsibilidade, melhorar margens e reduzir oscilações no caixa. Também ganha capacidade de adaptação em momentos de mercado mais desafiadores. “Empresas que estruturam sua cultura comercial deixam de depender de picos de venda e passam a crescer com consistência. Isso muda completamente o jogo”, conclui o CEO do Grupo PMD.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Empresas em alerta: juros altos muda comportamento do consumidor",
  "description" : "Movimento também afeta serviços recorrentes, assinaturas e gastos considerados menos urgentes",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777994381880_2026_05_05_edicasejuros_altos_e_mudanca_no_comportamento_do_consumidor_tornam_a_forma_de_lucrar_mais_dificil_imagem_jack_the_sparow_shutterstock_c930v992l9l.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Juros altos e mudança no comportamento do consumidor tornam a forma de lucrar mais difícil</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Jack_the_sparow | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O brasileiro continua consumindo, mas mudou a forma de comprar. Pesquisa, compara preços, adia decisões e avalia com mais cuidado cada parcela antes de fechar negócio. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias atingiu patamar recorde no país, segundo dados do Banco Central. Para empresas que dependem do varejo e dos serviços, o recado é claro: vender continua possível, porém lucrar ficou mais difícil.</p><p>A combinação entre juros elevados, renda comprometida e custos operacionais maiores vem pressionando o caixa de companhias de diferentes portes. Na prática, muitos negócios conseguem manter ou até ampliar o faturamento , mas veem a margem encolher mês após mês.</p><p>Para o empresário e especialista em expansão empresarial Ravell Nava, esse movimento já aparece na rotina de quem acompanha o mercado. “Há empresas batendo meta de vendas e piorando o resultado final. Quando os custos sobem mais rápido que a receita, o crescimento deixa de representar ganho real”, afirma.</p><h2>Juros altos mudam o comportamento do consumidor</h2><p>Quando o crédito fica caro, a compra parcelada perde força e o consumidor se torna mais seletivo. Itens de maior valor, como eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e viagens, tendem a exigir mais tempo de decisão. Promoções e condições facilitadas ganham peso, assim como marcas que conseguem transmitir confiança.</p><p>Esse comportamento também afeta serviços recorrentes, assinaturas e gastos considerados menos urgentes. Em muitos casos, a pessoa até mantém o consumo, mas troca produtos premium por versões mais acessíveis ou reduz a frequência de compras.</p><p>“Hoje a venda exige inteligência comercial. O consumidor continua ativo, porém está mais atento ao preço, à utilidade e à experiência oferecida. Quem ignora essa mudança perde margem para sustentar volume”, diz Ravell Nava.</p><h2>Mais vendas nem sempre significam mais lucro</h2><p>Em períodos de demanda aquecida, é comum empresas apostarem em descontos agressivos, frete subsidiado e campanhas intensas para ampliar receitas. O problema surge quando o custo dessas ações supera o retorno financeiro.</p><p>Também entram nessa conta despesas com equipe, aluguel, logística, tecnologia, tributos e capital de giro. Sem controle preciso, o empresário comemora o crescimento das vendas enquanto o caixa enfraquece nos bastidores.</p><p>Segundo o especialista, um dos erros mais comuns é analisar apenas o faturamento. “Receita alta não garante saúde financeira. O que sustenta a empresa é geração de caixa, margem saudável e capacidade de reinvestir”, explica.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777994383474_2026_05_05_edicaseferiados_prolongados_e_eventos_sazonais_impulsionam_os_negocios_mas_exigem_preparo_para_converter_demanda_em_rentabilidade_imagem_lithiumphoto_shutterstock_pejjt9ehoxh.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Feriados prolongados e eventos sazonais impulsionam os negócios, mas exigem preparo para converter demanda em rentabilidade</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Lithiumphoto | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Copa do Mundo e feriados aumentam movimento, mas também despesas</h2><p>O calendário de 2026 traz datas capazes de movimentar diversos setores. Feriados prolongados e a Copa do Mundo tendem a impulsionar bares, restaurantes, turismo, delivery , eletrônicos e publicidade. Em muitos segmentos, o fluxo maior representa oportunidade relevante de vendas.</p><p>Por outro lado, esses períodos costumam elevar custos com estoque, contratação temporária, horas extras, mídia e operação. Negócios que entram despreparados podem transformar picos de demanda em rentabilidade menor. “Aumento de movimento não significa ganho automático. Se a operação não estiver organizada, vende-se mais e sobra menos dinheiro no fim do mês”, afirma Ravell Nava.</p><h2>O que observar para proteger resultados</h2><p>Em um ano mais desafiador, acompanhar indicadores simples pode fazer diferença. Entre os principais pontos estão geração de caixa operacional, margem líquida por canal de venda , nível de inadimplência, custo de aquisição de clientes e dependência de parcelamentos.</p><p>Também vale revisar preços, renegociar contratos e identificar produtos ou serviços que vendem muito, mas entregam retorno baixo. Em vários casos, crescer menos e lucrar melhor pode ser a estratégia mais saudável.</p><p>Para Ravell Nava, 2026 tende a separar empresas que administram apenas volume daquelas que priorizam eficiência. “O mercado costuma premiar quem entende os números e toma decisão rápida. Em momentos de pressão, organização vale tanto quanto vender”, conclui.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Governo implanta biometria no seguro-defeso do INSS",
  "description" : "Pescador terá que fazer registro da biometria e inscrição no Cadúnico; nova lei traz ainda o orçamento a ser gasto com o benefício em 2026, limitado a R$ 7,9 bilhões",
  "body" : "<p><p><span>SÃO PAULO -&nbsp;</span><span>O governo federal passará a exigir biometria para liberar o seguro-defeso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), benefício pago a pescadores durante o período de proibição da pesca e que funciona como uma espécie de seguro-desemprego.</span></p>\n<p><br></p>\n<p>As novas regras estão na lei 15.399, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5), que traz ainda o orçamento a ser gasto com o benefício em 2026, limitado a R$ 7,9 bilhões, libera valores retroativos para quem não havia feito o pedido na época, mas tinha direito, e confirma a necessidade de inscrição no CadÚnico (Cadastro Único Nacional dos Benefícios Sociais) para ter acesso à renda.</p>\n<p><br></p>\n<p>O objetivo da lei é limitar os gastos com o benefício, que equivale ao valor de um salário mínimo, de R$ 1.621 em 2026, e passou por mudanças em 2025.</p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776102282282_2020_07_17_ensaio_fotografico_sobre_os_pescadores_da_colonia_de_pesca_de_itapoa_em_vila_velha_281594_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Ensaio fotográfico sobre os pescadores da Colônia de Pesca de Itapoã, em Vila Velha</span> <span class=\"img-credit\">Fernando Madeira</span></figcaption></figure><p><p>Segundo a nova lei, para ter direito ao seguro-defeso, o pescador terá que fazer o registro da biometria e a inscrição no Cadúnico (cadastro do governo para programas sociais). Para cruzar as bases, será admitida biometria já registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pela CNH (Carteira Nacional de Habilitação) até a plena implementação da Carteira de Identidade Nacional.</p>\n<p><br></p>\n<p>Nos casos de exclusão por inconsistência do cadastro ou de falha de conferência da biometria, serão disponibilizados canais de revisão presenciais ou virtuais, e gratuitos, para os pescadores artesanais, pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) ou entidades habilitadas pelo órgão.</p>\n<p><br><span>O texto diz que o MTE deve ter formas de requerimento, identificação, comprovação documental e demais exigências para o acesso ao seguro-desemprego pelos pescadores artesanais que tenham restrições físicas, morem em áreas de difícil acesso, sem internet ou com disponibilidade precária de transporte e recursos tecnológicos em geral.</span></p></p><p><p>A pasta divulgará, todo mês, a lista dos beneficiários do seguro-desemprego no período de defeso, com o nome, o município de residência e o número de inscrição no registro da atividade pesqueira.</p>\n<p><br></p>\n<p>O seguro-defeso era, até novembro de 2025, administrado e pago pelo INSS, mas o governo passou o benefício ao MTE, que fará a gestão e o pagamento. O INSS, no entanto, continua responsável pela parte de receber os valores pagos de contribuição previdenciária, já que é uma renda paga a quem contribui com a Previdência.</p></p><p><p>Pente-fino</p></p><p><p>Em setembro, o MTE anunciou um pente-fino após o ministério assumir a gestão do benefício. \"Nosso compromisso é fiscalizar o seguro-defeso para garantir que o benefício chegue a quem realmente vive exclusivamente da pesca e evitar irregularidades\", afirmou o ministro Luiz Marinho em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, na época.</p>\n<p><br></p>\n<p>As regras de concessão foram alteradas após suspeitas de irregularidades no pagamento. A principal novidade era a implementação de uma verificação presencial como etapa obrigatória para validar o requerimento.</p></p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "kicker" : "Rede de hospitais",
  "title" : "Dona do Grupo Meridional, Kora Saúde tem recuperação extrajudicial aprovada",
  "description" : "Rede tem dívidas de R$ 2,2 bilhões contra faturamento de R$ 2,3 bilhões alcançados entre setembro de 2024 e o nono mês de 2025",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1775098969993_2025_10_14_hospital_meridional_2959523_article.webp\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Fachada do Hospital Meridional da Praia da Costa, em Vila Velha</span> <span class=\"img-credit\">Ricardo Medeiros</span></figcaption></figure><p><p>A Kora Saúde, controladora dos hospitais da rede Meridional teve a recuperação extrajudicial aprovada pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A decisão<span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;\">, que abrange a holding e suas subsidiárias, foi divulgado na última segunda-feira (4), em fato relevante.</span></p>\n<p><br></p>\n<p>A medida é um desdobramento direto da forte pressão exercida por uma dívida de R$ 2,2 bilhões, montante que representa 90% do passivo total do grupo.</p>\n<p><br></p>\n<p>Com taxas de juros batendo a casa de 14,5% ao ano, a gestão da Kora passou a considerar o cenário insustentável nos moldes atuais. O objetivo central do movimento judicial é obter fôlego: a empresa busca a redução das taxas e o alongamento dos prazos de pagamento junto aos credores.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Cenário de pressão</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Embora ostente margem Ebitda de 21% — um dos melhores desempenhos do setor de saúde no país — e seja controlada pelo fundo norte-americano de private equity H.I.G. Capital (que detém cerca de 80% das ações), a Kora enfrenta um gargalo de liquidez. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o faturamento do grupo somou R$ 2,3 bilhões, mas não foi suficiente para aplacar o avanço das despesas financeiras.</p>\n<p><br></p>\n<p>Recentemente, a agência de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito da companhia e manteve a perspectiva negativa. Para a agência, a movimentação da Kora caracteriza uma reestruturação sob pressão (distressed exchange), adotada para evitar o descumprimento total de pagamentos (default).</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Negociações e próximos passos</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Antes de formalizar a via judicial, a empresa tentou soluções alternativas. No final de março, obteve dos dentetores de debêntures a aprovação de um stand still — um acordo de adiamento de cobranças por 30 dias. Entre as possibilidades na mesa de negociação está a conversão de parte das dívidas em ações, o que transformaria os atuais credores em sócios da operação.</p>\n<p><br></p>\n<p>A opção pela recuperação extrajudicial é vista no mercado jurídico como uma alternativa mais rápida e menos burocrática do que a recuperação judicial plena, permitindo que a renegociação ocorra diretamente com os credores. Modelos semelhantes foram adotados recentemente por grandes grupos como GPA e Raízen.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Histórico</b></p>\n<p><b><br></b></p>\n<p>A rede Meridional iniciou sua trajetória em 2001, em Cariacica. Em 2018, após a aquisição pelo H.I.G., a operação expandiu-se e consolidou-se sob a marca Kora Saúde, mantendo sua sede em Vitória. Atualmente, o conglomerado opera 17 unidades e mais de 2 mil leitos em diferentes Estados do Brasil.</p></p><h2><p>Leia Mais Sobre o Caso&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "author" : "Redação de A Gazeta",
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  "kicker" : "Agência Brasil",
  "title" : "Novo Desenrola começa a valer nesta terça-feira (5)",
  "description" : "Programa busca ajudar famílias a pagar dívidas e recuperar crédito",
  "body" : "<p>Começa a valer nesta terça-feira (5) \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/mundo/cinco-pontos-sobre-o-novo-desenrola-pacote-de-medidas-para-reduzir-o-endividamento-lancado-pelo-governo-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas</a> e recuperar crédito.</p><p>A medida Provisória n° 1.355, que prevê a iniciativa, está publicada na edição de hoje Diário Oficial da União.&nbsp;</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p>A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos:</p><p><ul>\n <li>ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105);&nbsp;</li>\n <li><span>possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:</span></li>\n</ul></p><p><ol>\n <li>cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;&nbsp;</li>\n <li>cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente;</li>\n <li>crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.</li>\n <li>possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:<br></li>\n</ol></p><p>De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo.</p><p><a href=\"https://www.agazeta.com.br/ta-no-lucro/novo-desenrola-dara-desconto-de-ate-90-no-valor-da-divida-0526\" rel=\"\" target=\"_self\">Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS </a>para abatimento dos débitos.</p><p>O texto foi assinado nessa segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Franquia ou negócio próprio: o que vale mais em 2026 e como reduzir riscos ao empreender?",
  "description" : "Especialista explica como diferentes formatos de negócio impactam o tempo de retorno, o grau de exposição ao risco e a forma de atuação do empreendedor",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777922118874_2026_05_04_edicasea_escolha_entre_franquia_e_negocio_proprio_envolve_planejamento_perfil_empreendedor_e_avaliacao_dos_riscos_e_oportunidades_de_cada_modelo_imagem_insta_photos_shutterstock_0jtx61wqjim.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A escolha entre franquia e negócio próprio envolve planejamento, perfil empreendedor e avaliação dos riscos e oportunidades de cada modelo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: insta_photos | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Decidir entre abrir uma franquia ou começar um negócio próprio tem exigido mais planejamento dos brasileiros em 2026. Em um momento de juros ainda elevados, crédito mais seletivo e maior cautela no consumo, a escolha do modelo de empresa pode influenciar diretamente o tempo para obter retorno, o nível de risco e a possibilidade de continuidade da operação nos primeiros anos.</p><p>Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que uma parcela relevante das empresas encerra atividades antes de completar cinco anos, o que reforça os desafios enfrentados por novos empreendedores no país. Ao mesmo tempo, o sistema de franquias segue em expansão. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.</p><h2>Franquia ou negócio próprio: qual a diferença?</h2><p>Para Carlos Fuzinelli, especialista em expansão de negócios e franchising e CEO da FVL Consórcios, a decisão entre franquia e negócio próprio depende menos de tendência e mais do perfil de quem vai empreender. “Não existe uma resposta única. O melhor modelo será aquele alinhado à experiência, ao capital disponível e à disposição para assumir riscos”, afirma.</p><p>No negócio próprio, o empreendedor tem autonomia total para definir marca, operação, posicionamento e estratégia comercial. Em contrapartida, precisa validar sozinho o produto ou serviço, testar mercado, estruturar processos e construir reputação. Esse caminho costuma exigir mais tempo até alcançar estabilidade. “O negócio próprio oferece liberdade, mas também cobra mais capacidade de adaptação. É preciso corrigir rotas constantemente até encontrar o modelo ideal”, explica.</p><p>Já a franquia funciona com uma operação previamente estruturada, com processos definidos , identidade consolidada e suporte da franqueadora. Isso pode reduzir a curva de aprendizado e trazer maior previsibilidade para quem está começando. “Na franquia, a pessoa entra em um sistema já testado. Isso costuma reduzir erros iniciais, embora continue sendo necessário boa gestão no dia a dia”, diz Carlos Fuzinelli.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777922119121_2026_05_04_edicasenegocios_independentes_costumam_exigir_mais_tempo_para_construir_marca_enquanto_as_franquias_aceleram_essa_etapa_ao_operar_com_modelos_ja_consolidados_no_mercado_imagem_moon_safari_shutterstock_h5fyoplb4.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Negócios independentes costumam exigir mais tempo para construir marca, enquanto as franquias aceleram essa etapa ao operar com modelos já consolidados no mercado</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Moon Safari | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Tempo de maturação e retorno financeiro</h2><p>Outro ponto relevante é o tempo de maturação. Enquanto empresas independentes podem levar anos até consolidar marca e clientela, franquias tendem a encurtar essa fase, dependendo do segmento, da praça escolhida e da capacidade comercial do operador local.</p><p>Apesar disso, o modelo franqueado também tem limitações. O empreendedor precisa seguir padrões operacionais, pagar taxas contratuais e aceitar menor autonomia estratégica. Por isso, a escolha não deve ser baseada apenas em promessa de retorno rápido. “O menor risco não significa ausência de risco. Resultado continua dependendo de gestão, disciplina financeira e execução comercial”, alerta o especialista.</p><h2>O que avaliar antes de empreender?</h2><p>Na prática, três fatores ajudam nessa decisão: experiência prévia, capital inicial e tolerância ao risco. Perfis iniciantes costumam buscar modelos mais estruturados, enquanto empreendedores experientes podem preferir negócios próprios para ter maior controle e potencial de escala.</p><p>Independentemente do formato, especialistas apontam que o principal erro continua sendo começar sem planejamento. “ Empreender exige preparo. Quando a escolha do modelo é feita com consciência, as chances de sucesso aumentam consideravelmente”, conclui Carlos Fuzinelli.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Por que a nova NR-1 transforma prevenção em estratégia para proteger empresas de passivos",
  "description" : "Atualização da norma amplia dever de gestão de riscos e leva pequenas e médias empresas a rever processos internos, contratos e liderança",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777900736643_2026_05_04_edicasea_adequacao_a_nr_1_pode_comecar_com_acoes_objetivas_e_de_baixo_custo_imagem_fizkes_shutterstock_vb4dzjfso.png\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A adequação à NR-1 pode começar com ações objetivas e de baixo custo</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Empresários brasileiros começaram a revisar contratos, políticas internas e rotinas de gestão após as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho. As mudanças reforçam a exigência de prevenção de riscos ocupacionais e ampliam a responsabilidade das empresas sobre temas ligados à integridade física e mental dos trabalhadores.</p><p>Para Marcus Marques, especialista em gestão de pequenas e médias empresas e fundador do Grupo Acelerador, a nova regra exige mudança de postura por parte dos gestores. “A responsabilidade empresarial deixa de ser apenas reativa e passa a exigir organização preventiva. O empresário precisa se antecipar, porque o risco não está só na operação, mas também na forma como a empresa documenta e conduz suas relações de trabalho”, afirma.</p><h2>Monitoramento de riscos nas empresas</h2><p>A NR-1 consolidou o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), mecanismo que exige identificação de perigos, avaliação de impactos e implementação de medidas preventivas registradas formalmente. Na prática, isso amplia o dever das organizações de monitorar riscos físicos, operacionais e fatores organizacionais capazes de comprometer a saúde e a segurança das equipes.</p><p>Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, mostram que o Brasil registrou mais de 612 mil acidentes de trabalho em 2023, base estatística mais recente disponível. O volume mantém pressão sobre as empresas e reforça a necessidade de controles internos mais consistentes.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777900737134_2026_05_04_edicaserotinas_administrativas_ganham_importancia_com_as_novas_exigencias_da_nr_1_imagem_insta_photos_shutterstock_ay3grouwj.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Rotinas administrativas ganham importância com as novas exigências da NR-1</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: insta_photos | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>O que muda na rotina das empresas</h2><p>Além das obrigações técnicas, a atualização da norma aumenta a relevância da gestão documental. Registros de treinamentos, jornadas, protocolos internos, programas de prevenção e fluxos de apuração passam a ter peso estratégico em fiscalizações e disputas judiciais.</p><p>“Muitos empresários ainda tratam contratos, políticas internas e normas de segurança como burocracia. Na prática, esses documentos funcionam como linha de defesa jurídica. Quando a estrutura é frágil, o risco de passivo trabalhista cresce”, diz Marcus Marques.</p><p>Segundo ele, a adaptação exige três movimentos imediatos: entender as novas exigências, revisar processos internos e criar rotinas permanentes de acompanhamento. Empresas que mantêm documentos genéricos, desatualizados ou desconectados da operação tendem a enfrentar maior vulnerabilidade.</p><h2>5 medidas práticas para começar agora</h2><p>A adequação à NR-1 pode começar com ações objetivas e de baixo custo, especialmente para pequenas e médias empresas. Entre elas, estão:</p><p><ul>\n <li>Mapear riscos existentes no ambiente de trabalho e nas rotinas operacionais;</li>\n <li>Atualizar contratos, regulamentos internos e políticas de conduta;</li>\n <li>Registrar treinamentos, orientações e entregas de equipamentos;</li>\n <li>Definir responsáveis por prevenção e monitoramento periódico;</li>\n <li>Capacitar líderes para gestão de equipes dentro das exigências legais.</li>\n</ul></p><h2>Liderança também entrou no radar</h2><p>A nova lógica regulatória também aumenta a importância da liderança direta. Parte relevante dos conflitos trabalhistas nasce da condução inadequada de equipes, falhas de comunicação e ausência de critérios claros de gestão.</p><p>“Quando líderes entendem suas responsabilidades legais e operacionais, a empresa reduz significativamente sua exposição a contingências. A norma exige documento, mas também exige comportamento coerente no dia a dia”, afirma Marcus Marques.</p><p>Na avaliação do especialista, pequenas e médias empresas precisam abandonar a ideia de que compliance e estrutura jurídica pertencem apenas às grandes corporações . “Negócios que crescem sem estrutura acumulam risco silencioso. Governança, contratos bem definidos e gestão preventiva ajudam a proteger resultado e sustentabilidade no longo prazo”, conclui.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "kicker" : "Mercado de trabalho",
  "title" : "Fim da escala 6x1: o que falta para aprovar a mudança? Quem será afetado? Tire 15 dúvidas",
  "description" : "Debate avança na Câmara e pauta pode ser votada até o fim de maio",
  "body" : "<p>SÃO PAULO - \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/concursos-e-empregos/empregos/veja-quais-sao-as-escalas-de-trabalho-mais-exaustivas-e-os-riscos-ao-trabalhador-0426\" rel=\"\" target=\"_self\">A PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1</a> — seis dias de trabalho e um de descanso — avança na Câmara dos Deputados. Na quarta-feira (29), foi instalada a comissão especial para andamento da medida, que pode reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 36 horas.</p><p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou os deputados Leo Prates (Republicanos-BA) como relator e Alencar Santana (PT-SP) como presidente da comissão. Motta destacou que a condução do processo deve ser equilibrada e defendeu a proposta como uma forma de buscar justiça para a classe trabalhadora brasileira.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777898467711_toms9871.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Ato pelo fim da esca 6x1</span> <span class=\"img-credit\">Tomaz Silva/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Dados do Google Trends mostram que as buscas sobre o assunto atingiram pico no mês de abril. No domingo (3), o governo federal lançou uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6x1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.\n<br>\n<br>Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.&nbsp;\n<br>\n<br>\n<span>\"Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social \", esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).</span>\n<br>Apesar do avanço da discussão na Câmara, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre a jornada e como serão afetados pela mudança. Confira as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2><p><p>Como funciona a escala 6x1? Quantas horas semanais se trabalha na escala 6x1?</p></p><p>A escala 6x1 é aquela na qual o funcionário trabalha seis dias da semana e folga apenas um, geralmente aos domingos. A jornada padrão no país é de 44 horas semanais, conforme está previsto pela Constituição. Como o total de horas trabalhadas por dia está limitada a oito, em geral, o trabalhador cumpriria a jornada de 40 horas na semana ao trabalhar de segunda a sexta e, aos sábados, deveria cumprir mais quatro horas.</p><p><p>Como seria o fim da escala 6x1? Qual a proposta da pec?</p></p><p>Há propostas diferentes em discussão. As duas PECs que estão sendo debatidas na Câmara — dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) — preveem a redução da jornada de 44 horas semanais para 36. Elas alteram trecho do artigo 7º da Constituição e não trazem detalhamento sobre outros direitos.</p><p>A PEC de Erika Hilton propõe redução de 44 para 36 horas semanais, com limite de oito horas de trabalho por dia e jornada de quatro dias por semana, sem redução de salário, e com possibilidade de acordo ou convenção coletiva para outra forma de compensação de horas.</p><p>A PEC de Reginaldo Lopes propõe jornada de trabalho de 36 horas semanais, com limite de oito horas por dia, mas sem determinar que deverão ser apenas quatro dias de trabalho e três de descanso, e prevendo também uma transição por até dez anos.</p><p>Há ainda um projeto de lei enviado pelo governo Lula que reduz a jornada para 40 horas semanais, cria a escala 5x2, e deixa claro que não pode haver redução de salário. Hugo Motta, porém, optou pela tramitação das PECs. O projeto, no entanto, tem tramitação de urgência e vai trancar a pauta do Congresso se não for votado até julho.</p><p>O texto final ainda será avaliado e votado no plenário. A comissão especial criada para a PEC vai debater pontos importantes, como, por exemplo, se poderá haver redução salarial ou não, se haverá compensação tributária para as empresas, qual será o limite de horas e dias trabalhados, e se a transição será gradual ou imediata.</p><p><p>O fim da escala 6x1 é impossível?</p></p><p>Não, o fim da escala 6x1 não é impossível e o país já teve redução de jornada em outro momento. Na Constituição de 1988, a jornada de trabalho no Brasil caiu de 48 horas para 44 horas semanais. A jornada pode tanto mudar por PEC quanto por projeto de lei. A PEC é mais segura do ponto de vista jurídico.</p><p>No entanto, segundo juristas e especialistas em direito do trabalho, o projeto de lei também tem validade e poderia fazer com que houvesse redução da jornada de trabalho de forma mais rápida, por ter tramitação mais agilizada. Além disso, obedece ao que está na Constituição, propondo uma jornada menor, não maior.</p><p>O texto constitucional é um limitador da carga horária. Ele estabelece que a jornada deve ser de até 44 horas semanais. Qualquer medida que proponha algo menor é válida. Aumentar a jornada é que teria de ser, obrigatoriamente, por PEC.</p><p><p>A partir de quando mudaria?</p></p><p>Não é possível prever uma data para a redução da jornada de trabalho. Isso porque depende da aprovação da PEC, de como ela será aprovada, ou seja, quais os novos termos serão previstos na proposta, após a tramitação da medida tanto na Câmara quanto no Senado.</p><p>Além disso, há ainda o projeto de lei do governo, que tem regime de urgência e, se não for aprovado até julho, tranca a pauta de todo o Congresso. Nas celebrações de 1º de Maio, integrantes da cúpula governista afirmaram esperar que a escala 6x1 esteja \"enterrada\" até julho.</p><p>Na Câmara, o presidente e o relator da comissão especial disseram que pretendem votar a PEC até o dia 28 de maio. A implementação da mudança, porém, é um dos pontos centrais da discussão. Há propostas para que a transição seja feita de forma gradual, em até dez anos, no caso da PEC de Reginaldo Lopes, ou que entre em vigor 360 dias após sua promulgação, como na proposta de Erika Hilton.</p><p>O projeto do governo prevê alteração imediata assim que houver sanção presidencial e publicação da lei.</p><p><p>O que falta para o fim da escala 6x1?</p></p><p>A comissão especial para discutir o tema já está instalada na Câmara dos Deputados e pode durar até 40 sessões do plenário. A expectativa, porém, é que a Câmara vote a proposta até o dia 28 de maio. A aprovação, no entanto, depende do que se chama de maioria qualificada.</p><p>Por se tratar de PEC, é necessário que haja votação em dois turnos em cada uma das casas, ou seja, na Câmara e no Senado, com ao menos três quintos dos parlamentares a favor da medida: 308 deputados e 49 senadores favoráveis em cada uma das votações. Depois, para passar a valer, precisa ser promulgada no Congresso.</p><p>O projeto de lei exige maioria simples, com 50% dos votos mais um, além de sanção presidencial. Em ambos os casos, se houver alteração no Senado do texto que foi votado na Câmara, ele precisa voltar para a Câmara para ser votado novamente, o que pode atrasar ainda mais a medida.</p><p><p>Quais são os argumentos a favor do fim da escala 6x1?</p></p><p>Há diversos argumentos contra o fim da escala 6x1, que vão desde econômicos, a mudanças no mercado de trabalho e impactos na saúde dos trabalhadores e da população em geral.</p><p>Há ainda argumentos ligados ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, já que os pais — em especial, as mães — passariam mais tempo em casa; possíveis melhoras em índices educacionais; e até mesmo questões religiosas, com mais tempo para que trabalhadores — em especial, mulheres — possam professar sua fé.</p><p>O impacto na saúde física e mental dos trabalhadores é comprovado por dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que afirma que mais de 840 mil pessoas por ano morrem por consequências de problemas psicossociais decorrentes do trabalho, como burnout, AVC (Acidente Vascular Cerebral), doenças cardiovasculares e suicídio.</p><p>Um estudo da universidade americana Boston College mostrou que os funcionários de empresas que reduziram os dias de trabalho tiveram reduções significativas de burnout, melhora na saúde mental e física, maior satisfação com o trabalho e aumento da produtividade.</p><p>A nova escala também vai possibilitar o convívio do trabalhador com a família, além de mais tempo para investir em estudo e qualificação profissional, lazer e prática de atividades físicas.</p><p>No que diz respeito aos argumentos econômicos, estudo do professor Naercio Menezes Filho, do Insper e da FEA/USP (Faculdade de Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), feito por ele e colegas nas décadas de 1980 e 1990, quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, mostra que os afetados não tiveram aumento de desemprego em relação aos demais e que a probabilidade de saída do trabalho até diminuiu.</p><p>Segundo o professor, a renda cresceu e o bem-estar foi comprovado.</p><p><p>Quais os argumentos contra o fim da escala 6x1?</p></p><p>Os principais argumentos contra o fim da escala 6x1 são econômicos e estão ligados aos impactos no PIB (Produto Interno Bruto). Levantamento do economista Daniel Duque, da FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas), mostrou que diminuir jornada sem cortar salário elevaria o custo do trabalho, pressionando empresas a ajustar preços.</p><p>O estudo projeta redução de cerca de 638 mil postos de trabalho, com impactos maiores em setores como construção, comércio e agropecuária e queda de 0,7% no PIB.</p><p>Há ainda a preocupação com o aumento da informalidade. O levantamento conclui que a consequência da redução de horas trabalhadas seria uma queda de até 2% na produção do setor formal.</p><p>Outro estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que a medida elevaria o custo da mão de obra em 7,84% no país, levando-se em consideração o trabalho formal, com contratos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e uma redução de 44 horas para 40 horas semanais com escala 5x2.</p><p>Para implantação da escala 4x3, com 36 horas de trabalho por semana, os custos subiriam 17,57%. A alta, no entanto, poderia ser absorvida pela economia, por se assemelhar à política de valorização do salário mínimo, com reajuste acima da inflação.</p><p><p>Qual a posição de lula sobre o fim da escala 6x1?</p></p><p>O presidente \n<a href=\"https://www.agazeta.com.br/tema/lula\" rel=\"\" target=\"_self\">Luiz Inácio Lula da Silva </a>(PT) é um defensor da jornada de 40 horas semanais desde que era sindicalista no ABC Paulista, no início da década de 1980. Ele e outros deputados do PT e de partidos ligados à centro-esquerda foram os responsáveis pela redução da jornada de 48 horas para 44 horas semanais na Constituição de 1988.</p><p>O sindicalista Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, se lembra de quando os metalúrgicos faziam greve em São Paulo por jornadas de trabalho menores. \"Ocupávamos a fábrica e a greve só acabava quando a jornada era reduzida. Houve um momento de passarmos 30 dias cercados pela polícia na fábrica\", conta.</p><p>Lula defendeu o fim da 6x1, com redução da jornada de 44 para 40 horas, sem redução salarial em pronunciamento em rede nacional na véspera do 1º de Maio como forma de aproximar as famílias.</p><p>\"Muitas mães saem de casa para trabalhar cedo, com os filhos ainda dormindo e voltam tarde, com os filhos já na cama. Ela só tem um dia para descansar e cuidar da família. Isso não é justo\", disse o presidente. \"O trabalho dignifica, constrói o país, mas não pode separar mães e filhos.\"</p><p><p>Qual a posição de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1?</p></p><p>Flávio Bolsonaro (PL-RJ), até o momento, não se pronunciou publicamente sobre a questão. Seu partido, o PL, defende alterações no texto, como o regime de contratação por hora, o que na prática representaria corte salarial proporcional à redução da jornada.</p><p>Parlamentares alinhados à direita não querem que a proposta seja votada antes das eleições por temer que até mesmo deputados e senadores da base sejam pressionados a aprovar a medida visando o espólio eleitoral.</p><p>Na avenida Paulista, movimentos de direita apoiadores da candidatura de Flávio e defensores da liberdade de Jair Bolsonaro (PL) realizaram manifestação contra o 1º de Maio. Eles tentaram se esquivar do debate sobre o fim da escala 6x1, mas um de seus organizadores, Giovani Falcone, disse à Folha de S.Paulo que é contra acabar com essa escala e que o movimento defende os empresários e seu direito de adotar qualquer tipo de jornada.</p><p><p>Empresários são contra o fim da escala 6x1?</p></p><p>A classe empresarial brasileira está dividida sobre a pauta, mas com maioria das federações e associações de empregadores contra a medida. Alguns setores, como o agronegócio e a indústria, vêm fazendo críticas à proposta e apresentando estudos com impactos econômicos negativos muito relevantes.</p><p>Em evento recente, o presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), o pecuarista Arnaldo Borges, fez um apelo aos parlamentares para que \"apoiem contrariamente essa pauta tão nociva para o nosso agro\".</p><p>O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), Mário Marques, disse que a proposta \"é uma medida eleitoreira, pensada mais nas eleições do que nas consequências práticas para a economia.\"</p><p>O presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Galassi, propõe um modelo de contratação no qual o funcionário seria pago por hora trabalhada. \"Não concordamos em reduzir o número de horas de 44 para 40 porque não fecha a conta\", disse ele à Folha de S.Paulo.</p><p>Já alguns empresários são a favor e, inclusive, já implementaram a nova escala, observando resultados positivos. É o caso de Caito Maia, CEO da Chilli Beans, e Jerônimo Bocayuva, sócio da rede de restaurantes Gurumê. Ao adotar a escala 5x2, Bocayuva viu o índice de rotatividade diminuir em 30% e as faltas, com ou sem justificativa por atestado, caírem quase pela metade.</p><p><p>Quais países aboliram a escala 6x1?</p></p><p>França, Holanda e Reino Unido são alguns exemplos. Na França, a jornada de trabalho é de 35 horas, implementada em 1998. Na Holanda, a jornada é ainda menor, de 32 horas divididas na escala 4x3, ou seja, o indivíduo trabalha quatro dias por semana e folga nos outros três. No Reino Unido, várias empresas já funcionam na escala 4x3, embora a determinação ainda não seja oficial.</p><p><p>Qual o custo do fim da escala 6x1?</p></p><p>Uma projeção do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou alta de 7,84% no custo da mão de obra considerando a redução da jornada para 40 horas. O custo, porém, deve ser reabsorvido pela economia, segundo o pesquisador Felipe Pateo, técnico de planejamento do Ipea e um dos responsáveis pelo estudo.</p><p>Outro estudo, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostrou que o fim da escala 6x1 elevaria os custos das empresas brasileiras em até R$ 267,2 bilhões por ano. O montante equivale a 7% da folha de pagamento e leva em conta redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.</p><p>Os gastos podem ser menores ou maiores a depender da estratégia adotada: se contratação de pessoal o que custa mais ou pagamento de horas extras. Neste último cenário, a alta de despesas chegaria a R$ 178,2 bilhões por ano. O impacto percentual na indústria seria de 11,1%, com elevação de custos entre R$ 87,8 bilhões no primeiro cenário e R$ 58,5 bilhões no segundo.</p><p><p>Quantas pessoas trabalham na escala 6x1?</p></p><p>Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023, dos 44 milhões de trabalhadores contratados pela CLT no Brasil, 31,8 milhões trabalham na jornada de 44 horas semanais. Estudo do Ipea mostrou, porém, que os profissionais com jornada de trabalho de 44 horas semanais — em geral, em escala 6x1 — têm salário 57,7% menor, em média, do que os que trabalham 40 horas semanais.</p><p>Os dados mostram que o salário médio do brasileiro de quem tem jornada de até 40 horas por semana — em geral, em escala 5x2 — é de R$ 6.211. Quem tem jornada de 44 horas recebe 42,3% desse valor, o que dá R$ 2.626,05. Quando o pagamento é por hora, a remuneração é ainda menor. O valor médio corresponde a 38,5% de R$ 6.211, o que dá R$ 2.391,24.</p><p>De acordo com o estudo, a diferença seria explicada por conta da baixa escolaridade. Mais de 83% dos vínculos de quem tem jornada de 44 horas é de pessoas com o ensino médio completo. O percentual cai para 53% entre os que têm ensino superior.</p><p><p>Qual a proporção da população que apoia o fim da escala 6x1?</p></p><p>Segundo pesquisa Datafolha feita em março, 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, enquanto 27% é contra a mudança e 3% não opinou.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "body" : "<p><p><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 4, que começa na terça-feira, 5, uma mobilização de 90 dias para a renegociação de dívidas da população. Segundo ele, o desconto médio das dívidas do Desenrola Famílias será de 65%, com juros de até 1,99% ao mês.</span></p>\n<p><br></p>\n<p>A fala foi feita durante o lançamento oficial do novo programa de renegociação de dívidas, o Novo Desenrola.</p>\n<p><br></p>\n<p>\"Nós começamos amanhã uma mobilização de 90 dias para que a gente faça a renegociação de dívida das brasileiras e dos brasileiros. Isso tudo permite que, do ponto de vista pessoal, nessa mácula, essa angústia com o nome sujo seja retirada e ao mesmo tempo o crédito possa voltar a existir para essas pessoas, mas um crédito melhor\", afirmou o ministro da Fazenda na manhã desta segunda-feira.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Quatro linhas de negociação</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Durigan apresentou que haverá quatro linhas de renegociação: o Desenrola Famílias, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), as empresas e as dívidas rurais para agricultura familiar.</p>\n<p><br></p>\n<p>O Novo Desenrola é para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, e a renegociação para famílias atende a dívidas contratadas até 31/01/2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.&nbsp;</p>\n<p><br></p>\n<p>Com a renegociação os débitos poderão ser pagos em até quatro anos. A ideia, segundo o ministro, era melhorar a qualidade das dívidas dos brasileiros porque, da forma como estavam, os débitos eram impagáveis.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Dívida do cartão de crédito e do cheque especial</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Durigan afirmou que o desconto mínimo da dívida do cartão de crédito e do cheque especial é de 40% e vai crescendo de acordo com o tamanho do passivo, podendo chegar a 90%.</p>\n<p><br></p>\n<p>\"No cartão de crédito, no cheque especial, o desconto mínimo é de 40%, quando o atraso da dívida é de 90 dias a 120, e é um desconto que chega a 90% quando eu tenho uma dívida de maturidade de 1 a 2 anos\", completou o ministro.</p>\n<p><br></p>\n<p><b>Bets</b></p>\n<p><br></p>\n<p>Além disso, quem aderir ao Novo Desenrola terá o CPF bloqueado para bets por 12 meses.</p>\n<p><br></p>\n<p>A ideia, segundo o ministro, é que alguém que precisa de ajuda do governo para pagar suas dívidas não pode gastar com apostas online.</p></p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776105435136_2022_07_26_fies_oferece_descontos_de_ate_99_nas_renegociacoes_de_dividas_804285_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Desenrola contempla devedores do Fies</span> <span class=\"img-credit\">Marcello Casal | Agência Brasil</span></figcaption></figure>",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777720736952_2026_05_02_edicasea_construcao_de_processos_claros_contribui_para_negocios_mais_preparados_e_consistentes_imagem_insta_photos_shutterstock_cstbjnj.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A construção de processos claros contribui para negócios mais preparados e consistentes</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: insta_photos | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O setor de serviços segue como principal motor da economia brasileira. Em 2025, a atividade manteve participação superior a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e liderou a geração de empregos formais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Novo Caged. Apesar da relevância econômica, muitos pequenos negócios ainda crescem sem estrutura administrativa, controles claros ou estratégia definida, o que limita margem, previsibilidade e escala.</p><p>Para Anderson Silva, advogado, mestre em direito empresarial, professor e empreendedor, o principal gargalo não está na capacidade técnica, mas na forma como muitos profissionais enxergam o próprio negócio. Fundador da A2 Paralegal, do ecossistema educacional Desenvolvimento Para Todos e da Empreend.4All, ele afirma que a maior parte dos profissionais domina a entrega do serviço, mas ainda não estruturou o negócio como uma empresa. Sem organização, processos definidos e equipe preparada, o crescimento acaba travando cedo.</p><h2>Impactos a longo prazo</h2><p>Em diversos segmentos, o empreendedor começa resolvendo tudo sozinho, centraliza decisões e mantém a operação dependente da própria presença. O modelo pode funcionar no início, mas costuma limitar a expansão e a qualidade ao longo do tempo. Muitos acabam presos a esse formato, sem desenvolver processos, cultura de aprendizado contínuo ou estratégia de escala. O resultado costuma ser crescimento instável e altamente dependente do fundador.</p><p>“Quando o negócio depende exclusivamente do dono para funcionar, exigindo a presença dele em tudo, não dá para afirmar que isso é uma empresa, mas, sim, um emprego disfarçado”, diz Anderson Silva. Segundo ele, a virada ocorre quando o empreendedor passa a pensar mais como executivo do que apenas como fundador e começa a estruturar gestão, posicionamento e modelo de receita.</p><p>“Quando você combina processos estruturados, gestão eficiente e uma cultura de desenvolvimento de pessoas, o resultado é previsível. O crescimento deixa de ser esforço e passa a ser consequência. Negócios operam com mais clareza, os times ganham autonomia e o crescimento deixa de depender exclusivamente do fundador. O caminho passa a ser escala e consistência”, afirma.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777720737177_2026_05_02_edicasepara_que_a_operacao_deixe_de_depender_do_dono_e_a_empresa_cresca_com_estrutura_e_necessario_adotar_estrategias_de_organizacao_e_gestao_imagem_moon_safari_shutterstock_vyxw6u9xj7.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Para que a operação deixe de depender do dono e a empresa cresça com estrutura, é necessário adotar estratégias de organização e gestão</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Moon Safari | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Estratégias para estruturar o negócio</h2><p>A mudança exige disciplina e revisão de hábitos antigos, mas costuma separar negócios que apenas sobrevivem daqueles que conseguem escalar.</p><h2>1. Definir modelo de negócio e proposta de valor</h2><p>Ter clareza sobre o que vende, para quem vende e por que o cliente compra. Sem isso, a empresa tende a competir apenas por preço.</p><h2>2. Organizar processos e padronizar entregas</h2><p>Mapear rotinas, documentar etapas e criar padrões reduz erros, melhora a experiência do cliente e aumenta a previsibilidade.</p><h2>3. Desenvolver liderança e equipe</h2><p>Delegar exige formação de pessoas capazes de decidir e executar com autonomia. “O empresário que não desenvolve talentos continua sendo o gargalo do negócio”, afirma Anderson Silva.</p><h2>4. Separar finanças pessoais e empresariais</h2><p>Misturar contas compromete leitura de caixa, margem e capacidade de investimento. Controle financeiro é base de qualquer expansão.</p><h2>5. Construir posicionamento e autoridade</h2><p>Negócios de serviço dependem de percepção de valor. Marca forte e comunicação clara ajudam a atrair melhores clientes e reduzir dependência de indicação.</p><p>A transição pode gerar custos no curto prazo, como contratação de equipe, sistemas e reorganização interna. Ainda assim, especialistas consideram o movimento decisivo para quem busca escala. “Estruturar dá trabalho, mas continuar apagando incêndio também dá. A diferença é que um caminho gera futuro”, conclui Anderson Silva.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Conselhos ganham espaço nas médias empresas e viram motor de crescimento com controle",
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  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777659535848_2026_05_01_edicaseconselhos_consultivos_e_administrativos_sao_uma_estrategia_para_crescer_com_mais_controle_e_previsibilidade_imagem_inside_creative_house_shutterstock_8b1ev4oyomr.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Conselhos consultivos e administrativos são uma estratégia para crescer com mais controle e previsibilidade</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Inside Creative House | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Empresas de médio porte no Brasil têm ampliado a adoção de conselhos consultivos e administrativos como estratégia para crescer com mais controle e previsibilidade. Organizações com práticas mais estruturadas de governança apresentam maior longevidade e capacidade de atravessar crises, além de melhor desempenho na tomada de decisões. O movimento acompanha a necessidade de profissionalização da gestão em um ambiente econômico mais pressionado.</p><p>Para Farias Souza, CEO e fundador da Board Academy, empresa especializada na formação e certificação de conselheiros empresariais, a mudança reflete uma transformação no perfil das empresas em crescimento. “A empresa chega em um estágio em que o volume de decisões aumenta e a complexidade também. Sem governança, ela cresce desorganizada. Com governança, ela cresce com método e controle”, afirma.</p><p>Dados recentes reforçam esse cenário. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, negócios que adotam práticas formais de gestão e planejamento têm maior taxa de sobrevivência ao longo dos primeiros anos de operação. Já estudo da McKinsey &amp; Company aponta que estruturas organizacionais bem definidas podem elevar a eficiência operacional em até 20%, especialmente em empresas em fase de expansão.</p><h2>Principais benefícios dos conselhos</h2><p>Na prática, a governança impacta diretamente a qualidade das decisões. Com a presença de um conselho, o empresário deixa de centralizar definições estratégicas e passa a contar com visões complementares, o que reduz erros e amplia a capacidade de antecipação de riscos. Além disso, a criação de rotinas estruturadas, com reuniões periódicas e acompanhamento de indicadores, aumenta a disciplina na gestão.</p><p>Outro ganho relevante está na previsibilidade financeira. Empresas que estruturam governança tendem a organizar melhor o fluxo de caixa, alinhar crescimento com capacidade de execução e evitar desequilíbrios comuns em fases de expansão acelerada. “Crescer sem controle financeiro é um dos maiores riscos para as empresas médias. A governança cria mecanismos para acompanhar esse crescimento com clareza”, diz o executivo.</p><p>A adoção de conselhos também contribui para a profissionalização da empresa. A separação entre o papel do dono e a gestão operacional permite o desenvolvimento de lideranças internas e reduz a dependência de decisões centralizadas. Esse processo é considerado essencial para empresas que pretendem escalar ou atrair investidores.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777659536113_2026_05_01_edicaseausencia_de_indicadores_confiaveis_decisoes_urgentes_recorrentes_e_queda_na_previsibilidade_financeira_sao_sinais_de_alerta_da_falta_de_governanca_imagem_peopleimages_shutterstock_04r607el5.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Ausência de indicadores confiáveis, decisões urgentes recorrentes e queda na previsibilidade financeira são sinais de alerta da falta de governança</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: PeopleImages | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Riscos da falta de governança para o crescimento dos negócios</h2><p>Por outro lado, a ausência de governança costuma gerar perdas silenciosas. Entre elas, o crescimento desorganizado, a dificuldade de manter liquidez mesmo com aumento de faturamento e a limitação do negócio à capacidade individual do empresário. Sem uma estrutura de decisão mais robusta, a empresa tende a reagir a problemas em vez de antecipá-los. “Empresas sem governança vivem no curto prazo. Resolvem urgências o tempo todo e têm dificuldade de construir estratégia. Isso trava o crescimento e aumenta a exposição a riscos”, afirma Farias Souza.</p><p>O ponto de alerta, segundo o especialista, aparece quando o crescimento vem acompanhado de perda de controle. Dificuldade de delegar, ausência de indicadores confiáveis , decisões urgentes recorrentes e queda na previsibilidade financeira são sinais de que a estrutura atual não sustenta mais o negócio.</p><p>Outro indicativo relevante é quando o aumento de faturamento não se traduz em geração de caixa. Esse desalinhamento, comum em empresas em expansão, costuma estar ligado à falta de processos, planejamento e acompanhamento estruturado.</p><h2>O futuro da governança nas médias empresas</h2><p>A tendência é que a governança se consolide como ferramenta estratégica entre médias empresas nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de crescimento sustentável e maior eficiência operacional. Para o executivo, o desafio está em antecipar esse movimento. “O erro mais comum é buscar governança quando o problema já apareceu. As empresas que se estruturam antes conseguem crescer com mais consistência e menos risco”, diz.</p><p>No atual estágio do mercado, a governança deixa de ser um diferencial e passa a ser um elemento central para empresas que buscam escala com controle, disciplina e capacidade de execução no longo prazo.</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Assinaturas esquecidas: 5 dicas para identificar cobranças indevidas e cancelar",
  "description" : "Especialista explica como serviços recorrentes pesam no bolso e como retomar o controle financeiro",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777652336010_2026_05_01_edicasemuitos_brasileiros_pagam_por_servicos_que_nao_usam_mais_e_so_percebem_isso_quando_revisam_o_extrato_do_cartao_imagem_inesbazdar_shutterstock_vv1limm0nu.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Muitos brasileiros pagam por serviços que não usam mais e só percebem isso quando revisam o extrato do cartão</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: InesBazdar | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O modelo de assinaturas já faz parte da rotina dos brasileiros e a tendência é que essa presença só aumente. Quase metade dos consumidores (48%) planeja ampliar seus gastos com esse tipo de serviço até 2030. Segundo a Pesquisa de Assinaturas 2025, realizada pela Vindi, em parceria com o Opinion Box, 35% das pessoas já aumentaram esses gastos no último ano, e outros 26% pretendem investir ainda mais em 2026.</p><p>Esse crescimento, no entanto, tem um impacto direto no orçamento: conforme o estudo, 56% dos brasileiros gastam entre R$ 51 e R$ 200 mensais com serviços recorrentes, muitas vezes sem se dar conta de quantas cobranças estão ativas simultaneamente. Nesse cenário, é comum o consumidor continuar pagando por algo que não utiliza mais ou encontrar barreiras frustrantes na hora de tentar o cancelamento.</p><p>Para Mário Henrique Martins, especialista em Direitos Difusos e Coletivos do escritório Martins Cardozo Advogados, a atenção precisa ser redobrada. “A cobrança recorrente deve ser transparente, e o cancelamento, um processo sem obstáculos. Quando a empresa dificulta a saída do cliente ou esconde informações, estamos diante de uma prática abusiva que fere o Código de Defesa do Consumidor”, alerta.</p><p>Abaixo, o especialista detalha orientações essenciais para identificar cobranças indevidas e organizar sua vida financeira!</p><h2>1. Revise sua fatura com olhar analítico</h2><p>Muitas cobranças passam despercebidas por terem valores baixos, o que faz com que o consumidor ignore o item no extrato. O problema é o efeito acumulado: somadas ao longo de meses, essas taxas representam um impacto relevante. O hábito de revisar detalhadamente a fatura do cartão e o extrato bancário, identificando nomes de empresas e a periodicidade de cada débito, é o primeiro passo para estancar vazamentos financeiros e retomar o controle do próprio dinheiro.</p><h2>2. Mapeie o ecossistema de serviços no seu nome</h2><p>Hoje, é comum termos assinaturas espalhadas por diferentes plataformas: de lojas de aplicativos e serviços de nuvem a clubes de benefícios e redes sociais. Muitas vezes, perdemos a visibilidade desses vínculos. Recomendo fazer um “inventário” completo, listando cada serviço ativo. Isso permite entender se o valor entregue pela empresa ainda justifica o gasto ou se aquele serviço se tornou obsoleto para o seu momento atual.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777652336257_2026_05_01_edicaseo_consumidor_tem_o_direito_garantido_por_lei_de_encerrar_qualquer_servico_de_forma_clara_rapida_e_sem_obstaculosimagem_vector_stock_pro_shutterstock_i2155yzgilp.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">O consumidor tem o direito garantido por lei de encerrar qualquer serviço de forma clara, rápida e sem obstáculos</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Vector Stock Pro | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>3. Exija um cancelamento simples e imediato</h2><p>Pelo sentido da lei consumerista, com base no princípio da boa-fé objetiva, o cancelamento deve ser tão simples quanto foi a contratação. Se, para assinar, bastou um clique, o distrato não pode exigir múltiplas etapas, ligações demoradas ou canais de difícil acesso. Barreiras criadas para reter o cliente contra a sua vontade são consideradas práticas abusivas. O consumidor não precisa aceitar processos confusos; ele tem o direito de encerrar o serviço de forma clara, rápida e sem obstáculos desproporcionais.</p><h2>4. Documente cada tentativa de encerramento</h2><p>Um erro comum é confiar apenas em promessas verbais ou em chats que não geram comprovantes. Sempre que solicitar um cancelamento, guarde protocolos, e-mails de confirmação e tire prints das telas de finalização. Esses registros são provas fundamentais caso a cobrança continue ocorrendo indevidamente. Com essa documentação em mãos, fica muito mais fácil exigir o reembolso ou recorrer a órgãos de defesa, como o Procon.</p><h2>5. Não aceite o prejuízo: solicite o reembolso</h2><p>Se você identificou uma cobrança após o cancelamento ou percebeu um serviço que nunca autorizou, o consumidor tem direito à devolução dos valores pagos indevidamente, podendo essa devolução ocorrer em dobro quando configurada cobrança indevida sem justificativa plausível. É importante não tratar esses valores como “perda aceitável”. A legislação protege o consumidor, e as empresas precisam ser responsabilizadas por falhas em seus sistemas de cobrança.</p><p>Para o advogado, o maior desafio é a falta de visibilidade sobre os gastos automáticos. “Pequenos débitos recorrentes são silenciosos, mas pesam muito a longo prazo. Ter clareza sobre o que se paga é o que diferencia uma conveniência de um prejuízo financeiro”, conclui Mário Henrique Martins.</p><p>Por Maria Fernanda Benedet</p>",
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  "title" : "Imposto de Renda: quem faz “bicos” ou tem renda informal precisa declarar?",
  "description" : "Contadora explica que a obrigatoriedade não está ligada ao tipo de contrato, mas ao total de rendimentos recebidos no ano",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777641536428_2026_05_01_edicaseinformalidade_nao_livra_o_trabalhador_das_obrigacoes_tributarias_imagem_krakenimagescom_shutterstock_26licww3e9z.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Informalidade não livra o trabalhador das obrigações tributárias</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Com o avanço do trabalho sem vínculo empregatício e o aumento dos famosos “bicos”, é comum surgir a dúvida: quem tem renda informal precisa prestar contas ao Leão? A resposta é sim. A obrigatoriedade da declaração do Imposto de Renda não depende do tipo de contrato do trabalhador, mas do volume financeiro recebido ao longo do ano.</p><p>Cibellen Melo, contadora e professora do curso de Ciências Contábeis da Uniderp, reforça que a informalidade não livra o trabalhador das obrigações tributárias. “Seja qual for a origem do dinheiro, ele deve ser declarado caso a pessoa atinja os limites de obrigatoriedade estabelecidos pela Receita Federal. Isso engloba serviços eventuais, trabalhos autônomos e os freelas ”, detalha.</p><p>Para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 (referente ao ano-base 2025), a regra geral estabelece que é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano. Se a soma dos “bicos” e trabalhos informais ultrapassar esse valor, o envio do documento é obrigatório.</p><h2>Diferença entre o pagamento para pessoa física e jurídica</h2><p>A professora explica que a forma de acerto varia de acordo com quem faz o pagamento, um detalhe crucial que muitos desconhecem. Quando o serviço é prestado para pessoas físicas, o trabalhador não deve esperar o ano acabar para pagar o imposto: ele precisa utilizar o Carnê-Leão.</p><p>“Trata-se de um sistema online da própria Receita Federal onde o profissional registra seus ganhos mensais. Se o valor recebido no mês ultrapassar a faixa de isenção vigente (que a partir de 2025 passou a ser de R$ 3.036), o sistema gera um DARF para o pagamento do imposto de forma mensal”, explica a especialista.</p><p>Por outro lado, se o pagamento vier de empresas (pessoa jurídica), pode ocorrer a retenção do imposto direto na fonte, mas, ainda assim, o contribuinte deve informar esses valores na sua declaração anual.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777641536687_2026_05_01_edicasemanter_o_controle_financeiro_evita_erros_e_inconsistencias_na_declaracao_do_imposto_de_renda_imagem_andrey_popov_shutterstock_uid6qbbnu.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Manter o controle financeiro evita erros e inconsistências na declaração do Imposto de Renda</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Andrey_Popov | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Organização financeira para evitar problemas</h2><p>Outro cuidado fundamental é manter o controle das finanças. É preciso registrar todas as entradas, guardando comprovantes, recibos e extratos bancários. A falta de organização aumenta o risco de erros e inconsistências.</p><p>“A principal recomendação é nunca omitir esses ganhos. Com a popularização do Pix, a Receita Federal conta com mecanismos de cruzamento de dados extremamente eficientes e em tempo real, o que eleva muito as chances de o contribuinte cair na malha fina”, adverte a contadora.</p><p>Mesmo quem não atinge o teto de R$ 35.584 anuais pode optar por enviar a declaração. Essa é uma prática útil para regularizar a situação fiscal, comprovar renda ou para resgatar valores de impostos que tenham sido retidos na fonte durante o ano.</p><p>Por Camila Souza Crepaldi</p>",
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  "title" : "Comprar sem sair da conversa: como a nova forma de venda está mudando o comportamento do consumidor",
  "description" : "Interações mais diretas, recomendações personalizadas e menos etapas estão transformando a forma como as pessoas tomam decisões de compra",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777580336916_2026_04_30_edicaseagentes_de_ia_tornam_o_processo_de_compra_mais_direto_com_menos_etapas_e_menor_risco_de_abandono_imagem_lalaka_shutterstock_51nr4w6ik9m.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Agentes de IA tornam o processo de compra mais direto, com menos etapas e menor risco de abandono</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: LALAKA | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>A jornada de compra está passando por uma mudança silenciosa e já é perceptível no dia a dia do consumidor. Se antes o processo exigia múltiplas etapas, como navegar por sites, comparar opções e retornar para finalizar a compra, hoje esse caminho começa a se encurtar. Cada vez mais, a decisão acontece dentro de uma única interação.</p><p>Esse movimento acompanha uma mudança clara de comportamento. O consumidor busca rapidez, conveniência e respostas imediatas. Dados da Accenture indicam que 58% das pessoas têm mais chances de comprar quando recebem recomendações personalizadas, enquanto 48% já abandonaram uma compra por conta de uma experiência insatisfatória. Na prática, isso tem levado empresas a reorganizar a forma como vendem.</p><h2>Agentes de IA</h2><p>Ganha força o uso dos chamados agentes de IA: sistemas capazes de conduzir toda a jornada de compra dentro de um único ambiente. Nesse modelo, o consumidor inicia a conversa, recebe sugestões com base no seu perfil, tira dúvidas, ajusta a escolha e conclui a compra sem sair da interface.</p><p>A dinâmica muda de forma significativa. Em vez de alternar entre páginas, o cliente resolve tudo no mesmo espaço, da descoberta ao pagamento. O processo se torna mais direto, com menos etapas e menor risco de abandono.</p><p>Para Raphael Guilhon, AI &amp; Conversational Commerce Manager da Yalo, plataforma de comércio conversacional com IA, esse comportamento já se repete em diferentes contextos. “A pergunta deixou de ser se a IA vai vender. É quem vai estar pronto quando ela já estiver vendendo”, comenta.</p><p>Ele acrescenta que enxerga a mesma cena em uma indústria de alimentos vendendo para o pequeno mercadinho do interior, em uma fabricante de petfood falando com clínica veterinária, ou em uma indústria de bebidas atendendo bares de bairro. Em todos esses contextos, o vendedor de campo passa a operar com um copiloto de IA dentro do WhatsApp, e o pequeno PDV, que antes era atendido em ciclos longos, ganha relacionamento contínuo. Isso muda a economia da distribuição no Brasil, não só a tecnologia.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777580337150_2026_04_30_edicaseoperacoes_com_agentes_de_ia_melhoram_taxas_de_conversao_crescimento_no_valor_medio_dos_pedidos_e_composicao_das_compras_imagem_lemonsoup14_l_shutterstock_efvkrji.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Operações com agentes de IA melhoram taxas de conversão, crescimento no valor médio dos pedidos e composição das compras</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Lemonsoup14 l Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Mudança na relação com o consumidor gera novos resultados</h2><p>Outro efeito relevante é a continuidade da relação. Diferentemente do modelo tradicional, em que a interação acontece de forma pontual, o contato passa a ser constante. “ Agentes de IA não são apenas coadjuvantes que apoiam o processo de vendas. Se tornaram aliados inseparáveis do consumidor que precisa de hiperpersonalização e de um bom vendedor, conduzindo diretamente a transação. A decisão acontece dentro da conversa, e o site virou retaguarda”, diz o executivo.</p><p>Os impactos já começam a aparecer. Em operações que adotaram esse modelo, há registros de aumento nas taxas de conversão, crescimento no valor médio dos pedidos e melhora na composição das compras: reflexo de uma jornada mais orientada e contextual. Ao mesmo tempo, o e-commerce não desaparece, mas assume um novo papel. Continua sendo a base operacional, responsável por catálogo, pagamento e logística, enquanto o ponto de decisão migra para a conversa.</p><p>No Brasil, esse cenário encontra um ambiente favorável. Com mais de 169 milhões de usuários em aplicativos de mensagens , conforme dados do Special Report Digital 2025, da We Are Social, o país se consolidou como um dos principais mercados para esse tipo de interação. A concentração em uma única interface reduz barreiras e acelera a adoção desse formato.</p><p>Por Clarissa Perillo</p>",
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  "title" : "Descubra como a gestão profissional eleva o lucro de clínicas médicas e odontológicas",
  "description" : "Empreendedores da saúde que tratam a clínica como empresa ganham previsibilidade, eficiência operacional e mais capacidade de crescimento",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777573135529_2026_04_30_edicasea_visao_empresarial_na_gestao_da_saude_amplia_previsibilidade_eficiencia_operacional_e_capacidade_de_crescimento_imagem_parilov_shutterstock_hblgiws3d2s.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A visão empresarial na gestão da saúde amplia previsibilidade, eficiência operacional e capacidade de crescimento</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: Parilov | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>Clínicas odontológicas que adotam modelos de gestão com metas, indicadores e processos padronizados movimentaram R$ 2,2 bilhões em um ano. O dado reforça um movimento que cresce no setor: profissionais tecnicamente qualificados têm buscado estrutura empresarial para ampliar margem, organizar a operação e reduzir desperdícios.</p><p>Ricardo Novack, sócio-diretor do Grupo ICOM, ecossistema de gestão e marketing para clínicas da área da saúde no Brasil, afirma que o principal erro de muitos donos de clínicas é depender apenas da agenda cheia. “Ter pacientes não significa ter lucro. Há clínicas com bom volume de atendimentos que operam no limite por falta de controle financeiro, baixa conversão comercial e ausência de processos claros”, diz.</p><h2>Mais concorrência, mais exigência na gestão</h2><p>O alerta ocorre em um momento de maior concorrência na saúde privada. O Brasil alcançou52,1 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares em março de 2025, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mantendo o maior patamar da série recente. Na prática, isso eleva a exigência do paciente, amplia a disputa por atenção e pressiona clínicas a operar com mais eficiência.</p><p>Dentro da base analisada, clínicas estruturadas registram faturamento médio anual de R$ 325 mil, ticket médio de atendimento de R$ 9 mil e ticket de venda próximo de R$ 5.500. Segundo Ricardo Novack, o resultado costuma vir menos de ações isoladas e mais da soma entre recepção preparada, acompanhamento de indicadores, marketing orientado por dados e rotina financeira organizada.</p><p>“Muitos empreendedores da saúde ainda decidem no improviso. Não acompanham taxa de comparecimento, inadimplência, origem dos pacientes ou rentabilidade por serviço. Sem isso, o crescimento vira sorte”, afirma.</p><p>Outro ponto crítico está na jornada do paciente. Do primeiro contato ao pós-consulta, clínicas com fluxos definidos tendem a reduzir perdas comerciais. Tempo de resposta, confirmação de agenda, clareza no orçamento e follow-up influenciam diretamente a conversão. “O paciente compra confiança antes de comprar tratamento. Quando a experiência falha, o preço vira obstáculo”, diz o executivo.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777573135888_2026_04_30_edicasea_profissionalizacao_da_gestao_transforma_a_clinica_em_um_negocio_mais_eficiente_escalavel_e_sustentavel_imagem_hedgehog94_shutterstock_9jp0mxg.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A profissionalização da gestão transforma a clínica em um negócio mais eficiente, escalável e sustentável</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: hedgehog94 | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Gestão como base para o crescimento</h2><p>Para o empreendedor do setor, a profissionalização também reduz a dependência da figura do dono. Com processos documentados, metas por equipe e indicadores acompanhados em tempo real, a clínica ganha escala e capacidade de expansão sem concentrar todas as decisões no fundador.</p><p>O movimento acompanha uma dor recorrente do segmento. Um levantamento do Sebrae em parceria com entidades médicas mostra que a gestão financeira segue entre os principais desafios de clínicas e consultórios brasileiros, especialmente em fluxo de caixa, precificação e controle de custos.</p><p>Na avaliação de Ricardo Novack, o avanço do setor passa por uma mudança de mentalidade. “A clínica precisa continuar sendo excelente tecnicamente, mas também precisa funcionar como negócio . Quem entender isso antes tende a crescer mais rápido e sofrer menos nas oscilações do mercado.”</p><p>Para donos de clínicas que desejam começar, ele recomenda três prioridades imediatas: separar finanças pessoais e empresariais, medir indicadores básicos semanalmente e mapear toda a jornada do paciente. “Sem gestão, faturamento alto pode esconder desorganização. Com gestão, o crescimento se torna previsível.”</p><p>Por Carolina Lara</p>",
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  "title" : "Vale prevê investir cerca de R$ 12 bilhões até 2030 no ES",
  "description" : "Recursos serão voltados para projetos nas áreas de gestão hídrica, modernização de instalações e substituição de equipamentos",
  "body" : "<figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777557554049_foto_campanha_tratada.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Porto da Vale completa 60 anos</span> <span class=\"img-credit\">Gabriel Lordelo</span></figcaption></figure><p><p dir=\"ltr\"><span>A <a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/producao-da-vale-cresce-forte-no-es-e-guerra-vai-manter-cenario-de-alta-0426\" rel=\"\" target=\"_self\">Vale</a> deve&nbsp;</span><span>investir cerca de R$ 12 bilhões até 2030 no Espírito Santo, em projetos de gestão hídrica, modernização de instalações e substituição de equipamentos. Os recursos incluem atualização operacional, digitalização, uso de inteligência artificial, ganhos logísticos e iniciativas de descarbonização.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A informação foi dada pelo presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, durante as comemorações dos 60 anos da Unidade Tubarão. Segundo o executivo, o Porto de Tubarão continuará sendo um dos ativos mais estratégicos da Vale.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“Há muita coisa a ser feita para que o porto seja cada vez mais moderno e eficiente, além de ampliar nossa capacidade de movimentação de volumes aqui. Provavelmente, somos hoje a companhia com a logística mais eficiente do mundo”, afirma Pimenta.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-835246fd-7fff-9032-66d3-bd47935f01da\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>O presidente da mineradora também reforçou o papel estratégico do Espírito Santo na expansão da Vale e na nova agenda de crescimento da companhia.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span style=\" font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; background-color: transparent;\">Conforme aponta Pimenta, o Estado conta com vantagens logísticas, disponibilidade de energia renovável e capacidade industrial, fatores que o colocam em posição central na estratégia de descarbonização da empresa.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-37d119c0-7fff-3be2-6bcc-5f506a7de2d9\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Ele lembra que a Vale é uma das maiores produtoras de pelotas de minério do mundo e que <a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/producao-de-pelota-inovadora-da-vale-vai-comecar-a-acelerar-no-es-0825\" rel=\"\" target=\"_self\"></a><a href=\"https://www.agazeta.com.br/agora/vale-inaugura-em-vitoria-primeira-usina-de-briquete-verde-do-mundo-1223\" rel=\"\" target=\"_self\">recentemente lançou o briquete de minério de ferro, </a>produto desenvolvido para reduzir emissões de carbono na siderurgia.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>O executivo destacou ainda que a Europa já adota mecanismos de taxação sobre produtos com alta emissão de carbono, o que pode favorecer materiais com menor pegada ambiental.</span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-ac109549-7fff-9427-999f-9ac1f70b5b57\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“O Espírito Santo tem um papel fundamental na nossa estratégia de aço verde e descarbonização”, disse.</span></p></p><p><p><span id=\"docs-internal-guid-bf5488f5-7fff-4005-8c18-a2584aaeecac\"><span>Guerra pode beneficiar mineração brasileira</span></span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>As tensões internacionais e os conflitos no <a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/guerra-no-oriente-medio-abre-janelas-para-o-brasil-e-o-es-0326\" rel=\"\" target=\"_self\">Oriente Médio</a>, apesar dos efeitos negativos da guerra, devem abrir oportunidades para o Brasil no fornecimento global de minerais e energia, segundo Gustavo Pimenta.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Ele destaca que o mundo vive uma crescente preocupação com segurança energética, alimentar e com o fornecimento de minerais críticos. Nesse contexto, segundo o executivo, o Brasil teria vantagem competitiva por ser considerado um país geopoliticamente neutro.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“O Brasil pode ser parte da solução para essas questões globais. Temos escala, qualidade mineral e potencial de crescimento”, afirmou.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A Vale já foi a segunda maior mineradora do mundo. A perda de posições no ranking global ocorreu após os impactos de Brumadinho e do processo de reestruturação interna da companhia. Hoje, a empresa ocupa a décima colocação, mas pretende retomar o protagonismo internacional.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-c9e58877-7fff-c06b-7fe4-eac290d081e7\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>A estratégia, segundo o executivo, passa pelo crescimento da produção de minério de ferro e, principalmente, de metais voltados à transição energética, como cobre e níquel.</span></p></p><p><p dir=\"ltr\"><span>A meta da empresa é praticamente dobrar a produção de cobre, passando das atuais 380 mil toneladas para cerca de 700 mil toneladas no futuro.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“A Vale já foi a segunda maior mineradora do mundo. Ainda não definimos um horizonte de tempo, mas definimos uma ambição, uma direção. E seguimos trabalhando muito. Queremos voltar a estar entre as maiores”, declarou.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Pimenta também destacou o&nbsp;ambiente favorável do Espírito Santo para atrair novos investimentos. <a href=\"https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/projeto-bilionario-da-arcelormittal-no-es-esta-de-pe-mas-pode-atrasar-0825\" rel=\"\" target=\"_self\">Entre as iniciativas está o projeto de R$ 4 bilhões da ArcelorMittal </a>para a construção de um Laminador de Tiras a Frio (LTF) e de uma linha de galvanizados na unidade de Tubarão — proposta anunciada em 2025 —, além da instalação de outras grandes empresas no estado, <a href=\"https://www.agazeta.com.br/es/economia/apos-gwm-mais-duas-fabricantes-de-veiculos-podem-se-instalar-no-es-0426\" rel=\"\" target=\"_self\">como a GWM</a>.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Isso reflete a imagem consolidada do estado perante os investidores. Segundo ele, a combinação entre infraestrutura logística e ambiente institucional favorável tem atraído empresas nacionais e internacionais.</span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span><br></span></p>\n<p><span id=\"docs-internal-guid-b3b3dea6-7fff-1700-0d2a-7bc77a555318\"></span></p>\n<p dir=\"ltr\"><span>“A gente se sente confortável em investir aqui há 60 anos. O Espírito Santo se posicionou como um estado amigável ao investimento privado”, concluiu.</span></p></p><h2><p>Leia Mais Sobre Investimentos&nbsp;</p></h2><i class=\"fa fa-circle readMorelistIcon\" style=\"text-align: center;\"></i>",
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  "body" : "<p>A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios&nbsp;(Pnad) Contínua.</p><p>Nos três primeiros meses do ano passado, o desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.</p><figure><a href=\"#\"><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1776104866404_2021_06_28_carteira_de_trabalho_digital_546308_article.jpg\" alt=\"\" /></a><figcaption><span class=\"img-caption\">Carteira de trabalho digital</span> <span class=\"img-credit\">Marcelo Camargo/Agência Brasil</span></figcaption></figure><p>Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.</p><p>No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses imediatamente seguidos, pois há sobreposição de dados. Por exemplo, os números de fevereiro se repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por isso, o instituto prefere fazer comparações com o quarto trimestre de 2025.</p><p><p><span>Trabalhadores</span></p></p><p>O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É&nbsp;a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.</p><p>No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a&nbsp;102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente do primeiro trimestre do ano passado, ou seja, comparação anual.</p><p><p>Comportamento sazonal</p></p><p>O comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi marcado por características sazonais, ou seja, típicas do período do ano, como explica a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.</p><p>“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”</p><p>De todos os 10&nbsp;agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados, e três tiveram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).</p><p><p>Queda na informalidade</p></p><p>Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025, o Brasil vivenciou redução da informalidade.</p><p>No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.</p><p>No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.</p><p>O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano.</p><p>O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado teve retração de&nbsp;2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Em um ano, houve estabilidade, isto é, sem mudança estatística significativa.</p><p>O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre: 26 milhões. Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais).</p><p><p>Pnad</p></p><p>A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.</p><p>A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.</p><p>De acordo com o Caged, março apresentou saldo positivo de 228 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,2 milhão de postos com carteira assinada.</p><h2><p>Veja Também&nbsp;</p></h2>",
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  "title" : "Correspondente bancário pode virar profissão regulamentada no Brasil?",
  "description" : "Projeto de lei abre debate sobre remuneração, transparência e impacto no crédito imobiliário, construção civil e bancos",
  "body" : "<figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777493691768_2026_04_29_edicasepresente_em_cidades_grandes_e_pequenas_o_correspondente_bancario_atua_na_intermediacao_entre_clientes_e_instituicoes_financeiras_imagem_fizkes_shutterstock_too0bjf.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">Presente em cidades grandes e pequenas, o correspondente bancário atua na intermediação entre clientes e instituições financeiras</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><p>O correspondente bancário tornou-se uma peça estratégica no acesso ao crédito no Brasil, especialmente no financiamento imobiliário. Presente em cidades grandes e pequenas, esse profissional atua na intermediação entre clientes e instituições financeiras, agiliza processos, amplia capilaridade e ajuda a conectar bancos, corretores, construtoras e consumidores.</p><p>Em 1º de abril de 2026, a deputada Rosângela Reis apresentou o Projeto de Lei nº 1571/2026, que propõe regulamentar oficialmente a atividade no país, criando regras para remuneração, transparência contratual, paridade comercial e funcionamento do setor.</p><h2>O que muda com o Projeto de Lei nº 1571/2026</h2><p>Especialista em financiamento imobiliário, Murilo Arjona avalia que o projeto de lei não impacta apenas os correspondentes bancários. Segundo ele, a proposta afeta corretores de imóveis, construtoras, bancos e toda a cadeia da construção civil, já que o setor passou a depender diretamente desse canal de distribuição de crédito. Hoje, a atividade é disciplinada principalmente por normas do Banco Central, que autorizam bancos a contratar correspondentes para distribuir produtos financeiros.</p><p>O modelo funciona por contratos privados definidos entre as partes. O novo projeto de lei surge em meio a um debate antigo sobre remuneração e previsibilidade. Em algumas operações, principalmente ligadas ao crédito habitacional, profissionais do setor relatam defasagem nos valores pagos ao longo dos anos. Em determinados casos, incorporadoras e construtoras acabam complementando custos operacionais para manter a estrutura de atendimento e formalização dos financiamentos.</p><h2>Remuneração e previsibilidade contratual</h2><p>Entre os pontos previstos no texto do projeto de lei, está a possibilidade de mecanismos de proteção remuneratória, com correções baseadas em índices inflacionários, além de regras de transparência para mudanças contratuais. O objetivo seria reduzir a insegurança jurídica e dar maior previsibilidade a um segmento que cresceu sem uma legislação própria.</p><p>Murilo Arjona destaca que o debate é legítimo, mas precisa considerar efeitos colaterais. “Existem pontos muito positivos, como transparência e previsibilidade. Ao mesmo tempo, toda regulação precisa observar a dinâmica de mercado. Se o modelo ficar desequilibrado, bancos podem acelerar outros canais de distribuição, principalmente digitais”, alerta.</p><figure><img src=\"https://www.netdeal.com.br/api/images/producao.spayce.com.br/1777493692045_2026_04_29_edicasea_formalizacao_da_relacao_entre_correspondentes_e_instituicoes_financeiras_e_um_dos_pontos_debatidos_no_setor_diante_do_avanco_do_pl_n_15712026_imagem_fizkes_shutterstock_ryfsti.jpg\" alt=\"\" /><figcaption><span class=\"img-caption\">A formalização da relação entre correspondentes e instituições financeiras é um dos pontos debatidos no setor diante do avanço do PL nº 1571/2026</span> <span class=\"img-credit\">Crédito: Imagem: fizkes | Shutterstock</span></figcaption></figure><h2>Paridade comercial entre canais</h2><p>Outro tema sensível é a chamada paridade comercial entre canais. Em algumas instituições, condições oferecidas por correspondentes podem diferir das disponíveis em agências ou plataformas próprias. Para defensores do projeto, isso gera distorções concorrenciais. Para o mercado , o desafio está em equilibrar preço, conveniência e qualidade de atendimento.</p><p>A proposta também aborda contratos de exclusividade. Em certos modelos, o correspondente atua para apenas uma instituição financeira. O texto sugere compensações adicionais nesses casos, sob o argumento de que a limitação comercial exige contrapartida econômica. Esse ponto tende a ser um dos mais debatidos ao longo da tramitação.</p><h2>Próximos passos e impacto no setor</h2><p>O projeto ainda precisará passar por comissões temáticas antes de eventual votação. Nesse percurso, bancos, entidades setoriais, construtoras, corretores e representantes da categoria poderão apresentar sugestões e ajustes. Mais do que o texto final, o avanço da proposta já recoloca em pauta a necessidade de modernizar as relações entre os agentes do crédito imobiliário .</p><p>“Mesmo que o projeto seja alterado ou não vire lei no formato atual, ele já cumpre um papel importante: organizar demandas do setor e abrir uma discussão necessária. O mercado evoluiu e todos os players precisam participar dessa conversa”, conclui Murilo Arjona.</p><p>Em um cenário de expansão do crédito habitacional e transformação digital no sistema financeiro, a discussão sobre regulamentação do correspondente bancário tende a ganhar relevância. O resultado pode influenciar custos operacionais, distribuição de crédito e a experiência de quem busca financiamento nos próximos anos.</p><p>Por Eluan Carlos</p>",
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