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Em meio a debate de privatização, Furnas demitirá todos os contratados

A empresa, que é subsidiária da Eletrobras, apresentou a proposta de indenização para quem quiser aderir ao programa de demissão voluntária

Publicado em 26/09/2019 às 16h22
Atualizado em 26/09/2019 às 19h49
Furnas: empresa deve demitir 1.041 funcionários. Crédito: Furnas/divulgação
Furnas: empresa deve demitir 1.041 funcionários. Crédito: Furnas/divulgação

Subsidiária da Eletrobras, que está em meio a discussões de privatização, a empresa Furnas Centrais Elétricas apresentou um plano para a demissão dos 1.041 funcionários contratados ou terceirizados que atuam na companhia. O plano faz parte de um programa de demissão voluntária para reduzir o quadro de funcionários dos atuais 4 mil para 2.751.

A empresa reuniu representantes dos trabalhadores esta semana para apresentar a proposta de indenização para quem quiser aderir ao programa, segundo o jornal O Globo. A companhia sugere que parte da compensação seja feita com pagamento de cursos de capacitação para que eles tenham mais chance de se recolocar no mercado de trabalho. Outro benefício previsto nos acordos é a indenização do plano de saúde.

A indenização é correspondente a 70% do que a empresa acha que o trabalhador tem direito e, se aceitar acordo, o contratado abre mão de qualquer reclamação posterior na Justiça e assina um acordo de quitação total com a empresa.

Há trabalhadores com 25 anos de casa. Para ele, a demissão dos funcionários compromete a operação e a manutenção das usinas e subestações, colocando em risco o abastecimento de energia elétrica para o país.

Por meio de nota ao jornal O Globo, Furnas informou que implementará o acordo com transparência e respeito aos direitos dos trabalhadores e sem prejuízo à operação e gestão dos negócios da companhia.

ACORDOS

Não há data ainda para o início dos desligamentos porque os trabalhadores têm até sexta-feira para informar se aceitam ou não as condições. Os acordos com os contratados serão individuais, mas, segundo funcionários, a empresa informou que não renovará os contratos de prestação de serviços com as três empresas fornecedoras da mão de obra dos terceirados, que terminam em fevereiro de 2020.

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