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CVM abre novo processo contra o 'engenheiro' Eike Batista

Órgão acusa empresário de ter mentido sobre currículo, segundo jornal

Publicado em 16/10/2018 às 12h27
Questionamentos sobre a formação de Eike já haviam surgido quando ele foi preso , em 2017. Crédito: Reprodução/Instagram @leblogmariantonia
Questionamentos sobre a formação de Eike já haviam surgido quando ele foi preso , em 2017. Crédito: Reprodução/Instagram @leblogmariantonia

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu novo processo contra o empresário Eike Batista. Segundo a autarquia, o ex-magnata infringiu regras do mercado de capitais sobre a divulgação de "informações verdadeiras, completas e consistentes e que não induzam o investidor a erro" como diretor e conselheiro de várias empresas do grupo X. Segundo o jornal "Valor Econômico", que primeiro revelou a existência do processo, a CVM acusa Eike de ter mentido sobre sua formação como engenheiro e de ter apresentado informações diferentes a várias das companhias que controlava.

O processo foi aberto em junho e está na Coordenação de Controle de Processos (CCP) aguardando a apresentação da defesa de Eike. O empresário é o único acusado no processo. Em outros processos, o ex-magnata já foi multado em pelo menos R$ 22,4 milhões pela autarquia.

Questionamentos sobre a formação de Eike já haviam surgido quando ele foi preso , em 2017, já que presos com nível superior têm direito a prisão especial.

Em sua biografia autorizada, "O X da questão", escrita pelo jornalista Roberto D'Avila, Eike admitiu que não possui diploma de curso superior, que apenas havia cursado engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha. Mas a CVM constatou que Eike deu informações desencontradas sobre sua formação ao órgão regulador, de acordo com o "Valor". Ora se identificava como bacharel no formulário de referência a uma das empresas, ora dizia que "cursou engenharia"; em outra ocasião, dizia que "cursou engenharia."

Na avaliação da CVM, ter propagado informações incorretas pode ter induzido investidores de companhias como CCX, MMX e OSX ao erro.

A processo ainda não tem data para ser julgado.

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