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Cogumelos conquistam as montanhas capixabas

Cultivo do fungo é destaque no Caparaó e em Domingos Martins

Publicado em 15/07/2018 às 21h03
Shiitake (foto), shimeji e  Paris são os mais produzido no ES . Crédito: Hans/Pixabay
Shiitake (foto), shimeji e Paris são os mais produzido no ES . Crédito: Hans/Pixabay

O cultivo dos cogumelos vem ganhando cada vez mais adeptos nas áreas montanhosas do Espírito Santo. E a combinação entre a mata e a disponibilidade hídrica fez com que as regiões das Montanhas e do Caparaó se tornassem locais ideais para produzir esses alimentos do Reino Fungi.

E, é agora, no inverno, o melhor momento para esses fungos comestíveis crescerem e frutificarem, ao contrário do que acontece com muitas outras plantas que, durante a estação mais fria do ano, passam por um período de hibernação.

Norberto Neves Frutuoso, coordenador de escritório local do Incaper de Dores do Rio Preto

A Região do Caparaó tem um clima ameno durante boa parte do ano. Além disso, a umidade relativa do ar é alta, porque tem muita água. A união desses fatores faz que com a região produza durante quase todo o ano

Em todo o mundo são centenas de espécies de cogumelos comestíveis, mas a maior parte ainda não é explorada comercialmente. No Estado, os mais plantados são: shiitake, shimeji e Paris, também conhecido como champignon.

Na Região do Caparaó, cinco propriedades dos municípios de Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço se uniram e montaram a Associação de Produtores Fungicultores do Caparaó Capixaba. O que começou como um experimento e uma produção despretensiosa, acabou se transformando em oportunidade de negócio e alternativa de renda.

Lá eles produzem duas variedades: shiitake, que é cultivado em toras de eucalipto, e o shimeji, em sacolas com palha pasteurizada e/ou esterilizada. Na associação, cada produtor tem a sua estufa, mas quando chega a época da colheita, eles se unem para realizar a venda e atender a demanda do mercado.

Rogério Coutinho, um dos integrantes da Associação de Fungicultores

O shiitake demora mais para produzir e requer menos cuidados. Em média, a produção começa depois dos seis meses. Já o shimeji demora menos para produzir, porém requer mais cuidado, porque precisa ser cultivado nas estufas

O grupo esperar colher, neste primeiro ano, de 400 a 500 quilos do fungo por mês. “Mas, no próximo ano, esperamos duplicar ou triplicar essa nossa colheita”, comenta Rogério.

O clima frio da Região das Montanhas capixabas também é propício para a produção dos cogumelos. No distrito de Aracê, em Domingos Martins, o produtor de 38 anos Wagner Tanal cultiva o fungo há mais de duas décadas.

O negócio deu tão certo que hoje, na propriedade, trabalham oito pessoas, sendo seis contratadas. “Apareceu um engenheiro agrônomo para morar próximo ao meu sítio e ele começou com essa ideia. Eu e meus irmãos investimos e, há 24 anos, cultivamos o cogumelo Paris”, lembra Wagner.

Segundo ele, há dois anos, as pessoas começaram a pedir que ele cultivasse o cogumelo Portobello. Ele percebeu que tratava-se de uma boa oportunidade e resolveu diversificar a produção. “Durante o inverno, chego a colher, em média por mês, uma tonelada dos cogumelos. O preço de venda varia entre R$ 12 e R$ 25 o quilo”, diz.

TIPOS DE COGUMELOS

Champignon

O champignon ou cogumelo Paris é produzido em palhada pré-compostada e coberta com uma camada de terra. O cultivo, leva, em média, 90 dias.

Shiitake

Ele é cultivado em troncos de eucalipto, onde fica durante 6 meses. Para nascer, precisa passar por choque mecânico, térmico e escuridão. Tem incubação finalizada em 120 ou 180 dias.

Shimeji

É plantado em sacos com um composto orgânico de palhas. Ele cresce em buquês. O cultivo, leva, em média, 90 dias.

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