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Acordo entre Boeing e Embraer deve incluir área de defesa

O modelo dessa associação, no entanto, ainda está em discussão. Pode ser uma compra de participação acionária

Publicado em 02/01/2018 às 15h37
Fabricante do KC-390, Embraer estuda associação com a Boeing. Crédito:   Reprodução
Fabricante do KC-390, Embraer estuda associação com a Boeing. Crédito: Reprodução

As negociações para uma associação entre a Boeing e Embraer incluem também a área de defesa da fabricante de aeronaves brasileira. Segundo uma fonte ouvida pelo GLOBO, a empresa americana garantiu que é possível adotar um modelo em que o sigilo e a autonomia da operação seja preservada, a exemplo do que já acontece em outros países.

"O importante da conversa com a Boeing é que houve a sinalização de que é possível ter um arranjo na área de defesa em que sejam mantidos dos os aspectos de sigilo, interesse estratégico e soberana. Esse tipo de arranjo já ocorre na Austrália e Reino Unido, onde a Boeing tem parcerias", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

O modelo dessa associação, no entanto, ainda está em discussão. Pode ser uma compra de participação acionária

No entanto, o modelo dessa associação ainda não está definido, ou seja, pode envolver tanto a compra de uma participação acionária da Embraer - e uma mudança na composição acionária da empresa passa pelo governo federal, que tem a "golden share" da empresa e poder de veto em algumas situações - ou uma "joint venture", quando duas ou mais empresas fecham um acordo para explorar um determinado negócio ou mercado.

Essa fonte afirmou que, independente do modelo a ser definido, o governo será consultado.

"É sempre importante para uma empresa que tem esse destaque no Brasil e atua em uma área estratégica ouvir o governo. Vamos conversar e colocar tudo de forma transparente sobre o que vai acontecer", afirmou.

Uma associação com outra companhia de aviação não estava nos planos da Embraer até ela ser procurada pela Boeing. O interesse se tornou público no dia 21 de dezembro. A brasileira vislumbra com o acordo, caso seja concretizado, tirar proveito de uma estrutura comercial maior para expandir suas vendas, em especial para seus novos produtos, como o cargueiro KC-390.

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