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É possível ganhar dinheiro com a nova Previdência; veja como

Otimismo com a reforma faz crescer número de investimentos

Publicado em 20/07/2019 às 20h19
Maurício André está otimista com o cenário pós-reforma: "O momento é mais que positivo para se investir". Crédito: Carlos Alberto Silva
Maurício André está otimista com o cenário pós-reforma: "O momento é mais que positivo para se investir". Crédito: Carlos Alberto Silva

O avançar da reforma da Previdência tem gerado um otimismo no mercado financeiro que pode ser traduzido como uma boa chance para ganhar dinheiro. As boas perspectivas para o país têm feito a rentabilidade de alguns investimentos crescerem bastante, despertando o interesse de cada vez mais pessoas para começar a investir.

No cenário atual, em que a nova Previdência foi aprovada em 1º turno na Câmara e tem tudo para passar no 2º e também no Senado, – além de outras medidas que estão sendo preparadas, como a reforma tributária e a liberação de saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) –, muitos investimentos estão em um momento de alta, sobretudo os de renda variável, de maior risco, mas com melhores taxas de rendimento.

Essas aplicações, basicamente, são ações, fundos e investimentos em commodities. Tudo vai depender do perfil de cada pessoa e sua disponibilidade de correr maiores riscos para conseguir um lucro maior.

Uma boa opção são as ações de empresas listadas em Bolsa, com procura cada vez maior segundo o chefe de Análise da Toro Investimentos, Rafael Panonko. Ele lembra que, apesar de serem ativos de risco mais alto, a rentabilidade costuma ser bem melhor. “É o mais recomendado, desde que se tenha uma diversificação da carteira”, afirma.

Outra boa opção são os fundos, com destaque para os imobiliários, que estão em alta. “Para quem nunca investiu em renda variável é um primeiro passo para depois investir em ações em Bolsa”, diz Panonko, que lembra que o investimento é isento de imposto de renda e gera rendimentos mensais, a título de “aluguel”.

SEGURANÇA

Com o atual nível baixo da taxa básica de juros, a Selic – em 6,5% ao ano e com boas chances de maior queda no próximo ano –, muitos investimentos de renda fixa (como títulos públicos federais lastreados pela Selic, por exemplo) têm deixado de valer a pena. No entanto, não significa que eles devem ser descartados.

O ideal, segundo o economista e chefe da mesa de renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, é diversificar a carteira – incluindo ativos de renda fixa, por uma questão de segurança para não perder dinheiro, diante da volatilidade do mercado e até de possíveis reveses na reforma. “É preciso que uma carteira tenha diferentes tipos de ativos, incluindo os que tenham mais segurança. O percentual varia de acordo com o perfil de risco de cada um, é claro”.

EXPECTATIVA

De olho na reforma, o empresário Maurício André Oliveira, 43 anos, que investe há nove anos, já tem aprimorado sua carteira vendo esse momento de otimismo atual e futuro. “Acredito que estamos no início do melhor momento para o país, pois a partir da aprovação da reforma da Previdência outras reformas necessárias virão e devemos estar preparados para surfar essa onda. O momento é mais que positivo para se investir”, diz.

OPÇÕES DE INVESTIMENTO

Ações em bolsa

O que são?

De forma simples, é comprar um pedaço da sociedade de uma empresa. O mercado de ações tem se tornado o investimento preferido de muitas pessoas e vem crescendo neste ano, muito em função da reforma da Previdência. A Bolsa brasileira tem batido sucessivos recordes nos últimos meses.

Quais estão em alta? Ações de bancos, empresas varejistas e de infraestrutura. Grandes empresas, como Petrobras e Vale, tendem a performar bem em cenários de bom fluxo de dinheiro. Empresas com potencial de crescimento também são boas opções. Já com estatais, a dica é ser mais criterioso, por causa dos riscos.

Fundos

O que são?

São opções de menor risco e que têm diferentes perfis. Fundos de ações, fundos multimercados, imobiliários e de renda fixa são algumas possibilidades. Neles, a decisão de composição de portfólio do fundo é feita apenas pelo gestor – bancos ou corretoras –, sem que haja interferência dos cotistas.

Quais as diferenças?

Com um fundo de ações, por exemplo, é possível investir na Bolsa sem adquirir diretamente ações de empresas. Nos fundos multimercados, há investimentos em todas as classes de ativos. Já os fundos imobiliários aplicam recursos em imóveis prontos ou em desenvolvimento, como edifícios comerciais, shoppings e hospitais.

Ativos de renda fixa

O que são?

São investimentos que possuem regras definidas no momento da aplicação, como prazo e forma de remuneração. Normalmente possuem risco menor e, por isso, dominam as carteiras de investimentos de várias pessoas, sobretudo as mais conservadoras.

Quais as opções?

As principais são títulos públicos, como do Tesouro Direto; CDBs, em que você empresta dinheiro para bancos; e LCI e LCA, em que se investe nos setores imobiliários e do agronegócio respectivamente. As melhores opções hoje são títulos atrelados à inflação, já que a taxa de juros está em baixa.

Aplicação em Bolsa é a mais recomendada

Os especialistas do mercado financeiro são unânimes ao indicar o investimento que mais está valendo a pena até o final do ano: as ações em Bolsa. Com o Índice Bovespa batendo sucessivos recordes e com economistas estimando um patamar superior aos 115 mil pontos ao final do ano, contando com aprovação da reforma da Previdência e com outras medidas, muitos investidores têm sido atraídos pela modalidade.

Apesar de um pouco mais complexo, o chefe de Análise da Toro Investimentos, Rafael Panonko, garante que investir em Bolsa “não é um bicho de sete cabeças” e que pode ser feito por qualquer pessoa.

“A Bolsa é o melhor investimento de 2019 muito por causa da reforma e vai continuar sendo o destaque neste ano e, provavelmente, para o ano que vem também, entregando mais rentabilidade”, diz. Olhando para a B3, a bolsa brasileira, ele recomenda papéis de bancos, de empresas de infraestrutura e varejistas. “É importante, porém, ter uma diversificação entre mais de uma ou duas empresas ou setores para não ficar tão refém de alguma eventualidade”.

Já Pedro Lang, economista e chefe da mesa de renda variável da Valor Investimentos, afirma que o ideal é analisar cada empresa, seu valor e potencial. “Quando a Bolsa sobe tudo sobe, tudo dá dinheiro. A grande questão é que você pode ganhar mais que a média”, diz ao lembrar dos riscos de investir em estatais mas que investimentos em grandes empresas como a Vale ou mesmo a Petrobras tendem a performar bem em cenários de bom fluxo de dinheiro.

O economista e consultor do Banestes José Márcio de Barros lembra que pela baixa Selic, é preciso lançar mão do risco para ganhar mais dinheiro. “Hoje para se ter mais rentabilidade nas aplicações é preciso estar mais disposto a correr riscos”.

Fundos imobiliários e multimercados também compõem a lista dos investimentos mais recomendados para 2019.

OS MAIS RECOMENDADOS EM 2019 (EM ORDEM)

1 Ações em Bolsa A reforma da Previdência, junto com outras medidas, devem continuar pressionando a alta da Bolsa, o que aumenta o valor de quase todas as empresas. A partir de R$ 1 mil já é possível iniciar uma carteira.

2 Fundos imobiliários Cada vez mais procurados, os fundos que investem em imóveis são isentos de imposto de renda para o pequeno investidor. Para quem nunca investiu em renda variável, é considerado um primeiro passo antes de investir em ações.

3 Fundos multimercados Com investimentos diversificados em várias classes, como renda fixa, moedas, ações e commodities, são distintos de acordo com a estratégia do gestor.

4 Ativos de renda fixa privada Títulos de crédito privados estão com boa rentabilidade, como as debêntures, e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Imobiliário (CRI).

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5 Ativos de renda fixa pela inflação Títulos públicos pré-fixados lastreados pela inflação seguem como boa opção, como o Tesouro IPCA.

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