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A visão de um “cego deputado” sobre gestão pública

Rigoni, com perfil independente, é um cego guiando a esperança de uma multidão de brasileiros, capixabas, que enxergam e desejam um Estado brasileiro com visão para o futuro

Publicado em 20/02/2020 às 05h00
Atualizado em 20/02/2020 às 05h02
Deputado federal Felipe Rigoni (PSB). Crédito: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado federal Felipe Rigoni (PSB). Crédito: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

Quem acompanhou o programa “Roda Viva” na última segunda-feira (17) pôde saborear a inteligência e firmeza com que o primeiro “cego deputado”, como ele mesmo se refere, conseguiu superar a sabatina dos jornalistas presentes. O capixaba Felipe Rigoni ficou no centro da roda, respondendo a questões com uma lucidez e iluminação que é própria de um ser que fala com autoridade, que tem posição, que é independente e é regido pela sinceridade.

Liberal e progressista é como ele se define, mas, ao mesmo tempo, alguém sensível às causas sociais, à educação como eixo de transformação e, sobretudo, às reformas. A pauta para esse jovem deputado é um país com projeto, com planejamento, com rumo. A sua postura parece não agradar ao seu partido (PSB), razão pelo qual ele fora imprensado, fazendo nascer nele próprio a decisão de saída.

Seu êxodo partidário é em direção à terra prometida da liberdade de ser. Aliás, o perfil independente, pensante, crítico, sem lado, mas com direção, parece não agradar e nem se encaixar na forma de muitos partidos que pensam a partir da ideologia, às vezes míseras, e pautadas, pura e simplesmente, no chamado interesse.

Felipe Rigoni disse ainda que ele discorda do termo "nova política". Política é política. Ou ela é boa ou é ruim, para ele não há política nova ou velha.

A visão do “cego deputado” é diferenciada. Sua teoria é o exercício da política que se concretiza na prática das ações. Visto que ao defender a redução do custo da Câmara federal, ele foi questionado por um jornalista se o corte do orçamento ou a diminuição dos recursos do Congresso Nacional não impactariam nas ações de deputados que fazem política ou cumprem mandato nas cidades e interiores, visto que ele, como a Tábata do Amaral, exercem um mandato de opinião.

Ele responde que não é deputado que fica apenas em rede social ou gerando opinião, mas aos fins de semana ele segue para muitas cidades dando palestras, explicando e expondo ideias e posições que poderão fazer do Brasil um país melhor, e só no último ano já economizou quase R$ 400 mil.

Felipe ficou cego aos 15 anos de idade, mas hoje, aos 28 anos, ele tem muito a contribuir quando o assunto é visão política e gestão pública. O perfil de Felipe é o perfil de alguém que, dentre poucos, conseguiu decodificar a mensagem do povo brasileiro que sonha e almeja um Brasil mais Brasil.

Concluindo, nos minutos quase finais do programa de televisão, Rigoni coroa a pergunta de um jornalista que diz: o senhor não acha que o discurso autoritário do presidente é uma ameaça à democracia? Felipe responde: “O risco à democracia não está pautado apenas no discurso autoritário, mas na ausência de resultados”. O brasileiro quer resultado. O brasileiro quer chegar no SUS e ser bem atendido, ele quer chegar na escola e ter educação de qualidade, ele quer liberdade econômica, enfim.

Vejam: parece que foi preciso um “cego deputado” ser eleito para que a visão dos brasileiros pudesse ser compreendida no âmbito da política. Felipe vai contra o ditado popular que diz: um cego guiando outro cego. Mas ele é um cego guiando a esperança de uma multidão de brasileiros, capixabas, que enxergam e desejam um Estado brasileiro com visão para o futuro.

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